11/10/2015

PROJETO: CONHECENDO AMETISTA DO SUL




1. TITULO DO PROJETO
CONHECENDO AMETISTA DO SUL - RS

2. ESCOLA DE APLICAÇÃO DO PROJETO

Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Cleiton Costa.

3. ÁREAS DO CONHECIMENTO ENVOLVIDAS

Língua Portuguesa
Matemática
Mundo Físico e Natural
História e Geografia
Ensino Religioso
Artes
Informática

4 .OBJETIVOS
           
Objetivo Geral: Proporcionar aos alunos, a partir dos conhecimentos já obtidos em sala de aula, aprofundamento dos conteúdos envolvidos além de conhecer galerias subterrâneas com exploração de ametistas e ágatas.

Objetivos Específicos:
·         Conhecer características peculiares da região de mineração, pontos turísticos, atividades econômicas, proporcionando ao aluno momentos de reflexão, comparação, observações e demais descrições.
·         Propiciar ao aluno um momento de descontração e lazer, bem como enriquecer seu cabedal de conhecimento.
·         Proporcionar aos alunos o conhecimento desde a extração do minério até a matéria prima pronta;
·         Conhecer os tipos de solos e o relevo da região sul do Brasil, previamente estudados em sala de aula;
·         Conhecimento, integração e socialização entre os participantes.
·         Acompanhar o trabalho do garimpeiro com demonstração de detonação, perfuração, equipamentos de segurança e como são retiradas as pedras;
·         Visitar uma mina desativada e a exposição de pedras e formações rochosas;
·         Conhecer a Igreja São Gabriel revestida e decorada com pedras preciosas e geodos de vários tamanhos e formas;
·         Entender as etapas da fabricação do vinho com adegas montadas entre os nichos da galeria onde o vinho é envelhecido.

5. JUSTIFICATIVA:

Ametista do  Sul apresenta em suas entranhas, situação geológica diversa e desconhecida, inimaginável talvez, à maioria de nossos estudantes. Tendo em vista  estudos mais pro eficientes nas áreas científicas e geológicas,  ecoturismo, agregação de valores às atividades rurais, sentiu-se a necessidade de  organizar um roteiro de viagem de estudos, à alguma localidade que contemple vários dos aspectos destes conteúdos, sendo assim foi realizado esta viagem de estudo com o 6º ano do Ensino Fundamental, por estes assuntos estarem relacionados com os conteúdos programáticos nesta etapa escolar.
A viagem foi organizada pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura com o objetivo de auxiliar nos conteúdos escolares. Por meio desses passeios os estudantes aprendem, entram em contato com outras culturas, integram e conhecem lugares diferentes.

6. METODOLOGIA
A viagem de estudos será realizada a partir de um roteiro programado antecipadamente, com leituras e pesquisas realizadas no laboratório de informática e relatos de pessoas que já conhecem o local. Visitaremos: A  Igreja, o  Parque Museu, Mina desativada, Mina em atividade, Vinícola e Lojas de Pedras, tudo isso será  acompanhada de  um guia turístico, onde os alunos irão observar, ouvir e analisar a visitação, bem como , será feito o registro através de fotos e filmagens dos locais visitados. Após a viagem os alunos, em sala de aula, produzirão textos, desenhos e aprofundamento teórico sobre a formação geológica, relevo, localização geográfica, minerais do RS, socialização dos trabalhos realizados e exposição de fotos.

7. CRONOGRAMA

            A viagem será  realizado no dia 05 de novembro de 2015, com saída as  7:45 minutos, em frente à Escola Municipal Cleiton Costa, com retorno previsto as 17h do mesmo dia.

8. POPULAÇÃO ALVO
·         Alunos do 6º Ano do Ensino Fundamental das Escolas Municipais Cleiton Costa e Osvaldo Aranha.
·         Professores da turma, funcionários e equipe diretiva da Escola Cleiton Costa.

9. RECURSOS FINANCEIROS

Recursos oriundos da Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Engenho Velho.
·         A despesa de transporte, via ônibus do transporte escolar;
·         Alimentação dos alunos e professores responsáveis;
·         Ingresso nos locais de visitação para os alunos e professores responsáveis;

10. AVALIAÇÃO

Os alunos serão avaliados através da participação, produção textual, desenhos, relatos orais, será satisfatório se os objetivos relacionados no presente projeto forem alcançados.




ANEXOS:
ATIVIDADE 01
Site de pesquisa.

ATIVIDADE 02


RECOMENDAÇÕES IMPORTANTES PARA A VIAGEM À AMETISTA DO SUL

Querido (a) Aluno (a) esteja alerta para essa ideia!
Estamos fazendo uma viagem de estudos para aprendermos coisas importantes e também para nos divertirmos.
Para que tudo transcorra normalmente é preciso seguir algumas normas, pois estamos representando a nossa Escola. Sabemos que a sua companhia é importante, que você é especial. Mostre isto através de seus atos como um (a) aluno (a) inteligente, educado(a), atencioso(a) e respeitoso(a). Para isso vamos seguir todos juntos algumas normas:
-Mantenha os lugares limpos (não jogue lixo no chão...);
-Ajude a conservar os ambientes;
-Não é permitido bebidas alcoólicas nem cigarros;
-Não mexa onde não é permitido;
-Fale baixo, isso é sinal de educação (falar alto é brega);
-Não coma na hora das visitas;
-Respeite seus colegas, professores, motoristas e as outras pessoas;
-Seja educado (a) nos locais que iremos lanchar.
*Não esqueça que você é um (a) estudante, portanto, uma pessoa muito educada!
É muito importante o seu comportamento e disciplina.
Contamos com você nessa ideia brilhante e como consequência uma viagem inesquecível!
Fique tranquilo(a), a ideia é conservar a tua autoimagem, pois o ônibus tem uma boa infraestrutura que possibilitará que a nossa hipófise ordene a tireoide e a paratireoide para funcionar corretamente e melhore a nossa autoestima.



ATIVIDADE 03

QUESTÕES QUE NORTEIAM O PASSEIO PARA AMETISTA DO SUL

1)Faça um relato da viagem realizada usando fotos para descrever os ambientes visitados em  Ametista do Sul.
2) Em que região do RS está localizada?
3) Desenhe (ou faça xérox) do mapa do Rio Grande do Sul e localize a cidade de Ametista do Sul e assinale o trajeto percorrido desde Independência e todos os locais que passamos evidenciando as visitas.
4) A quantos metros de altitude de encontram as jazidas de Ametista do Sul? O que significa essa altitude?
5) Qual a principal base econômica do Município?
6) Por que  a cidade recebe este nome?
7) Quantas pessoas trabalham em garimpos no m município de Ametista e na região?
8) Quando o Município começou a ser colonizado? E quando começo a extração de pedras preciosas?
9) Em média, quantos garimpos Ametista do Sul tem?
10) O que são geodos?
10)Anote os tipos de pedras que você observou e as respectivas cores..
11)Que tipos de objetos são confeccionados com as pedras extraídas de Ametista do Sul?
12)As pedras preciosas de Ametista do Sul e região são exportadas para que países?
13) Quais os cuidados que  os garimpeiros devem observar?
14)Como é trabalha a questão ambiental nos garimpos.
15) Relato em forma do seminário e fotos.










Projeto: A INFLUÊNCIA DAS NOVAS TECNOLOGIAS NO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA LEITURA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL



A INFLUÊNCIA DAS NOVAS TECNOLOGIAS NO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA LEITURA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL






ALUMNA: FRIGERI, LEONARA PIRAN

Profesora: AGUIRRE, Stella Maris
Seminário: Metodología II
Turma: IUNES III
E-mail: piranfrigeri@bol.com.br







Buenos Aires, Septiembre de 2015.

SUMÁRIO


1. Introdução........................................................................................................................      03

2. Planteo del problema…………………………………………………………………...        05
2.1 Tema..............................................................................................................................      05
2.2 Problema........................................................................................................................      05

3. Objetivos..........................................................................................................................      07

4 Estado del arte..................................................................................................................       08
4.1 Multiletramentos e educação........................................................................................         08

5. Marco Teórico.................................................................................................................       11
5.1 A informática em seu contexto histórico.......................................................................          11
5.2 O processo educativo e as novas tecnologias no ensino-aprendizagem........................           12
5.3 A internet na educação..................................................................................................        13
5.4 O processo de leitura atual.............................................................................................       15

6. Hipótesis..........................................................................................................................       05

7. Metodología.....................................................................................................................      05

8. Referências bibliográficas...............................................................................................         17

1. Introdução
 


Por intermédio das novas tecnologias, o ser humano se desenvolve cognitiva e socialmente, por isso o uso delas nas escolas se faz tão importante. Porém, a inserção, a implementação e o uso das novas tecnologias no ambiente escolar ainda são limitados, seja por falta de condições financeiras ou por “incapacidade” do corpo docente de utilizar toda a potencialidade dessa tecnologia; o uso das mesmas deve sair da esfera do “consumir” e ascender para o “produzir”.
Os professores, alunos e conteúdos são o triângulo interativo e atores principais do processo educacional nos ambientes virtuais. Interativo porque é necessária uma colaboração dos três para que o processo seja completamente explorado.
As novas tecnologias exercem total influência sobre as relações dos alunos com o mundo exterior e interior (aprendizado e cognição), acarretando mudanças epistemológicas, nas formas de leitura, de comunicação, de pensar e de representação pessoal, segundo análise Vigotskiana. Os professores, por sua vez, devem procurar fazer uso das novas tecnologias utilizando toda a sua potencialidade.
O interesse em investigar a influência das novas tecnologias no processo de construção da Leitura nos anos iniciais do Ensino Fundamental é relevante para a qualidade da educação, que está inserida no mundo globalizado e altamente tecnológico, e por esse viés, o exercício da leitura e da escrita estendem-se para uma ampla variedade de textos que podem ser acessados de qualquer lugar e a todo o tempo. Se o texto mudou, mudou também o leitor, que agora interage com informações em diferentes modalidades de linguagem. Mais do que o texto escrito, os alunos hoje são instigados a produzir em sala de aula utilizando às inúmeras possibilidades tecnológicas de comunicação. É a era dos multiletramentos. Passou o tempo em que a alfabetização na escola se resumia ao texto escrito, hoje a educação certamente terá que ter um olhar também, para o analfabetismo virtual
Percebe-se que, apesar de tanta tecnologia disponível no mercado, através do celular, tablet, computador, a difusão de imagens torna-se cada vez mais dominante, e a aula sem a utilização desses recursos pode se tornar cansativa para as crianças que já nascem aprendendo a deslizar seus dedinhos nas telas de toque, pois fazem parte do seu cotidiano sócio familiar. Não é de agora, claro, que a imagem impera na comunicação humana, mas é recente a necessidade de aprender a dialogar com os tantos usos que ela propõe. Frente ao exposto justifica-se esse estudo de tamanha relevância sócio educativa.
2. Planteo del problema


A influência das novas tecnologias no processo de construção da leitura na turma do quinto ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Cleiton Costa de Engenho Velho/RS em 2015-2016.

 

2.1 Tema

A influência das novas tecnologias no processo de construção da leitura nos anos iniciais do Ensino Fundamental.


2.2 Problema


Quais são os efeitos do uso das novas tecnologias no processo de construção da leitura nos alunos do quinto ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Cleiton Costa de Engenho Velho/RS?
Quais são os impactos do uso das novas tecnologias no processo de construção da leitura nos alunos do quinto ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Cleiton Costa de Engenho Velho/RS?
As novas tecnologias contribuem no processo de construção da leitura nos alunos do quinto ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Cleiton Costa de Engenho Velho/RS?
Que características apresentam os alunos que constroem a leitura utilizando as novas tecnologias?



3. Objetivos
 


Objetivo Geral: Analisar o uso das novas tecnologias e sua influência no processo de construção da leitura dos alunos na turma do quinto ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Cleiton Costa de Engenho Velho/RS em 2015-2016.


Objetivos Específicos:
  • Reconhecer a prática docente utilizada no processo de construção da leitura no quinto ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Cleiton Costa de Engenho Velho/RS em 2015-2016.
  • Identificar os recursos pedagógicos utilizados no processo de construção da leitura no quinto ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Cleiton Costa de Engenho Velho/RS em 2015-2016.
  • Observar a utilização das novas tecnologias nas aulas no quinto ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Cleiton Costa de Engenho Velho/RS em 2015-2016.
  • Avaliar a influência das novas tecnologias no processo de construção da leitura no quinto ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Cleiton Costa de Engenho Velho/RS em 2015-2016.

4 Estado del arte
 


4.1 Multiletramentos e educação


Com as novas tecnologias, a comunicação mudou e muitos são os desafios colocados para a escola. Os principais são tornar o aluno um produtor de conteúdo (considerando toda a diversidade de linguagem) e um ser crítico.

Vídeos que mostram um acontecimento, como a queda de um meteorito na Terra, ou que transmitem em tempo real uma posse presidencial.
Fotos que revelam a cultura de um povo. Áudios que contam as notícias mais importantes da semana. A sociedade contemporânea está imersa nas novas linguagens (algumas não tão novas assim). As informações deixaram de chegar única e exclusivamente por texto. Tabelas, gráficos, infográficos, ensaios fotográficos, reportagens visuais e tantas outras maneiras de comunicar estão disponíveis a um novo leitor. O objetivo maior da informação, seja para fins educacionais, informativos ou mesmo de entretenimento, é atingir de maneira eficaz o interlocutor (V3 CADERNOS IFT, p. 05, 2013).

Com as novas tecnologias, os textos sofreram mudanças significativas. Agora, imagem e som também devem ser considerados nas leituras e a escola necessita incorporar práticas relacionadas a um conceito nascido há mais de 15 anos: o de multiletramentos. Às práticas letradas que fazem uso dessas diferentes mídias e, consequentemente, de diversas linguagens, incluindo aquelas que circulam nas mais variadas culturas, deu-se o nome de multiletramentos.  Assim, tratar os textos, compreendê-los e produzi-los passa a levar em conta linguagens como a fotografia, o áudio e o vídeo.
Com isso o processo de construção da leitura vem mudando e o professor necessita urgentemente atualiza-se para acompanhar as mudanças que o mundo tecnológico trouxe não só para a escola, bem como para a vida das pessoas. O que se espera com esses recursos é que os estudantes “desenvolvam mais as habilidades de leitura e de escrita para que se apropriem de gêneros híbridos, que circulam em diferentes culturas de uso das mídias digitais, e de práticas de linguagem que circulam nessa esfera” (Rojo apud V3 CADERNOS IFT, p. 06, 2013). Ainda para ela “Espera-se também que eles dêem conta de selecionar, tratar, analisar, redistribuir e remixar ou transformar as informações que encontrarem pela frente.”
Segundo Rojo (apud V3 CADERNOS IFT, p. 07, 2013), os recursos tecnológicos são “interativos e colaborativos; fraturam e transgridem as relações de poder estabelecidas, em especial as de propriedade (das máquinas, das ferramentas, das ideias, dos textos), sejam eles verbais ou não; são híbridos, fronteiriços e mestiços (de linguagens, modos, mídias e culturas)”.
Assim como na sociedade, os multiletramentos também estão presentes nas salas de aula. O papel da instituição escolar, diante do contexto, é abrir espaços para que os alunos possam experimentar essas variadas práticas de letramento como consumidores e produtores de informação, além de discuti-la criticamente. Para Rojo (apud V3 CADERNOS IFT, p. 05, 2013), “Vivemos em um mundo em que se espera (empregadores, professores, cidadãos, dirigentes) que as pessoas saibam guiar suas próprias aprendizagens na direção do possível, do necessário e do desejável, que tenham autonomia e saibam buscar como e o que aprender, que tenham flexibilidade e consigam colaborar com a urbanidade”.
Para Barbosa (apud V3 CADERNOS IFT, p. 06, 2013), a tecnologia pode estar na escola sob três perspectivas:

Potencialização de recursos didáticos – Quando se utiliza a tecnologia como apoio para ensinar conteúdos escolares. Exemplo: uma professora explica os movimentos de rotação e translação da Terra com a ajuda de uma animação.
Discussão como tema transversal – Quando a escola debate assuntos como games, autoria na internet, limite de exposição da vida privada, liberdade de expressão, confiabilidade de dados para publicação, etc.
Mídias, suportes e ambiente – Quando o uso da tecnologia dá lugar a diferentes práticas sociais de uso da linguagem pelas quais circulam diferentes gêneros e textos que servem para a produção de novos gêneros e textos.

Esse modo de trabalhar com as tecnologias prepara quem está na escola para atuar como um membro da sociedade contemporânea e confere liberdade, uma vez que convida o aluno a eleger recursos, conteúdos e parceiros de trabalho, a tomar suas decisões durante o percurso, sem deixar de lado a responsabilidade, pois sua autoria exporá seu trabalho e, por ele, será necessário responder.

5. Marco teórico
 


5.1 A informática em seu contexto histórico


No Brasil, a implantação de políticas de informática na educação pública tem se pautado fundamentando-se na mudança a nível pedagógico. As experiências desenvolvidas têm salientado a mudança escolar, isso vem ocorrendo desde 1982, quando essas políticas começaram a ser delineadas. Na França e Estados Unidos, o uso da Informática na educação não tem a preocupação clara da mudança pedagógica, pois o sistema educacional possui um nível superior ao nosso, e a Informática foi inserida apenas para o aluno se familiarizar com esses recursos. Por isso, os objetivos da utilização da Informática nesses países são mais simples e fáceis de serem alcançados, pois requer menor formação dos professores, pouca mudança pedagógica em sala de aula, no currículo e na gestão escolar (Valente, 1999).
As decisões no Brasil tiveram como ponto de referência o contexto mundial sobre o uso da informática educativa, porém a trajetória brasileira é muito peculiar e diferente do que se faz e fez em outros países. No entanto, ao comparar os avanços pedagógicos alcançados através da Informática no Brasil a outros países, os resultados são parecidos e indicam que ela praticamente não alterou a forma pedagógica em sala de aula.
Segundo Valente (1999), um dos fatores que difere o programa de Informática na Educação do Brasil em relação a França e aos Estados Unidos, é a relação que se estabeleceu entre os órgãos de pesquisa e a escola pública. Na França, as políticas praticadas pelo governo, não foram necessariamente frutos da pesquisa e não ocorreu o estabelecimento de uma ligação direta entre os centros de pesquisa e a escola pública. Nos Estados Unidos, apesar de terem sido produzidas várias pesquisas e experiências, estas podiam ou não ser utilizadas pela escola interessada em implementar a Informática educacional.
A segunda diferença, para Valente (1999), é a descentralização das políticas e a sistemática de trabalho estabelecida entre o Ministério da Educação e Cultura (MEC) e as instituições que desenvolviam trabalhos de Informática na Educação. Essa sistemática foi diferente de qualquer outro programa educacional iniciada pelo MEC. No caso da Informática na Educação, os projetos e as decisões não ficaram totalmente centralizados no MEC. Elas foram fruto de discussões e propostas feitas pela comunidade de técnicos e pesquisadores da área. A função do MEC era acompanhar, disponibilizar e implementar essas decisões. No Brasil, as políticas de implantação e desenvolvimento da Informática na Educação não são resultado só de decisões governamentais como na França e nem consequência do mercado como nos Estados Unidos.
A terceira diferença é em relação à abordagem pedagógica e a função do computador no processo educativo. No programa desenvolvido no Brasil, a função do computador é o de causar alterações pedagógicas profundas, em vez de automatizar o ensino ou preparar o aluno para ser capaz de trabalhar com a Informática e essa proposta de modificação sempre esteve presente nos diálogos. Todos os núcleos de pesquisa do projeto EDUCOM atuaram pensando em criar ambientes educacionais onde o computador serviria como recurso para facilitar o processo de aprendizagem.
A mudança da abordagem educacional era e é o grande desafio. Transformar uma educação voltada no ensino e no repasse do saber, para uma educação em que o aluno desenvolve atividades através do computador e, dessa forma, construir seu conhecimento é o objetivo almejado. A formação dos pesquisadores dos centros-pilotos, os cursos de formação projetados e até os softwares educacionais desenvolvidos eram realizados pensando nesse tipo de mudança pedagógica (Valente, 1997).
Ao analisar as experiências vivenciadas, entende-se que a viabilidade dessas transformações educacionais, não depende da simples instalação de computadores nas escolas e sim repensar questões como dimensão do espaço e do tempo da escola. A sala de aula se torna um lugar em que professor e o aluno realizam um trabalho diferente em relação ao conhecimento e deixa de ser um local de classes enfileiradas. Um lugar onde o professor deixa de ser o de repassador de informação e passa ser o de facilitador do processo de ensino-aprendizagem. O aluno não é mais passivo, receptador de informações, para ser ativo aprendiz, agente que constrói seu próprio conhecimento. A ênfase da educação deixa de estar na memorização da informação repassada pelo educador e passa a ser a construção do conhecimento feita pelo aluno de forma significativa, sendo o educador apenas o facilitador desse processo de construção (Valente, 1999).


5.2 O processo educativo e as novas tecnologias no ensino-aprendizagem


Os conteúdos virtuais possibilitam que tanto alunos quanto professores, consigam explorar fenômenos e conceitos, muitas vezes inviáveis nas escolas ou inexistentes, por questões econômicas e de segurança. Com a velocidade das tecnologias, a produção de novos conhecimentos e as crescentes aplicabilidades com os recursos da informática, acaba exigindo novas metodologias de ensino e impulsionam a modernização da educação requerendo contínua formação de toda comunidade escolar envolvida. Segundo Moran (1998) “Um dos eixos das mudanças na Educação passa por sua transformação em um processo de comunicação autêntica, aberta entre professores e alunos, primordialmente, mas também incluindo administradores e a comunidade, principalmente os pais”.
Valente (2003) afirma que “a experiência do professor é fundamental. [...] o professor precisa conhecer as diferentes modalidades de uso da informática na educação [...] entender o que os recursos oferecem para a construção do conhecimento”. A estreita passagem do anterior para o novo continua sendo função dos professores. Transfere-se, desse modo, para as mãos dos envolvidos com a prática escolar a responsabilidade da mudança, sendo sua tarefa recriar fazeres e saberes de diversas lógicas alheias a seu dia-a-dia.
Os educadores já têm conhecimento que nem o professor, nem o aluno controlam o processo de aprendizagem. Ambos participam dele dinamicamente e estão em constante aprendizagem. Por isso, o aspecto da inovação escolar, mais que as questões sobre o uso das Novas Tecnologias, apontam para o surgimento de um ideário que possibilite, ao mesmo tempo, reinventar o cenário escolar, buscando uma lógica que embase a função da escola nos processos de ensino-aprendizagem, colaborando com práticas docentes que poderão, ou não, sofrerem influência das Novas Tecnologias.


5.3 A internet na educação


A tecnologia é vista como uma possibilidade de formação tanto do processo do trabalho discente, quanto do processo de trabalho docente. Por isso, não pode ser ignorada, os recursos tecnológicos, como internet, multimídia, videoconferência, apresentam novas formas de ler, de escrever, e por isso, de pensar e agir. Ao usar um editor de texto ele possibilita o registro dos pensamentos de forma diferente do texto escrito a mão, levando a pessoa a perceber uma forma diferente de ler e de interpretar o que escreve.
Segundo Silva (2001 p. 174) “O professor não é somente ator na rede de interações. Mas, sobretudo, autor. Ele provoca e disponibiliza a rede de interações tomando por base os fundamentos da interatividade. É nessa materialidade comunicacional que ele expressa sua autoria. Aliás, manter essa ambiência, já constitui sua autoria.
Para que a utilização da tecnologia no processo educacional seja efetiva ela precisa estar desvinculada dos objetivos da educação tradicional, no que se refere à transmissão do conhecimento. Segundo Freire (1995), precisa-se contribuir para criar uma escola que seja aventura, que marque o aluno e que não tenha medo do risco e por isso recusa o imobilismo. Uma escola que possibilite pensar, atuar, falar, amar, adivinhar. É importante o entendimento de como os estudantes, na sua relação com o computador, interagem e adquirem conhecimentos e de que forma os professores podem trabalhar na direção do processo educacional.
Como o conhecimento não se passa, ele se cria, é construído e reconstruído todos os dias.  Aprender se dá ao contextualizar o que é significativo. Para Moran (2005):

Educar é estar mais atento as possibilidades do que  aos limites. Estimular o desejo de aprender, de ampliar as formas de perceber, de sentir, de compreender, de comunicar-se. Apoiar o estado de prontidão para aprender dentro e fora da escola, em todos os espaços do nosso cotidiano, em todas as dimensões da vida. Estar atentos a tudo, relacionando tudo, integrando tudo. Conectar sempre o ensino com a pessoa do aluno, com a vida do aluno, com a sua experiência (MORAN, 2005: 88).

A educação deve procurar chegar ao aluno por todos os caminhos possíveis: pela experimentação, imagem, som, representação, dramatizações, simulações, pela multimídia. O ensino e aprendizagem é um processo do qual educador e educando compartilham. Parafraseando Freire (1987), poderíamos dizer: ninguém educa ninguém, ninguém é educado por ninguém; os homens se educam juntos, em comunhão. A Internet poder se tornar um dos caminhos desse processo. Segundo Moran (2005):

Ensinar e aprender depende do educador e do educando, é um processo compartilhado.  O educador coordena, sensibiliza, organiza o processo, que vai sendo construído em conjunto com as habilidades e tecnologias possíveis a cada grupo, de forma participativa. É um processo baseado na confiança, na comunicação autêntica, na interação, na troca, no estímulo, com normas e limites, mas sempre enfatizando o incentivo (MORAN, 2005: 89).

A internet para Moran (2005), é um novo meio de comunicação, ainda incipiente, mas que serve para rever, estender e transformar as muitas formas atuais de ensinar e aprender. Os recursos da informática, quando usados de maneira adequada, pode se constituir em agente de mudanças para o processo de ensino-aprendizagem e, portanto, de melhoria da educação.


5.4 O processo de leitura atual


O leitor da atualidade, o que convive com as novas tecnologias tem um novo perfil, sendo assim pode-se perceber de três tipos de leitores tradicionais da hipermídia, aos quais Santella (2003 apud CANTALICE, p. 1, 2010) denomina de “o contemplativo, o movente e o imersivo”. Segundo Santaella, o primeiro, o leitor contemplativo, é aquele da idade pré-industrial, da era do livro impresso e da imagem expositiva, fixa. O segundo é o leitor do mundo em movimento, dinâmico, filho da Revolução Industrial e do aparecimento dos grandes centros urbanos: o homem na multidão. E o último o leitor imersivo, que é o foco principal da obra, é o leitor que surgiu a partir dos novos espaços virtuais - os ciberespaços.
Propondo que o perfil do navegador imersivo é caracterizado por três níveis diferentes de raciocínio: o abdutivo, o indutivo e o dedutivo, Santaella (2003) destaca o poder que a mente humana tem para conseguir desenhar caminhos, muitos percorridos pela arte da adivinhação, desvendando trilhas desconhecidas, que levam a um ponto comum do conhecimento, é o internauta que navega praticando a arte da adivinhação, através do instinto racional.
O raciocínio abdutivo é próprio do leitor novato, que pratica a errância como procedimento exploratório em territórios desconhecidos. O indutivo é característico do internauta que já está em processo de aprendizagem, que navega em espaços desconhecidos, mas que segue passos de indução resultando em caminhos diversos, muitos, dentro de suas expectativas. E o último, o indutivo, próprio daquele que já conhece todas as artes manhas do ciberespaço.
Santaella (2003 apud CANTALICE, p. 3, 2010) salienta que para se delinear o perfil deste tipo de internauta, é preciso não apenas caracterizar os processos inferenciais e mentais que guiam as escolhas do cibernauta, mas também explicar de onde vem a agilidade perspectiva e a prontidão de respostas que esse leitor exibe na interação com o fluxo incessante de signos que se apresentam nas interfaces da hipermídia. A grande marca deste tipo de leitor, está dentro das interfaces da interatividade.
Outro traço identificador do leitor imersivo encontra-se nas transformações sensórias, perceptivas e cognitivas que emergem neste tipo de leitura. De fato, mesmo para um internauta experto e previdente, a rede é sempre um espaço labiríntico, do qual ninguém pode ter uma visão aérea, fixa, definida. Contudo, apesar das diferenças existentes entre os três tipos de leitores mencionados pela autora, percebemos que existem pontos comuns entre eles. São leitores que, mesmo estando em espaços distintos do ciberespaço que propiciam maior interatividade, estão diretamente ligados aos perfis de leitores tradicionais de livros, revistas ou jornais, pois buscam reconhecer um determinado contexto a partir da premissa da leitura tradicional, agora com mais dinamismo e diversidade.

6. Hipóteses


Alguns efeitos da utilização das novas tecnologias no processo de construção da leitura nos alunos são perceptíveis, tais como: absorvem novos conceitos, os conteúdos desses recursos influenciam o aluno na formação do juízo de valor que ele faz sobre as coisas e modifica o quadro negativo que a educação possui. Por isso as novas tecnologias influenciam no processo de construção da leitura nesse novo leitor da era do multiletramentos e também colaboram com este processo, pois permitem que as crianças façam diferentes leituras ao utilizá-las.
As novas tecnologias despertam curiosidade e funcionam como estímulos, pois o ciberespaço é objeto de curiosidade e as crianças geralmente não têm aversão ou resistência, justamente porque são curiosos e não tem medo do novo, característica perceptível nos nativos digitais. Dessa maneira o ciberespaço e a cibercultura deixarão de serem objetos de curiosidade e desejo e passarão a ser instrumentos para o desenvolvimento da leitura, da escrita e da escrita plena, exigência deste tempo e, muito provavelmente, de todos os outros que aceleradamente se aproximam.

7. Metodologia


O trabalho de investigação se trata de um estudo de caso e caracteriza-se como pesquisa descritiva, seguida de abordagem qualitativa. Os sujeitos da pesquisa, serão aos alunos do quinto ano do Ensino Fundamental de uma Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental de um município de pequeno porte do norte do Estado do Rio Grande do Sul. Será aplicada uma encuesta aos docentes e aos alunos desta turma. Os instrumentos da pesquisa para a coleta dos dados realizado através da observação, da entrevista semi estruturada, serão analisados pela fundamentação teórica de autores críticos contemporâneos. Foram escolhidos esses dois tipos de instrumentos de medição por que a amostra se constitui de crianças com baixa faixa etária e as mesmas poderão ter dúvidas ao responder a encuesta sendo responsabilidade do pesquisador esclarecê-las, com uma postura ética e comprometida com a veracidade dos dados, e consequentemente, para com uma educação de qualidade
A amostra da pesquisa será constituída na totalidade da turma, ou seja, pelos 30 alunos do quinto ano do Ensino Fundamental, com faixa etária de 10 e 11 anos de idade e 2 docentes da turma. Essa amostra foi definida levando em consideração que é uma turma de crianças curiosas, com grande potencial produtivo, que utilizam e convivem com as novas tecnologias e sendo assim, vivem em contato com o multiletramento presente nessas tecnologias.

8. Referências bibliográficas


CANTALICE, Tereza Cristina Elias. (2010, Dezembro). Revista Eletrônica Temática, [on line]. Ano I, n. 12. Disponível em: http://www.insite.pro.br/2010/dezembro/leitor_imersivo_santaella.pdf [2015, 29 de Julho].
COLL, César; MONEREO, Carles (Orgs.) (2010). Psicologia da educação virtual-Aprender e Ensinar com as Tecnologias da Informação e da Comunicação, [on line]. Porto Alegre: Artmed. Disponível em: http://www.insite.pro.br/2010/dezembro/leitor_imersivo_santaella.pdf [2015, 29 de Julho].
Educação no Século XXI. (2013), [on line]. Volume 3. São Paulo: Fundação Telefônica. Disponível em: http://www.ead.unb.br/arquivos/livros/multiletramentos.pdf. [2015, 29 de Julho].
FREIRE, Paulo. (1995). Crítico, radical e otimista. Presença Pedagógica, Belo Horizonte, ano 1, v.1, jan./fev.
PEREIRA, Bianca Regina de Castro. (2012, Outubro). Uma análise sobre a Psicologia da Educação Virtual, [on line]. Disponível em: http://portalrevistas.ucb.br/index.php/raead/article/viewFile/3240/2235 [2015, 29 de Julho]
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