O USO DO VÍDEO E DA INTERNET NO 4º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL NA ESCOLA
MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL CLEITON COSTA EM ENGENHO
VELHO-RS
RESUMO
Este
artigo versa sobre a utilização das TIC
[2]s
no processo de ensino-aprendizagem. A
fundamentação teórica abordou o vídeo e a internet na educação, sua articulação
com o processo de ensino-aprendizagem. Com o avanço das mídias torna-se
indispensável o seu uso como recurso didático na educação. Nesse cenário a
figura do professor aparece como agente muito importante desse processo,
necessitando estar aberto a mudanças, ser auxiliado por alguém que tenha
conhecimentos técnicos e pela equipe diretiva da escola, além de se manter
atualizado. Ficou evidenciado que
as TICs podem contribuir de muitas maneiras significativas no processo de
ensino-aprendizagem e para a formação de melhores cidadãos, capazes de atuar
conscientemente na sociedade do conhecimento em constante transformação.
Palavras-chave: Vídeo. Internet. Contribuição no
ensino-aprendizagem.
O uso das mídias, por exemplo, o vídeo e a internet vêm
sendo cada vez mais importantes na realidade educacional que ora se apresenta.
Sua importância social e seu uso como ferramenta de aprendizagem aumenta cada
vez mais entre as pessoas e isso pode ser observado na crescente utilização
desses recursos. Em outras épocas, necessitava-se explicar a inserção dos
recursos tecnológicos na educação, o que não ocorre mais nos dias atuais, o que
tem preocupado agora, é a sua utilização para uma melhor contribuição
educacional.
Podem-se observar vários motivos para a alfabetização
tecnológica das pessoas. O primeiro está relacionado à lógica do mercado, que
exige pessoas que saibam utilizar recursos tecnológicos para produzir bens e
serviços para a sociedade da informação, pois só pessoas tecnologicamente
alfabetizadas poderão se tornar consumidora desses bens e serviços. O segundo
motivo está voltado para o projeto de cidadania e democratização do saber, pois
a sociedade da informação deve ser construída a fim de servir as necessidades
sociais e humanas. Por isso, não se pode recusar a utilização das Tecnologias
da Informação e Comunicação (TICs) nos processos pedagógicos.
Pesquisas apontam que as escolas são locais importantes para
promover o acesso da população às TICs. A utilização desses recursos na escola
tem provocado uma mudança na sua estruturação e até mesmo no ofício de ensinar.
Esses recursos não vieram para solucionar seus problemas educacionais, mas
também não se pode desprezar seu potencial pedagógico como na flexibilização do
tempo escolar, no estabelecimento de redes de aprendizagem, na produção de
materiais didáticos utilizando recursos multimídia, capazes de atender os
educandos nas suas individualidades.
Em tempos atrás, a utilização do vídeo e da internet era
recebida, muitas vezes, com receios. A preocupação estava em vincular esses
recursos aos objetivos pedagógicos da escola e, algumas vezes, essas
tecnologias eram vistas como a salvação para os problemas da educação. Por
isso, o presente artigo versa sobre o uso do vídeo e da internet no 4º ano do
Ensino Fundamental, na Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino
Fundamental Cleiton Costa, no município de Engenho Velho-RS, onde se pretende
analisar o seu uso e a sua contribuição no processo de ensino-aprendizagem dos
educandos.
O objetivo é investigar a contribuição pedagógica do vídeo e
da internet na educação, como instrumento auxiliar no processo de
ensino-aprendizagem dos alunos, a fim de compreender a dinâmica dessas
tecnologias e sua relação com o processo de ensino-aprendizagem, para que o
educador assuma seu papel enquanto agente cultural e transformador de seu
tempo.
Deu-se preferência, neste trabalho, a pesquisa-ação. Para a
coleta de informações, se fez uso da observação, de questionários, da análise
documental e da análise da aplicação. A pesquisa aconteceu no período de abril
a junho de 2012. A observação procurou identificar como ocorre o uso do vídeo e
da internet no 4º ano, no desenvolvimento das disciplinas e dos conteúdos
curriculares. Os questionários foram utilizados para registrar informações
como: expectativas, anseios e formas de utilização das respectivas mídias.
O questionário se constituiu num recurso importante, o qual
foi aplicado em dois momentos. O questionário número 1 foi aplicado no primeiro
dia de observação a professores e alunos, a fim de obter as informações quanto
às necessidades, expectativas e ao conhecimento no que se refere a utilização
das mídias em questão: o vídeo e a internet. O segundo questionário foi
aplicado no último dia de aplicação do projeto (apêndice E) a professores e
alunos, no intuito de recolher informações quanto ao atendimento das
expectativas, das vantagens e desvantagens do uso do vídeo e da internet no
processo educativo.
A análise documental, por sua vez, revelou-se como fonte
imprescindível para reflexão, análise e à fundamentação deste trabalho. No
âmbito da pesquisa teórica, buscaram-se informações nas produções bibliográficas
na área da Educação e Informática, a artigos e teses, divulgados nas últimas
décadas, além de consultas a sites da internet.
1 O USO DAS TICs NO PROCESSO
ENSINO-APRENDIZAGEM
Os recursos tecnológicos podem ser vistos como uma janela
para o mundo. Eles permitem pesquisar, fazer consultas, produzir jornais,
formar redes de comunicação, criar bancos de dados, arquivar imagens, tudo com
extrema rapidez. O grande desafio a ser enfrentado pela escola é o uso
apropriado das mídias ou dos recursos tecnológicos. Talvez, o que alguns
professores ainda não tenham percebido é que, independente da sua vontade, as
TICs cada vez mais vem ocupando espaços nas relações sociais. A todo o momento
as pessoas se deparam com recursos tecnológicos, quer seja na farmácia, no celular,
no caixa de banco, na máquina de refrigerantes e até no relógio de pulso, ou
seja, eles estão em quase todo lugar.
É necessário vencer as dificuldades e tirar proveito dos
recursos tecnológicos e midiáticos, aproveitando os seus benefícios a fim de
ajudarem no trabalho pedagógico do professor e na aprendizagem do aluno. Sendo
assim, é muito importante conhecê-los para fazer boa utilização e produzir
saber, um saber mais eficaz, de maior qualidade empírica, abstrata e com maior
harmonia estética. Para Valente e Prado (2003):
Embora as sofisticações tecnológicas sejam ainda
maiores, existem dois aspectos que devem ser observados na implantação destas
tecnologias na educação. Primeiro, o domínio do técnico e do pedagógico não
deve acontecer de modo estanque, um separado do outro [...] O melhor é quando
os conhecimentos técnicos e pedagógicos crescem juntos, simultaneamente, um
demandando novas idéias do outro [...] O segundo aspecto diz respeito à
especificidade de cada tecnologia com
relação às aplicações pedagógicas. O educador deve conhecer o que cada uma
destas facilidades tecnológicas tem a oferecer e como pode ser explorada em
diferentes situações educacionais. Em uma determinada situação, a TV pode ser
mais apropriada do que o computador. Mesmo com relação ao computador, existem
diferentes aplicações que podem ser exploradas, dependendo do que está sendo
estudado ou dos objetivos que o professor pretende atingir (VALENTE e PRADO,
2003, p. 22).
A utilização da TICs não define a qualidade de um trabalho
pedagógico. A sua utilização visa a auxiliar o processo ensino-aprendizagem,
considerando toda realidade escolar na qual se encontra inserido. As
tecnologias educacionais vistas sob esse olhar poderão ajudar a escola a
desenvolver a integração curricular, o rompimento de barreiras entre as
disciplinas e entre as culturas, propiciando a execução de um trabalho
globalizado.
1.2 O vídeo em sala de aula
O vídeo, há mais de uma década, chegou à sala de aula. Ele
auxilia o educador, prende a atenção dos alunos, mas não transforma a prática
pedagógica do professor. Aproxima a sala de aula da realidade dos alunos,
usando as linguagens de aprendizagem e comunicação que a sociedade utiliza,
também pode ser usado para introduzir diferentes assuntos no processo
educacional.
O vídeo e a televisão estão ligados diretamente, assim como
são relacionados a um contexto de entretenimento e lazer e isso quase sempre
passa despercebido pela sala de aula. A sua utilização, na visão da maioria dos
alunos, significa um momento para descansar e não para ter aula e essa
concepção muda a postura e as expectativas dos envolvidos em relação a sua
utilização. Sendo assim, o professor deve tirar proveito dessa sensação boa
para chamar a atenção do educando para os assuntos da sala de aula. Porém, é
necessário o professor ficar atento para estabelecer relações entre o vídeo e a
aula.
O vídeo apresenta uma forma de contar utilizando diversas
linguagens, sobrepondo códigos e significações, os quais são predominantemente
audiovisuais, buscando aflorar a sensibilidade e a percepção prática das
pessoas, se distanciando da linguagem educacional, mais apoiada no discurso
verbal-escrito (MORAN, 1995).
O vídeo explora a visão e com isso procura mostrar para o
telespectador os acontecimentos, os cenários, os lugares, as cores, sempre
estabelecendo relações espaciais. Faz com que aconteça o desenvolvimento de uma
visão entrecortada, com múltiplos recortes da realidade, através dos planos e
vários ritmos visuais: personagens em movimentação ou parados, imagens
dinâmicas e estáticas, câmera em movimento ou parada, uma ou várias câmeras,
imagens ao vivo, gravadas ou criadas no computador. Uma visão do presente que faz relações com o
passado e com o futuro. Para Moran:
O vídeo parte do concreto, do visível, do imediato, do
próximo, que toca todos os sentidos. Mexe com o corpo, com a pele - nos toca e
"tocamos" outros, que estão ao nosso alcance, através dos recortes
visuais, do close, do som estéreo envolvente. Pelo vídeo sentimos, experienciarnos
sensorialmente o outro, o mundo, nós mesmos (MORAN, 1995, p.28).
As imagens apresentadas estão associadas às histórias, falas
ou narrações. A fala procura aproximar o vídeo do dia-a-dia das pessoas, como
elas se comunicam diariamente. As conversas quase sempre expressam a fala
coloquial, enquanto o narrador, normalmente em off, se responsabiliza por fazer
a relação das cenas dentro da norma culta, dando significação e organizando o
todo. A narração falada dá suporte a todo o processo de significação.
Os efeitos sonoros e a música servem de ilustração, fazem
com que as pessoas lembrem e relacionem as imagens à personagens, como por
exemplo, nas novelas, criando expectativas, antecipando reações e informações.
A linguagem escrita também aparece no vídeo. Os textos
aparecem nas palavras que se visualiza na tela, nas legendas de filmes, na
tradução para deficientes auditivos, na tradução de entrevistas com estrangeiros.
Na tela, a escrita apresentada serve para dar ainda mais significação à
narrativa falada. Ainda para Moran:
O vídeo é sensorial, visual, linguagem falada,
linguagem musical e escrita. Linguagens que interagem superpostas,
interligadas, somadas, não-separadas. Daí a sua força. Somos atingidos por
todos os sentidos e de todas as maneiras. O vídeo nos seduz, informa, entretém,
projeta em outras realidades (no imaginário), outros tempos e espaços. O vídeo
combina a comunicação sensorial-cinestésica com a audiovisual, a intuição com a
lógica, a emoção com a razão. Combina, mas começa pelo sensorial, pelo emocional e
pelo intuitivo, para atingir posteriormente o racional (MORAN, 1995, p. 28).
O vídeo e a TV conseguem se comunicar com quase todas as
pessoas, independentes da faixa etária em que se encontram. Utilizam ritmos
cada vez mais apaixonantes, como nos videoclipes. A narração não acontece de
forma casual e sim para fazer ligações entre as cenas, as quais, às vezes,
utilizam um pedaço de imagem ou uma história ao lado da outra. A sua retórica
busca maneiras de atingir a sensibilidade das pessoas. A narração utiliza a linguagem
concreta, plástica, de pequenas cenas, com poucas informações, com ritmos
diversificados e contrastados, multiplicando as maneiras de ver personagens,
cenários, ângulos, imagens, sons, efeitos.
Os temas geralmente são superficiais e procuram abordar o
lado emocional, os conflitos e os imprevistos do dia-a-dia. Repassa às
informações aos poucos, organizadas em sínteses rápidas de cada assunto e com
apresentação variada, cada tema dura pouco e é ilustrado com imagens fascinantes. As
mensagens apresentadas pelos meios audiovisuais exigem, do receptor, pouco
envolvimento e esforço. O vídeo e a TV utilizam uma linguagem relacionada antes
à afetividade do que à razão.
As pessoas lêem o que conseguem visualizar e para ter a
compreensão das coisas precisam ver as cenas e as imagens. A linguagem
utilizada é mais
sensorial-visual do que abstrata e racional. Elas lêem vendo as imagens. A
linguagem audiovisual desenvolve múltiplas atitudes perceptivas, induzindo a
todo instante as pessoas a usarem a imaginação e reinvestindo na afetividade
como um papel de mediação primordial no mundo, a passo que a linguagem escrita
desenvolve mais o rigor, a organização e a análise lógica (MORAN, 1995).
1.3
O Processo Educativo e as Tecnologias Digitais
Os conteúdos virtuais permitem que tanto professores quanto
alunos, consigam descobrir fenômenos e conceitos, muitas vezes inviáveis ou
inexistentes nas escolas, por questões financeiras ou de segurança. Com a
velocidade em que as tecnologias surgem na vida das pessoas, a produção de
saberes novos e as crescentes aplicabilidades desses recursos acabam requerendo
a prática de novas metodologias de ensino, impulsionando a modernização da
educação e exigindo com isso, uma permanente formação de toda comunidade escolar
envolvida no processo educativo.
Valente (2005, p.23) afirma que “a experiência do professor
é fundamental. [...] o professor precisa conhecer as diferentes modalidades de
uso da informática na educação [...] entender o que os recursos oferecem para a
construção do conhecimento”. A estreita passagem do anterior para o novo
continua sendo função dos professores. Deposita-se nas mãos dos envolvidos com
a prática escolar, a responsabilidade pela mudança, ficando como sua tarefa,
recriar saberes. Por tanto, é essencial o comprometimento dos professores neste
trabalho, e a constituição dos significados sobre as TICs, do ponto de vista
pedagógico e escolar, só poderá dar frutos com o envolvimento destes
profissionais. Destaca-se como aspecto negativo, a incorporação das TICs na
escola, vista apenas como mais um recurso para atingir as metas da qualidade
educacional, ignorando mudanças, inclusive no perfil profissional dos
professores.
1.3.1
A Internet na Educação
A internet pode ser compreendida como uma mídia atraente,
acessível, dinâmica, atualizada, capaz de permitir o ingresso e o acesso quase ilimitado
à informações. Uma mídia inesgotável de múltipla aprendizagem que permite
desenvolver pesquisas, comparar dados, aprender a ler, buscar informações, assim
como organizá-las, analisá-las ou criticá-las. Mas, também, como acontece com
qualquer outra ferramenta, é necessário que o professor auxilie as crianças a
respeito de como fazer um melhor uso dessa ferramenta para as atividades
educacionais bem como na elaboração de trabalhos, na busca das informações e
construção do conhecimento.
Para Silva (2003, p.55), “o professor [...] constrói uma
rede e não uma rota. Ele define um conjunto de territórios a explorar, enquanto
a aprendizagem se dá na exploração - ter a experiência - realizada pelos
aprendizes e não a partir da sua récita”. Dessa maneira, o professor não é
detentor do saber na escola, nem um mero transmissor ou repassador de conteúdos
e, sim, o provocador de situações-problema, criando situações para que ocorra a
participação e o comprometimento dos alunos, estimulando-os à criação
colaborativa.
As tecnologias e as mídias podem ser observadas como uma
oportunidade de formação tanto para a realização do trabalho discente, quanto
para a realização do trabalho docente, por isso, não podem ser ignoradas. As
mídias, como a internet, que fazem uso da multimídia e a videoconferência,
apresentam para as pessoas novas maneiras de ler, de escrever, e
consequentemente, de agir e pensar. Pode-se citar como exemplo, o uso do editor
de texto, ele possibilita o registro dos pensamentos de forma diferente do
texto escrito a mão, possibilitando a pessoa a perceber uma forma diferente de
ler e de interpretar o que escreve.
O professor não é somente ator na rede de interações.
Mas, sobretudo, autor. Ele provoca e disponibiliza a rede de interações tomando por base os fundamentos da
interatividade. É nessa materialidade comunicacional
que ele expressa sua autoria. Aliás, manter essa ambiência, já constitui sua
autoria (SILVA, 2001, p.174).
Para que a utilização das mídias na escola seja realizada de
forma efetiva e eficaz, ela precisa estar desvinculada dos objetivos da
educação tradicional, em se tratando ao repasse do conhecimento. Assim como diz
Freire (1995), precisa contribuir para a construção de uma escola que seja
aventura, que marque o aluno de forma positiva, que não tenha medo do risco e,
por isso, recusa o imobilismo. Uma escola com uma educação que propicie o
pensar, o atuar, o falar, o amar, o adivinhar.
Com a internet o aluno tem a possibilidade de pesquisar de
forma individual seguindo seu próprio ritmo, além de possibilitar a pesquisa
coletiva, desenvolvendo dessa forma a aprendizagem colaborativa. Ela também
permite a descoberta de formas novas e diferenciadas de comunicação, destaca-se
aqui a escrita, pois permite uma escrita mais aberta, de forma hipertextual,
conectada, multilinguística, aproximando texto e imagem.
A maior parte dos projetos na internet confirma as múltiplas
maneiras de interações que vão desde a descoberta de amizades e contatos
virtuais, assim como as trocas constantes de informações entre as pessoas, como
entre professores e alunos. Com isso, pode se propiciar o desenvolvimento de
uma comunicação afetiva, como a criação de amizades em lugares diferentes ou
como resultado individual e coletivo dos projetos desenvolvidos na escola. Como
o saber não pode ser repassado, ele se cria e é construído e reconstruído
diariamente. A aprendizagem ocorre mediante ao que é contextualizado e
significativo. Para Moran (2005):
Educar é estar mais atento as possibilidades do que aos limites.
Estimular o desejo de aprender, de ampliar as formas de perceber, de sentir, de
compreender, de comunicar-se. Apoiar o estado de prontidão para aprender dentro e fora da escola, em todos os espaços
do nosso cotidiano, em todas as dimensões da vida. Estar atentos a tudo,
relacionando tudo, integrando tudo. Conectar sempre o ensino com a pessoa do
aluno, com a vida do aluno, com a sua experiência (MORAN, 2005, p.88).
A educação deve procurar chegar ao aluno por todos os
caminhos viáveis seja pelas imagens, representações, experimentações, sons,
dramatizações, simulações ou pela multimídia. O processo ensino-aprendizagem é
um acontecimento do qual educador e educando compartilham juntos. Moran (2005)
ressalta que:
Ensinar e aprender depende do educador e do educando,
é um processo compartilhado. O educador coordena, sensibiliza,
organiza o processo, que vai sendo construído em conjunto
com as habilidades e tecnologias possíveis a cada grupo, de forma
participativa. É um processo baseado na confiança, na comunicação autêntica, na
interação, na troca no estímulo, com normas e
limites, mas sempre enfatizando o incentivo (MORAN, 2005, p.89).
A internet, segundo Moran (2005), é um meio de comunicação,
ainda incipiente, mas que serve para rever, estender e transformar as muitas
formas atuais de aprender e ensinar. As mídias quando usadas de maneira
adequada, podem se constituir num fator de transformação para o processo de
ensino-aprendizagem e, portanto, para a melhoria da educação.
Numa visão construtivista o ensino utilizando o computador e
as mídias permitem as trocas entre as crianças, que são os sujeitos da
aprendizagem, e o software, e estes poderão conter recursos de aprendizagem
previstos anteriormente, através dos quais fiquem claras as possibilidades de
assimilar e acomodar conteúdos. Sendo assim, alunos e professores acabam se
tornando pesquisadores; o professor procura descobrir os recursos que as mídias
e o computador propiciam ao aluno e estes buscam resolver suas dúvidas e,
quando o fizer, o conhecimento é construído de forma concreta, física e mental
ao mesmo tempo.
2.
RESULTADOS E DISCUSSÕES
2.1.
Exploração Inicial
Inicialmente realizou-se
uma pesquisa exploratória na escola para definir qual turma seria escolhida
para o desenvolvimento da pesquisa-ação. Sendo assim, foram visitadas as turmas
do 4º e 5º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal de Educação Infantil e
Ensino Fundamental Cleiton Costa, no município de Engenho Velho/RS, selecionou-se
a turma do 4º ano devido a turma ser mais receptiva e comprometida.
A amostra constitui-se de
15 alunos, com faixa etária dos 9 aos 12 anos de idade e 2 docentes, com 23 e
49 anos de idade.
Fez-se dois dias de
observação na turma, no intuito de sondar o conhecimento a respeito de vídeo e
da internet, para descobrir às expectativas e os anseios relacionados à sua
utilização no processo de ensino-aprendizagem e, também, para verificar o acesso
e a utilização dos alunos e professores quanto a essas mídias, para isso foi
aplicado um questionário, o modelo se encontra no apêndice A e C, sendo que,
todos os participantes o responderam.
A seguir, serão
apresentadas sucintamente, as informações obtidas através dos questionários
aplicados aos alunos e professores. Questionando os alunos sobre o que
esperavam aprender utilizando o vídeo e a internet, obteve-se:
Gráfico
1: 1ª
questão: O que você espera aprender nas
aulas quando for utilizado o vídeo e a internet?
A partir das opiniões que
os alunos tem e expressaram, percebeu-se que eles anseiam que as aulas com o
vídeo e a internet desenvolvam estratégias de aprendizagem e colaborem na
assimilação dos conteúdos trabalhados em sala de aula.
Do ponto de vista
educacional, as mídias não são tão importantes quanto às possibilidades que
oferecem de contribuir com a educação. Contudo, poderá ser a capacidade do
professor em selecioná-las e explorá-las adequadamente a sua realidade que dará
a devida dimensão ao seu uso educativo, não só porque colabora com as tarefas
de ensino, mas porque poderá contribuir e ampliar a aprendizagem dos alunos. A
função do professor, e talvez a principal, é ajudar o aluno
a interpretar as informações, relacioná-las e contextualizá-las.
Alguns alunos enxergam as
mídias como recursos didáticos, como tais, são portadoras de ideias, emoções,
atitudes, habilidades e, portanto traduzem-se em objetivos, conteúdos e métodos
de ensino (Libaneo, 1998). O ato de aprender depende também do aluno, de
que ele esteja aberto para incorporar a significação que a informação tem para
ele, para incorporá-la vivencialmente e emocionalmente. Enquanto a informação
não fizer parte do seu contexto pessoal, intelectual e emocional, não se
tornará significativa.
Ao questionar os
professores sobre a utilização do vídeo e da internet responderam que utilizam
para:
Gráfico
2: 1ª
questão: Você utiliza vídeo ou internet com seus alunos?
Ao serem questionados sobre
o interesse em constar o uso do vídeo e da internet no seu trabalho
pedagógico, foram unânimes em dizer que:
Gráfico 3: 2ª questão: É do seu interesse constar o uso do vídeo e da
internet no seu trabalho pedagógico?
Para saber, dos alunos que
já fazem uso, para que e no que eles utilizam o vídeo e a internet, foi
perguntado: O que você conhece de vídeo e de internet? Sendo obtido:
Gráfico
4: 2ª
questão: O que você conhece de vídeo e de internet?
Também os professores foram
questionados sobre o conhecimento que tinham sobre vídeo e internet e
responderam:
Gráfico
5: 3ª
questão: O que você conhece de vídeo e de
internet?
Gráfico
6: 4ª questão: Como
deseja utilizar o vídeo e a internet nas aulas?
Percebe-se então que
qualquer mudança na educação conta com o apoio dos professores, pois a formação
docente passa por processos de investigação articulados as práticas educativas
(NÓVOA, 1992).
O domínio do conteúdo
técnico por parte do professor como uma das partes que constituem sua prática
educativa poderá ser significativa para promover uma aprendizagem crítica,
criativa e transformadora. Na maioria das vezes, as escolas delimitam o uso das
mídias a práticas restritas e específicas, por ignorar melhores opções. É
importante educar para a autonomia, para a cooperação, para trocar ideias,
participar de projetos, entre outros, e para que cada um encontre o seu ritmo
de aprendizagem.
Foi perguntado aos alunos como
usam vídeo e internet e aonde. Segundo as respostas obtidas:
Gráfico 7: 3ª questão: Como você costuma usar o vídeo e a internet?
Gráfico
8: 4ª
questão: Aonde você tem acesso a vídeo e
a internet?
Por fim, questionou-se se fossem
eles os professores da turma o que trabalhariam com seus alunos relacionados a
vídeo:
Gráfico 9: 5ª questão: Se você fosse professor da tua turma o que você
trabalharia com seus alunos usando o vídeo e a internet?
Questionou-se
os professores quanto a dar oportunidade aos alunos para explorar
individualmente o vídeo e a internet, responderam:
Gráfico 10: 5ª questão: Você acha que os alunos devem ter a oportunidade de
explorar, individualmente, suas áreas de interesse e de construir seu próprio
conhecimento quando estiverem usando o vídeo e a internet?
Ensinar utilizando mídias exige uma atenção maior do professor. A
internet oferece tantas possibilidades de busca, que a navegação se torna muito
mais atrativa do que o imprescindível trabalho de interpretação. Os alunos
tendem a dispersar-se frente às muitas conexões possíveis, de endereços dentro
de outros endereços, de imagens e textos que se sucedem ininterruptamente.
2.1.2
Conclusões da Exploração Inicial
Os grandes educadores conseguem atrair as pessoas não só pelas suas
ideias, mas também pelo contato pessoal e, dentro ou fora da sala de aula, captam
a atenção. Estão sempre surpreendendo, são diferentes no que dizem, nas
relações que estabelecem, na forma de olhar e de comunicar-se. Acabam se
tornando e um poço inesgotável de descobertas.
Os problemas da prática
pedagógica em relação aos recursos midiáticos não são meramente instrumentais,
quase todos eles geram algum problema que requer decisões em um terreno de
complexidade, incerteza, singularidade e conflitos de valores, pois as
situações que os professores, por vezes enfrentam, possuem características
únicas, exigindo, por isso, respostas imediatas (Nóvoa, 1992). Porém o
profissional competente possui capacidade de autodesenvolvimento reflexivo.
Inicialmente alguns alunos não aceitam muito bem essa forma de ensinar e
aprender diferente. Estão acostumados a receber tudo pronto do professor e
esperam que ele continue dando aula assim, como sinônimo de ele falar e os
alunos escutarem. Alguns professores também criticam essas práticas, porque
percebem como uma forma de não dar aula, de ficar brincando de aula.
Ao concluir essa primeira
fase de observações, pode-se perceber que tanto alunos quanto os professores,
estão abertos a utilização das TICs no processo de ensino-aprendizagem o que
propicia um bom ambiente para a produção de conhecimentos. No que se refere ao
Projeto Político Pedagógico da escola, percebe-se que o mesmo foi construído de
forma democrática promovendo a valorização do conhecimento empírico dos alunos
cuja preocupação está voltada para a aprendizagem dos mesmos.
Quanto ao plano de estudo
da turma, está previsto a utilização de mídias como a impressa, TV e vídeo,
computador e internet.
2.2
Exploração Final
Para concluir essa pesquisa
sobre a utilização do vídeo e da internet no processo de ensino-aprendizagem
aplicou-se um questionário objetivando analisar como foi o uso desses recursos
no desenvolvimento do projeto (apêndice E).
Um modelo do instrumento de
pesquisa utilizado encontra-se no apêndice B e D e foi aplicado aos alunos e
professores envolvidos no dia 19 e 22 de junho de 2012, ou seja, no último dia
de aplicação do projeto com a turma. A seguir será apresentado de forma
sucinta, as informações coletadas através dos questionários aplicados aos
alunos e professores nesta etapa final.
Perguntando aos alunos e
professores como foi utilizar o vídeo e a internet nas aulas se buscou avaliar
a experiência realizada com o
uso dessas mídias. A grande maioria dos
alunos apontou como positiva essa experiência:
Gráfico
11: 1ª
questão: Como foi usar o vídeo e a internet nas aulas?
Percebe-se através das
respostas que a experiência com o vídeo e a internet, para os alunos,
representou a possibilidade de aprendizagem e o uso como recurso pedagógico
para as atividades escolares, com isso agregaram conhecimento a eles.
Os 2 professores que
participaram desse processo de pesquisa, ao serem questionados sobre a
utilização do vídeo e da internet, responderam:
Gráfico 12: 1ª questão: Como foi
usar o vídeo e a internet como recurso pedagógico?
Tanto os 02 professores
quanto os 15 alunos responderam que
utilizaram o vídeo e a internet como ferramenta de apoio para as atividades
escolares.
Sobre
as vantagens de usar o vídeo e a internet nas atividades escolares, segundo as
respostas dos alunos, obteve-se:
Gráfico
13:
3ª questão: Na sua opinião, quais são as vantagens de usar o vídeo e a internet
nas atividades escolares?
Para os docentes as reações
favoráveis quanto à utilização do vídeo e da internet na área educacional
foram:
Gráfico
14:
3ª questão: Na sua avaliação, quais são as maiores vantagens do uso educacional
do vídeo e da internet?
Romper com a resistência
dos professores é uma tarefa a ser superada devendo ser iniciada na formação de
professores, desenvolvendo habilidades cognitivas e operativas para a
utilização das mídias e também a formação de atitudes favoráveis a sua
utilização. No Brasil, a relação entre educação e desenvolvimento tecnológico
vem de uma visão tecnicista, que gerou resistência de natureza política e
tecnológica. Existem também outros aspectos importantes como: questões
culturais, sociais, temor diante dos equipamentos tecnológicos, medo da
despersonalização, da substituição pelo computador, ameaça ao emprego e
formação que não inclui a tecnologia (LIBANEO, 1998).
As mudanças na educação dependem também de administradores, diretores e
coordenadores mais abertos e receptivos, que entendam todas as dimensões
relacionadas ao processo de ensino-aprendizagem, além das empresariais ligadas
ao lucro; que apoiem os professores inovadores, equilibrando o gerenciamento
administrativo, tecnológico e o humano, contribuindo para que haja um ambiente
de maior inovação, intercâmbio e comunicação.
Para alguns professores, os
recursos tecnológicos e midiáticos merecem lugar de destaque na escola,
entretanto esse tipo de argumento é utilizado para tornar a escola mais
motivadora e interessante. Porém, a escola deve ser interessante não por
possuir estes recursos, mas pelo que acontece nela em termos de aprendizagem e
de desenvolvimento intelectual, afetivo, cultural e social, VALENTE (1998).
Acredita-se que as mídias
por si só não são a solução nem a única condutora desse processo. Colher os
benefícios que elas oferecem necessita, primeiramente, do treinamento e da
mudança de comportamento dos professores, bem como projetos curriculares
inovadores. Os professores são levados a deixar de controlar a informação e
deter exclusivamente o conhecimento.
Em
se tratando das desvantagens do uso do vídeo e da internet nas aulas, os alunos
disseram que não percebem desvantagens em utilizá-los. Já os 02 professores
apontaram:
Gráfico
15:
4ª questão: Na sua avaliação, quais as maiores desvantagens do uso educacional
do vídeo e da internet?
Para finalizar, em relação
a utilização do vídeo e da internet, os dois docentes afirmaram que suas
expectativas foram atendidas.
Para Libaneo o
comprometimento do professor é o diferencial para desempenhar bem seu papel na
escola:
A ênfase no saber ser, sem dúvida fundamental para se definir uma
postura crítica do educador frente ao conhecimento e aos instrumentos de ação,
não pode dissolver as outras duas dimensões da prática docente, o saber e o
saber fazer, pois a incompetência no domínio do conteúdo e no uso de recursos
de trabalho compromete a imagem do professor educador. Tornar nossa prática
ineficiente põe em risco os próprios fins políticos dessa prática (LIBANEO, 1998, p.52).
Demo (1998) reforça a ideia
do envolvimento dos docentes na assimilação de um saber sólido para a
utilização dos recursos tecnológicos, pois quem que não aprende bem, não
consegue fazer o outro aprender bem.
Um aspecto a ser destacado
na utilização das mídias na educação, é o fato de existir dois tipos de
usuários envolvidos: professor e aluno, ambos fazem uso quase simultâneo destes
recursos e isso envolve um conhecimento mais aprofundado do professor em como
funciona a mídia. A falta desse conhecimento gera insegurança diante de algumas
situações que ocorrem diante da máquina.
Em
se tratando das expectativas dos alunos em relação às aulas com vídeo e internet, as expectativas
foram atendidas para 14 alunos e não para 01 aluno.
2.2.1
Conclusões da Exploração Final
Segundo Moran (2005), as mudanças na educação dependem, em primeiro
lugar, de ter educadores amadurecidos intelectual e emocionalmente, pessoas
curiosas, animadas, abertas, que saibam motivar e dialogar. Pessoas com as
quais valha a pena entrar em contato, pois sempre tem algo a acrescentar.
Ao concluir esta pesquisa,
constatou-se a satisfação dos alunos e dos professores em ter usufruído do
vídeo e da internet no processo de ensino-aprendizagem. O trabalho desenvolvido
rendeu múltiplas aprendizagens como: melhora da escrita e expressão oral,
melhor produção textual, desenvolvimento de espírito cooperativo, solidário e
da criatividade.
Percebe-se que grande parte
do êxito alcançado se deve ao comprometimento e ao diálogo, que pode ter sido o
diferencial nesse processo envolvendo a utilização do vídeo e da internet. Seu
uso só foi válido porque agregou conhecimentos e oportunizou formas
diferenciadas de ensino-aprendizagem, onde se atingiu objetivos por caminhos
diferentes do tradicional utilizados em sala de aula.
Uma das possibilidades
verificadas foi o trabalho interdisciplinar, que promoveu a integração dos
conteúdos de várias disciplinas promovendo o trabalho solidário, quando os alunos
se ajudavam entre si e trocavam ideias sobre as tarefas. Este procedimento
permitiu a reflexão e a intervenção no sistema de ensino. Portanto, a
perspectiva assumida para a formação é a de formação-ação proposta por Nóvoa
(2001), para quem a formação está e acontece na
ação, e seu processo de reflexão ocorre antes, durante e após a ação. Os
trabalhos realizados em equipe envolvem a construção do espírito de cooperação.
Este esforço de pensar em
grupo implica na existência de espaços de partilha além das fronteiras
escolares. Ressalta-se que o conhecimento das mídias, torna-se importante porque
permite maior exploração dos recursos, pois o professor que não tem um
conhecimento mais aprofundado sente-se limitado. Sendo assim, a formação
profissional do educador deveria proporcionar oportunidades de aprendizagens
quanto às mídias para que esses recursos pudessem ser incorporados nas escolas
sem reservas e inseguranças.
CONCLUSÃO
As
tecnologias se alteram velozmente, produzindo-se muitas inovações. O meio
educacional é desafiado a ousar e a alcançar os intentos de promover um ensino
de qualidade com o auxílio das ferramentas tecnológicas. São pequenos desafios
e vitórias cotidianas que impulsionam docentes ao propósito de tornar-se
professor criador e construtivo. Na educação, a introdução das TICs esteve
ligada inicialmente às atividades administrativas, objetivando agilidade dos
processos de controle e gestão técnica. Posteriormente, passaram a compor o
ensino e a aprendizagem, sem necessariamente promover a integração no processo
pedagógico (VALENTE, 2003).
Após a realização deste trabalho é importante observar que, quando se
fala em mudanças pedagógicas há a necessidade dos professores fazerem coisas
diferentes das que fazem, mudarem a mentalidade e a maneira de trabalhar em
sala de aula. É importante ressaltar que, para os professores mudarem sua
prática pedagógica talvez necessite não só de compensações, mas também de
condições. A escola também é constituída de outros agentes educacionais
importantes como diretores, coordenadores e demais membros da comunidade
escolar que poderiam estar engajados e apoiar as mudanças pedagógicas
conduzidas pelos professores. Sem apoio de toda a hierarquia do sistema
escolar, os professores, como agentes de mudança, não irão conseguir mudar
muita coisa. Como lembra Moraes (1996, p.07), “é preciso construir uma
consciência coletiva [...] como parte de um conjunto de mudanças que poderão
ser gradualmente absorvidas pela comunidade educacional”.
Durante muito tempo a memorização foi tida como aprendizagem. Atualmente
o aprender passou a ser visto como ação. O conhecimento passou a ser visto
através das ações que promovem aprendizagem, ocorre de fato quando o modo de
agir passa a fazer parte de cada um, revelando um aspecto novo ou uma nova
reação. Portanto, a construção de conhecimento está ligada a ações ou
operações, ou seja, a transformações ativas do próprio sujeito. Afinal, não se
aprende senão aquilo que se pratica. Papert (1994, p.62) reforça esta posição
quando afirma que “aprender-em-uso libera os estudantes para aprender de forma
pessoal, e isso, por sua vez, libera os professores para oferecer aos seus
alunos algo mais pessoal e mais gratificante para ambos os lados”.
O trabalho com as mídias amplia a liberdade dos professores para adaptar
esses recursos dentro das necessidades da turma, dos projetos desenvolvidos,
além de utilizar nos trabalhos escolares. Trabalhar de forma integrada poderá
permitir que se dê um salto de qualidade no ensino, gerando evolução de
estruturas mentais e comunicacionais, uma vez que padrões culturais, sociais e
psicológicos vão sendo agregados gradativamente, podendo substituir velhos
padrões de conduta dentro de situações novas de aprendizagem.
Um computador ligado à internet representa, dentre outras possibilidades,
o acesso a informações, um instrumento de comunicação, um recurso de ensino
reunido no que é hoje uma importante mídia. Para Ponte, Oliveira e Varandas (2001, p.06), “A utilização da Internet pode
remeter para uma simples lógica de consumo (da informação nela disponível) como
envolver uma lógica de produção (de informação, de materiais, de documentos que
podem ser transformados por toda uma comunidade de utilizadores)”.
Ao trabalharem com a internet, a necessidade de ajuda mútua e a maneira
coletiva proporciona o desenvolvimento da autonomia, espírito crítico e atitude
de trabalho coletivo, o que aconteceu com os grupos ao pesquisarem os temas sugeridos.
A interação pode potencializar a aprendizagem. A internet, por sua estrutura
hipertextual, amplia o nível dialógico, permitindo interlocução entre vários
sujeitos ao mesmo tempo. Essa interlocução múltipla, imbricada, que inclui
sujeitos, tecnologias e saberes, impulsiona o movimento recursivo, promovendo,
logicamente, interatividade.
A partir dos dados e informações coletadas,
observa-se que o aluno deve aprender a pesquisar, e que deve ser competência do
docente conduzi-lo ao melhor aproveitamento das informações que dispõe na internet
e isto deve ser feito em sala de aula (Valente, 2005). Para que assim ele
aprenda a ponderar o que está disponível na rede. Pode-se transformar
uma parte das aulas em processos contínuos de informação, comunicação e
pesquisa, por meio dos quais se vai construindo o conhecimento e equilibrando o
individual e o grupal, entre o professor e os alunos. O professor lança um
desafio, tendo em vista os objetivos a serem alcançados, e incentiva os
primeiros passos para sensibilizar o aluno para o valor do que vai ser feito,
para a importância da participação do aluno nesse processo e aí passa então
para o papel de gerenciador do processo de aprendizagem, coordenando o
andamento, estabelecendo o ritmo adequado, sendo o gestor das diferenças e das
convergências.
São
inúmeras as estratégias pedagógicas que podem ser desenvolvidas utilizando-se
softwares educativos, internet,
aplicativos, ambientes síncronos (chats,
videoconferência) e assíncronos (listas, grupos de discussão, correio
eletrônico), televisão, rádio, vídeo, jornal, etc. As conexões estabelecidas e
intercâmbios levam os sujeitos a ficarem fascinados com esse mundo que se
descortina. Contudo para realizar essas tarefas, tem que ter oportunidade de
acesso e orientação. Se os docentes não possuem formação adequada para
trabalhar com tecnologias e mídias, é possível que tenham dificuldades em utilizá-las
bem como orientar os alunos na realização das mesmas.
THE USE OF VIDEO AND THE INTERNET IN THE 4TH
YEAR OF ELEMENTARY SCHOOL IN THE MUNICIPAL SCHOOL OF EARLY CHILDHOOD EDUCATION
AND ELEMENTARY SCHOOL CHAVEZ COSTA IN ENGENHO VELHO-RS
ABSTRACT
This paper focuses on the use of TIC in the
teaching-learning process. The theoretical foundation approached the video and
the internet in education, its articulation with the teaching-learning process.
With the advancement of media becomes essential to its use as an educational
resource in education. In this scenario the figure of the teacher appears as
very important in this process, need to be open to change, be assisted by
someone who has expertise and by the school's policy team, in addition to stay
updated. Evidenced that TICs can contribute to many significant ways in the
teaching-learning process and to the formation of better citizens, able to act
consciously in the knowledge society in constant transformation.
Keywords:
Video. Internet. Contribution in the teaching-learning process.
REFERÊNCIAS
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professor, adeus professora: novas exigências educacionais e profissão
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Salto para o Futuro. Brasília: Ministério da Educação, SEED, 2005, p. 22-31.
APÊNDICE – A: Questionário para os alunos no início
dos trabalhos.
QUESTIONÁRIO DE PESQUISA ALUNOS 1
1ª questão: O que você espera aprender nas
aulas quando for utilizado o vídeo e a internet?
( ) assuntos
relacionados a aula
( ) assuntos que
auxiliem a compreensão do conteúdo visto em sala de aula
( ) assuntos não
relacionados a aula
2ª questão: O que você conhece de vídeo e de
internet?
( ) conheço vídeo e
internet e sei utilizá-los
( ) conheço vídeo e
internet e não sei utilizá-los
( ) não conheço vídeo
e internet e não sei utilizá-los
3ª questão: Como você costuma usar o vídeo e
a internet?
( ) uso para
diversão e entretenimento
( ) uso para
trabalhos escolares
( ) assistir filmes
( ) jogar jogos na
internet
( ) realizar
pesquisas
( ) conversas on line e conhecer pessoas
( ) não uso
4ª questão: Aonde você tem acesso a vídeo e
a internet?
( ) em casa
( ) na escola
( ) no telecentro
comunitário
( ) em outros
lugares
5ª questão: Se
você fosse professor da tua turma o que você trabalharia com seus alunos
relacionados a:
Vídeo ( )
passaria filmes internet
(
) usaria para fazer pesquisas
(
) passaria filmes educativos ( ) usaria para acessar jogos educativos
( ) passaria músicas
( ) usaria para acessar conversas, conhecer
pessoas
( ) passaria mensagens
( ) Outros –
qual?.........................................................
( ) foi bom e proveitoso porque os alunos
podem trabalhar a criatividade, iniciativa, atenção, responsabilidade
( ) desperta a criatividade e a imaginação
auxiliando na produção de novas atividades
Escola
Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Cleiton Costa.
Os Valores
Humanos.
Levando-se em
consideração a atual realidade escolar e a que estamos vivendo
socialmente, onde os valores humanos essenciais para uma boa convivência e para
uma vida saudável estão cada vez mais esquecidos e sendo deixados de lado,
percebe-se a necessidade de relembrá-los e aprofundá-los na busca de colocá-los
em prática em nosso dia-a-dia familiar, escolar e social. Oportunizando aos
alunos, com isso, momentos de reflexão sobre a convivência familiar, social e
cidadã buscando criar senso crítico e de respeito pelo ser humano em geral,
assim como com o meio ambiente em que o cerca.
Um dos
objetivos da educação escolar é que os alunos aprendam a assumir a palavra
enunciada e a conviver em grupo de maneira produtiva e cooperativa. Dessa
forma, são fundamentais as situações em que possam aprender a dialogar, a ouvir
o outro e ajudá-lo, a pedir ajuda, aproveitar críticas, explicar um ponto de
vista, coordenar ações para obter sucesso em uma tarefa conjunta, etc. É
essencial aprender procedimentos dessa natureza e valorizá-los como forma de
convívio escolar e social. Trabalhar em grupo de maneira cooperativa é sempre
uma tarefa difícil, mesmo para adultos convencidos de sua necessidade.
Turmas do 4º
ano do Ensino Fundamental.
Língua Portuguesa, História e Geografia, Artes e Ensino Religioso.
Serão utilizados recursos
tecnológicos como o computador, internet, câmera de vídeo, máquina fotográfica,
projetor multimídia, impressora. Também serão utilizados: cartolinas, folhas de
ofício, material escolar básico (caderno, lápis, borracha, cola, tesoura,
etc.), sucatas e roupas para o teatro.
http://www.webquestbrasil.org/criador2/webquest/soporte_tabbed_w.php?id_actividad=12753&id_pagina=1
http://www.webquestbrasil.org/criador2/webquest/soporte_izquierda_w.php?id_actividad=13383&id_pagina=1
Pesquisar na
internet sobre valores humanos.
O cronograma
abaixo demonstra como poderão ser desenvolvidas as atividades, porém é flexível
e deve ser adequado conforme o aprofundamento do professor e das disciplinas
que serão envolvidas no projeto.
Espera-se com essa atividade que os alunos consigam perceber o que é um
decreto e o que são os valores humanos, para que servem e qual sua influência
na vida das pessoas. Que sejam criativos na produção do seu decreto,
desinibidos e persuasivos na divulgação desse material para os demais colegas
de classe e da escola e que tenham espírito democrático para escolher a melhor
proposta de decreto.