4ª
Atividade- - Construção de tapete dos sentidos / Árvore dos desejos/ Atividades
lúdicas
Campos de Experiência: O
eu, o outro e o nós
Corpo,
gestos e movimentos
Traços,
sons, cores e formas
Escuta,
fala, pensamento e imaginação
Espaço,
tempo, quantidades, relações e transformações
Atividades com as famílias ou outro
responsável pela criança
Professor,
como destacamos em nosso texto básico, família e escola constituem pilares que
sustentam o processo de formação de uma pessoa. Por esse motivo, é
imprescindível que eles se relacionem da melhor maneira possível, com diálogo,
harmonia e em complementaridade, pois, assim, todos saem ganhando. Não é mesmo?
Dê sua opinião!
Você
concorda que família e escola devem se relacionar com harmonia e diálogo? Como
isso tem acontecido em sua turma? As famílias se fazem presentes? Você inclui
os familiares em seu planejamento diário? De que forma?
Pensando
na relevância de trazer familiares para o cotidiano da escola, incluindo-os no
processo de aprendizagem e até nas tomadas de decisões, sugerimos algumas
atividades que possam contribuir para a efetiva presença dos pais na escola e
na rotina de estudos dos seus filhos. São elas:
1. Construção de tapete dos sentidos
Veja
como e por que confeccionar com a participação dos familiares. Use o
planejamento a seguir:
Família!
Vamos construir um tapete dos sentidos para nossos bebês? http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=50231
Neste
planejamento as famílias são convidadas a confeccionar um tapete dos
sentidos. Esse tapete, além de se configurar como material didático-pedagógico,
reúne possibilidades de estímulo aos bebês, que, na medida em que manipularem o
material, poderão experimentar texturas e visualizar cores e símbolos.
2. Construção da árvore dos desejos
Geralmente
os familiares são convidados a comparecer na escola no início do ano a fim de conhecer
os professores, a dinâmica das aulas, os objetivos do ano de ensino etc.
Sugerimos que nesta primeira reunião seja construída A árvore dos desejos ou Árvore
dos nossos desejos, com os familiares. Veja como fazer:
Antes
da reunião com as famílias, confeccione uma árvore com as crianças. Para isso,
você precisará de papel Kraft ou outro que você tiver disponível, papéis
picados, tinta ou lápis de cera. Você poderá pedir, por exemplo, que as
crianças carimbem com tinta suas mãos no papel, representando as folhas das
árvores. Escreva os nomes das crianças no carimbo que elas fizeram;
Depois,
peça que os pais ou responsáveis respondam:
·
O que desejo para
meu filho?
·
O que eu espero
dos professores?
·
O que espero da
escola?
Cada
participante receberá três folhas de árvore, confeccionadas em papel verde,
para escrever seus desejos.
·
Depois, cada um
irá colar suas folhas na árvore dos desejos onde tiver o carimbo das mãos de
seus filhos;
·
Aqueles que
tiverem vontade de compartilhar suas respostas poderão fazê-lo;
·
Após a leitura,
entregue outra folha. Peça que nela respondam: Minha contribuição para a
realização de meus desejos será............ (Ressalte o que você pretende
fazer, quais serão suas contribuições para que os desejos dos familiares se
concretizem. Indique que você fará o que for possível e que precisa da
colaboração de todos. Para isso, gostaria que eles também registrassem qual
será sua contribuição para a realização do trabalho a ser desenvolvido ao longo
do ano. Peça que completem a frase registrada anteriormente. Ao final, pergunte
se alguém gostaria de compartilhar o que escreveu);
·
Destaque que as
folhas serão guardadas e que nas próximas reuniões os escritos serão retomados,
quando se deverá contrapor o que foi desejado e o que foi conquistado. Será um
momento de reflexão conjunta entre família e escola;
Fotografe
esse momento, inclusive os familiares próximos à árvore.
3. Atividades lúdicas com a família
Às
vezes ouvimos muitos familiares dizer que a criança não faz nada na escola,
apenas brinca, não é mesmo?
Que tal convidar os familiares para
participar de atividades lúdicas na escola?
Apresente
a proposta aos familiares durante uma reunião bimestral, por exemplo. Relate
quais serão os conteúdos curriculares planejados e lance a ideia: Como vocês
poderão contribuir para que os conteúdos sejam desenvolvidos? Alguém gostaria
de vir contar histórias? Confeccionar um brinquedo? Realizar um jogo? Propor
uma brincadeira? Programar uma peça teatral? Produzir desenhos coletivos?
Montar quebra-cabeça? Enfim, como posso contar com a ajuda de vocês? Ouça
as ideias, dê tempo para refletirem sobre suas participações. O importante é
que você faça a proposta e diga que aguardará sugestões até algum dia
previamente definido.
Caso
seja necessário, você poderá sugerir algumas atividades e solicitar a ajuda das
famílias para realizá-las. Veja algumas sugestões:
·
Dentro e Fora:
Faça uma forma geométrica bem grande no chão e peça que as crianças entrem na
delimitação desse espaço. Caso queira, você pode fazer outra forma dentro da
feita anteriormente e pedir para os alunos adentrarem também, de forma que
fiquem apertados. (Aproveite para contar a história O bichinho da maçã, de
Ziraldo, e explore os conceitos dentro e fora. Você pode confeccionar maçãs em
E.V.A para as crianças e pedir que contem ou recontem a história colocando o
dedinho no buraquinho da maçã para imitar o bichinho. Ziraldo. O bichinho
da maçã. São Paulo: Melhoramentos, 2 ed. 2011).

·
Coelhinho sai da toca: Disponha bambolês no pátio da escola (ou faça formas
circulares no chão) de forma que fiquem duas crianças em cada um, mas uma do lado
de fora. Quando você falar Coelhinho sai da toca, as crianças deverão trocar de
toca, entrando duas em cada um. Sempre sobrará uma criança fora da toca. Outra
forma de organizar a turma é fazer trios, de modo que uma criança será o
coelhinho e as outras duas darão as mãos e ficarão com os braços esticados,
formando uma toca. Depois de formada a toca, a criança que representa o
coelhinho deverá ficar abaixada dentro e embaixo da toca formada pelos colegas
do trio. Feito isso, as tocas com os coelhinhos agachados dentro deverão ser dispostas
numa grande roda. (Essa brincadeira, como a anterior, permite à criança
explorar o domínio dos movimentos do corpo, a socialização, noções de dentro e
fora, atenção, troca, entre outras habilidades).
·
De onde vem o cheiro? Providencie perfume em um paninho. Esconda o paninho
na sala num lugar fácil para que os alunos descubram de onde vem o cheiro,
vendando seus olhos para que sintam o cheiro e tentem descobrir a função do
olfato: a de perceber objetos pelo cheiro. Outra opção: você leva um alimento,
divide-o em diferentes porções, e as crianças cheiram as porções, sem saber que
se trata do mesmo alimento, comparam o cheiro e encontram a semelhança, para
enfim perceberem se tratar de um único objeto. Nesse caso, cada criança cheira
um primeiro alimento, diz qual a sensação e identifica qual o alimento, cheira
um segundo, identifica o alimento e diz qual a semelhança com o primeiro. (Você
pode levar outros objetos: flor, shampoo, sabonete etc. Com essa atividade é
possível reconhecer cheiros, agradáveis e desagradáveis, perceber que o olfato
se relaciona com o nariz).
·
Imitação e faz de conta: Crianças, professores e familiares podem ser
personagens e montar uma história: preparar uma comidinha de mentirinha, fazer
uma viagem em um foguete, andar a cavalo usando cabo de vassoura, fugir de
monstros e dragões, salvar alguém em perigo, transformando-se em super-herói
etc. Também vale imitar uma onça, um leão, um papagaio, um cachorro, um gato, o
papai, a mamãe, a vovó, o vovô... Também vale ler ou contar uma história,
explorá-la bastante, por exemplo, as imagens, personagens, cenários, acessórios
usados pelos personagens etc. Depois, providencie os adereços necessários para
brincar de faz de conta.

·
Alinhavo: Na
atividade com alinhavos, a criança passa um cordão, uma fita ou lã pelos
buraquinhos de uma peça, estimulando a habilidade da coordenação motora fina, a
atenção, a interação, a concentração, movimentos corporais diversos, ritmo
corporal, noções de por cima e por baixo, dentro e fora, dentre outros. As
primeiras atividades de alinhavo se fazem com o uso dos dedos (em movimento de
pinça) e agulha de madeira grossa. Você poderá usar cordões de sapato ou fios
de lã com cola nas pontas, o que as endurece e facilita a atividade de
alinhavo. Nossa proposta é que você disponibilize cartelas com perfurações
confeccionadas em papel cartão, feltro, papelão ou E.V.A. As perfurações
poderão ser aleatórias ou em forma de objetos, animais, flores, ou outros
objetos. Também poderá ser alinhavos com números e formas geométricas. (Para
conhecer mais, acesse: A importância do brinquedo de alinhavo na Educação
infantil - https://www.criandocomapego.com/a-importancia-do-brinquedo-de-alinhavo-na-educacao-infantil/)
·
Pintura natural: As tintas podem ser líquidas, viscosas, sólidas ou em pó. Elas são
usadas para proteger e colorir tudo que você imaginar. Uma diferença entre uma
tinta natural e uma comprada é a composição. As naturais são feitas com partes
de flores e plantas inteiras, cascas, raízes, frutas, nozes, pétalas, folhas,
terra, entre outros. Elas podem ser usadas para pintar, tingir tecidos, couro,
papel, alimentos, maquiagens etc. Convide as famílias por meio de bilhete
elaborado junto com as crianças a realizarem algumas sugestões de pintura
natural. Registre objetivos, materiais necessários, dia, horário e local a ser
realizado a atividade, informe que você estará à disposição para esclarecer qualquer
dúvida sobre o evento.
·
Pintura com terra e cola: Solicite que as crianças e familiares tragam de suas
casas um pouco de terra seca do jardim ou de um vaso. Misture, em copos
plásticos, por exemplo, a terra com a cola, uma quantidade que fique numa textura
nem líquida e nem muito espessa. Dialogue com os participantes sobre as
diferentes tonalidades de marrom. Pergunte o motivo das diferenças e ouça as
respostas. Ao final, reforce que surgiram devido à diferença da cor das terras
trazidas por cada um. A seguir, entregue uma folha e pincéis para que, juntos,
crianças e familiares, desenhem livremente com a tinta formada. Para terminar,
peça que apresentem o trabalho e digam o que acharam desse momento.
Exponha as produções no mural da sala.
·
Pintura com vegetais, frutas, flores e outros: Possibilitar a exploração, a manipulação, as formas
de preparar as tintas, conhecer os elementos naturais, as texturas, os cheiros
e suas características favorece o desenvolvimento da percepção e estimula a
criatividade. Convide as crianças e familiares para participarem do processo de
produção de tintas naturais. Escolha os ingredientes, eles serão usados como
corantes. Bata o ingrediente no liquidificador com um pouco de água, depois coe
a mistura em um pano, o caldo será a tinta. O espinafre, a beterraba, a casca
da cenoura, da laranja, do limão, da jabuticaba ou do rabanete, a amora, o
repolho roxo, a couve, o açafrão, a borra de café, dentre outros, são ótimos
corantes. Depois do preparo da tinta, providencie papéis ou pedaços de pano, de
preferência branco, e mãos à obra!
Veja
exemplos de como realizar a atividade de pintura com corantes naturais:
Organize
uma roda de conversa. Inicie perguntando se já fizeram extração de tinta de
alguma planta. Caso alguém já tenha feito, peça que conte ao grupo como foi e
depois convide-os a extrair tinta de alguns legumes e folhas (se preferir,
substitua as folhas por espinafre, dizendo-lhes que a tinta será extraída de
legumes e verduras).
Professor,
você pode providenciar os materiais necessários para a atividade ou pode pedir
que os participantes tragam de casa. Na última opção, providencie bilhete com
antecedência solicitando o material. Não se esqueça de esclarecer o trabalho
que será desenvolvido e seu objetivo.
Oriente
a sequência da atividade: primeiro, em grupo, eles farão as extrações de tinta
dos três vegetais e, depois, usarão as tintas para montar um painel do grupo,
em papel pardo ou cartolina branca. Cada um escolherá se vai usar pincel ou
esponja. A pintura poderá ser combinada ou livre, cabe ao grupo decidir (Se for
possível, utilize liquidificador para bater os ingredientes. Nesse caso, altere
as informações registradas nos cartazes com as instruções de como produzir as
tintas).

Afixe
três cartazes na parede, cada um com a orientação sobre a extração de um
vegetal: um para as beterrabas, outro para as cenouras e o terceiro para as
folhas verdes. Peça que alguns leiam em voz alta as instruções dos cartazes
para que as entendam bem. Esclareça as dúvidas. A seguir, organize os grupos e
distribua os materiais para a realização da atividade (Variação para pintura no
papel: Use um pincel para pintar todo o fundo de uma cartolina, por exemplo.
Espere secar. Depois faça desenhos com uma caneta preta). Ao final, exponha os
trabalhos no mural da escola, não se esquecendo de dar um título para os
painéis. Fotografe, filme a realização da atividade, pois esses registros são
documentos e poderão ser expostos em futuras reuniões com as famílias.
Extraindo tinta de beterrabas
Rale
as beterrabas e coloque em uma tigela. Misture um pouco de água, formando um
caldo grosso. Coe a mistura, usando um coador de papel ou um pano de prato. Com
o caldo, você pode tingir papéis por inteiro ou fazer manchas, usando esponja
ou pincel. Depois que você coar os legumes, se desejar uma textura parecida com
as tintas industriais, poderá adicionar ao caldo farinha de trigo ou amido de
milho.
Extraindo tinta da cenoura
Rale
as cenouras cruas e coloque em uma tigela. Misture um pouco de água. Amasse os
pedacinhos de cenoura até que se misturem bem com a água, formando um caldo
grosso. Coe a mistura num coador ou num pano de prato. Com o caldo, você tem
uma mistura para pintar papéis, usando a sua imaginação.
Extraindo
tinta das folhas verdes (Se for utilizar espinafre, altere o cartaz. O processo
para obtenção da cor verde é o mesmo.)
Pegue
algumas folhas verdes, pique-as, coloque em uma tigela e amasse bem. Misture o
álcool e continue amassando até que a mistura fique verde. Coe a mistura,
usando um coador de papel ou pano de prato. Você acabou de extrair o pigmento
verde das folhas, a clorofila, que é o pigmento que age na fotossíntese das
plantas.
Avaliação da
atividade
Solicite que os participantes expressem
de forma oral sua opinião sobre a atividade: se gostaram ou não da experiência; de que cor mais gostaram; o que
acharam da equipe de trabalho; se foi tranquila a decisão de como iriam
produzir os desenhos. É importante que justifiquem suas respostas.
Avaliação
alternativa.
Se
a criança não for capaz de responder verbalmente, ou tenha dificuldades
importantes na fala ou não verbais, você poderá utilizar a Comunicação
Alternativa abaixo para avaliar a atividade. Solicite que elas apontem ou
peguem a ficha para representar se gostaram ou não.
Como pintar com bebês?
Os
bebês gostam de experimentar sensações táteis. Tocar, descobrir consistências e
texturas é uma experiência e tanto! Assim, a pintura com os dedos poderá
começar desde cedo com os bebês. Dependendo do desenvolvimento deles, alguns
estarão preparados a partir dos seis meses para essa atividade lúdica.
Apesar
da bagunça, é importante que os bebês tenham contato com esse material e possam
explorar suas texturas e cores. Mas usar tintas na fase oral, em que as
crianças levam todos os materiais para a boca, é um desafio. Por isso,
sugerimos algumas receitas de tintas comestíveis saudáveis, as quais poderão
ser feitas em casa ou na escola.
Você
poderá usar frutas, legumes, vegetais e liquidificador para fazer as tintas.
Para isso, bata no liquidificador, fazendo purês. Faça as tintas separadas ou
misture para encontrar novas cores. Depois coloque os purês coloridos em
potinhos e deixe a criança brincar com as cores, texturas e gostos. Se desejar
que fique mais líquido, acrescente água à mistura. Você pode usar várias opções
com cores fortes, como cenoura, kiwi, amoras, morangos, brócolis, açaí e
beterraba cozida, ou cores mais suaves, como a batata, mamão, banana.
Para
ter acesso a outras receitas, acesse:
Pintura
com tinta de beterraba. Por Bárbara de Mello https://planosdeaula.novaescola.org.br/educacao-infantil/creche/pintura-com-tinta-de-beterraba/3859
·
A tinta que vem
da natureza. Por Nova Escola https://novaescola.org.br/conteudo/1286/a-tinta-que-vem-da-natureza
·
Tinta comestíveis
para bebês: confira sete receitas https://lunetas.com.br/tinta-comestivel-para-bebes-confira-sete-receitas/
·
Misturas na
Educação Infantil - Instituto Avisa Lá SME de Jundiaí https://avisala.org.br/wp-content/uploads/2018/09/Misturas-na-Educa%C3%A7%C3%A3o-Infantil-VF.pdf
·
Apostila
Intuitiva de Pigmentos Naturais – Arte da Terra – John Bermon https://mac.arq.br/wp-content/uploads/2016/03/Apostila-Pigmentos-Naturais.pdf
·
Vídeos: Tinta
caseira: farinha de trigo (Parte 1) – uma forma divertida de brincar com as crianças:
https://youtu.be/ETu7gVXfdU8
Tinta com
cascas de legumes
https://www.youtube.com/watch?v=7tS1j8pS16M
Algumas
sugestões de atividades lúdicas para crianças da Educação Infantil:
·
Sopa de letrinhas
https://www.escolagames.com.br/jogos/sopaLetrinhas/
·
Formas
geométricas https://www.escolagames.com.br/jogos/formasGeometricas/
·
Tabuada do Dino https://www.escolagames.com.br/jogos/tabuadaDino/
·
História: Ana e
as frutas https://www.youtube.com/watch?v=G0sv4cZ1ClA
·
Bibi come tudo –
Historinha para melhorar a relação com a comida https://www.youtube.com/watch?v=q9kSN6mPd9M
·
Doces frutas – o
show de Luna https://www.youtube.com/watch?v=a2Vai1sd7V8
·
História: A
menina que não gostava de frutas https://www.youtube.com/watch?v=LquIqHWh8Ec
·
Carolina em: A
importância das frutas https://www.youtube.com/watch?v=CDHV_Utx8Ec
·
Saladinhas de
queixas https://www.youtube.com/watch?v=Ppk86eloarU