11/03/2012

Resenha Crítica do texto: "Currículo como espaço-tempo de fronteira cultural"



RESENHA CRÍTICA DO TEXTO “CURRÍCULO COMO ESPAÇO-TEMPO DE FRONTEIRA CULTURAL”, DE ELIZABETH MACEDO

1. IDENTIFICAÇÃO DA OBRA:

OBRA: Currículo Como espaço-tempo de fronteira cultural
AUTOR: Elizabeth Macedo
Revista Brasileira de Educação v. 11 n. 32 maio/ago. 2006.

2. ESTRUTURA DA OBRA:

A obra está dividida em 2 capítulos totalizando 13 páginas.

3. RESENHA DA OBRA:

A autora na primeira parte do texto selecionou várias passagens de diversos autores, não com o objetivo de dar conta da complexidade do pensamento deles, mas apenas para pontuar como, a despeito de falar em práticas de significação, cultura, identidade, as preocupações da teorização política e crítica ainda informam os debates sobre currículo.
Ela entende que essa aproximação tem dificultado a compreensão da dinâmica do currículo como cultura e prejudicado a análise da diferença no interior do espaço-tempo da escola e do currículo. Não lhe parece produtivo assumir que esse espaço-tempo é um lugar de confronto entre culturas com lados definidos, nem que se deve optar por este ou aquele lado. De forma diversa, defende que a diferença cultural não representa apenas “a controvérsia entre conteúdos oposicionais ou tradições antagônicas de valor cultural” (Bhabha, 1998, p. 228) e que, portanto, só pode ser captada em espaços-tempos liminares, num lugar-tempo em que há confronto, mas em que a opção possível estará sempre na nebulosa fronteira em que é preciso negociar e criar impossíveis formas de tradução. Por isso, seu objetivo neste texto é conceitualizar o currículo como um espaço-tempo de fronteira no qual interagem diferentes tradições culturais e em que se pode viver de múltiplas formas.
A autora parte do princípio de que o currículo é um espaço-tempo em que sujeitos diferentes interagem, tendo por referência seus diversos pertencimentos, e que essa interação é um processo cultural que ocorre num lugar-tempo cujas especificidades me interessam estudar. Não fala, portanto, de um espaço-tempo cultural qualquer, embora também dele, mas do currículo escolar.
Defende subsidiada por Ball (1997), que os estudos de currículo precisam buscar compreender as relações entre as restrições e as possibilidades de ações como paradoxos, que podem ser vistos tanto no formal como no vivido. Para tanto, fala de currículo e se refere indistintamente a processos que capta pela memória, ora de documentos curriculares, ora de escolas vivenciadas.
Para a autora a educação emerge de um movimento narrativo duplo: de um lado uma temporalidade continuísta e de outro uma estratégia performática. Por temporalidade continuísta, entende todo um conjunto de saberes culturais legitimados, uma cultura eleita que é função do projeto educacional transmitir. Nesse sentido, a educação apresenta-se e autoriza-se como história, como espaço-tempo da repetição. E há outra temporalidade, que, como Bhabha, chama de performática. Há, na educação, um projeto de significação que nega qualquer temporalidade anterior, qualquer referência a um passado essencialmente bom, o que seria a sua própria negação. A tensão entre repetição e performatividade cria uma zona de ambivalência, um espaço-tempo liminar, em que é possível pensar a existência do outro. Um outro cultural que não é visto a partir das culturas legitimadas pelos currículos escolares, mas que está lá na própria temporalidade introduzida pelo performativo.
Pensa nos currículos escolares como espaço-tempo de fronteira e, portanto, como híbridos culturais, ou seja, como práticas ambivalentes que incluem o mesmo e o outro num jogo em que nem a vitória nem a derrota jamais serão completas. Num processo que explicita a fluidez das fronteiras entre as culturas do eu e do outro e torna menos óbvias e estáticas as relações de poder (García Canclini, 1998). O entendimento do currículo como híbrido cultural parece para ela crucial para pensar a diferença, não como diversidade (Burbules, 2003), mas como um discurso relacional em que o próprio sistema de sua representação está em questionamento.
Para a autora são visíveis os efeitos da absorção da emancipação pela regulação em diferentes esferas do social, entre elas a escola e o currículo. Marcas como a relação entre escola e mercado de trabalho, a colonização do conceito de cidadania por práticas de mercado, a disciplinarização dos currículos, a sobrevalorização das ciências em detrimento das artes são exemplos, entre tantos outros, desses efeitos.
Nas sociedades globais, os localismos assumem diferentes estratégias, do ressurgimento de pertencimentos étnicos a movimentos locais de resistência ao global. De qualquer forma, trata-se de estratégias que não criam algo de totalmente novo, diferente, mas que também não se localizam no tradicional marcado pelos globalismos.
Para a autora o currículo é um espaço-tempo em que as culturas presentes negociam com “a diferença do outro”, que explicita a insuficiência de todo e qualquer sistema de significação. Nele convivem as culturas locais dos variados pertencimentos de alunos e professores com as culturas globais, majoritárias tanto nos currículos escritos quanto, possivelmente, nos vividos nas salas de aula. Ela nega que os currículos oficiais sejam a expressão das culturas globais.
Segundo a autora a lição que Bhabha (1998) tira do colonialismo, e que pode ser útil, é que nenhuma dominação cultural é tão poderosa a ponto de minar os sistemas culturais locais. No entanto, é também verdade que nenhum sistema local fica imune ao colonialismo.
Também para a autora a insistência de diferentes discursos pedagógicos sobre a necessidade de partir do conhecimento do aluno, dos saberes prévios, da realidade concreta e tantos outros epítetos mostra o quanto é necessário nomear o outro. Ao repetir exaustivamente essa nomeação, a cultura iluminista da escola expõe, no entanto, a ambivalência que permeia seu desejo de dominação. A sua superioridade, que, se existe, deveria ser facilmente aceita, precisa, na verdade, ser constantemente salientada. Para isso, apóiam-se numa fantasia de origem capaz de distingui-la das outras culturas, também elas fixadas por meio de estratégias discursivas estereotipadas.
A autora entende que pensar um currículo da diferença envolve que a relação entre universal e particular, como propõe Laclau (1996), seja considerada num espaço cultural liminar em que cada identidade cultural é marcada pela ausência “de muitos outros”, que são constitutivos de sua presença. Assim, para o autor, as várias identidades culturais marcam a incompletude de certo horizonte universal, que será sempre redefinido de modo que nele possam ser negociadas as suas demandas particulares. Trata-se de um universal que se define na contingência, rearticulando os saberes e as culturas que resistem à totalização. Um universal que exige, portanto, uma negociação, na prática, entre tradições que não são apenas antagônicas, mas a marca mais forte da sua própria incompletude e da impossibilidade de um universal acima do particular.
A autora espera que as considerações que desenvolveu permitam a defesa do argumento de que um currículo, para lidar com a diferença, precisa ser pensado como espaço-tempo de negociação cultural. Com esse argumento pretende também recuperar o potencial político da guinada do campo rumo aos estudos sobre cultura, não na perspectiva da teoria crítica e política do currículo, mas entende de que é preciso pensar numa nova forma de agência. Uma agência que nos assume, diz ela, como produtores culturais, como defende Giroux (2001), uma agência que, nas palavras de Bhabha (1998), “requer uma fundamentação, mas não requer que a base dessa fundamentação seja totalizada; requer movimento e manobra, mas não requer uma temporalidade de continuidade e acumulação; requer direção e fechamento contingente, mas nenhuma teleologia e holismo” (p. 257). Um agente que está, enfim, numa posição de negociação com a diferença.
Concordo com a autora, quando ela defende o currículo como um espaço-tempo de fronteira no qual interagem diferentes tradições culturais e em que se pode viver de múltiplas formas, pois percebo o currículo como uma ferramenta de organização ou um suporte nos espaços escolares, mas não como um limitante, deve ser flexível e de construído de acordo com a realidade local.
Também quando a autora afirma que o currículo é um espaço-tempo em que as culturas presentes negociam com “a diferença do outro”. Nesse espaço convivem as culturas locais trazidas para a escola pelos alunos e pelos professores com as culturas globais, e estas tendem a prevalecer sobre as culturas locais, mas que também deve ser trabalhada em sala de aula. O que não se pode fazer é deixar de trabalhar a cultura local em detrimento da outra, deve-se partir do local para então trabalhar o global e esclarecer as diferentes culturas presentes na sociedade de hoje, pois não vivemos isolados e uma cultura não consegue se manter imune as mudanças sociais e culturais. Há uma dinâmica imperceptível que vai ocorrendo com o passar do tempo.

9/26/2012

PLANO DE AULA COM LIVRO DIDÁTICO


ALUNOS: Celso L. Belusso, Ivete Rizzoto, Marcia J. R. Floriano, Leonara P. Frigeri e Zeucleia Francio

1. APRESENTAÇÃO DO LIVRO DIDÁTICO SELECIONADO

ÁREA: Letramento e Alfabetização Linguística
TÍTULO: Porta Aberta Letramento e Alfabetização Linguística 1º ano
AUTOR: Isabella Carpaneda e Angiolina Bragança
COLEÇÃO: Porta Aberta: Letramento e Alfabetização Linguística
ANO: 2008
JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA DESTE LIVRO: Este livro está disponível no PNLD (Plano Nacional do Livro Didático) e foi escolhido por trazer atividades diversificadas, com embalagens, placas, parlendas, obras de arte, histórias em quadrinhos, histórias clássicas, atividades práticas a serem realizadas com o aluno. Também por trazerem personagens de diversas etnias e desenhos diversificados.



PLANO DE AULA


1. JUSTIFICATIVA

O livro didático é muito importante na prática pedagógica diária, pois pode servir de suporte teórico e prático para o aluno, bem como instrumento de apoio para o professor. Também traz conteúdos que podem ser trabalhados ou mesmo adaptados a realidade da turma. Trata-se, portanto, de uma forma de sistematização dos conteúdos a serem trabalhados em sala de aula. Então o livro didático, uma vez adequado e alinhado ao projeto pedagógico da escola, pode ser utilizado como uma estratégia mediadora  entre a criança e o conhecimento, estimulando a expressão e a realização de pesquisas e trabalhos em diversas áreas do conhecimento além de contribuir com a formação de leitores.
Selecionou-se esta parte do livro por possibilitar um trabalho condizente com a realidade do aluno, onde pode-se partir de uma cantiga do dia-a-dia das crianças e trabalhar a família silábica da letra C, bem como atividades práticas, exercitando habilidades e competências necessárias a essa faixa etária. Através dessas atividades é possível desenvolver também o trabalho coletivo, a organização e o senso crítico, procurando promover o desenvolvimento integral da criança.

2. OBJETIVOS

·         Promover a leitura e interpretação;
·         Trabalhar a música no processo de alfabetização e letramento;
·         Trabalhar música, ritmo e melodia;
·         Trabalhar e expressão corporal e a motricidade fina;
·         Relacionar som e grafia das palavras;
·         Desenvolver a atenção, a concentração e a classificação;
·         Despertar a criatividade e o gosto pela música;
·         Fazer a correspondência entre a palavra oral e a escrita;
·         Relacionar as palavras à família silábica da letra C e identificá-las nas respectivas palavras;
·         Estimular o trabalho coletivo;
·         Desenvolver o senso crítico e de organização.

3. ATIVIDADES

a) Fazer a brincadeira da “Canoa Virou”.
b) Apresentar o texto da brincadeira no livro didático (p. 80). Fazer a leitura individual e coletiva da cantiga. Dialogar sobre a cantiga e por fim copiá-la no caderno. Sugestões:


·         Você conhece canoa?
·         Para que serve?
·         Onde é usada?
·         Você já andou de canoa?
·         Você conhece o mar?
·         Pode-se utilizar canoa no mar?
·         O que se utiliza para navegar no mar? Por quê?
·         Onde tem mar?

 

 c) Montar um painel com figuras de lagoas, lagos e rios: cada criança procura uma figura de lago, lagoa ou rio. Após será confeccionado uma dobradura da canoa que será colada nessa figura e para finalizar cada um cola essa figura num painel coletivo.


d) Atividades do livro da p. 81.

e) Dialogar sobre os tipos de animais: terrestres, aquáticos e aéreos. Após, solicitar que recortem figuras de animais e os classifiquem para confeccionar um painel coletivo desses animais.
f) Fazer as atividades do livro (p.82-83 e 84).



4. HABILIDADES E COMPETÊNCIAS

·         Leitura e interpretação
·         Coordenação motora
·         Música e ritmo
·         Expressão corporal
·         Motricidade fina
·         Recorte e colagem
·         Atenção, concentração e classificação
·         Organização e interação coletiva
·         Criatividade
·         Lateralidade
·         Confecção de painel coletivo e dobradura


OBSERVAÇÃO: Este planejamento é para uma aula, mas o professor deverá observar o ritmo da turma, respeitando suas habilidades e limites. Dessa forma, se a turma for mais lenta ou se o diálogo for intenso e participativo e tomar muito tempo, poderá ser muita atividade para uma só aula, assim o professor deverá concluir o trabalho em outro dia.

ARTIGO: "O USO DO VÍDEO E DA INTERNET NO 4º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL NA ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL CLEITON COSTA EM ENGENHO VELHO-RS"


O USO DO VÍDEO E DA INTERNET NO 4º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL NA ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL CLEITON COSTA EM ENGENHO VELHO-RS

LEONARA PIRAN FRIGERI*
FERNANDA CAMARGO[1]

RESUMO

Este artigo versa sobre a utilização das TIC[2]s no processo de ensino-aprendizagem. A fundamentação teórica abordou o vídeo e a internet na educação, sua articulação com o processo de ensino-aprendizagem. Com o avanço das mídias torna-se indispensável o seu uso como recurso didático na educação. Nesse cenário a figura do professor aparece como agente muito importante desse processo, necessitando estar aberto a mudanças, ser auxiliado por alguém que tenha conhecimentos técnicos e pela equipe diretiva da escola, além de se manter atualizado. Ficou evidenciado que as TICs podem contribuir de muitas maneiras significativas no processo de ensino-aprendizagem e para a formação de melhores cidadãos, capazes de atuar conscientemente na sociedade do conhecimento em constante transformação.

Palavras-chave: Vídeo. Internet. Contribuição no ensino-aprendizagem.

INTRODUÇÃO

O uso das mídias, por exemplo, o vídeo e a internet vêm sendo cada vez mais importantes na realidade educacional que ora se apresenta. Sua importância social e seu uso como ferramenta de aprendizagem aumenta cada vez mais entre as pessoas e isso pode ser observado na crescente utilização desses recursos. Em outras épocas, necessitava-se explicar a inserção dos recursos tecnológicos na educação, o que não ocorre mais nos dias atuais, o que tem preocupado agora, é a sua utilização para uma melhor contribuição educacional.
Podem-se observar vários motivos para a alfabetização tecnológica das pessoas. O primeiro está relacionado à lógica do mercado, que exige pessoas que saibam utilizar recursos tecnológicos para produzir bens e serviços para a sociedade da informação, pois só pessoas tecnologicamente alfabetizadas poderão se tornar consumidora desses bens e serviços. O segundo motivo está voltado para o projeto de cidadania e democratização do saber, pois a sociedade da informação deve ser construída a fim de servir as necessidades sociais e humanas. Por isso, não se pode recusar a utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) nos processos pedagógicos.
Pesquisas apontam que as escolas são locais importantes para promover o acesso da população às TICs. A utilização desses recursos na escola tem provocado uma mudança na sua estruturação e até mesmo no ofício de ensinar. Esses recursos não vieram para solucionar seus problemas educacionais, mas também não se pode desprezar seu potencial pedagógico como na flexibilização do tempo escolar, no estabelecimento de redes de aprendizagem, na produção de materiais didáticos utilizando recursos multimídia, capazes de atender os educandos nas suas individualidades.
Em tempos atrás, a utilização do vídeo e da internet era recebida, muitas vezes, com receios. A preocupação estava em vincular esses recursos aos objetivos pedagógicos da escola e, algumas vezes, essas tecnologias eram vistas como a salvação para os problemas da educação. Por isso, o presente artigo versa sobre o uso do vídeo e da internet no 4º ano do Ensino Fundamental, na Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Cleiton Costa, no município de Engenho Velho-RS, onde se pretende analisar o seu uso e a sua contribuição no processo de ensino-aprendizagem dos educandos.
O objetivo é investigar a contribuição pedagógica do vídeo e da internet na educação, como instrumento auxiliar no processo de ensino-aprendizagem dos alunos, a fim de compreender a dinâmica dessas tecnologias e sua relação com o processo de ensino-aprendizagem, para que o educador assuma seu papel enquanto agente cultural e transformador de seu tempo.
Deu-se preferência, neste trabalho, a pesquisa-ação. Para a coleta de informações, se fez uso da observação, de questionários, da análise documental e da análise da aplicação. A pesquisa aconteceu no período de abril a junho de 2012. A observação procurou identificar como ocorre o uso do vídeo e da internet no 4º ano, no desenvolvimento das disciplinas e dos conteúdos curriculares. Os questionários foram utilizados para registrar informações como: expectativas, anseios e formas de utilização das respectivas mídias.
O questionário se constituiu num recurso importante, o qual foi aplicado em dois momentos. O questionário número 1 foi aplicado no primeiro dia de observação a professores e alunos, a fim de obter as informações quanto às necessidades, expectativas e ao conhecimento no que se refere a utilização das mídias em questão: o vídeo e a internet. O segundo questionário foi aplicado no último dia de aplicação do projeto (apêndice E) a professores e alunos, no intuito de recolher informações quanto ao atendimento das expectativas, das vantagens e desvantagens do uso do vídeo e da internet no processo educativo.
A análise documental, por sua vez, revelou-se como fonte imprescindível para reflexão, análise e à fundamentação deste trabalho. No âmbito da pesquisa teórica, buscaram-se informações nas produções bibliográficas na área da Educação e Informática, a artigos e teses, divulgados nas últimas décadas, além de consultas a sites da internet.

1 O USO DAS TICs NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM

Os recursos tecnológicos podem ser vistos como uma janela para o mundo. Eles permitem pesquisar, fazer consultas, produzir jornais, formar redes de comunicação, criar bancos de dados, arquivar imagens, tudo com extrema rapidez. O grande desafio a ser enfrentado pela escola é o uso apropriado das mídias ou dos recursos tecnológicos. Talvez, o que alguns professores ainda não tenham percebido é que, independente da sua vontade, as TICs cada vez mais vem ocupando espaços nas relações sociais. A todo o momento as pessoas se deparam com recursos tecnológicos, quer seja na farmácia, no celular, no caixa de banco, na máquina de refrigerantes e até no relógio de pulso, ou seja, eles estão em quase todo lugar.
É necessário vencer as dificuldades e tirar proveito dos recursos tecnológicos e midiáticos, aproveitando os seus benefícios a fim de ajudarem no trabalho pedagógico do professor e na aprendizagem do aluno. Sendo assim, é muito importante conhecê-los para fazer boa utilização e produzir saber, um saber mais eficaz, de maior qualidade empírica, abstrata e com maior harmonia estética. Para Valente e Prado (2003):

Embora as sofisticações tecnológicas sejam ainda maiores, existem dois aspectos que devem ser observados na implantação destas tecnologias na educação. Primeiro, o domínio do técnico e do pedagógico não deve acontecer de modo estanque, um separado do outro [...] O melhor é quando os conhecimentos técnicos e pedagógicos crescem juntos, simultaneamente, um demandando novas idéias do outro [...] O segundo aspecto diz respeito à especificidade de cada tecnologia com relação às aplicações pedagógicas. O educador deve conhecer o que cada uma destas facilidades tecnológicas tem a oferecer e como pode ser explorada em diferentes situações educacionais. Em uma determinada situação, a TV pode ser mais apropriada do que o computador. Mesmo com relação ao computador, existem diferentes aplicações que podem ser exploradas, dependendo do que está sendo estudado ou dos objetivos que o professor pretende atingir (VALENTE e PRADO, 2003, p. 22).

A utilização da TICs não define a qualidade de um trabalho pedagógico. A sua utilização visa a auxiliar o processo ensino-aprendizagem, considerando toda realidade escolar na qual se encontra inserido. As tecnologias educacionais vistas sob esse olhar poderão ajudar a escola a desenvolver a integração curricular, o rompimento de barreiras entre as disciplinas e entre as culturas, propiciando a execução de um trabalho globalizado.

1.2 O vídeo em sala de aula

O vídeo, há mais de uma década, chegou à sala de aula. Ele auxilia o educador, prende a atenção dos alunos, mas não transforma a prática pedagógica do professor. Aproxima a sala de aula da realidade dos alunos, usando as linguagens de aprendizagem e comunicação que a sociedade utiliza, também pode ser usado para introduzir diferentes assuntos no processo educacional.
O vídeo e a televisão estão ligados diretamente, assim como são relacionados a um contexto de entretenimento e lazer e isso quase sempre passa despercebido pela sala de aula. A sua utilização, na visão da maioria dos alunos, significa um momento para descansar e não para ter aula e essa concepção muda a postura e as expectativas dos envolvidos em relação a sua utilização. Sendo assim, o professor deve tirar proveito dessa sensação boa para chamar a atenção do educando para os assuntos da sala de aula. Porém, é necessário o professor ficar atento para estabelecer relações entre o vídeo e a aula.
O vídeo apresenta uma forma de contar utilizando diversas linguagens, sobrepondo códigos e significações, os quais são predominantemente audiovisuais, buscando aflorar a sensibilidade e a percepção prática das pessoas, se distanciando da linguagem educacional, mais apoiada no discurso verbal-escrito (MORAN, 1995).
O vídeo explora a visão e com isso procura mostrar para o telespectador os acontecimentos, os cenários, os lugares, as cores, sempre estabelecendo relações espaciais. Faz com que aconteça o desenvolvimento de uma visão entrecortada, com múltiplos recortes da realidade, através dos planos e vários ritmos visuais: personagens em movimentação ou parados, imagens dinâmicas e estáticas, câmera em movimento ou parada, uma ou várias câmeras, imagens ao vivo, gravadas ou criadas no computador. Uma visão do presente que faz relações com o passado e com o futuro. Para Moran:

O vídeo parte do concreto, do visível, do imediato, do próximo, que toca todos os sentidos. Mexe com o corpo, com a pele - nos toca e "tocamos" outros, que estão ao nosso alcance, através dos recortes visuais, do close, do som estéreo envolvente. Pelo vídeo sentimos, experienciarnos sensorialmente o outro, o mundo, nós mesmos (MORAN, 1995, p.28).

As imagens apresentadas estão associadas às histórias, falas ou narrações. A fala procura aproximar o vídeo do dia-a-dia das pessoas, como elas se comunicam diariamente. As conversas quase sempre expressam a fala coloquial, enquanto o narrador, normalmente em off, se responsabiliza por fazer a relação das cenas dentro da norma culta, dando significação e organizando o todo. A narração falada dá suporte a todo o processo de significação.
Os efeitos sonoros e a música servem de ilustração, fazem com que as pessoas lembrem e relacionem as imagens à personagens, como por exemplo, nas novelas, criando expectativas, antecipando reações e informações.
A linguagem escrita também aparece no vídeo. Os textos aparecem nas palavras que se visualiza na tela, nas legendas de filmes, na tradução para deficientes auditivos, na tradução de entrevistas com estrangeiros. Na tela, a escrita apresentada serve para dar ainda mais significação à narrativa falada. Ainda para Moran:

O vídeo é sensorial, visual, linguagem falada, linguagem musical e escrita. Linguagens que interagem superpostas, interligadas, somadas, não-separadas. Daí a sua força. Somos atingidos por todos os sentidos e de todas as maneiras. O vídeo nos seduz, informa, entretém, projeta em outras realidades (no imaginário), outros tempos e espaços. O vídeo combina a comunicação sensorial-cinestésica com a audiovisual, a intuição com a lógica, a emoção com a razão.  Combina, mas começa pelo sensorial, pelo emocional e pelo intuitivo, para atingir posteriormente o racional (MORAN, 1995, p. 28).

O vídeo e a TV conseguem se comunicar com quase todas as pessoas, independentes da faixa etária em que se encontram. Utilizam ritmos cada vez mais apaixonantes, como nos videoclipes. A narração não acontece de forma casual e sim para fazer ligações entre as cenas, as quais, às vezes, utilizam um pedaço de imagem ou uma história ao lado da outra. A sua retórica busca maneiras de atingir a sensibilidade das pessoas. A narração utiliza a linguagem concreta, plástica, de pequenas cenas, com poucas informações, com ritmos diversificados e contrastados, multiplicando as maneiras de ver personagens, cenários, ângulos, imagens, sons, efeitos.
Os temas geralmente são superficiais e procuram abordar o lado emocional, os conflitos e os imprevistos do dia-a-dia. Repassa às informações aos poucos, organizadas em sínteses rápidas de cada assunto e com apresentação variada, cada tema dura pouco e é ilustrado com imagens fascinantes. As mensagens apresentadas pelos meios audiovisuais exigem, do receptor, pouco envolvimento e esforço. O vídeo e a TV utilizam uma linguagem relacionada antes à afetividade do que à razão.
As pessoas lêem o que conseguem visualizar e para ter a compreensão das coisas precisam ver as cenas e as imagens. A linguagem utilizada é mais sensorial-visual do que abstrata e racional. Elas lêem vendo as imagens. A linguagem audiovisual desenvolve múltiplas atitudes perceptivas, induzindo a todo instante as pessoas a usarem a imaginação e reinvestindo na afetividade como um papel de mediação primordial no mundo, a passo que a linguagem escrita desenvolve mais o rigor, a organização e a análise lógica (MORAN, 1995).

1.3 O Processo Educativo e as Tecnologias Digitais

Os conteúdos virtuais permitem que tanto professores quanto alunos, consigam descobrir fenômenos e conceitos, muitas vezes inviáveis ou inexistentes nas escolas, por questões financeiras ou de segurança. Com a velocidade em que as tecnologias surgem na vida das pessoas, a produção de saberes novos e as crescentes aplicabilidades desses recursos acabam requerendo a prática de novas metodologias de ensino, impulsionando a modernização da educação e exigindo com isso, uma permanente formação de toda comunidade escolar envolvida no processo educativo.
Valente (2005, p.23) afirma que “a experiência do professor é fundamental. [...] o professor precisa conhecer as diferentes modalidades de uso da informática na educação [...] entender o que os recursos oferecem para a construção do conhecimento”. A estreita passagem do anterior para o novo continua sendo função dos professores. Deposita-se nas mãos dos envolvidos com a prática escolar, a responsabilidade pela mudança, ficando como sua tarefa, recriar saberes. Por tanto, é essencial o comprometimento dos professores neste trabalho, e a constituição dos significados sobre as TICs, do ponto de vista pedagógico e escolar, só poderá dar frutos com o envolvimento destes profissionais. Destaca-se como aspecto negativo, a incorporação das TICs na escola, vista apenas como mais um recurso para atingir as metas da qualidade educacional, ignorando mudanças, inclusive no perfil profissional dos professores.

1.3.1 A Internet na Educação

A internet pode ser compreendida como uma mídia atraente, acessível, dinâmica, atualizada, capaz de permitir o ingresso e o acesso quase ilimitado à informações. Uma mídia inesgotável de múltipla aprendizagem que permite desenvolver pesquisas, comparar dados, aprender a ler, buscar informações, assim como organizá-las, analisá-las ou criticá-las. Mas, também, como acontece com qualquer outra ferramenta, é necessário que o professor auxilie as crianças a respeito de como fazer um melhor uso dessa ferramenta para as atividades educacionais bem como na elaboração de trabalhos, na busca das informações e construção do conhecimento.
Para Silva (2003, p.55), “o professor [...] constrói uma rede e não uma rota. Ele define um conjunto de territórios a explorar, enquanto a aprendizagem se dá na exploração - ter a experiência - realizada pelos aprendizes e não a partir da sua récita”. Dessa maneira, o professor não é detentor do saber na escola, nem um mero transmissor ou repassador de conteúdos e, sim, o provocador de situações-problema, criando situações para que ocorra a participação e o comprometimento dos alunos, estimulando-os à criação colaborativa.
As tecnologias e as mídias podem ser observadas como uma oportunidade de formação tanto para a realização do trabalho discente, quanto para a realização do trabalho docente, por isso, não podem ser ignoradas. As mídias, como a internet, que fazem uso da multimídia e a videoconferência, apresentam para as pessoas novas maneiras de ler, de escrever, e consequentemente, de agir e pensar. Pode-se citar como exemplo, o uso do editor de texto, ele possibilita o registro dos pensamentos de forma diferente do texto escrito a mão, possibilitando a pessoa a perceber uma forma diferente de ler e de interpretar o que escreve.
Segundo Silva (2001):

O professor não é somente ator na rede de interações. Mas, sobretudo, autor. Ele provoca e disponibiliza a rede de interações tomando por base os fundamentos da interatividade.  É nessa materialidade comunicacional que ele expressa sua autoria. Aliás, manter essa ambiência, já constitui sua autoria (SILVA, 2001, p.174).

Para que a utilização das mídias na escola seja realizada de forma efetiva e eficaz, ela precisa estar desvinculada dos objetivos da educação tradicional, em se tratando ao repasse do conhecimento. Assim como diz Freire (1995), precisa contribuir para a construção de uma escola que seja aventura, que marque o aluno de forma positiva, que não tenha medo do risco e, por isso, recusa o imobilismo. Uma escola com uma educação que propicie o pensar, o atuar, o falar, o amar, o adivinhar.
Com a internet o aluno tem a possibilidade de pesquisar de forma individual seguindo seu próprio ritmo, além de possibilitar a pesquisa coletiva, desenvolvendo dessa forma a aprendizagem colaborativa. Ela também permite a descoberta de formas novas e diferenciadas de comunicação, destaca-se aqui a escrita, pois permite uma escrita mais aberta, de forma hipertextual, conectada, multilinguística, aproximando texto e imagem.
A maior parte dos projetos na internet confirma as múltiplas maneiras de interações que vão desde a descoberta de amizades e contatos virtuais, assim como as trocas constantes de informações entre as pessoas, como entre professores e alunos. Com isso, pode se propiciar o desenvolvimento de uma comunicação afetiva, como a criação de amizades em lugares diferentes ou como resultado individual e coletivo dos projetos desenvolvidos na escola. Como o saber não pode ser repassado, ele se cria e é construído e reconstruído diariamente. A aprendizagem ocorre mediante ao que é contextualizado e significativo. Para Moran (2005):

Educar é estar mais atento as possibilidades do que  aos limites. Estimular o desejo de aprender, de ampliar as formas de perceber, de sentir, de compreender, de comunicar-se. Apoiar o estado de prontidão para aprender dentro e fora da escola, em todos os espaços do nosso cotidiano, em todas as dimensões da vida. Estar atentos a tudo, relacionando tudo, integrando tudo. Conectar sempre o ensino com a pessoa do aluno, com a vida do aluno, com a sua experiência (MORAN, 2005, p.88).

A educação deve procurar chegar ao aluno por todos os caminhos viáveis seja pelas imagens, representações, experimentações, sons, dramatizações, simulações ou pela multimídia. O processo ensino-aprendizagem é um acontecimento do qual educador e educando compartilham juntos. Moran (2005) ressalta que:

Ensinar e aprender depende do educador e do educando, é um processo compartilhado.  O educador coordena, sensibiliza, organiza o processo, que vai sendo construído em conjunto com as habilidades e tecnologias possíveis a cada grupo, de forma participativa. É um processo baseado na confiança, na comunicação autêntica, na interação, na troca no estímulo, com normas e limites, mas sempre enfatizando o incentivo (MORAN, 2005, p.89).

A internet, segundo Moran (2005), é um meio de comunicação, ainda incipiente, mas que serve para rever, estender e transformar as muitas formas atuais de aprender e ensinar. As mídias quando usadas de maneira adequada, podem se constituir num fator de transformação para o processo de ensino-aprendizagem e, portanto, para a melhoria da educação.
Numa visão construtivista o ensino utilizando o computador e as mídias permitem as trocas entre as crianças, que são os sujeitos da aprendizagem, e o software, e estes poderão conter recursos de aprendizagem previstos anteriormente, através dos quais fiquem claras as possibilidades de assimilar e acomodar conteúdos. Sendo assim, alunos e professores acabam se tornando pesquisadores; o professor procura descobrir os recursos que as mídias e o computador propiciam ao aluno e estes buscam resolver suas dúvidas e, quando o fizer, o conhecimento é construído de forma concreta, física e mental ao mesmo tempo.

2. RESULTADOS E DISCUSSÕES

2.1. Exploração Inicial

Inicialmente realizou-se uma pesquisa exploratória na escola para definir qual turma seria escolhida para o desenvolvimento da pesquisa-ação. Sendo assim, foram visitadas as turmas do 4º e 5º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Cleiton Costa, no município de Engenho Velho/RS, selecionou-se a turma do 4º ano devido a turma ser mais receptiva e comprometida.
A amostra constitui-se de 15 alunos, com faixa etária dos 9 aos 12 anos de idade e 2 docentes, com 23 e 49 anos de idade.
Fez-se dois dias de observação na turma, no intuito de sondar o conhecimento a respeito de vídeo e da internet, para descobrir às expectativas e os anseios relacionados à sua utilização no processo de ensino-aprendizagem e, também, para verificar o acesso e a utilização dos alunos e professores quanto a essas mídias, para isso foi aplicado um questionário, o modelo se encontra no apêndice A e C, sendo que, todos os participantes o responderam.
A seguir, serão apresentadas sucintamente, as informações obtidas através dos questionários aplicados aos alunos e professores. Questionando os alunos sobre o que esperavam aprender utilizando o vídeo e a internet, obteve-se:

Gráfico 1: 1ª questão: O que você espera aprender nas aulas quando for utilizado o vídeo e a internet?

A partir das opiniões que os alunos tem e expressaram, percebeu-se que eles anseiam que as aulas com o vídeo e a internet desenvolvam estratégias de aprendizagem e colaborem na assimilação dos conteúdos trabalhados em sala de aula.
Do ponto de vista educacional, as mídias não são tão importantes quanto às possibilidades que oferecem de contribuir com a educação. Contudo, poderá ser a capacidade do professor em selecioná-las e explorá-las adequadamente a sua realidade que dará a devida dimensão ao seu uso educativo, não só porque colabora com as tarefas de ensino, mas porque poderá contribuir e ampliar a aprendizagem dos alunos. A função do professor, e talvez a principal, é ajudar o aluno a interpretar as informações, relacioná-las e contextualizá-las.
Alguns alunos enxergam as mídias como recursos didáticos, como tais, são portadoras de ideias, emoções, atitudes, habilidades e, portanto traduzem-se em objetivos, conteúdos e métodos de ensino (Libaneo, 1998). O ato de aprender depende também do aluno, de que ele esteja aberto para incorporar a significação que a informação tem para ele, para incorporá-la vivencialmente e emocionalmente. Enquanto a informação não fizer parte do seu contexto pessoal, intelectual e emocional, não se tornará significativa.
Ao questionar os professores sobre a utilização do vídeo e da internet responderam que utilizam para:
Gráfico 2: 1ª questão: Você utiliza vídeo ou internet com seus alunos?


Ao serem questionados sobre o interesse em constar o uso do vídeo e da internet no seu trabalho pedagógico, foram unânimes em dizer que:

 Gráfico 3: 2ª questão: É do seu interesse constar o uso do vídeo e da internet no seu trabalho pedagógico?


Para saber, dos alunos que já fazem uso, para que e no que eles utilizam o vídeo e a internet, foi perguntado: O que você conhece de vídeo e de internet? Sendo obtido:
Gráfico 4: 2ª questão: O que você conhece de vídeo e de internet?

Também os professores foram questionados sobre o conhecimento que tinham sobre vídeo e internet e responderam:
Gráfico 5: 3ª questão: O que você conhece de vídeo e de internet?


Desejam utilizar para:
Gráfico 6: 4ª questão: Como deseja utilizar o vídeo e a internet nas aulas?

Percebe-se então que qualquer mudança na educação conta com o apoio dos professores, pois a formação docente passa por processos de investigação articulados as práticas educativas (NÓVOA, 1992).
O domínio do conteúdo técnico por parte do professor como uma das partes que constituem sua prática educativa poderá ser significativa para promover uma aprendizagem crítica, criativa e transformadora. Na maioria das vezes, as escolas delimitam o uso das mídias a práticas restritas e específicas, por ignorar melhores opções. É importante educar para a autonomia, para a cooperação, para trocar ideias, participar de projetos, entre outros, e para que cada um encontre o seu ritmo de aprendizagem.
Foi perguntado aos alunos como usam vídeo e internet e aonde. Segundo as respostas obtidas:
Gráfico 7: 3ª questão: Como você costuma usar o vídeo e a internet?


Sendo que utilizam:
Gráfico 8: 4ª questão: Aonde você tem acesso a vídeo e a internet?

 Por fim, questionou-se se fossem eles os professores da turma o que trabalhariam com seus alunos relacionados a vídeo:
Gráfico 9: 5ª questão: Se você fosse professor da tua turma o que você trabalharia com seus alunos usando o vídeo e a internet?

Questionou-se os professores quanto a dar oportunidade aos alunos para explorar individualmente o vídeo e a internet, responderam:
Gráfico 10: 5ª questão: Você acha que os alunos devem ter a oportunidade de explorar, individualmente, suas áreas de interesse e de construir seu próprio conhecimento quando estiverem usando o vídeo e a internet?

Ensinar utilizando mídias exige uma atenção maior do professor. A internet oferece tantas possibilidades de busca, que a navegação se torna muito mais atrativa do que o imprescindível trabalho de interpretação. Os alunos tendem a dispersar-se frente às muitas conexões possíveis, de endereços dentro de outros endereços, de imagens e textos que se sucedem ininterruptamente.

2.1.2 Conclusões da Exploração Inicial

Os grandes educadores conseguem atrair as pessoas não só pelas suas ideias, mas também pelo contato pessoal e, dentro ou fora da sala de aula, captam a atenção. Estão sempre surpreendendo, são diferentes no que dizem, nas relações que estabelecem, na forma de olhar e de comunicar-se. Acabam se tornando e um poço inesgotável de descobertas.
Os problemas da prática pedagógica em relação aos recursos midiáticos não são meramente instrumentais, quase todos eles geram algum problema que requer decisões em um terreno de complexidade, incerteza, singularidade e conflitos de valores, pois as situações que os professores, por vezes enfrentam, possuem características únicas, exigindo, por isso, respostas imediatas (Nóvoa, 1992). Porém o profissional competente possui capacidade de autodesenvolvimento reflexivo. Inicialmente alguns alunos não aceitam muito bem essa forma de ensinar e aprender diferente. Estão acostumados a receber tudo pronto do professor e esperam que ele continue dando aula assim, como sinônimo de ele falar e os alunos escutarem. Alguns professores também criticam essas práticas, porque percebem como uma forma de não dar aula, de ficar brincando de aula.
Ao concluir essa primeira fase de observações, pode-se perceber que tanto alunos quanto os professores, estão abertos a utilização das TICs no processo de ensino-aprendizagem o que propicia um bom ambiente para a produção de conhecimentos. No que se refere ao Projeto Político Pedagógico da escola, percebe-se que o mesmo foi construído de forma democrática promovendo a valorização do conhecimento empírico dos alunos cuja preocupação está voltada para a aprendizagem dos mesmos.
Quanto ao plano de estudo da turma, está previsto a utilização de mídias como a impressa, TV e vídeo, computador e internet.

2.2 Exploração Final

Para concluir essa pesquisa sobre a utilização do vídeo e da internet no processo de ensino-aprendizagem aplicou-se um questionário objetivando analisar como foi o uso desses recursos no desenvolvimento do projeto (apêndice E).
Um modelo do instrumento de pesquisa utilizado encontra-se no apêndice B e D e foi aplicado aos alunos e professores envolvidos no dia 19 e 22 de junho de 2012, ou seja, no último dia de aplicação do projeto com a turma. A seguir será apresentado de forma sucinta, as informações coletadas através dos questionários aplicados aos alunos e professores nesta etapa final.
Perguntando aos alunos e professores como foi utilizar o vídeo e a internet nas aulas se buscou avaliar a experiência realizada com o uso dessas mídias. A grande maioria dos alunos apontou como positiva essa experiência:
Gráfico 11: 1ª questão: Como foi usar o vídeo e a internet nas aulas?

Percebe-se através das respostas que a experiência com o vídeo e a internet, para os alunos, representou a possibilidade de aprendizagem e o uso como recurso pedagógico para as atividades escolares, com isso agregaram conhecimento a eles.
Os 2 professores que participaram desse processo de pesquisa, ao serem questionados sobre a utilização do vídeo e da internet, responderam:
Gráfico 12: 1ª questão: Como foi usar o vídeo e a internet como recurso pedagógico?

Tanto os 02 professores quanto os 15 alunos responderam que utilizaram o vídeo e a internet como ferramenta de apoio para as atividades escolares.
Sobre as vantagens de usar o vídeo e a internet nas atividades escolares, segundo as respostas dos alunos, obteve-se:

Gráfico 13: 3ª questão: Na sua opinião, quais são as vantagens de usar o vídeo e a internet nas atividades escolares?

Para os docentes as reações favoráveis quanto à utilização do vídeo e da internet na área educacional foram:
Gráfico 14: 3ª questão: Na sua avaliação, quais são as maiores vantagens do uso educacional do vídeo e da internet?

Romper com a resistência dos professores é uma tarefa a ser superada devendo ser iniciada na formação de professores, desenvolvendo habilidades cognitivas e operativas para a utilização das mídias e também a formação de atitudes favoráveis a sua utilização. No Brasil, a relação entre educação e desenvolvimento tecnológico vem de uma visão tecnicista, que gerou resistência de natureza política e tecnológica. Existem também outros aspectos importantes como: questões culturais, sociais, temor diante dos equipamentos tecnológicos, medo da despersonalização, da substituição pelo computador, ameaça ao emprego e formação que não inclui a tecnologia (LIBANEO, 1998).
As mudanças na educação dependem também de administradores, diretores e coordenadores mais abertos e receptivos, que entendam todas as dimensões relacionadas ao processo de ensino-aprendizagem, além das empresariais ligadas ao lucro; que apoiem os professores inovadores, equilibrando o gerenciamento administrativo, tecnológico e o humano, contribuindo para que haja um ambiente de maior inovação, intercâmbio e comunicação.
Para alguns professores, os recursos tecnológicos e midiáticos merecem lugar de destaque na escola, entretanto esse tipo de argumento é utilizado para tornar a escola mais motivadora e interessante. Porém, a escola deve ser interessante não por possuir estes recursos, mas pelo que acontece nela em termos de aprendizagem e de desenvolvimento intelectual, afetivo, cultural e social, VALENTE (1998).
Acredita-se que as mídias por si só não são a solução nem a única condutora desse processo. Colher os benefícios que elas oferecem necessita, primeiramente, do treinamento e da mudança de comportamento dos professores, bem como projetos curriculares inovadores. Os professores são levados a deixar de controlar a informação e deter exclusivamente o conhecimento.
Em se tratando das desvantagens do uso do vídeo e da internet nas aulas, os alunos disseram que não percebem desvantagens em utilizá-los. Já os 02 professores apontaram:
Gráfico 15: 4ª questão: Na sua avaliação, quais as maiores desvantagens do uso educacional do vídeo e da internet?

Para finalizar, em relação a utilização do vídeo e da internet, os dois docentes afirmaram que suas expectativas foram atendidas.
Para Libaneo o comprometimento do professor é o diferencial para desempenhar bem seu papel na escola:

A ênfase no saber ser, sem dúvida fundamental para se definir uma postura crítica do educador frente ao conhecimento e aos instrumentos de ação, não pode dissolver as outras duas dimensões da prática docente, o saber e o saber fazer, pois a incompetência no domínio do conteúdo e no uso de recursos de trabalho compromete a imagem do professor educador. Tornar nossa prática ineficiente põe em risco os próprios fins políticos dessa prática (LIBANEO, 1998, p.52).

Demo (1998) reforça a ideia do envolvimento dos docentes na assimilação de um saber sólido para a utilização dos recursos tecnológicos, pois quem que não aprende bem, não consegue fazer o outro aprender bem.
Um aspecto a ser destacado na utilização das mídias na educação, é o fato de existir dois tipos de usuários envolvidos: professor e aluno, ambos fazem uso quase simultâneo destes recursos e isso envolve um conhecimento mais aprofundado do professor em como funciona a mídia. A falta desse conhecimento gera insegurança diante de algumas situações que ocorrem diante da máquina.
Em se tratando das expectativas dos alunos em relação às aulas com vídeo e internet, as expectativas foram atendidas para 14 alunos e não para 01 aluno.

2.2.1 Conclusões da Exploração Final

Segundo Moran (2005), as mudanças na educação dependem, em primeiro lugar, de ter educadores amadurecidos intelectual e emocionalmente, pessoas curiosas, animadas, abertas, que saibam motivar e dialogar. Pessoas com as quais valha a pena entrar em contato, pois sempre tem algo a acrescentar.
Ao concluir esta pesquisa, constatou-se a satisfação dos alunos e dos professores em ter usufruído do vídeo e da internet no processo de ensino-aprendizagem. O trabalho desenvolvido rendeu múltiplas aprendizagens como: melhora da escrita e expressão oral, melhor produção textual, desenvolvimento de espírito cooperativo, solidário e da criatividade.
Percebe-se que grande parte do êxito alcançado se deve ao comprometimento e ao diálogo, que pode ter sido o diferencial nesse processo envolvendo a utilização do vídeo e da internet. Seu uso só foi válido porque agregou conhecimentos e oportunizou formas diferenciadas de ensino-aprendizagem, onde se atingiu objetivos por caminhos diferentes do tradicional utilizados em sala de aula.
Uma das possibilidades verificadas foi o trabalho interdisciplinar, que promoveu a integração dos conteúdos de várias disciplinas promovendo o trabalho solidário, quando os alunos se ajudavam entre si e trocavam ideias sobre as tarefas. Este procedimento permitiu a reflexão e a intervenção no sistema de ensino. Portanto, a perspectiva assumida para a formação é a de formação-ação proposta por Nóvoa (2001), para quem a formação está e acontece na ação, e seu processo de reflexão ocorre antes, durante e após a ação. Os trabalhos realizados em equipe envolvem a construção do espírito de cooperação.
Este esforço de pensar em grupo implica na existência de espaços de partilha além das fronteiras escolares.  Ressalta-se que o conhecimento das mídias, torna-se importante porque permite maior exploração dos recursos, pois o professor que não tem um conhecimento mais aprofundado sente-se limitado. Sendo assim, a formação profissional do educador deveria proporcionar oportunidades de aprendizagens quanto às mídias para que esses recursos pudessem ser incorporados nas escolas sem reservas e inseguranças.

CONCLUSÃO

As tecnologias se alteram velozmente, produzindo-se muitas inovações. O meio educacional é desafiado a ousar e a alcançar os intentos de promover um ensino de qualidade com o auxílio das ferramentas tecnológicas. São pequenos desafios e vitórias cotidianas que impulsionam docentes ao propósito de tornar-se professor criador e construtivo. Na educação, a introdução das TICs esteve ligada inicialmente às atividades administrativas, objetivando agilidade dos processos de controle e gestão técnica. Posteriormente, passaram a compor o ensino e a aprendizagem, sem necessariamente promover a integração no processo pedagógico (VALENTE, 2003).
Após a realização deste trabalho é importante observar que, quando se fala em mudanças pedagógicas há a necessidade dos professores fazerem coisas diferentes das que fazem, mudarem a mentalidade e a maneira de trabalhar em sala de aula. É importante ressaltar que, para os professores mudarem sua prática pedagógica talvez necessite não só de compensações, mas também de condições. A escola também é constituída de outros agentes educacionais importantes como diretores, coordenadores e demais membros da comunidade escolar que poderiam estar engajados e apoiar as mudanças pedagógicas conduzidas pelos professores. Sem apoio de toda a hierarquia do sistema escolar, os professores, como agentes de mudança, não irão conseguir mudar muita coisa. Como lembra Moraes (1996, p.07), “é preciso construir uma consciência coletiva [...] como parte de um conjunto de mudanças que poderão ser gradualmente absorvidas pela comunidade educacional”.
Durante muito tempo a memorização foi tida como aprendizagem. Atualmente o aprender passou a ser visto como ação. O conhecimento passou a ser visto através das ações que promovem aprendizagem, ocorre de fato quando o modo de agir passa a fazer parte de cada um, revelando um aspecto novo ou uma nova reação. Portanto, a construção de conhecimento está ligada a ações ou operações, ou seja, a transformações ativas do próprio sujeito. Afinal, não se aprende senão aquilo que se pratica. Papert (1994, p.62) reforça esta posição quando afirma que “aprender-em-uso libera os estudantes para aprender de forma pessoal, e isso, por sua vez, libera os professores para oferecer aos seus alunos algo mais pessoal e mais gratificante para ambos os lados”.
O trabalho com as mídias amplia a liberdade dos professores para adaptar esses recursos dentro das necessidades da turma, dos projetos desenvolvidos, além de utilizar nos trabalhos escolares. Trabalhar de forma integrada poderá permitir que se dê um salto de qualidade no ensino, gerando evolução de estruturas mentais e comunicacionais, uma vez que padrões culturais, sociais e psicológicos vão sendo agregados gradativamente, podendo substituir velhos padrões de conduta dentro de situações novas de aprendizagem.
Um computador ligado à internet representa, dentre outras possibilidades, o acesso a informações, um instrumento de comunicação, um recurso de ensino reunido no que é hoje uma importante mídia. Para Ponte, Oliveira e Varandas (2001, p.06), “A utilização da Internet pode remeter para uma simples lógica de consumo (da informação nela disponível) como envolver uma lógica de produção (de informação, de materiais, de documentos que podem ser transformados por toda uma comunidade de utilizadores)”.
Ao trabalharem com a internet, a necessidade de ajuda mútua e a maneira coletiva proporciona o desenvolvimento da autonomia, espírito crítico e atitude de trabalho coletivo, o que aconteceu com os grupos ao pesquisarem os temas sugeridos. A interação pode potencializar a aprendizagem. A internet, por sua estrutura hipertextual, amplia o nível dialógico, permitindo interlocução entre vários sujeitos ao mesmo tempo. Essa interlocução múltipla, imbricada, que inclui sujeitos, tecnologias e saberes, impulsiona o movimento recursivo, promovendo, logicamente, interatividade.
A partir dos dados e informações coletadas, observa-se que o aluno deve aprender a pesquisar, e que deve ser competência do docente conduzi-lo ao melhor aproveitamento das informações que dispõe na internet e isto deve ser feito em sala de aula (Valente, 2005). Para que assim ele aprenda a ponderar o que está disponível na rede. Pode-se transformar uma parte das aulas em processos contínuos de informação, comunicação e pesquisa, por meio dos quais se vai construindo o conhecimento e equilibrando o individual e o grupal, entre o professor e os alunos. O professor lança um desafio, tendo em vista os objetivos a serem alcançados, e incentiva os primeiros passos para sensibilizar o aluno para o valor do que vai ser feito, para a importância da participação do aluno nesse processo e aí passa então para o papel de gerenciador do processo de aprendizagem, coordenando o andamento, estabelecendo o ritmo adequado, sendo o gestor das diferenças e das convergências.
São inúmeras as estratégias pedagógicas que podem ser desenvolvidas utilizando-se softwares educativos, internet, aplicativos, ambientes síncronos (chats, videoconferência) e assíncronos (listas, grupos de discussão, correio eletrônico), televisão, rádio, vídeo, jornal, etc. As conexões estabelecidas e intercâmbios levam os sujeitos a ficarem fascinados com esse mundo que se descortina. Contudo para realizar essas tarefas, tem que ter oportunidade de acesso e orientação. Se os docentes não possuem formação adequada para trabalhar com tecnologias e mídias, é possível que tenham dificuldades em utilizá-las bem como orientar os alunos na realização das mesmas.

THE USE OF VIDEO AND THE INTERNET IN THE 4TH YEAR OF ELEMENTARY SCHOOL IN THE MUNICIPAL SCHOOL OF EARLY CHILDHOOD EDUCATION AND ELEMENTARY SCHOOL CHAVEZ COSTA IN ENGENHO VELHO-RS


ABSTRACT

This paper focuses on the use of TIC in the teaching-learning process. The theoretical foundation approached the video and the internet in education, its articulation with the teaching-learning process. With the advancement of media becomes essential to its use as an educational resource in education. In this scenario the figure of the teacher appears as very important in this process, need to be open to change, be assisted by someone who has expertise and by the school's policy team, in addition to stay updated. Evidenced that TICs can contribute to many significant ways in the teaching-learning process and to the formation of better citizens, able to act consciously in the knowledge society in constant transformation.

Keywords: Video. Internet. Contribution in the teaching-learning process.

REFERÊNCIAS

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APÊNDICE – A: Questionário para os alunos no início dos trabalhos.


QUESTIONÁRIO DE PESQUISA ALUNOS 1


1ª questão: O que você espera aprender nas aulas quando for utilizado o vídeo e a internet?
(  ) assuntos relacionados a aula
(  ) assuntos que auxiliem a compreensão do conteúdo visto em sala de aula
(  ) assuntos não relacionados a aula


2ª questão: O que você conhece de vídeo e de internet?
(  ) conheço vídeo e internet e sei utilizá-los
(  ) conheço vídeo e internet e não sei utilizá-los
(  ) não conheço vídeo e internet e não sei utilizá-los


3ª questão: Como você costuma usar o vídeo e a internet?
(   ) uso para diversão e entretenimento
(   ) uso para trabalhos escolares
(   ) assistir filmes
(   ) jogar jogos na internet
(   ) realizar pesquisas
(   ) conversas on line e conhecer pessoas
 (   ) não uso


4ª questão: Aonde você tem acesso a vídeo e a internet?
(   ) em casa
(   ) na escola
(   ) no telecentro comunitário
(   ) em outros lugares


5ª questão: Se você fosse professor da tua turma o que você trabalharia com seus alunos relacionados a:

Vídeo    (   ) passaria filmes                         internet    (   ) usaria para fazer pesquisas
              (   ) passaria filmes educativos                       (   ) usaria para acessar jogos educativos
                                                                                     (   ) passaria músicas
                                                                                     (   ) usaria para acessar conversas, conhecer pessoas
                                                                                     (   ) passaria mensagens
                                                                                     (   ) Outros – qual?.........................................................


APÊNDICE – B: Questionário para os alunos no fim dos trabalhos.


QUESTIONÁRIO DE PESQUISA ALUNOS 2


1ª questão: Como foi usar o vídeo e a internet nas aulas?
(   ) foi bom e proveitoso
(   ) me ajudou na compreensão dos conteúdos
(   ) não achei proveitoso
(   ) não gostei porque me distraí


2ª questão: Você utilizou o vídeo e a internet como ferramenta de apoio para as atividades escolares?
(   ) sim
(   ) não


3ª questão: Na sua opinião, quais são as vantagens de usar o vídeo e a internet nas atividades escolares?
(   ) auxilia a compreensão dos conteúdos trabalhados em sala de aula
(   ) desperta a criatividade e a imaginação auxiliando na produção de novas atividades
(   ) prende a atenção por ser ferramentas que tem recursos de multimídia


4ª questão: Em sua opinião, quais as desvantagens do uso do vídeo e da internet nas aulas?
(   ) passam muitas informações
(   ) dificuldade em se concentrar nas informações passadas
(   ) não tem desvantagem

5ª questão: Em relação às aulas com vídeo e internet, suas expectativas foram atendidas?
 (   ) sim
(   ) não
APÊNDICE – C: Questionário para os professores no início dos trabalhos.


QUESTIONÁRIO DE PESQUISA PROFESSORES 1


1ª questão: Você utiliza vídeo ou internet com seus alunos?
(   ) sim
(   ) não
Como:      (   ) para fazer pesquisas
                 (   ) para trabalhar jogos
                 (   ) para passar filmes
                 (   ) para passar mensagens

2ª questão: É do seu interesse constar o uso do vídeo e da internet no seu trabalho pedagógico?
(  ) sim             (   ) porque podem auxiliar na transmissão de conteúdos e assuntos tratados em sala de aula
                        (  ) porque podem contribuir com a aprendizagem dos alunos
                        (  ) porque apresentam uma linguagem diferente e que os alunos podem compreendem melhor

(  ) não             (   ) porque não ajuda na aprendizagem dos alunos
                        (   ) porque repassam muitas informações e os alunos não assimilam
                        (   ) porque não gosto de utilizar

3ª questão: O que você conhece de vídeo e de internet?
(  ) já usei vídeo e internet e sei utilizá-los
(  ) conheço vídeo e internet, mas não sei utilizá-los
(  ) não conheço vídeo e internet e não sei utilizá-los


4ª questão: Como deseja utilizar o vídeo e a internet nas aulas?
(   ) usar para diversão e entretenimento
(   ) usar para trabalhos pedagógicos
(   ) usar para oferecer outras alternativas de aprendizagem para os educandos
(   ) não usar

5ª questão: Você acha que os alunos devem ter a oportunidade de explorar, individualmente, suas áreas de interesse e de construir seu próprio conhecimento quando estiverem usando o vídeo e a internet?
(  ) sim             (   ) porque é importante que aprendam selecionar conteúdos e assuntos
                        (  ) porque possibilita que o aluno construa uma visão mais ampliada dos assuntos
                        (  ) porque é importante que ele aprenda a descobrir as coisa por eles próprios

(  ) não             (   ) porque se dispersam e acabam se distanciando dos objetivos propostos
                        (   ) porque perdem tempo olhando coisas e conteúdos que não tem relação com o que está estudando



APÊNDICE – D: Questionário para os professores no final dos trabalhos.


QUESTIONÁRIO DE PESQUISA PROFESSORES 2


1ª questão: Como foi usar o vídeo e a internet como recurso pedagógico?

(   ) foi bom e proveitoso porque os alunos podem trabalhar a criatividade, iniciativa, atenção, responsabilidade
(   ) ajudou os alunos na compreensão dos conteúdos
(   ) não achei proveitoso


2ª questão: Você utilizou o vídeo e a internet como ferramenta de apoio para as atividades escolares?
(   ) sim
(   ) não


3ª questão: Na sua avaliação, quais são as maiores vantagens do uso educacional do vídeo e da internet?
(   ) auxilia a compreensão dos conteúdos trabalhados em sala de aula
(   ) desperta a criatividade e a imaginação auxiliando na produção de novas atividades
(   ) prende a atenção por ser ferramentas que tem recursos de multimídia


4ª questão: Na sua avaliação, quais as maiores desvantagens do uso educacional do vídeo e da internet?

(   ) passam muitas informações
(   ) dificuldade em se concentrar nas informações passadas
(   ) dificuldade em controlar o que o aluno acessa na internet
(   ) não tem desvantagem

5ª questão: Em relação a utilização do vídeo e da internet, suas expectativas foram atendidas?

(   ) sim
(   ) não


APÊNDICE – E: Projeto Valores Humanos

1. IDENTIFICAÇÃO DE SUA ESCOLA:
Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Cleiton Costa.
2. TEMA DA PROPOSTA:
Os Valores Humanos.
3. OBJETIVOS:
·         Desenvolver o senso crítico de pesquisa, a criatividade, a desinibição, a explanação oral, a desenvoltura na frente da câmera;
·         Aprender a utilizar a internet e o próprio computador para digitar e produzir seu material de divulgação;
·         Trabalhar os valores sociais, humanos e a democracia;
·         Pesquisar sobre decreto;
·         Definir o que é, para que serve e sua importância para nossas vidas;
·         Ler o texto “O decreto do governador do mundo”;
·         Interpretar o texto “O decreto do governador do mundo”;
·         Produzir um decreto;
·         Produzir um vídeo apresentando o decreto elaborado;
·         Apresentar o vídeo produzido;
·         Fazer eleição para escolha de um decreto;
·         Pesquisar sobre os valores humanos;
·         Definir o que são, para que servem e sua importância para nossas vidas;
·         Fazer um resgate familiar sobre valores humanos cultivados em cada família fazendo um paralelo com antigamente;
·         Propiciar momentos de reflexão quanto aos valores humanos praticados por nós na escola, na família e na sociedade;
·         Conhecer ou relembrar a história clássica da literatura infantil “A Galinha Ruiva”;
·         Interpretar a história “A Galinha Ruiva”;
·         Reescrever a história “A Galinha Ruiva”;
·         Dramatizar a história “A Galinha Ruiva”;
·         Produzir slogans sobre valores humanos para divulgação na escola.
·         Fazer uma auto-avaliação do decreto produzido em relação aos valores estudados;
4. JUSTIFICAR PORQUE DESTE OBJETIVO:
Levando-se em consideração a atual realidade escolar e a que estamos vivendo socialmente, onde os valores humanos essenciais para uma boa convivência e para uma vida saudável estão cada vez mais esquecidos e sendo deixados de lado, percebe-se a necessidade de relembrá-los e aprofundá-los na busca de colocá-los em prática em nosso dia-a-dia familiar, escolar e social. Oportunizando aos alunos, com isso, momentos de reflexão sobre a convivência familiar, social e cidadã buscando criar senso crítico e de respeito pelo ser humano em geral, assim como com o meio ambiente em que o cerca.
Um dos objetivos da educação escolar é que os alunos aprendam a assumir a palavra enunciada e a conviver em grupo de maneira produtiva e cooperativa. Dessa forma, são fundamentais as situações em que possam aprender a dialogar, a ouvir o outro e ajudá-lo, a pedir ajuda, aproveitar críticas, explicar um ponto de vista, coordenar ações para obter sucesso em uma tarefa conjunta, etc. É essencial aprender procedimentos dessa natureza e valorizá-los como forma de convívio escolar e social. Trabalhar em grupo de maneira cooperativa é sempre uma tarefa difícil, mesmo para adultos convencidos de sua necessidade.
5. PÚBLICO A SER ENVOLVIDO (SÉRIE/ANO):
Turmas do 4º ano do Ensino Fundamental.
4. DISCIPLINAS ENVOLVIDAS:
Língua Portuguesa, História e Geografia, Artes e Ensino Religioso.
6. RECURSOS A SEREM UTILIZADOS:
Serão utilizados recursos tecnológicos como o computador, internet, câmera de vídeo, máquina fotográfica, projetor multimídia, impressora. Também serão utilizados: cartolinas, folhas de ofício, material escolar básico (caderno, lápis, borracha, cola, tesoura, etc.), sucatas e roupas para o teatro.
7. PROPOSTA PRELIMINAR DAS ETAPAS/AÇÕES A SEREM REALIZADAS:
Resolver a webquest sobre decreto no endereço:
http://www.webquestbrasil.org/criador2/webquest/soporte_tabbed_w.php?id_actividad=12753&id_pagina=1
Resolver a webquest sobre valores humanos no endereço:
http://www.webquestbrasil.org/criador2/webquest/soporte_izquierda_w.php?id_actividad=13383&id_pagina=1
Pesquisar na internet sobre valores humanos.
8. PERÍODO DE REALIZAÇÃO:
O cronograma abaixo demonstra como poderão ser desenvolvidas as atividades, porém é flexível e deve ser adequado conforme o aprofundamento do professor e das disciplinas que serão envolvidas no projeto.
ATIVIDADES
1º dia
2º dia
3º dia
4º dia
5º dia
6º dia
7º dia
8º dia
9º dia
10º dia
11º dia
12º dia
13º dia
Pesquisar na internet o que é um decreto.
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Dialogar com os colegas e professora sobre as informações que encontrou na pesquisa na internet.
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Ler o texto “O decreto do Governador do Mundo”
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Interpretar o texto "O decreto do Governador do Mundo", resolvendo os exercícios no computador.
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Imagine que você fosse o governador do mundo e tivesse que decretar três coisas. O que seriam? Elabore no Word o seu decreto apontando três aspectos que você considera importante para a construção de um mundo melhor.
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Fazer a filmagem do decreto que vocês construíram.
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Cada um apresentará seu decreto para a turma e explicará porque escolheu esses três aspectos, além de apresentar o seu vídeo.
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Faremos uma eleição secreta para escolher um decreto que vocês acharam mais importante para postar no blog da turma.
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Pesquisar na internet sobre valores humanos.
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Definir valores humanos, para que servem e sua importância para as pessoas.
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Escolher um vídeo na internet sobre valores humanos e apresentar para a turma dizendo o porquê de tê-lo escolhido.
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Dialogar sobre o clássico da literatura infantil “A galinha ruiva”.
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Ler na internet a história “A galinha ruiva” no site Feijo, no endereço http://www.feijo.com/~flavia/
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Interpretar a história “A galinha ruiva” relacionando-a com a realidade da turma.
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Destacar o que mais chamou atenção na história e os valores ali apresentados, observando os personagens.
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Pesquisar junto a família os valores apresentados antigamente e nos dias atuais.
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Fazer um paralelo entre antigamente e atualmente quanto aos valores humanos.
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Reescrever a história “A galinha ruiva” no site da Coleção Ferinha, no endereço http://www.colecaoferinha.com.br/
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Apresentar para os colegas a história reescrita.
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Escolher a história reescrita que a turma mais gostou, assisti-la novamente e imprimi-la.
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Dramatizar esta história e filmá-la produzindo um vídeo.
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Convidar os demais alunos da escola para assistir ao vídeo e/ou teatro.


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Se a turma quiser e permitir, divulgar esse vídeo no YouTube.



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Jogar os jogos da Coleção Ferinha relacionados a história “A galinha ruiva”.    



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Produzir slogans, faixas ou cartazes sobre os valores humanos relacionados às pessoas e ao meio ambiente e divulgá-los na escola.




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6. RESULTADOS ESPERADOS:
Espera-se com essa atividade que os alunos consigam perceber o que é um decreto e o que são os valores humanos, para que servem e qual sua influência na vida das pessoas. Que sejam criativos na produção do seu decreto, desinibidos e persuasivos na divulgação desse material para os demais colegas de classe e da escola e que tenham espírito democrático para escolher a melhor proposta de decreto.




* Aluna da Universidade Aberta do Brasil - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-Rio-Grandense - Curso de Especialização Mídias na Educação – Pólo de Constantina. Rua André Martinelli, 13 – Centro, Engenho Velho-RS, 99698-000. E-mail: piranfrigeri@bol.com.br
[1] Me. em Educação em Ciências e Matemática. Av. Perimetral Leste, 150 - São José, Passo Fundo - RS, 99064-440. E-mail: fernanda.camargo@passofundo.ifsul.edu.br
[2] TICs: Tecnologia de Informação e Comunicação. Englobam tecnologias analógicas (rádio, vídeo, TV) e tecnologias digitais (internet, computador).

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