9/25/2014

Como avaliar na escola hoje

Como avaliar na escola hoje

Ivete Terezinha Rizzotto


A avaliação por muito tempo foi utilizada para classificar, selecionar, como instrumento de disciplina e autoritarismo na sala de aula. Esta modalidade de avaliação, chamada de classificatória privilegia a competição e o julgamento reforça a exclusão e dificulta a permanência do aluno na escola. Esta avaliação coloca o aluno em determinado nível, ou seja, quantifica seu aprendizado.
A avaliação precisa vir junto com a aprendizagem, ou seja, em forma de processo de observação do crescimento do aluno. Vem ao encontro deste pensamento a chamada avaliação mediadora, que propõe um modelo baseado no diálogo e aproximação do professor com o seu aluno de forma que as práticas de ensino sejam repensadas e modificadas de acordo com a realidade sócio-cultural. Nesta perspectiva de avaliação o erro é considerado como parte do processo na construção do conhecimento e não como algo passível de punição. Na visão mediadora, o professor é capaz de criar situações desafiadoras que tornem capaz a reflexão e ação tornando a aprendizagem mais significativa. Essa avaliação mediadora possibilita ao aluno construir seu conhecimento, respeitando e valorizando suas idéias, ou seja, faz com que o aluno coloque em prática toda sua vivência.
 A verificação e a qualificação dos resultados da aprendizagem no início, durante e no final das unidades didáticas, visam sempre diagnosticar e superar dificuldades, corrigir falhas e estimular os alunos a continuarem dedicando-se aos estudos. A avaliação da aprendizagem necessita, para cumprir o seu verdadeiro significado, assumir a função de subsidiar a construção da aprendizagem bem-sucedida.
A avaliação, portanto deve representar um trabalho participativo, no qual deve haver o engajamento de toda a comunidade educacional na busca de êxitos, tendo como perspectiva a continuidade da aprendizagem e um conhecimento de qualidade. Neste caso, a avaliação deve ser compreendida com um processo mediador onde os pressupostos de caráter qualitativo sirvam como subsídio para uma contínua reflexão do trabalho educacional. A avaliação é um processo contínuo que deve ocorrer-nos mais diferentes momentos do trabalho.
A condição necessária para que isso aconteça é de que a avaliação deixe de ser utilizada como um recurso de autoridade, que decide sobre os destinos do educando, assumindo assim, o papel de auxilio no crescimento. É neste sentido que os professores encontram muitas dificuldades, sendo de suma importância que o professor saiba exercer seu papel de mediador entre o aluno e o saber e utilize a avaliação como alavanca de promoção do indivíduo.
 Avaliar o aluno apenas no seu desenvolvimento cognitivo é avaliar uma faceta do processo de aprendizagem, é negar-lhe o desenvolvimento de todas as suas possibilidades, é uma farsa, um discurso político desvinculado da realidade do educando.
A avaliação, não se restringe apenas em saber se o aluno apreendeu ou não, de acontecer de forma contínua e sistemática por meio da interpretação qualitativa do conhecimento construído pelo aluno. Possibilitando conhecer o quanto ele se aproxima ou não da expectativa de aprendizagem que o professor tem em determinados momentos do decorrer do ano letivo, em função da intervenção pedagógica realizada.
Portanto, a avaliação das aprendizagens só pode acontecer relacionada com as oportunidades oferecidas, isto é, analisando as adequações das situações didáticas propostas aos conhecimentos prévios dos alunos e aos desafios propostos. Pensando assim, no decorrer de nossa prática de estágio buscamos estar embasadas em uma avaliação que objetiva-se o processo de ensino aprendizagem do aluno, para que o mesmo fosse respeitado em sua individualidade.


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