2ª Atividade
Brincadeira Pipoca maluca
Campos
de Experiência: O eu, o outro e o nós
Corpo,
gestos e movimentos
Traços,
sons, cores e formas
Escuta,
fala, pensamento e imaginação
Espaço,
tempo, quantidades, relações e transformações
Dialogando com a turma
Organize as
crianças em uma roda de conversa e estabeleça um diálogo a fim de descobrir se
elas já tiveram oportunidade de brincar com folhas de jornal ou de revista e
corda. Ouça suas ideias, aproveite para indagar:
·
Vocês já brincaram com folhas de
jornal? E com folhas de revistas?
·
Já fizeram bolinhas de jornal para
realizar alguma brincadeira? (Se a resposta for afirmativa, pergunte qual era a
brincadeira, como era realizada etc)
·
E com corda, já brincaram? Como era a
brincadeira?
·
Essas brincadeiras tinham regras?
Foram vocês que criaram as regras?
·
Ouça as crianças e elabore novas
indagações a partir do diálogo estabelecido. Depois de ouvir, proponha a
realização da atividade: “Pipoca maluca” (Desafie, por meio de diálogo
coletivo, a participação de todas as crianças, insira aquelas que não têm o
hábito de falar, questione-as sobre como acham que será realizada a
brincadeira.)
Realizando a brincadeira
·
Organize o espaço para realizar a
atividade;
·
Organize o material: folhas de jornal,
corda grande ou giz para demarcar o meio do campo em que será realizada a
atividade;
·
Explique para turma que será realizada
a brincadeira “Pipoca maluca”;
Convide as
crianças para irem para uma área externa. Pode ser, por exemplo, o pátio ou uma
quadra de esporte.
Iniciando a atividade:
Solicite que as
crianças fiquem em rodinha para você explicar a atividade.
Diga que cada um
deverá fazer uma bolinha de jornal. Para isso, distribua as folhas e peça que
amassem a sua, formando uma bolinha que será a pipoca.
Organize a turma
em duas equipes por meio de sorteio, por exemplo: escreva as letras A e B em
diversos papeizinhos que contemple a quantidade de crianças; depois, solicite
que cada um pegue um papelzinho e, a partir da letra correspondente ao
papelzinho pego, estarão definidas as equipes.
Divida o espaço
com um risco (traço) no chão e posicione as duas equipes na quadra.
Quando você der o sinal, cada criança deverá jogar sua bolinha de jornal (pipoca) no campo do time adversário. As bolinhas não vão parar de pular para lá e pra cá, como se fossem pipocas estourando. Cada equipe deverá ter agilidade, velocidade e atenção para devolver rapidamente para o outro lado, podendo usar as mãos ou pés para devolver as bolinhas que estiverem do seu lado.
Ao final do tempo
estipulado, conte as pipocas dos dois times. A equipe que tiver menos pipoca
marca ponto. As bolinhas que passarem para o outro lado após o final serão
descontadas na contagem. (Os pontos poderão ser registrados com as crianças.
Para tanto, você poderá usar diferentes materiais, como tampinhas, palitos,
giz, caderno e lápis. Se alguma criança não tiver condições de participar, dê a
ela a tarefa de registrar os pontos).
ATENÇÃO
Nas primeiras
jogadas poderá será difícil para as crianças obedecerem a regra final: não
jogar mais bolas para o outro lado após o sinal de parou. Nesse momento,
sugerimos que reforce o respeito às regras e aos outros, a honestidade, a
autorregulação, para não transgredir as regras só para ganhar um jogo etc. O
jogo pode ser repetido várias vezes, desde que as crianças demonstrem interesse
em continuar jogando.
Para crianças
maiores, você poderá acrescentar uma bola a mais, deixando um total ímpar e
evitando empates.
Avaliação da atividade
Ao finalizar a
atividade, faça uma avaliação dela. Pergunte:
·
O que vocês acharam da atividade?
·
Achou fácil ou difícil pegar as
bolinhas? Vocês gostaram de sua equipe? Por quê?
·
Vocês acharam fácil ou difícil
respeitar a regra de não jogar as bolinhas quando pedir para parar? Por quê?
·
Quando vocês perdem um jogo ficam
chateados? O que é mais importante: ganhar o jogo ou participar da brincadeira?
·
Se todos só brincassem para ganhar,
mesmo que não respeitasse as regras, o que será que aconteceria? Seria possível
brincar? Por quê?
Não se esqueça!
Desafie, por meio
de diálogo coletivo, a participação de todas as crianças, insira aquelas que
não têm o hábito de falar, questione-as sobre o que pensam sobre determinada
questão.
Variações da Brincadeira
Organize as
crianças em roda, sem dar as mãos. Os participantes pulam para frente, para
trás, para um lado e para o outro enquanto cantam.
Quando você
cantar Poc, todas devem pular para a direita, no segundo Poc todas pulam para a
esquerda, e na sequência “é um tal de Poc, poc, poc poc…” todos pulam bem
rápido de um lado para o outro.
DICA
Uma dica válida é
que você vá aumentando gradativamente a velocidade da música e,
consequentemente, a dos movimentos. Para aumentar o grau de complexidade, você
poderá pedir às crianças que deem as mãos, em pequenos grupos, e integrem um
novo participante a seu grupo a cada vez que reiniciar a música.
Música:
Uma pipoca estourando na panela
Outra pipoca vem correndo responder
Aí começa um tremendo falatório e ninguém mais consegue entender
É um tal de poc, popoc, poc, poc, popoc, poc, poc, popoc, poc, poc
Para assistir
vídeos dessa brincadeira cantada use os sites:
·
https://mapadobrincar.folha.com.br/brincadeiras/cantadas/140-pipoca
·
https://www.youtube.com/watch?v=_DQraK78X60.
Solicite que as
crianças se organizem livremente pelo espaço e, ao seu sinal, elas deverão
correr por algumas direções. Quando você falar Pipoca maluca elas começarão a
pular com um dos pés ou com os dois, conforme a orientação. A um novo sinal, as
crianças voltarão a correr e iniciam a próxima rodada.
E com bebês e crianças menores? Como brincar?
Reúna as crianças
em torno de uma cesta com bolinhas de diferentes tamanhos, cores, espessuras,
bolas de tecido e plástico. Faça uma chuva de bolinhas: despeje-as
lentamente sobre as crianças.
Se algumas das
bolinhas tiverem barulho, faça movimentos próximos às crianças. Explore repetidas
vezes o barulho e a chuva de bolinhas.
Com crianças
menores, vá ampliando o repertório de atividades. Permita que explorem as bolas
de acordo com a necessidade de cada uma. Algumas vão pegar, outras vão chutar,
carregar, rolar, levar na boca... Proponha situações de acordo com os
movimentos realizados pela turma.
Que delícia!!!
Dependendo da
faixa etária de suas crianças, ofereça a elas pipocas, seja de doce, de sal,
branquinha ou colorida. Fique atento ao risco de engasgar. A pipoca é durinha e
muitas vezes as crianças com menos de 2 anos têm dificuldades para mastigá-la
de forma segura. É preciso que as crianças comam devagar, uma de cada vez,
mastiguem bem e contem com sua supervisão. Se for possível, leve as crianças na
cantina da escola para que elas possam acompanhar o preparo da pipoca.
Veja algumas
sugestões sobre os 10 alimentos mais perigosos para as crianças, no site:
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