PERGUNTAS LA EDUCACIÓN EN LOS NUEVOS ESCENARIOS
ECONÓMICOS Y PRODUCTIVOS
ALUMNA: FRIGERI, LEONARA PIRAN Y
CORREA, VALDENIZE GURJÃO
Profesor(a): ARANGO, Aida y
ZELARAYAN, Julio
Seminário: Educación en nuevos
escenarios políticos y económicos
Turma: IUNES III
E-mail: piranfrigeri@bol.com.br
valdenizegurjao@yahoo.com.br
Buenos Aires, Setembro de 2015.
Índice
1. PREGUNTAS.................................................................................................................. 05
1.1 Explique las
diferentes dimensiones del desarrollo según la descripción del trabajo de Gonzalo Escriban…………………............................................................................... 06
1.2 Ese autor afirma
que "el crecimiento de la población afecta al crecimiento económico de una
forma directa", pero considera que este principio tiene diversos matices. Descríbalos………………………..................................................................... 07
1.3 Desarrolle los
principales aspectos que diferencian el sistema de producción del taylorismo y
el toyotismo………………............................................................................ 09
1.4 Detalle las
principales posiciones que surgen del debate sobre el futuro del empleo y las
recomendaciones de política que ellas sustentan........................................................... 09
1.5 Describa cuáles
son los principales indicadores del mercado de trabajo y ejemplifique…..................................................................................................................... 10
1.6 Explique las
implicancias en el mercado de trabajo que tienen las distintas coyunturas
económicas. Ejemplifique con el caso Argentino............................................. 11
1.7 Describa los
cambios producidos en la organización de la producción a partir de la
Revolución Industrial.......................................................................................................... 12
1.8 Desarrolle los
aspectos principales del trabajo de Saraví, Gonzalo A. (2009) "Juventud y
sentidos de pertenencia en América Latina: causas y riesgos de la fragmentación
social".......................................................................................................... 12
2. REFERENCIAS
BIBLIOGRÁFICAS........................................................................... 18
1. PREGUNTAS
1.1 Explique las
diferentes dimensiones del desarrollo según la descripción del trabajo de Gonzalo
Escribano.
Nos últimos
anos, o conceito de desenvolvimento é estendido para introduzir a dimensão
humana de cada indivíduo, para além até mesmo do conceito de desenvolvimento
humano.
O campo do
desenvolvimento move aspectos do nacional, passando pelo regional até o local,
e são considerados como agentes de desenvolvimento os membros da sociedade
civil (comunidades, famílias, ONGs). O conceito de desenvolvimento transcende a
mera esfera econômica e tem conotações políticas e sociais.
Quando
tratamos de desenvolvimento vamos além da riqueza produzida por um país e da
qualidade de vida em que determinada população é favorecida. Falar em
crescimento econômico continua a ser um motor essencial do desenvolvimento, nos
últimos anos tem sido o conceito de capital humano, intimamente relacionada com
a educação e a ciência. Há um processo que envolve crescimento econômico e
modernização econômica e social, pois o desenvolvimento vai além de
crescimento. Há um processo que gera uma modificação estrutural da economia.
Essa discussão sendo feita por meio de estudos sobre o desenvolvimento
resultante da desigualdade social que existem em diversos países e
principalmente no Brasil.
Segundo os
textos lidos de Gonzalo, o pensamento da evolução do desenvolvimento tem
interação de várias dimensões das quais se resultam no desenvolvimento humano,
bem como:
-a
descolonização de países com menor desenvolvimento, que busca um país com
independência de pensamento, de negociação, que diz não a importação.
-as teorias
centradas na política econômica trocam prioridades de estudo, para os
resultados de programas de desenvolvimento e de qualidade de vida.
-as mudanças
do paradigma de pensamento dominante econômico, centrado no monetário que deve
se substituído pelo desenvolvimento humano.
-os
economistas se dedicando ao estudo científico, contrastando seu conhecimento
prático com distintas teorias e substituindo umas por outras de modo a explicar
as diferenças.
Podemos
observar que ha produção de novas teorias que são discutidas com olhares
diferentes na nova sociedade, baseando-se apenas em discussões e teorias e não
em práticas para o desenvolvimento humano e crescimento dos menos favorecidos.
1.2 Ese autor afirma
que "el crecimiento de la población afecta al crecimiento económico de una
forma directa", pero considera que este principio tiene diversos matices. Descríbalos.
O crescimento
tem um papel fundamental na ciência, tendo a responsabilidade de assegurar o
desenvolvimento tecnológico. Gonzalo descreve que o crescimento demográfico
parece ter pontos importantes na teoria do desenvolvimento, sendo primeiro, que
a economia possa crescer com cada trabalhador, portanto, se tivermos um novo
trabalhador que contribui com rendimento abaixo da média, isso resultará numa
baixa renda per capita.
O aumento da
população não significa aumento dos trabalhadores, mesmo quando não há
desemprego. Analisando as taxas do PIB que, quanto maior o número de
trabalhadores e profissionais, menor o valor do PIB, quando se compara com a
população de um país.
O produto
interno bruto (PIB) representa a soma (em valores monetários) de todos os bens
e serviços finais produzidos numa determinada região (quer sejam países,
estados ou cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano,
etc.). O PIB é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia com o
objetivo de quantificar a atividade econômica de uma região. Na contagem do
PIB, consideram-se apenas bens e serviços finais, excluindo da conta todos os
bens de consumo de intermediário. Isso é feito com o intuito de evitar o
problema da dupla contagem, quando valores gerados na cadeia de produção
aparecem contados duas vezes na soma do PIB.
Um país com
menos desenvolvimento e com um rápido crescimento, é resultado de uma população
que tem faixa etária baixa, ou seja, uma faixa etária que ainda não é
produtiva. A situação dos países em desenvolvimento é um tema que esta sendo
muito discutido na atualidade. A grande desigualdade social, os impactos da política
econômica, o rendimento da educação, o crescimento demográfico e muitos outros
fatores afetam no desequilíbrio econômico diante do imenso aumento da
população.
1.3 Desarrolle los
principales aspectos que diferencian el sistema de producción del taylorismo y
el toyotismo.
Taylorismo e
fordismo são formas de organização da produção industrial que revolucionaram o
trabalho fabril durante o século XX. Esses dois sistemas visavam à maximização
da produção e do lucro.
Frederick
Winslow Taylor (1856-1915), desenvolveu um conjunto de métodos para a produção
industrial que ficou conhecido como taylorismo. De acordo com Taylor, o
funcionário deveria apenas exercer sua função/tarefa em um menor tempo possível
durante o processo produtivo, não havendo necessidade de conhecimento da forma
como se chegava ao resultado final. Sendo assim, o taylorismo aperfeiçoou o
processo de divisão técnica do trabalho, sendo que o conhecimento do processo
produtivo era de responsabilidade única do gerente, que também fiscalizava o
tempo destinado a cada etapa da produção. Outra característica foi a
padronização e a realização de atividades simples e repetitivas.
O funcionário
da fábrica se especializava em apenas uma etapa do processo produtivo e repetia
a mesma atividade durante toda a jornada de trabalho, fato que provocava uma
alienação física e psicológica nos operários, que não tinham noção do processo
produtivo como um todo.
Tanto o
taylorismo quanto o fordismo tinham como objetivos a ampliação da produção em
um menor espaço de tempo e dos lucros dos detentores dos meios de produção
através da exploração da força de trabalho dos operários. O sucesso desses dois
modelos fez com que várias empresas adotassem as técnicas desenvolvidas por
Taylor e Ford, sendo utilizadas até os dias atuais por algumas indústrias.
Durante o
início do século XX a indústria passava por mais um dos muitos processos de
transformação. O início do uso do petróleo e da energia elétrica, além do
surgimento das indústrias siderúrgicas e químicas foi importante para o período
que, posteriormente, seria conhecido como Segunda Revolução Industrial. Outro
fato fundamental neste período foi o surgimento do capitalismo financeiro, que
integrava o setor industrial ao lucro dos grandes bancos.
Juntamente
com tais processos, houve um acirramento na disputa por lucro dentre as
empresas. A partir daí, começou-se a disseminar várias novas formas de produção
que visavam aumentar o lucro do patrão, aumentando a produção e reduzindo
preços. Estes mecanismos criados para este objetivo ficaram conhecidos como
modelos produtivos, dos quais se destacam o fordismo, o taylorismo e, mais
recentemente, o toyotismo.
O Toyotismo
foi criado depois da Segunda Guerra Mundial pelo japonês Taiichi Ohno, este
sistema de produção foi implementado pela primeira vez na fábrica da Toyota. Para Soler (1993, p. 50):
El
sistema Toyota se basa esencialmente en dos grandes pilares: la innovación en
la gestión del trabajo en los talleres y en los mecanismos de control interno
de la empresa.
En
relación con la gestión del trabajo las novedades del sistema se basan en el
procedimiento llamado “justo-a-tiempo” (just-in-time), en la utilización del
“kanban” (“etiqueta”) y en el principio de organizar el trabajo con estándares
flexibles y tiempos compartidos”.
Soler (1993) destaca também:
Por
último, el sistema se complementa con un conjunto complejo e innovador de
protocolos y un mecanismo de control que se aplican tanto en el interior de la
empresa (relativos a las condiciones de empleo, de salarios, y de incentivos
internos en general), como a otras empresas (en relación con el tipo de
subcontratación, de distribución del valor añadido, participación del
subcontratista en los resultados de la innovación, e incluso en el beneficio). (SOLER, 1993, p. 52).
Nas fábricas
que seguiam este modelo, a produção estava em sintonia com a entrada de
matéria-prima e com o mercado consumidor. Quando a procura era alta, eram
produzidos mais produtos, quando ela diminuía, a produção caia. Assim,
tornava-se desnecessário o espaço com estoque. Outra vantagem do toyotismo é
que, pelo fato de sempre agir conforme a configuração do mercado é mais fácil
garantir sempre a atualização da produção. A cada tecnologia lançada, o sistema
era atualizado, algo que se tornaria impossível com as técnicas anteriores. Ainda para Soler (1993):
En
suma, el sistema Toyota se concibe como un sistema de producción y de
organización que facilita la reducción de costes, el incremento de la
productividad y la obtención de economías de escala gracias a la
flexibilización y, además, la consecución de economías de variedad gracias
también a la flexibilización y a que ésta permite un control de la calidad más
riguroso y llevar a cabo una estrategia (fundamental en situaciones de demanda
deprimida) de diferenciación no sólo de precios sino, sobre todo, de productos.
Naturalmente, esto le caracteriza como un sistema altamente efectivo para hacer
frente con éxito a un contexto de mercados inciertos y diferenciados. (SOLER, 1993, p. 52).
O trabalhador
fabril também assumia outras funções. Ao contrário do sistema
fordista-taylorista, o operário precisaria conhecer amplamente o processo
produtivo e as novas tecnologias. Isto necessitava de uma mão-de-obra mais
qualificada e reduzia a quantidade de trabalhadores dentro da indústria. Sendo
assim, o toyotismo provocou, entre outros problemas, o aumento do desemprego.
1.4 Detalle las
principales posiciones que surgen del debate sobre el futuro del empleo y las
recomendaciones de política que ellas sustentan.
De acordo com o
texto “el futuro del empleo”, enquanto os neoclássicos ortodoxos atribuem o
desemprego massivo e persistente para a rigidez do mercado de trabalho e
intervenção sindical e do Estado, outros pesquisadores, entre eles, Gorz
acredita que durante as recessões, mais empregos são eliminados do que criados
durante o período de recuperação e expansão, e nunca haverá bastante trabalho
remunerado, estável e em tempo integral para todos. Para Rifkin, o progresso
tecnológico pode compensar a criação de empregos e outros setores crescentes, considera
que o único novo empregador seria as empresas tecnológicas, no entanto sua
capacidade empregatícia é limitada, pois nem todos os trabalhadores estão
preparados para dominar as novas tecnologias. Deste modo propõe a criação de
uma “economia social”, a fim de assegurar a renda e subsistência dos
trabalhadores. Lipietz, também concorda com esta linha de pensamento
considerando o terceiro setor como a solução mais viável, em função de sua
capacidade geradora de empregos e pelo potencial do mercado de trabalho que
representa. Offe argumenta que na ausência de postos de trabalho, o estado
deverá interferir. Deste modo, pesquisadores apresentam varias proposições,
entre elas destacam-se:
1) A redução do
tempo de trabalho, acompanhado por uma distribuição de emprego disponíveis.
2) A criação de
micro-empresas
3) A atividade
de contrato e envolve a ligação com base em contrato plurianual.
4) Uma nova
forma de relação salarial, ligando os desempregados com a sociedade, e não como
empresa particular. Por exemplo, o estado poderia propor atividades a serem
realizadas de modo que pagaria um rendimento pelos serviços desenvolvidos pela
população.
Entre essas
proposições eles enfatizam que os avanços tecnológicos e a robótica tendem a
fazer uma reestruturação produtiva, e os trabalhadores precisam ser capacitados
para executar outras funções, principalmente no setor de serviços.
1.5 Describa cuáles
son los principales indicadores del mercado de trabajo y ejemplifique.
Se denomina mercado de trabajo o mercado
laboral al conjunto de relaciones entre empleadores (oferentes de empleo o
demandantes de trabajo) y personas que buscan trabajo remunerado por cuenta ajena. El mercado de trabajo
tiene particularidades que lo diferencian de otros tipos de mercados
(financiero, inmobiliario, de materias primas, etc.); principalmente en la
cobertura de los derechos laborales y la necesidad de garantizarlos
sistémicamente.
El mercado de trabajo es el entorno
económico en el cual concurren la oferta, formada por el número de horas que
quiere trabajar la población en actividades remuneradas y la demanda,
constituida por las oportunidades de empleo. Aunque intuitivamente el término
"oferta de trabajo" puede llevar a equívoco, debemos entender el
mismo como la "oferta de trabajadores" u "oferta de la fuerza de
trabajo". En este mercado el oferente es aquel que busca trabajar y para
ello "se ofrece". El demandante sería aquel que busca trabajadores.
Del grado de equilibrio entre estas dos variables se derivan una serie de
consecuencias que determinarán las características del mercado en ese momento y
su posible evolución. El estudio del mercado laboral es el instrumento que
contribuirá al conocimiento de dichas consecuencias.
Para analizar el estado y características
del mercado de trabajo se utilizan una serie de indicadores. Los más importantes son:
-Población
económicamente activa (PEA): La constituyen todas aquellas personas que pueden clasificarse como
personas con empleo o como personas desempleadas, es decir, que aportan
trabajo. Si el período de referencia es corto, por ejemplo un día o una semana,
se utilizan con frecuencia los términos "fuerza de trabajo" o
"población actualmente activa". Si el período de referencia es largo,
por ejemplo un año, puede utilizarse el término "población habitualmente
activa".
-Desempleo
o desocupación: Son
aquellas personas que integran la población económicamente activa y que no
encuentran empleos.
-Subempleo: Existe subempleo cuando la ocupación que
tiene una persona es inadecuada respecto a determinadas normas, como por
ejemplo, las referentes a la jornada de trabajo legalmente establecida o a otra
ocupación posible, teniendo en cuenta la calificación profesional (formación y
experiencia profesionales).
-Índice
de salario
real: Se elabora con el
objetivo de medir la evolución del poder de compra del salario.
-Empleo
informal: Se refiere a
las personas que poseen empleos que carecen algunos elementos básicos:
protección por parte del ordenamiento jurídico, seguridad social, estabilidad,
relación laboral, entre otros.
-Feminización: se refiere a la cantidad de mujeres
presentes en un mercado de trabajo.
-Índice
de Precios al Consumidor (IPC): Es un indicador social y económico de coyuntura, construido para medir los
cambios experimentados a lo largo del tiempo en relación con el nivel general
de precios de los bienes y servicios de consumo que los hogares pagan,
adquieren o utilizan para ser consumidos. La Resolución sobre índices de los
precios al consumidor adoptada por la decimoséptima Conferencia Internacional
de Estadísticos del Trabajo (CIET) que se realizó en la ciudad Ginebra en el año
2003 así lo expresa.
Los índices de precios al consumidor se
utilizan con diversos fines tales como: Negociación, indización o ambos casos,
por el gobierno (especialmente de impuestos, contribuciones y beneficios de la
seguridad social, remuneraciones y pensiones de los funcionarios tasas multas,
de la deuda pública y sus intereses), en los contratos privados
(sueldos, salario, primas de seguro y servicios) y en decisiones judiciales
(pensiones alimentarias).
1.6 Explique las
implicancias en el mercado de trabajo que tienen las distintas coyunturas
económicas. Ejemplifique con el caso Argentino.
Segundo Aerceo
et al (2008) em estudo sobre “Empregos e salários na Argentina” observa-se que
o maior crescimento da atividade econômica pode implicar na melhoria de alguns
indicadores sociais fundamentais, tais como o desemprego. No entanto
verificou-se que o aumento dos produtos não intensifica o crescimento
econômico, mas provoca por sua vez o aumento de desempregados, ou seja, estas
variáveis implicam diretamente na distribuição de renda.
Outro exemplo de
implicações para o mercado de trabalho que possuem diferentes conjunturas
econômicas é a economia formal e informal. Um dos principais fatores que
contribuem para o crescimento da economia formal é: o crescimento da carga
tributária, ou se
ja, os impostos, taxas, contribuições
sociais e outros, o aumento da regulação na economia oficial, especialmente do
mercado de trabalho, aposentadoria precoce, desemprego, inflação, e até mesmo a
liberdade como um fator de escolha dos indivíduos para trabalhar na
informalidade.
Uma correlação
negativa entre o setor formal e o informal, pode advir que, um aumento na
economia informal leva a uma redução da receita tributária, e consequentemente,
a uma menor quantidade e qualidade de bens e serviços públicos colocados a
disposição da sociedade, conjuturando uma economia informal crescendo mais
rapidamente que a oficial, e pode dessa forma contribuir para uma redução do
crescimento econômico.
Entretanto, um
estudo para a Belgica, Adanet al (1985) descobrem uma correlação positiva entre
o crescimento da economia informal e a oficial, supondo um baixo custo, para a
entrada da informalidade devido a baixa coercitividade. Neste caso, observa-se
que sob uma política fiscal expansionista, há um estímulo de crescimento pra
ambas as economias. Através de alguns estudos, Schneider e Enste (2000)
apresentam que em torno de 66% da renda na economia informal é imediatamente
gasta no setor oficial, com efeitos positivos para o crescimento econômico e
para a receita com os impostos indiretos.
1.7 Describa los
cambios producidos en la organización de la producción a partir de la
Revolución Industrial.
Não podemos responder
a esses itens sem antes dizer o que foi a Revolução Industrial e seu reflexo
até os dias atuais. A Revolução Industrial foi um movimento que acorreu na
Europa há 3 séculos, mas que até hoje influencia na forma de produção de um
país. No século XVIII a Inglaterra sofria modificações na produção industrial,
a burguesia procurava aumentar sua faixa de lucros, a atividade produtiva era
quase totalmente artesanal e por isso precisava acelerar o processo de
produção, que era feito manualmente pelos trabalhadores. Em resumo a Revolução
Industrial não foi somente um processo de mutação econômica, mas também social,
pois em seu contexto aplicam-se grandes ideias Iluministas e a Teoria do
Liberalismo Econômico.
Pode-se dizer
que foi o conjunto de transformações econômicas e sociais, caracterizadas pela
aceleração do processo produtivo e pela consolidação da produção capitalista.
As transformações causadas por essas inovações não se restringiram só à
produção, mas afetaram as relações sociais, a forma de viver, o significado do
trabalho, o conjunto das inovações tecnológicas e as mudanças globais, dando
início a um novo processo chamado de Globalização.
Poderíamos
ressaltar que as inovações e mudanças no processo de trabalho sugiram a partir
da Revolução Industrial, porque o trabalho começou a ser organizado de forma
sistematizada, intensiva e “racional”. Começava a se revelar a distinção entre
capital e trabalho e ficou evidente que, para produzir e extrair mais valor,
era necessário controlar o trabalho e, por conseguinte, o trabalhador.
Portanto, nessas condições, o simples trabalhador operário fragmentou-se e o
controle total da força de trabalho era feita pelos empresários. A Revolução
Industrial deu início a um novo processo chamado de globalização, as inovações
tecnológicas e as mudanças no processo de trabalho foram constantes que iniciou
desde essa época e até hoje é a causa dos grandes efeitos econômicos, sociais e
até mesmos culturais que envolvem um país e responsável pelo crescimento do capitalismo
e o neoliberalismo.
Não dá para
falar de globalização com uma visão linear. Se, atualmente, ela prima pela
pluralidade evidenciada, devido a isso, as inovações tecnológicas e as mudanças
no processo de trabalho se centraram na terceirização que começou a galgar rumo
ao alto nível.
Com os
efeitos de Revolução Industrial, surgiram os primeiros sindicatos e se
expandiram pelo século XIX. O capitalismo se consolidou e se tornou o modo de
produção predominante. As mudanças tecnológicas causaram impacto no processo
produtivo pela substituição da mão-de-obra. Para aumentar e manter o lucro
máximo, a chamada mais-valia, os donos do capital, ou seja, a classe da
burguesia impunha um ritmo de trabalho de 16 horas diárias, o trabalho infantil
e das mulheres, sem direitos e péssimas condições nos locais. Para combater
essa exploração, a classe operária criou os sindicatos, a princípio proibidos e
duramente reprimidos, durante a Primeira Revolução Industrial. Na segunda
metade do século XIX, a organização dos trabalhadores assume um considerável
nível de ideologização. O sindicalismo na virada do século XX é caracterizado
por movimentos revolucionários e de independência em relação aos partidos
políticos.
À revolução
industrial correspondeu também a uma Revolução Educacional, a máquina era o
centro do processo produtivo, a transmissão, de conhecimentos técnicos e
científicos, correspondia ao aparecimento de novas divisões e novas funções na
hierarquia social do trabalho. Fábrica e escola nascem juntas, a incorporação
de uma cultura técnico-científica voltada para a preparação profissional, o
ensino profissional é incluído no conjunto geral da instrução, mas entendido
como necessariamente de grau elementar, continuando a ser considerado como
deprimente e desmoralizante.
O contexto da
industrialização e da revolução destaca a relação entre trabalho e educação
como problema fundamental, entretanto, ainda explicita claramente o dualismo
escolar e a destinação do ensino profissional aos menos favorecidos.
O ensino
profissional destinado às classes menos favorecidas é matéria de educação. O
sistema de ensino primário e profissional e o sistema de ensino secundário e
superior teriam diferentes objetivos culturais e sociais, constituindo-se, por
isso mesmo, em instrumentos de estratificação social. A escola primária e a
profissional serviriam à classe popular, enquanto que a escola secundária e a
superior à burguesia.
Naquela
época, as escolas profissionais exigiam, para matrícula, que os alunos
apresentassem atestado de pobreza. Embora as escolas técnicas profissionais
continuassem destinadas aos pobres, percebia-se nitidamente uma mudança na
concepção da educação profissional, na medida em que essas escolas passavam a
ser encaradas como escolas formadoras de técnicos capazes de desempenhar
qualquer função na indústria. “O trabalho e o assistencialismo constituem-se
fundamentos de processos educativos associados à escola do trabalho, segundo
dois eixos fundamentais: a regeneração pelo trabalho e o trabalho para a
modernização da produção”.
A
industrialização modificou lentamente a sociedade, em particular, como citado
aqui, direcionada a sociedade brasileira, tornando necessária uma nova proposta
de educação: faz-se necessário preparar trabalhadores para a indústria, dentro
de uma nova ordem social, gerada pela acumulação do capital. A necessidade de
preparação de mão-de-obra para a indústria implica uma mudança de concepção do
ensino profissional. De uma aprendizagem mais próxima do ofício era necessário
passar para uma aprendizagem que introduzisse o domínio das técnicas e da
adaptação à máquina, de maneira a disciplinar a força de trabalho e adequá-la à
organização fabril. Daí, podemos dizer que a educação profissional situa-se em
um contexto maior de demandas de uma nova sociedade, a industrial. Além de
preparar tecnicamente para o trabalho, é preciso também disciplinar os jovens
para as atividades produtivas e a divisão do trabalho.
Aprofunda-se,
na época, a ênfase na participação da escola na formação da mão-de-obra de maneira
a contribuir para o aumento da produtividade do trabalho e da riqueza nacional.
A Revolução Industrial, o desenvolvimento do capitalismo e a incorporação do
conhecimento e da ciência ao processo produtivo trouxeram uma nova concepção
sobre o valor do trabalho e sobre o caráter teórico-prático do fazer e da
técnica.
1.8 Desarrolle los
aspectos principales del trabajo de Saraví, Gonzalo A. (2009) "Juventud y
sentidos de pertenencia en América Latina: causas y riesgos de la fragmentación
social".
No artigo Juventude y
sentidos de pertencia en America Latina: causas y riegos de la fragmentacion
social de Gonzalo A. Saraví. A autora faz uma
pesquisa sobre os fatores determinantes para a coesão social, destancando os
sentidos de pertencimento e o conjunto de percepções valores e vontades
compartilhados pelos jovens.
Nesse sentido, busca analisar o sentido que os jovens de setores urbanos
desvaforecidos ou vulneráveis atribuem à escola e ao trabalho. Deste modo busca
responder a seguinte pergunta: Os jovens dos setores populares e em particular
aqueles em condição de maior desvantagem e vulnerabilidade continuam percebendo
a escola e o trabalho como mecanismo de mobilidade social e via de integração?
O estudo apontou que as percepções e expectativas de alguns seguimentos
da população, em específico, grupos urbanos vulneráveis, o sentido da educação
e o trabalho se tem transformado e enfraquecido, em razão de que a instituições
se mostram incapazes de atender as perspectivas dos jovens de setores sociais
considerados menos favorecidos e excluídos da sociedade.
Deste modo, a autora procura analisar quais os fatores que influenciam
no abandono escolar dos jovens. A princípio algumas respostas foram evidentes,
como por exemplo, a necessidade econômica pode ser considerada um dos fatores
que contribuem para a desistência dos alunos e representa um dos principais
obstáculos para a expansão e o aumento de realização educacional. Outro
pressuposto considerado como um dos fatores para o abandono escolar seria o
próprio “sentido” que a escola representa e a importância que é dada a educação
formal pelos jovens.
A resposta a esta indagação se revela a partir das respostas dos
entrevistados, evidenciando que a escola é incapaz de gerar transformações, e
contribuir para construção de sujeitos.
A pesquisa revela que muitos jovens perdem o interesse pela escola em
razão da valorização do trabalho. Pois buscam satisfazer suas necessidades
econômicas (familiares e pessoais) bem como a facilidade de acesso ao consumo
de bens matérias. Nesse sentido, a escola torna-se sinônimo de consumo, e a
escola quando observada com uma visão mercadocêntrica, não oferece muitas
vantagens, não é vista como retribuição econômica.
Primeiro porque sua recompensa é de longo prazo. Segundo porque em razão
de diversos problemas familiares e pessoais os jovens não tem certeza se
poderão concluir um processo tão longo de formação. Eles sentem medo de
fracassar, perder tempo e perder dinheiro. E em terceiro lugar percebem que a
escola não atende suas expectativas e apreensões.
Em suma, compreende-se que os principais motivos pelos quais os jovens
abandonam a escola são: “A necessidade de trabalhar” e o “desinteresse em
continuar estudando”. Desta forma, a autora procura investigar “As experiências
e sentido do trabalho”. Quais as necessidades que satisfazem o trabalho, os
fatores que promovem e favorecem o jovem.
Assim, observa-se que alguns jovens percebem o trabalho como uma
“vocação” ou “chamado”. Outros compreendem como um “ofício”, uma “ocupação”. No
entanto, a autora percebe que o trabalho não constitui uma fonte de identidade
em nenhum dos aspectos apresentados. Pois embora revelarem as vantagens no
ganho do dinheiro, e satisfação das necessidades pessoais e familiares. As
entrevistas realizadas comprovam que o jovem não vê o trabalho como uma
possibilidade de crescimento, desenvolvimento e avanço, o que faz com que eles
busquem outros empregos e consequentemente, experimentem as mesmas frustrações.
Ou seja, a pesquisa aponta que muitas experiências iniciais não atendem as
expectativas dos jovens, fazendo com que o trabalho caia em descrédito e perca
o seu sentido, se convertendo desta maneira em um mal necessário.
Com base nestas configurações, compreende-se que a dificuldade para
trabalhar e consumir em um cenário hegemônico provoca a desigualdade e
exclusão, o que contribui para a ausência de um sentido de pertencia comum,
ampliando o problema da coesão social.
Sendo assim, Saraví (2009) faz alguns apontamentos com relação “a crise
das instituições chaves” evidenciando que é preciso eliminar os elevados níveis
de desigualdade social, de modo a garantir a inclusão das classes menos
favorecidas da população, do contrário, a sociedade poderá sofrer as
consequências da fragmentação social.
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARCEO, Nicolás; MONSALVO, Ana Paula; SCHORR, Martín;
WAINER, Andrés; (2008), Empleo y salarios
en la Argentina: Una visión de largo plazo, 1a ed., Buenos Aires, Capital
Intelectual.
CORIAT, Benjamin, El
Taller y el Cronometro: ensayos sobre El Taylorismo, El Fordismo y la
Producción en Masa, Editorial Siglo XIX;
CORIAT, Benjamin, (1993), Pensar
al Revés: Trabajo y
organización en la empresa japonesa,
Editorial Siglo XIX.
LÓPES, Ruan Torres; SOLER, Alberto Montero, (1993), ¿Del Fordismo al toyotismo? Cuadernos 24.
SARAVÍ, Gonzalo A, (Agosto, 2009),
Juventud y sentidos de pertenencia
en América Latina: causas y riesgos de la fragmentación social. 
Revista Cepal.