10/25/2015

REGIME DE COLABORAÇÃO



REGIME DE COLABORAÇÃO

As relações entre os três níveis de poder federado ainda são pautadas pelo exercício descendente do poder, manifesto através de decisões impostas pela esfera administrativa hierarquicamente mais elevada, ou da simples transferência de encargos, sem que haja a distribuição devida dos meios e recursos necessários. Pode-se afirmar que há, neste contexto de relações, uma situação em que a colaboração entre o Município, o Estado e a União é circunscrita à distribuição de matrículas da educação básica, sem que haja iniciativas para a elaboração de uma agenda programática de intervenções, acordada entre tais esferas, de modo a se explicitar o que e como serão levadas a efeito as ações necessárias à melhoria não somente do atendimento às demandas específicas de níveis e modalidades do ensino, mas, sobretudo, do provimento de meios que corroborem a conquista de resultados exitosos no que toca aos parâmetros almejados de qualidade social na educação.
Desta afirmação pode-se inferir o entendimento de que, embora tenhamos o regime de colaboração preconizado no artigo 211 da Constituição Federal, e reafirmado no artigo 8º da LDB, fundando, portanto, o marco a partir do qual deverá ser estabelecida a co-responsabilidade entre Estados, Municípios e União, o que se constata é a indefinição do que cabe a cada instância de poder, sobretudo quando se refere à constituição de instrumentos que explicitem os papéis específicos de cada esfera administrativa, assim como as ações que serão pactuadas entre os sistemas de educação com o fim de atingir o atendimento de toda a educação básica no âmbito municipal.
O exemplo mais evidente de exercício de colaboração na educação brasileira tem sido a políticas de fundos contábeis. Contudo, se por um lado é justo o reconhecimento do caráter imprescindível dos fundos no sentido da possibilidade de intervenção provisória nos desafios que estão postos para o setor, por outro lado, sua existência deve suscitar a defesa por algo condizente com a essência processual com que a educação se identifica. Pinto (2007, p.881), referindo-se ao cunho transitório do FUNDEB, afirma que

[...] montou-se uma bomba de efeito retardado com data certa para explodir: 31 de dezembro de 2020, quando finda o FUNDEB. Se nenhuma medida de caráter permanente for tomada neste ínterim, o país viverá naquela data uma grave crise no pacto federativo, pois os municípios ficarão com um número de alunos muito superior à sua capacidade de financiamento.

Nossa conclusão toma por base dois aspectos levantados por Pinto (2007). O primeiro diz respeito à chamada de atenção em tom de convocação do Estado e da sociedade civil organizada para que se busque uma medida de caráter permanente, ainda durante o período de vigência do Fundo. Trata-se de uma força-tarefa empreendida a partir do entendimento de que os fundos, por um lado, salvo - guardaram a sobrevivência do sistema de financiamento da educação, de tal forma que sua permanência deveu-se, também, pelo clamor social que, mesmo identificando suas falhas num período de dez anos (Período de vigência do FUNDEF), ainda assim recorre às lideranças governistas para a sua permanência em caráter extensivo ao conjunto da educação básica. Por outro lado, os próprios limites apresentados pela política de fundos têm instigado o debate sobre as contrapartidas necessárias no sentido de se construir mecanismos não apenas de natureza estritamente contábil, mas, sobretudo, de acompanhamento e controle social sobre o que se planeja e investe em educação pública.
O segundo aspecto, relacionado à citação do autor, coaduna-se com a defesa de que o próprio FUNBEB serve de inspiração para o que se pretende instituir como duradouro na gestão dos sistemas educacionais. É possível exibir esse juízo por compreendermos que as regras, definidas para a regulação da parcela de complementação da União, têm como prerrogativa a fixação anual deliberada por uma Comissão Intergovernamental. Esta exigência corresponde ao que se vislumbra nas relações federalistas. Ainda sobre a distribuição da parcela de recursos da complementação aos Fundos de âmbito estadual, merece menção o Art. 7º, da Lei nº 11.494/2007, quando relaciona como requisitos para tal cumprimento legal, tanto a apresentação de projetos em regime de colaboração por Estado e respectivos Municípios ou por consórcios municipais, quanto à vigência de plano estadual ou municipal de educação aprovado por lei.
Pode-se afirmar que o exemplo que a política de financiamento apresentada, guarda coerência com o debate sobre Federalismo e Regime de Colaboração no Brasil, entendendo-se que os desafios que emanam da experiência com os fundos de natureza contábil têm contribuído para o provimento de uma agenda transitória para o setor, mas também têm suscitado a discussão sobre o valor do investimento a ser garantido para se atingir à totalidade do gasto com a educação básica no País, incitação que deve estar imbricada com as lutas pela redução das desigualdades entre os entes de poder federado.


REFERÊNCIAS

PINTO, José Marcelino de Rezende. A política recente de fundos para o financiamento da educação e seus efeitos no pacto federativo. Educação & Sociedade, 2007, vol.28, n. 100.

PERGUNTAS LA EDUCACIÓN EN LOS NUEVOS ESCENARIOS ECONÓMICOS Y PRODUCTIVOS



PERGUNTAS LA EDUCACIÓN EN LOS NUEVOS ESCENARIOS ECONÓMICOS Y PRODUCTIVOS


ALUMNA: FRIGERI, LEONARA PIRAN Y CORREA, VALDENIZE GURJÃO
Profesor(a): ARANGO, Aida y ZELARAYAN, Julio
Seminário: Educación en nuevos escenarios políticos y económicos
Turma: IUNES III
E-mail: piranfrigeri@bol.com.br
valdenizegurjao@yahoo.com.br


Buenos Aires, Setembro de 2015.
 

Índice



1. PREGUNTAS..................................................................................................................     05
1.1 Explique las diferentes dimensiones del desarrollo según la descripción del trabajo de  Gonzalo Escriban…………………...............................................................................                          06
1.2 Ese autor afirma que "el crecimiento de la población afecta al crecimiento económico de una forma directa", pero considera que este principio tiene diversos matices. Descríbalos……………………….....................................................................                       07
1.3 Desarrolle los principales aspectos que diferencian el sistema de producción del taylorismo y el toyotismo………………............................................................................                               09
1.4 Detalle las principales posiciones que surgen del debate sobre el futuro del empleo y las recomendaciones de política que ellas sustentan...........................................................                                        09
1.5 Describa cuáles son los principales indicadores del mercado de trabajo y ejemplifique….....................................................................................................................      10
1.6 Explique las implicancias en el mercado de trabajo que tienen las distintas coyunturas económicas. Ejemplifique con el caso Argentino.............................................                                             11
1.7 Describa los cambios producidos en la organización de la producción a partir de la Revolución Industrial..........................................................................................................                         12
1.8 Desarrolle los aspectos principales del trabajo de Saraví, Gonzalo A. (2009) "Juventud y sentidos de pertenencia en América Latina: causas y riesgos de la fragmentación social"..........................................................................................................                              12

2. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS...........................................................................    18

1. PREGUNTAS


1.1 Explique las diferentes dimensiones del desarrollo según la descripción del trabajo de Gonzalo Escribano.
Nos últimos anos, o conceito de desenvolvimento é estendido para introduzir a dimensão humana de cada indivíduo, para além até mesmo do conceito de desenvolvimento humano.
O campo do desenvolvimento move aspectos do nacional, passando pelo regional até o local, e são considerados como agentes de desenvolvimento os membros da sociedade civil (comunidades, famílias, ONGs). O conceito de desenvolvimento transcende a mera esfera econômica e tem conotações políticas e sociais.
Quando tratamos de desenvolvimento vamos além da riqueza produzida por um país e da qualidade de vida em que determinada população é favorecida. Falar em crescimento econômico continua a ser um motor essencial do desenvolvimento, nos últimos anos tem sido o conceito de capital humano, intimamente relacionada com a educação e a ciência. Há um processo que envolve crescimento econômico e modernização econômica e social, pois o desenvolvimento vai além de crescimento. Há um processo que gera uma modificação estrutural da economia. Essa discussão sendo feita por meio de estudos sobre o desenvolvimento resultante da desigualdade social que existem em diversos países e principalmente no Brasil.
Segundo os textos lidos de Gonzalo, o pensamento da evolução do desenvolvimento tem interação de várias dimensões das quais se resultam no desenvolvimento humano, bem como:
-a descolonização de países com menor desenvolvimento, que busca um país com independência de pensamento, de negociação, que diz não a importação.
-as teorias centradas na política econômica trocam prioridades de estudo, para os resultados de programas de desenvolvimento e de qualidade de vida.
-as mudanças do paradigma de pensamento dominante econômico, centrado no monetário que deve se substituído pelo desenvolvimento humano.
-os economistas se dedicando ao estudo científico, contrastando seu conhecimento prático com distintas teorias e substituindo umas por outras de modo a explicar as diferenças.
Podemos observar que ha produção de novas teorias que são discutidas com olhares diferentes na nova sociedade, baseando-se apenas em discussões e teorias e não em práticas para o desenvolvimento humano e crescimento dos menos favorecidos.
1.2 Ese autor afirma que "el crecimiento de la población afecta al crecimiento económico de una forma directa", pero considera que este principio tiene diversos matices. Descríbalos.
O crescimento tem um papel fundamental na ciência, tendo a responsabilidade de assegurar o desenvolvimento tecnológico. Gonzalo descreve que o crescimento demográfico parece ter pontos importantes na teoria do desenvolvimento, sendo primeiro, que a economia possa crescer com cada trabalhador, portanto, se tivermos um novo trabalhador que contribui com rendimento abaixo da média, isso resultará numa baixa renda per capita.
O aumento da população não significa aumento dos trabalhadores, mesmo quando não há desemprego. Analisando as taxas do PIB que, quanto maior o número de trabalhadores e profissionais, menor o valor do PIB, quando se compara com a população de um país.
O produto interno bruto (PIB) representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região (quer sejam países, estados ou cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano, etc.). O PIB é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia com o objetivo de quantificar a atividade econômica de uma região. Na contagem do PIB, consideram-se apenas bens e serviços finais, excluindo da conta todos os bens de consumo de intermediário. Isso é feito com o intuito de evitar o problema da dupla contagem, quando valores gerados na cadeia de produção aparecem contados duas vezes na soma do PIB.
Um país com menos desenvolvimento e com um rápido crescimento, é resultado de uma população que tem faixa etária baixa, ou seja, uma faixa etária que ainda não é produtiva. A situação dos países em desenvolvimento é um tema que esta sendo muito discutido na atualidade. A grande desigualdade social, os impactos da política econômica, o rendimento da educação, o crescimento demográfico e muitos outros fatores afetam no desequilíbrio econômico diante do imenso aumento da população.

1.3 Desarrolle los principales aspectos que diferencian el sistema de producción del taylorismo y el toyotismo.
Taylorismo e fordismo são formas de organização da produção industrial que revolucionaram o trabalho fabril durante o século XX. Esses dois sistemas visavam à maximização da produção e do lucro.
Frederick Winslow Taylor (1856-1915), desenvolveu um conjunto de métodos para a produção industrial que ficou conhecido como taylorismo. De acordo com Taylor, o funcionário deveria apenas exercer sua função/tarefa em um menor tempo possível durante o processo produtivo, não havendo necessidade de conhecimento da forma como se chegava ao resultado final. Sendo assim, o taylorismo aperfeiçoou o processo de divisão técnica do trabalho, sendo que o conhecimento do processo produtivo era de responsabilidade única do gerente, que também fiscalizava o tempo destinado a cada etapa da produção. Outra característica foi a padronização e a realização de atividades simples e repetitivas.  
O funcionário da fábrica se especializava em apenas uma etapa do processo produtivo e repetia a mesma atividade durante toda a jornada de trabalho, fato que provocava uma alienação física e psicológica nos operários, que não tinham noção do processo produtivo como um todo.
Tanto o taylorismo quanto o fordismo tinham como objetivos a ampliação da produção em um menor espaço de tempo e dos lucros dos detentores dos meios de produção através da exploração da força de trabalho dos operários. O sucesso desses dois modelos fez com que várias empresas adotassem as técnicas desenvolvidas por Taylor e Ford, sendo utilizadas até os dias atuais por algumas indústrias.
Durante o início do século XX a indústria passava por mais um dos muitos processos de transformação. O início do uso do petróleo e da energia elétrica, além do surgimento das indústrias siderúrgicas e químicas foi importante para o período que, posteriormente, seria conhecido como Segunda Revolução Industrial. Outro fato fundamental neste período foi o surgimento do capitalismo financeiro, que integrava o setor industrial ao lucro dos grandes bancos.
Juntamente com tais processos, houve um acirramento na disputa por lucro dentre as empresas. A partir daí, começou-se a disseminar várias novas formas de produção que visavam aumentar o lucro do patrão, aumentando a produção e reduzindo preços. Estes mecanismos criados para este objetivo ficaram conhecidos como modelos produtivos, dos quais se destacam o fordismo, o taylorismo e, mais recentemente, o toyotismo.
O Toyotismo foi criado depois da Segunda Guerra Mundial pelo japonês Taiichi Ohno, este sistema de produção foi implementado pela primeira vez na fábrica da Toyota. Para Soler (1993, p. 50):

El sistema Toyota se basa esencialmente en dos grandes pilares: la innovación en la gestión del trabajo en los talleres y en los mecanismos de control interno de la empresa.
En relación con la gestión del trabajo las novedades del sistema se basan en el procedimiento llamado “justo-a-tiempo” (just-in-time), en la utilización del “kanban” (“etiqueta”) y en el principio de organizar el trabajo con estándares flexibles y tiempos compartidos”.

Soler (1993) destaca também:

Por último, el sistema se complementa con un conjunto complejo e innovador de protocolos y un mecanismo de control que se aplican tanto en el interior de la empresa (relativos a las condiciones de empleo, de salarios, y de incentivos internos en general), como a otras empresas (en relación con el tipo de subcontratación, de distribución del valor añadido, participación del subcontratista en los resultados de la innovación, e incluso en el beneficio). (SOLER, 1993, p. 52).

Nas fábricas que seguiam este modelo, a produção estava em sintonia com a entrada de matéria-prima e com o mercado consumidor. Quando a procura era alta, eram produzidos mais produtos, quando ela diminuía, a produção caia. Assim, tornava-se desnecessário o espaço com estoque. Outra vantagem do toyotismo é que, pelo fato de sempre agir conforme a configuração do mercado é mais fácil garantir sempre a atualização da produção. A cada tecnologia lançada, o sistema era atualizado, algo que se tornaria impossível com as técnicas anteriores. Ainda para Soler (1993):

En suma, el sistema Toyota se concibe como un sistema de producción y de organización que facilita la reducción de costes, el incremento de la productividad y la obtención de economías de escala gracias a la flexibilización y, además, la consecución de economías de variedad gracias también a la flexibilización y a que ésta permite un control de la calidad más riguroso y llevar a cabo una estrategia (fundamental en situaciones de demanda deprimida) de diferenciación no sólo de precios sino, sobre todo, de productos. Naturalmente, esto le caracteriza como un sistema altamente efectivo para hacer frente con éxito a un contexto de mercados inciertos y diferenciados. (SOLER, 1993, p. 52).

O trabalhador fabril também assumia outras funções. Ao contrário do sistema fordista-taylorista, o operário precisaria conhecer amplamente o processo produtivo e as novas tecnologias. Isto necessitava de uma mão-de-obra mais qualificada e reduzia a quantidade de trabalhadores dentro da indústria. Sendo assim, o toyotismo provocou, entre outros problemas, o aumento do desemprego.

1.4 Detalle las principales posiciones que surgen del debate sobre el futuro del empleo y las recomendaciones de política que ellas sustentan.
De acordo com o texto “el futuro del empleo”, enquanto os neoclássicos ortodoxos atribuem o desemprego massivo e persistente para a rigidez do mercado de trabalho e intervenção sindical e do Estado, outros pesquisadores, entre eles, Gorz acredita que durante as recessões, mais empregos são eliminados do que criados durante o período de recuperação e expansão, e nunca haverá bastante trabalho remunerado, estável e em tempo integral para todos. Para Rifkin, o progresso tecnológico pode compensar a criação de empregos e outros setores crescentes, considera que o único novo empregador seria as empresas tecnológicas, no entanto sua capacidade empregatícia é limitada, pois nem todos os trabalhadores estão preparados para dominar as novas tecnologias. Deste modo propõe a criação de uma “economia social”, a fim de assegurar a renda e subsistência dos trabalhadores. Lipietz, também concorda com esta linha de pensamento considerando o terceiro setor como a solução mais viável, em função de sua capacidade geradora de empregos e pelo potencial do mercado de trabalho que representa. Offe argumenta que na ausência de postos de trabalho, o estado deverá interferir. Deste modo, pesquisadores apresentam varias proposições, entre elas destacam-se:
1) A redução do tempo de trabalho, acompanhado por uma distribuição de emprego disponíveis.
2) A criação de micro-empresas
3) A atividade de contrato e envolve a ligação com base em contrato plurianual.
4) Uma nova forma de relação salarial, ligando os desempregados com a sociedade, e não como empresa particular. Por exemplo, o estado poderia propor atividades a serem realizadas de modo que pagaria um rendimento pelos serviços desenvolvidos pela população.
Entre essas proposições eles enfatizam que os avanços tecnológicos e a robótica tendem a fazer uma reestruturação produtiva, e os trabalhadores precisam ser capacitados para executar outras funções, principalmente no setor de serviços.

1.5 Describa cuáles son los principales indicadores del mercado de trabajo y ejemplifique.
Se denomina mercado de trabajo o mercado laboral al conjunto de relaciones entre empleadores (oferentes de empleo o demandantes de trabajo) y personas que buscan trabajo remunerado por cuenta ajena. El mercado de trabajo tiene particularidades que lo diferencian de otros tipos de mercados (financiero, inmobiliario, de materias primas, etc.); principalmente en la cobertura de los derechos laborales y la necesidad de garantizarlos sistémicamente.
El mercado de trabajo es el entorno económico en el cual concurren la oferta, formada por el número de horas que quiere trabajar la población en actividades remuneradas y la demanda, constituida por las oportunidades de empleo. Aunque intuitivamente el término "oferta de trabajo" puede llevar a equívoco, debemos entender el mismo como la "oferta de trabajadores" u "oferta de la fuerza de trabajo". En este mercado el oferente es aquel que busca trabajar y para ello "se ofrece". El demandante sería aquel que busca trabajadores. Del grado de equilibrio entre estas dos variables se derivan una serie de consecuencias que determinarán las características del mercado en ese momento y su posible evolución. El estudio del mercado laboral es el instrumento que contribuirá al conocimiento de dichas consecuencias.
Para analizar el estado y características del mercado de trabajo se utilizan una serie de indicadores. Los más importantes son:
-Población económicamente activa (PEA): La constituyen todas aquellas personas que pueden clasificarse como personas con empleo o como personas desempleadas, es decir, que aportan trabajo. Si el período de referencia es corto, por ejemplo un día o una semana, se utilizan con frecuencia los términos "fuerza de trabajo" o "población actualmente activa". Si el período de referencia es largo, por ejemplo un año, puede utilizarse el término "población habitualmente activa".
-Desempleo o desocupación: Son aquellas personas que integran la población económicamente activa y que no encuentran empleos.
-Subempleo: Existe subempleo cuando la ocupación que tiene una persona es inadecuada respecto a determinadas normas, como por ejemplo, las referentes a la jornada de trabajo legalmente establecida o a otra ocupación posible, teniendo en cuenta la calificación profesional (formación y experiencia profesionales).
-Índice de salario real: Se elabora con el objetivo de medir la evolución del poder de compra del salario.
-Empleo informal: Se refiere a las personas que poseen empleos que carecen algunos elementos básicos: protección por parte del ordenamiento jurídico, seguridad social, estabilidad, relación laboral, entre otros.
-Feminización: se refiere a la cantidad de mujeres presentes en un mercado de trabajo.
-Índice de Precios al Consumidor (IPC): Es un indicador social y económico de coyuntura, construido para medir los cambios experimentados a lo largo del tiempo en relación con el nivel general de precios de los bienes y servicios de consumo que los hogares pagan, adquieren o utilizan para ser consumidos. La Resolución sobre índices de los precios al consumidor adoptada por la decimoséptima Conferencia Internacional de Estadísticos del Trabajo (CIET) que se realizó en la ciudad Ginebra en el año 2003 así lo expresa.
Los índices de precios al consumidor se utilizan con diversos fines tales como: Negociación, indización o ambos casos, por el gobierno (especialmente de impuestos, contribuciones y beneficios de la seguridad social, remuneraciones y pensiones de los funcionarios tasas multas, de la deuda pública y sus intereses), en los contratos privados (sueldos, salario, primas de seguro y servicios) y en decisiones judiciales (pensiones alimentarias).

1.6 Explique las implicancias en el mercado de trabajo que tienen las distintas coyunturas económicas. Ejemplifique con el caso Argentino.
Segundo Aerceo et al (2008) em estudo sobre “Empregos e salários na Argentina” observa-se que o maior crescimento da atividade econômica pode implicar na melhoria de alguns indicadores sociais fundamentais, tais como o desemprego. No entanto verificou-se que o aumento dos produtos não intensifica o crescimento econômico, mas provoca por sua vez o aumento de desempregados, ou seja, estas variáveis implicam diretamente na distribuição de renda.
Outro exemplo de implicações para o mercado de trabalho que possuem diferentes conjunturas econômicas é a economia formal e informal. Um dos principais fatores que contribuem para o crescimento da economia formal é: o crescimento da carga tributária, ou seja, os impostos, taxas, contribuições sociais e outros, o aumento da regulação na economia oficial, especialmente do mercado de trabalho, aposentadoria precoce, desemprego, inflação, e até mesmo a liberdade como um fator de escolha dos indivíduos para trabalhar na informalidade.
Uma correlação negativa entre o setor formal e o informal, pode advir que, um aumento na economia informal leva a uma redução da receita tributária, e consequentemente, a uma menor quantidade e qualidade de bens e serviços públicos colocados a disposição da sociedade, conjuturando uma economia informal crescendo mais rapidamente que a oficial, e pode dessa forma contribuir para uma redução do crescimento econômico.
Entretanto, um estudo para a Belgica, Adanet al (1985) descobrem uma correlação positiva entre o crescimento da economia informal e a oficial, supondo um baixo custo, para a entrada da informalidade devido a baixa coercitividade. Neste caso, observa-se que sob uma política fiscal expansionista, há um estímulo de crescimento pra ambas as economias. Através de alguns estudos, Schneider e Enste (2000) apresentam que em torno de 66% da renda na economia informal é imediatamente gasta no setor oficial, com efeitos positivos para o crescimento econômico e para a receita com os impostos indiretos.

1.7 Describa los cambios producidos en la organización de la producción a partir de la Revolución Industrial.
Não podemos responder a esses itens sem antes dizer o que foi a Revolução Industrial e seu reflexo até os dias atuais. A Revolução Industrial foi um movimento que acorreu na Europa há 3 séculos, mas que até hoje influencia na forma de produção de um país. No século XVIII a Inglaterra sofria modificações na produção industrial, a burguesia procurava aumentar sua faixa de lucros, a atividade produtiva era quase totalmente artesanal e por isso precisava acelerar o processo de produção, que era feito manualmente pelos trabalhadores. Em resumo a Revolução Industrial não foi somente um processo de mutação econômica, mas também social, pois em seu contexto aplicam-se grandes ideias Iluministas e a Teoria do Liberalismo Econômico.
Pode-se dizer que foi o conjunto de transformações econômicas e sociais, caracterizadas pela aceleração do processo produtivo e pela consolidação da produção capitalista. As transformações causadas por essas inovações não se restringiram só à produção, mas afetaram as relações sociais, a forma de viver, o significado do trabalho, o conjunto das inovações tecnológicas e as mudanças globais, dando início a um novo processo chamado de Globalização.
Poderíamos ressaltar que as inovações e mudanças no processo de trabalho sugiram a partir da Revolução Industrial, porque o trabalho começou a ser organizado de forma sistematizada, intensiva e “racional”. Começava a se revelar a distinção entre capital e trabalho e ficou evidente que, para produzir e extrair mais valor, era necessário controlar o trabalho e, por conseguinte, o trabalhador. Portanto, nessas condições, o simples trabalhador operário fragmentou-se e o controle total da força de trabalho era feita pelos empresários. A Revolução Industrial deu início a um novo processo chamado de globalização, as inovações tecnológicas e as mudanças no processo de trabalho foram constantes que iniciou desde essa época e até hoje é a causa dos grandes efeitos econômicos, sociais e até mesmos culturais que envolvem um país e responsável pelo crescimento do capitalismo e o neoliberalismo.
Não dá para falar de globalização com uma visão linear. Se, atualmente, ela prima pela pluralidade evidenciada, devido a isso, as inovações tecnológicas e as mudanças no processo de trabalho se centraram na terceirização que começou a galgar rumo ao alto nível.
Com os efeitos de Revolução Industrial, surgiram os primeiros sindicatos e se expandiram pelo século XIX. O capitalismo se consolidou e se tornou o modo de produção predominante. As mudanças tecnológicas causaram impacto no processo produtivo pela substituição da mão-de-obra. Para aumentar e manter o lucro máximo, a chamada mais-valia, os donos do capital, ou seja, a classe da burguesia impunha um ritmo de trabalho de 16 horas diárias, o trabalho infantil e das mulheres, sem direitos e péssimas condições nos locais. Para combater essa exploração, a classe operária criou os sindicatos, a princípio proibidos e duramente reprimidos, durante a Primeira Revolução Industrial. Na segunda metade do século XIX, a organização dos trabalhadores assume um considerável nível de ideologização. O sindicalismo na virada do século XX é caracterizado por movimentos revolucionários e de independência em relação aos partidos políticos.
À revolução industrial correspondeu também a uma Revolução Educacional, a máquina era o centro do processo produtivo, a transmissão, de conhecimentos técnicos e científicos, correspondia ao aparecimento de novas divisões e novas funções na hierarquia social do trabalho. Fábrica e escola nascem juntas, a incorporação de uma cultura técnico-científica voltada para a preparação profissional, o ensino profissional é incluído no conjunto geral da instrução, mas entendido como necessariamente de grau elementar, continuando a ser considerado como deprimente e desmoralizante.
O contexto da industrialização e da revolução destaca a relação entre trabalho e educação como problema fundamental, entretanto, ainda explicita claramente o dualismo escolar e a destinação do ensino profissional aos menos favorecidos.
O ensino profissional destinado às classes menos favorecidas é matéria de educação. O sistema de ensino primário e profissional e o sistema de ensino secundário e superior teriam diferentes objetivos culturais e sociais, constituindo-se, por isso mesmo, em instrumentos de estratificação social. A escola primária e a profissional serviriam à classe popular, enquanto que a escola secundária e a superior à burguesia.
Naquela época, as escolas profissionais exigiam, para matrícula, que os alunos apresentassem atestado de pobreza. Embora as escolas técnicas profissionais continuassem destinadas aos pobres, percebia-se nitidamente uma mudança na concepção da educação profissional, na medida em que essas escolas passavam a ser encaradas como escolas formadoras de técnicos capazes de desempenhar qualquer função na indústria. “O trabalho e o assistencialismo constituem-se fundamentos de processos educativos associados à escola do trabalho, segundo dois eixos fundamentais: a regeneração pelo trabalho e o trabalho para a modernização da produção”.
A industrialização modificou lentamente a sociedade, em particular, como citado aqui, direcionada a sociedade brasileira, tornando necessária uma nova proposta de educação: faz-se necessário preparar trabalhadores para a indústria, dentro de uma nova ordem social, gerada pela acumulação do capital. A necessidade de preparação de mão-de-obra para a indústria implica uma mudança de concepção do ensino profissional. De uma aprendizagem mais próxima do ofício era necessário passar para uma aprendizagem que introduzisse o domínio das técnicas e da adaptação à máquina, de maneira a disciplinar a força de trabalho e adequá-la à organização fabril. Daí, podemos dizer que a educação profissional situa-se em um contexto maior de demandas de uma nova sociedade, a industrial. Além de preparar tecnicamente para o trabalho, é preciso também disciplinar os jovens para as atividades produtivas e a divisão do trabalho.
Aprofunda-se, na época, a ênfase na participação da escola na formação da mão-de-obra de maneira a contribuir para o aumento da produtividade do trabalho e da riqueza nacional. A Revolução Industrial, o desenvolvimento do capitalismo e a incorporação do conhecimento e da ciência ao processo produtivo trouxeram uma nova concepção sobre o valor do trabalho e sobre o caráter teórico-prático do fazer e da técnica.

1.8 Desarrolle los aspectos principales del trabajo de Saraví, Gonzalo A. (2009) "Juventud y sentidos de pertenencia en América Latina: causas y riesgos de la fragmentación social".
No artigo Juventude y sentidos de pertencia en America Latina: causas y riegos de la fragmentacion social de Gonzalo A. Saraví. A autora faz uma pesquisa sobre os fatores determinantes para a coesão social, destancando os sentidos de pertencimento e o conjunto de percepções valores e vontades compartilhados pelos jovens.
Nesse sentido, busca analisar o sentido que os jovens de setores urbanos desvaforecidos ou vulneráveis atribuem à escola e ao trabalho. Deste modo busca responder a seguinte pergunta: Os jovens dos setores populares e em particular aqueles em condição de maior desvantagem e vulnerabilidade continuam percebendo a escola e o trabalho como mecanismo de mobilidade social e via de integração?
O estudo apontou que as percepções e expectativas de alguns seguimentos da população, em específico, grupos urbanos vulneráveis, o sentido da educação e o trabalho se tem transformado e enfraquecido, em razão de que a instituições se mostram incapazes de atender as perspectivas dos jovens de setores sociais considerados menos favorecidos e excluídos da sociedade.
Deste modo, a autora procura analisar quais os fatores que influenciam no abandono escolar dos jovens. A princípio algumas respostas foram evidentes, como por exemplo, a necessidade econômica pode ser considerada um dos fatores que contribuem para a desistência dos alunos e representa um dos principais obstáculos para a expansão e o aumento de realização educacional. Outro pressuposto considerado como um dos fatores para o abandono escolar seria o próprio “sentido” que a escola representa e a importância que é dada a educação formal pelos jovens.
A resposta a esta indagação se revela a partir das respostas dos entrevistados, evidenciando que a escola é incapaz de gerar transformações, e contribuir para construção de sujeitos.
A pesquisa revela que muitos jovens perdem o interesse pela escola em razão da valorização do trabalho. Pois buscam satisfazer suas necessidades econômicas (familiares e pessoais) bem como a facilidade de acesso ao consumo de bens matérias. Nesse sentido, a escola torna-se sinônimo de consumo, e a escola quando observada com uma visão mercadocêntrica, não oferece muitas vantagens, não é vista como retribuição econômica.
Primeiro porque sua recompensa é de longo prazo. Segundo porque em razão de diversos problemas familiares e pessoais os jovens não tem certeza se poderão concluir um processo tão longo de formação. Eles sentem medo de fracassar, perder tempo e perder dinheiro. E em terceiro lugar percebem que a escola não atende suas expectativas e apreensões.
Em suma, compreende-se que os principais motivos pelos quais os jovens abandonam a escola são: “A necessidade de trabalhar” e o “desinteresse em continuar estudando”. Desta forma, a autora procura investigar “As experiências e sentido do trabalho”. Quais as necessidades que satisfazem o trabalho, os fatores que promovem e favorecem o jovem.
Assim, observa-se que alguns jovens percebem o trabalho como uma “vocação” ou “chamado”. Outros compreendem como um “ofício”, uma “ocupação”. No entanto, a autora percebe que o trabalho não constitui uma fonte de identidade em nenhum dos aspectos apresentados. Pois embora revelarem as vantagens no ganho do dinheiro, e satisfação das necessidades pessoais e familiares. As entrevistas realizadas comprovam que o jovem não vê o trabalho como uma possibilidade de crescimento, desenvolvimento e avanço, o que faz com que eles busquem outros empregos e consequentemente, experimentem as mesmas frustrações. Ou seja, a pesquisa aponta que muitas experiências iniciais não atendem as expectativas dos jovens, fazendo com que o trabalho caia em descrédito e perca o seu sentido, se convertendo desta maneira em um mal necessário.
Com base nestas configurações, compreende-se que a dificuldade para trabalhar e consumir em um cenário hegemônico provoca a desigualdade e exclusão, o que contribui para a ausência de um sentido de pertencia comum, ampliando o problema da coesão social.
Sendo assim, Saraví (2009) faz alguns apontamentos com relação “a crise das instituições chaves” evidenciando que é preciso eliminar os elevados níveis de desigualdade social, de modo a garantir a inclusão das classes menos favorecidas da população, do contrário, a sociedade poderá sofrer as consequências da fragmentação social.


5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


ARCEO, Nicolás; MONSALVO, Ana Paula; SCHORR, Martín; WAINER, Andrés; (2008), Empleo y salarios en la Argentina: Una visión de largo plazo, 1a ed., Buenos Aires, Capital Intelectual.

CORIAT, Benjamin, El Taller y el Cronometro: ensayos sobre El Taylorismo, El Fordismo y la Producción en Masa, Editorial Siglo XIX;

CORIAT, Benjamin, (1993),  Pensar al Revés: Trabajo y organización en la empresa japonesa, Editorial Siglo XIX.

LÓPES, Ruan Torres; SOLER, Alberto Montero, (1993), ¿Del Fordismo al toyotismo? Cuadernos 24.

SARAVÍ, Gonzalo A, (Agosto, 2009),  Juventud y sentidos de pertenencia en América Latina: causas y riesgos de la fragmentación social. Revista Cepal.

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