5/19/2013

PROJETO "Nossos Índios"


1. TÍTULO DO PROJETO
"Nossos Índios".

2. ESCOLAS DE APLICAÇÃO DO PROJETO
·         Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Cleiton Costa.
·         Escola Municipal de Ensino Fundamental Osvaldo Aranha.

3. ÁREAS DO CONHECIMENTO ENVOLVIDAS
·         Língua Portuguesa.
·         Matemática.
·         Mundo Físico e Natural.
·         História e Geografia.
·         Ensino Religioso.
·         Arte.
·         Educação Física.
·         Música.
·         Dança.
·         Informática.
·         Língua Inglesa.
·         Língua Kaingang.

4. OBJETIVOS
·         Conhecer e refletir sobre a história dos índios Kaingang;
·         Conhecer, analisar e debater os hábitos e costumes dos indígenas;
·         Conhecer e valorizar a cultura indígena – hábitos, costumes e artes; 
·         Reconhecer a cultura indígena como parte integrante de nossa cultura; 
·         Valorizar a diversidade racial do povo brasileiro e propiciar o respeito à diferença racial e cultural; 
·         Conhecer e valorizar o contato e a relação de respeito à Natureza, próprios da cultura indígena, estimulando preservação do meio ambiente; 
·         Valorizar a sabedoria dos mais velhos na transmissão de conhecimento através da oralidade; 
·         Tornar prazeroso o processo de aprendizagem no ambiente escolar.


5. JUSTIFICATIVA

Segundo o PCN, é preciso que o aluno conheça e valorize a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais.
Este projeto tem como proposta despertar as crianças para a importância da valorização da cultura indígena. É importante que as crianças descubram que, afinal não existe uma única forma de viver, sentir, comer e falar e que grande parte dos nossos hábitos de hoje são herança da cultura indígena a qual é parte integrante de nossas raízes. Em contato com o universo indígena daremos também um importante passo para nos afastarmos de preconceitos em relação àqueles que nos parecem diferentes além de proporcionar  aos pequenos a oportunidade de enxergar melhor as características da nossa própria cultura.
Quando o aluno entra em contato com os conteúdos de forma prazerosa, pode desenvolver-se melhor no processo de ensino-aprendizagem, ou seja, deixa de ser um aluno passivo para se tornar um aluno participativo, crítico-reflexivo levantando hipóteses em relação ao objeto de estudo.
Sedo assim a escola tem um papel fundamental de levar o educando ao conhecimento das principais manifestações culturais existentes em seu meio, relacionado-se de forma respeitosa com as mesmas. Desta forma,cabe a instituição escolar abordar a referida temática, fornecendo informações relevantes a seus educandos de forma que os mesmos possam ampliarem seus conhecimentos.

6. METODOLOGIA

- Levantamento do conhecimento da criança sobre o tema, propondo aos alunos um diálogo sobre os descendentes indígenas que residem em nosso município: que etnia representam, de onde vieram. Procurando incentivar para que todos dêem sua opinião. Em um segundo momento listar em um cartaz os conhecimentos que os alunos já tem sobre o assunto (Conhecimentos Prévios). 
- Provocar os alunos a se expressarem, fazer indagações e ir registrando em um cartaz. Logo em seguida, em um outro cartaz, listar as dúvidas provisórias dos alunos, ou seja, perguntar o que desejam saber sobre o tema e ainda não sabem, novamente provocar os alunos a fim de lançarem suas dúvidas. 
-Propor que os alunos ilustrem os cartazes com fotos e desenhos. 

7. POPULAÇÃO ALVO
Alunos da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Cleiton Costa e Escola Municipal de Ensino Fundamental Osvaldo Aranha.

8. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO (3 SEMANAS - 01/04 a 19/04)

Sugestões de atividades:

GEOGRAFIA:
-Localizar em Mapa do território nacional onde ainda vivem tribos indígenas;
-Comparar o modo de vida dos índios da floresta amazônica com o modo de vida dos índios que residem no município;

HISTÓRIA:
-Reconhecer os modos de vida dos índios, sua cultura, sua alimentação, formas de trabalho e sobrevivência, metades tribais kaingang;
-Refletir e opinar sobre o papel do índio na formação da nação brasileira e influência na cultura gaúcha;

LÍNGUA PORTUGUESA:
-Levantar o vocabulário usado pelos indígenas e descobrir seus significados;
-Produzir, utilizando diferentes formas de expressão, textos individuais e coletivos sobre os debates e as reflexões do assunto ou descobertas realizadas;
-Ler histórias originalmente indígenas ou que tratem do indígena e seus valores;
-Organizar um dicionário ilustrado com as palavras indígenas.

ARTES:
-Observar manifestações de arte da cestaria, da cerâmica, da plumaria e de outros objetos de cerdas vegetais e cordas, realizados pelos índios de hoje e de antigamente;
-Observar ilustrações de artistas do tempo do Brasil – Colônia que retrataram o indígena e suas manifestações culturais;
-Vivenciar através de músicas sobre o tema um pouco da cultura indígena – cantando e dramatizando;
-Vivenciar através de atividades artísticas manuais e plásticas um pouco da cultura indígena, criando objetos e instrumentos musicais.

Formulação de Problemas:
-Questionar em classe:
-Ainda existe preconceito com os índios?
-O que as crianças sabem, pensam e acham sobre isso?
-O que podem e o querem fazer para ajudar a mudar o quadro dos preconceitos e discriminação?
-A culinária indígena é usada na cozinha brasileira? Como?
-Ainda são encontrados locais de agrupamentos e reservas indígenas?
-Quais são essas tribos? Como vivem? Como se mantêm? Quais os seus atuais costumes?
-Quais são as palavras e costumes de origem indígena?
-Há influência dos índios na Língua Brasileira?
-Há influência dos índios no artesanato?
-Há influência dos índios na medicina caseira? E nos adornos pessoais?

SUGESTÃO:
-Levar alguém para a escola para palestrar sobre:
·         as metades tribais,
·         casamento indígena,
·         sistema de organização dos indígenas (cacique, liderança, policiais, etc.),
·         medicina indígena,
·         cultura indígena em geral.

-Alguém para ensinar a confeccionar algum artesanato ou comida indígena com as crianças.
-Organizar uma dança ou apresentação indígena como por exemplo, representar uma história ou música indígena.
-Organizar um passeio até o Alto Recreio no Museu do Índio.

9. RECURSOS NECESSÁRIOS

Material escolar de uso diário, mídia impressa, recursos tecnológicos, transporte escolar, etc.

10. AVALIAÇÃO

A avaliação será feita através de registros dos alunos por parte da professora, frente às atividades tanto individual quanto coletiva no decorrer do desenvolvimento do projeto.
Será observado por parte da professora a criatividade e o conhecimento alcançado, o senso crítico e a organização dos materiais pelos alunos durante as atividades propostas em sala de aula.


11. ATIVIDADES AUXILIARES

Propostas de Atividades:



"A conquista do colar" 

A turma dividida em 4 equipes deverá responder questões, mediante sorteio, sobre assunto já ensinado em classe. A cada resposta certa, a equipe receberá material para confeccionar o colar (pedaços de barbante ou fio de nylon e contas variadas, que deverão ser da cor de cada equipe - até 8 contas por aluno). 
Perguntas
Quem era os habitantes do Brasil antes da chegada dos brancos? Os índios. 
Como era a organização social desses povos? Viviam em tribos. 
Onde viviam? Viviam na taba, aldeias indígenas. 
Como era a casa do índio? Era a oca ou palhoça. 
Quem os governava? O chefe da tribo era o cacique e o chefe religioso era o pagé. 
Como sobreviviam? Da caça, da pesca e da coleta nas matas. 
Que animais caçavam?Antas, macacos, veados, porcos do mato. 
O que plantavam? Mandioca, milho e feijão. 
Que língua falavam? O tupi-guarani. 
Quais eram suas principais armas? O arco, a flecha, o tacape. 
Como era a religião deles? Adoravam vários deuses. O principal era Tupã (sol) e Jaci (lua). 
Tinham medo de alguma coisa? Dos trovões. Acreditavam que Tupã estava bravo. 
Como é vivem os índios hoje?
O que fazem para sobreviver?



"CAÇADA ESQUISITA" 

Cada equipe, usando seus colares, recebem uma lista constando de vários objetos, que deverão procurar na própria sala, no pátio e onde mais for possível esconder, o que foi feito com antecedência pelo professor. Esses objetos serão, sempre que possível, nas cores de cada equipe, para evitar que uma não pegue os objetos de outra. Todos os objetos da lista serão em quantidades iguais a todas as equipes exceto o amuleto que terá apenas um. Procurar os objetos listados abaixo. Procure sempre pela cor de sua equipe: 10 penas de ave, 5 folhas secas, 1 flor, 3 espigas de milho, 2 pedras redondas, 1 amuleto de biscuit (bichinho de massinha), 1 graveto em forma de y, 3 sementes. Vence a equipe que conseguir reunir todos os objetos pedidos, portanto, a que conseguir encontrar todos os objetos pedidos incluindo o amuleto, que terá só um escondido. 


"O COCAR DO CACIQUE" 

As quatro equipes estarão sentadas no chão em fila indiana, uma ao lado da outra. Mais ou menos 5 metros à frente de cada equipe, haverá uma mesa com várias tiras de tecidos e penas tingidas nas cores das equipes, nas quantidades equivalentes ao número de participantes. As tiras de tecidos e as penas tingidas estão todas misturadas. Dado um sinal, o último de cada fila corre até o local onde estão as tiras de tecidos e as penas e separa 5 penas da sua cor e cola numa tira de tecido, imitando um cocar. Depois de pronto deve colocar o cocar na cabeça e voltar à sua fila, mas no primeiro lugar. Imediatamente, o último deverá sair e fazer a mesma coisa. A equipe que terminar primeiro e todos os componentes estiverem com o cocar, será a vencedora. A equipe vencedora receberá uma pena especial para os devidos cocares. 

"COMIDA DE CURUMIM" 

As crianças nas aldeias indígenas eram chamadas de curumim. Os alimentos melhores eram para elas. Os adultos tentavam agradá-las com as melhores frutas.Todos participantes, por equipe recebem uma banana, canela em pó, um prato refratário ou assadeira. O professor ensinará como preparar as bananas: cortar as pontas, fazer um corte na casca para abri-la sem tirar totalmente, polvilhar um pouco de canela em pó e fechar a casca. Toda a equipe prepara a sua banana, colocam sobre o prato refratário, que é levado por alguns minutos ao forno micro-ondas ou forno comum. Dependendo do local, pode ser feito sobre brasas, numa fogueira, mas as bananas deverão ser embrulhadas em papel alumínio. Enquanto as bananas assam, as equipes participarão de um trabalho manual. 

"A CORRIDA DAS TORAS" 

Algumas tribos indígenas fazem uma corrida carregando toras (pedaços do tronco de árvores) para avaliar que povo tem os guerreiros mais fortes. As equipes também farão essa corrida, mas aos pares. Cada dois participantes terão uma perna amarrada à do outro de modo que fiquem com três pernas apenas.Os pares com as pernas amarradas deverão correr uma distância pré-determinada, mas soprando ma pena de galinha ou pato. Se a pena cair, começam novamente. Ao chegar ao ponto final, nova dupla começa o percurso, soprando outra pena. A pena deverá estar sempre no ar. Todos da equipe devem participar, sempre aos pares e com as pernas amarradas. Vence a equipe que cumprir a tarefa em primeiro lugar. A equipe vencedora ganhará colares extras. Após o jogo todas as equipes deverão se arrumar para participar da festa, para isso receberão maquiagem para decorar o rosto como se fossem índios também. 

"O JOGO DO UIRAÇU (GAVIÃO)" - BRINCADEIRA REALIZADA PELOS DOS ÍNDIOS CANELA - BARRA DO CORDA, MA.

Uma criança representa o gavião e as outras formam uma fila, começando pelos mais altos. Cada criança abraça forte o colega da frente, com os dois braços passando por baixo dos braços do colega. O gavião, solto, grita "Piu" (tenho fome). O primeiro da fila mostra suas pernas "Tu senan síni?" (quer isto?). O gavião diz "É pelá" a todas elas, menos para a última a quem diz "Iná!" (sim); e sai correndo atrás dela. O grupo, sempre abraçado, tenta cercar a ave. Se o gavião agarrar a criança, leva-a para o seu ninho. O jogo continua até que o animal agarre todas as outras crianças maiores de acordo com a ordem. 


OFICINA DE CRIAÇÃO 

Propor aos alunos que pintem macarrões furadinhos e façam colares, pulseiras, cintos e tornozeleiras imitando arte indígena. Para fazer um cocar é só colar penas coloridas entre os macarrões. Proponha uma pesquisa referente às contribuições indígenas: nomes, culinária, artes, etc.


PROJETO "Meu município"


1. TÍTULO DO PROJETO
"Meu município".

2. ESCOLAS DE APLICAÇÃO DO PROJETO
·         Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Cleiton Costa.
·         Escola Municipal de Ensino Fundamental Osvaldo Aranha.

3. ÁREAS DO CONHECIMENTO ENVOLVIDAS
·         Língua Portuguesa.
·         Matemática.
·         Mundo Físico e Natural.
·         História e Geografia.
·         Ensino Religioso.
·         Arte.
·         Educação Física.
·         Música.
·         Dança.
·         Informática.
·         Língua Inglesa.
·         Língua Kaingang.

4. OBJETIVOS
·         Conhecer e valorizar o município como lugar onde vivemos resgatando as memórias desde sua fundação.
·         Conhecer através de pesquisas a história do município.
·         Refletir os benefícios da emancipação para o município.
·         Localizar o município e seus vizinhos .
·         Reconhecer que o hoje é fruto da sua história.
·         Realizar comparativos de como era na época da emancipação o município e de como é agora, bem como serviços e entidades públicas existentes.


5. JUSTIFICATIVA
É de suma importância que os alunos conheçam os aspectos gerais sobre o lugar onde vivem para assim valorizarem sua terra.
Através de um trabalho direcionado, procurar levar os alunos a descobrirem o seu município, suas particularidades, seu relevo, sua hidrografia, enfim o que existe em seu município e que muitas vezes passam despercebidas.
Procurar através do estudo fazer com que o aluno perceba e entenda os problemas existentes no seu município, compreendendo que estes problemas são os mesmos de muitos municípios desse porte e cabe a ele participar desde já nas soluções dos mesmos, além de mostrar que a sua participação é importante para construir um município melhor.

6. AÇÕES
·         Pesquisar data de fundação do município e acontecimentos significativos em relação a ele.
·         História do nome do município.
·         Entrevistar pessoas que trabalharam pela emancipação do município.
·         Fazer leitura cartográfica do mapa do município.
·         Realizar visita aos pontos principais do município.


7. POPULAÇÃO ALVO
Alunos da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Cleiton Costa e Escola Municipal de Ensino Fundamental Osvaldo Aranha.

8. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO

Sugestões de atividades:

Segunda-feira (11/03/13) a quinta-feira (21/03/13)
-Concluir e retomar aspectos importantes da semana anterior referente as atividades desenvolvidas quanto ao Projeto "Minha escola".
-Pesquisar o "porquê" do nome do município e sua história.
-Fazer um comparativo de como era o município na emancipação ou antes e como ele é hoje.
-Analisar e Identificar: O que você mais gosta do seu município?
-Analisar e Identificar: O que você menos gosta do seu município?
-Identificar e conhecer os Poderes Executivo e Legislativo no município, bem como que faz parte deles.
-Fazer visita aos pontos principais do município.
-Construir frases, desenhos, textos, painéis, maquetes, etc. sobre o município.
-Trabalhar o entorno do município identificando os vizinhos e sua localização no RS.
- Localização: extensão, população, relevo, hidrografia.
-Meios de transporte e comunicação.
-Entretenimento.
-Programação Semana do município:
20/03 (QUARTA-FEIRA- Esporte Clube 1º de Maio)
8:00 - alvorada festiva com apresentação da Banda de Rondinha
12:00 - almoço a cargo do Esporte Clube 1º de Maio
14:00 - reunião dançante com Banda Cidade Canção.
21/03 (QUINTA-FEIRA- Esporte Clube 1º de Maio)
8:00 - Corrida ciclística com as crianças e PIM
8:30 - Gincana de integração das Escolas Municipais (premiação com medalhas)
13:00 - Gincana de integração da escola estadual (premiação 1 porco).
22/03 (SEXTA-FEIRA- Esporte Clube 1º de Maio)
8:30 a 16:45 - Feira da Saúde e Feira do Livro
8:00 as 9:00 – Escola Municipal Osvaldo Aranha
9:15 as 10:15 – Turno da tarde da Escola Municipal Cleiton Costa
10:30 as 11:30 – Turno da manhã da Escola Municipal Cleiton Costa
18:00 - Culto Evangélico com show
23/03 (SÁBADO- Esporte Clube 1º de Maio)
13:00 - Jogos de integração das comunidades (premiação 1hg de carne suína por participante)
24/03 (DOMINGO- CTG Engenho Crioulo)
12:00 -  Almoço a cargo do CTG Engenho Crioulo
16:00 - Carreira de Potros - Troféu 22 anos de Engenho Velho
25/03 (SEGUNDA-FEIRA- CTG Engenho Crioulo)
16:00 - Final da Carreira de Potros - Troféu 22 anos de Engenho Velho

9. RECURSOS NECESSÁRIOS
Material escolar de uso diário, mídia impressa, recursos tecnológicos, transporte escolar, etc.

Projeto "Minha Escola"


"Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado" (Rubem Alves).


1. TÍTULO DO PROJETO
"Minha Escola".

2. ESCOLAS DE APLICAÇÃO DO PROJETO
·         Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Cleiton Costa.
·         Escola Municipal de Ensino Fundamental Osvaldo Aranha.

3. ÁREAS DO CONHECIMENTO ENVOLVIDAS
·         Língua Portuguesa.
·         Matemática.
·         Mundo Físico e Natural.
·         História e Geografia.
·         Ensino Religioso.
·         Arte.
·         Educação Física.
·         Música.
·         Dança.
·         Informática.
·         Língua Inglesa.
·         Língua Kaingang.

4. OBJETIVOS
·         Valorizar a escola como lugar privilegiado de ensino, aprendizagem e convivência, comprometida com a emancipação do educando e resgatar as memórias das Escolas Municipais Cleiton Costa e Osvaldo Aranha, valorizando sua existência e trajetória histórica.
·         Resgatar a história da escola e valorizar esse ambiente bem como as pessoas que trabalham e convivem neste lugar.

5. JUSTIFICATIVA
Vivendo numa sociedade, que cada vez mais, deixa a cargo da escola, quase toda responsabilidade de educação das crianças, percebe-se a necessidade de resgatar a valorização da escola como espaço de múltiplas aprendizagens e, com isso, despertar um olhar de interesse e valorização por esse espaço, bem como resgatar a história da escola.


6. AÇÕES
·         Pesquisar data de fundação da escola e acontecimentos significativos em relação a ela.
·         História do nome da escola.
·         Pesquisar ou entrevistar pessoas que trabalharam na escola.

7. POPULAÇÃO ALVO
Alunos da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Cleiton Costa e Escola Municipal de Ensino Fundamental Osvaldo Aranha.

8. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO DAS ATIVIDADES

Sugestões de atividades:

Segunda-feira (25/02/13) a quinta-feira (07/03/13)
-Concluir e retomar aspectos importantes da semana anterior referente as atividades desenvolvidas quanto ao Projeto "Começando bem o ano letivo".
-Pesquisar o "porquê" do nome da escola, se houve mudança de nome e endereço, quais os fundadores da escola, diretores e professores que já passaram pela escola
Fazer um comparativo de como era a escola anos atrás e como ela é hoje.
-Analisar e refletir o papel da escola e sua importância para a sociedade.
-Analisar e Identificar :O que você mais gosta na escola?
-Analisar e Identificar: O que você menos gosta na escola?
-Espaços presentes na escola e para que servem, bem como as pessoas que trabalham nesses locais.
-Construir "combinados" da escola.
-Construir frases, desenhos, textos, painéis, maquetes, etc. sobre a escola.
-Trabalhar o entorno escolar, explorando os espaços existentes, bem como vizinhos e atividades desenvolvidas nesses espaços.
-Reunião com os pais de abertura do ano letivo e explanar os "combinados" em relação aos alunos e família.
- Culminância do projeto com atividades lúdicas: Kit de brinquedos interativos

9. RECURSOS NECESSÁRIOS
Material escolar de uso diário, mídia impressa, recursos tecnológicos, etc.

11/03/2012

Resenha Crítica do texto: "Currículo como espaço-tempo de fronteira cultural"



RESENHA CRÍTICA DO TEXTO “CURRÍCULO COMO ESPAÇO-TEMPO DE FRONTEIRA CULTURAL”, DE ELIZABETH MACEDO

1. IDENTIFICAÇÃO DA OBRA:

OBRA: Currículo Como espaço-tempo de fronteira cultural
AUTOR: Elizabeth Macedo
Revista Brasileira de Educação v. 11 n. 32 maio/ago. 2006.

2. ESTRUTURA DA OBRA:

A obra está dividida em 2 capítulos totalizando 13 páginas.

3. RESENHA DA OBRA:

A autora na primeira parte do texto selecionou várias passagens de diversos autores, não com o objetivo de dar conta da complexidade do pensamento deles, mas apenas para pontuar como, a despeito de falar em práticas de significação, cultura, identidade, as preocupações da teorização política e crítica ainda informam os debates sobre currículo.
Ela entende que essa aproximação tem dificultado a compreensão da dinâmica do currículo como cultura e prejudicado a análise da diferença no interior do espaço-tempo da escola e do currículo. Não lhe parece produtivo assumir que esse espaço-tempo é um lugar de confronto entre culturas com lados definidos, nem que se deve optar por este ou aquele lado. De forma diversa, defende que a diferença cultural não representa apenas “a controvérsia entre conteúdos oposicionais ou tradições antagônicas de valor cultural” (Bhabha, 1998, p. 228) e que, portanto, só pode ser captada em espaços-tempos liminares, num lugar-tempo em que há confronto, mas em que a opção possível estará sempre na nebulosa fronteira em que é preciso negociar e criar impossíveis formas de tradução. Por isso, seu objetivo neste texto é conceitualizar o currículo como um espaço-tempo de fronteira no qual interagem diferentes tradições culturais e em que se pode viver de múltiplas formas.
A autora parte do princípio de que o currículo é um espaço-tempo em que sujeitos diferentes interagem, tendo por referência seus diversos pertencimentos, e que essa interação é um processo cultural que ocorre num lugar-tempo cujas especificidades me interessam estudar. Não fala, portanto, de um espaço-tempo cultural qualquer, embora também dele, mas do currículo escolar.
Defende subsidiada por Ball (1997), que os estudos de currículo precisam buscar compreender as relações entre as restrições e as possibilidades de ações como paradoxos, que podem ser vistos tanto no formal como no vivido. Para tanto, fala de currículo e se refere indistintamente a processos que capta pela memória, ora de documentos curriculares, ora de escolas vivenciadas.
Para a autora a educação emerge de um movimento narrativo duplo: de um lado uma temporalidade continuísta e de outro uma estratégia performática. Por temporalidade continuísta, entende todo um conjunto de saberes culturais legitimados, uma cultura eleita que é função do projeto educacional transmitir. Nesse sentido, a educação apresenta-se e autoriza-se como história, como espaço-tempo da repetição. E há outra temporalidade, que, como Bhabha, chama de performática. Há, na educação, um projeto de significação que nega qualquer temporalidade anterior, qualquer referência a um passado essencialmente bom, o que seria a sua própria negação. A tensão entre repetição e performatividade cria uma zona de ambivalência, um espaço-tempo liminar, em que é possível pensar a existência do outro. Um outro cultural que não é visto a partir das culturas legitimadas pelos currículos escolares, mas que está lá na própria temporalidade introduzida pelo performativo.
Pensa nos currículos escolares como espaço-tempo de fronteira e, portanto, como híbridos culturais, ou seja, como práticas ambivalentes que incluem o mesmo e o outro num jogo em que nem a vitória nem a derrota jamais serão completas. Num processo que explicita a fluidez das fronteiras entre as culturas do eu e do outro e torna menos óbvias e estáticas as relações de poder (García Canclini, 1998). O entendimento do currículo como híbrido cultural parece para ela crucial para pensar a diferença, não como diversidade (Burbules, 2003), mas como um discurso relacional em que o próprio sistema de sua representação está em questionamento.
Para a autora são visíveis os efeitos da absorção da emancipação pela regulação em diferentes esferas do social, entre elas a escola e o currículo. Marcas como a relação entre escola e mercado de trabalho, a colonização do conceito de cidadania por práticas de mercado, a disciplinarização dos currículos, a sobrevalorização das ciências em detrimento das artes são exemplos, entre tantos outros, desses efeitos.
Nas sociedades globais, os localismos assumem diferentes estratégias, do ressurgimento de pertencimentos étnicos a movimentos locais de resistência ao global. De qualquer forma, trata-se de estratégias que não criam algo de totalmente novo, diferente, mas que também não se localizam no tradicional marcado pelos globalismos.
Para a autora o currículo é um espaço-tempo em que as culturas presentes negociam com “a diferença do outro”, que explicita a insuficiência de todo e qualquer sistema de significação. Nele convivem as culturas locais dos variados pertencimentos de alunos e professores com as culturas globais, majoritárias tanto nos currículos escritos quanto, possivelmente, nos vividos nas salas de aula. Ela nega que os currículos oficiais sejam a expressão das culturas globais.
Segundo a autora a lição que Bhabha (1998) tira do colonialismo, e que pode ser útil, é que nenhuma dominação cultural é tão poderosa a ponto de minar os sistemas culturais locais. No entanto, é também verdade que nenhum sistema local fica imune ao colonialismo.
Também para a autora a insistência de diferentes discursos pedagógicos sobre a necessidade de partir do conhecimento do aluno, dos saberes prévios, da realidade concreta e tantos outros epítetos mostra o quanto é necessário nomear o outro. Ao repetir exaustivamente essa nomeação, a cultura iluminista da escola expõe, no entanto, a ambivalência que permeia seu desejo de dominação. A sua superioridade, que, se existe, deveria ser facilmente aceita, precisa, na verdade, ser constantemente salientada. Para isso, apóiam-se numa fantasia de origem capaz de distingui-la das outras culturas, também elas fixadas por meio de estratégias discursivas estereotipadas.
A autora entende que pensar um currículo da diferença envolve que a relação entre universal e particular, como propõe Laclau (1996), seja considerada num espaço cultural liminar em que cada identidade cultural é marcada pela ausência “de muitos outros”, que são constitutivos de sua presença. Assim, para o autor, as várias identidades culturais marcam a incompletude de certo horizonte universal, que será sempre redefinido de modo que nele possam ser negociadas as suas demandas particulares. Trata-se de um universal que se define na contingência, rearticulando os saberes e as culturas que resistem à totalização. Um universal que exige, portanto, uma negociação, na prática, entre tradições que não são apenas antagônicas, mas a marca mais forte da sua própria incompletude e da impossibilidade de um universal acima do particular.
A autora espera que as considerações que desenvolveu permitam a defesa do argumento de que um currículo, para lidar com a diferença, precisa ser pensado como espaço-tempo de negociação cultural. Com esse argumento pretende também recuperar o potencial político da guinada do campo rumo aos estudos sobre cultura, não na perspectiva da teoria crítica e política do currículo, mas entende de que é preciso pensar numa nova forma de agência. Uma agência que nos assume, diz ela, como produtores culturais, como defende Giroux (2001), uma agência que, nas palavras de Bhabha (1998), “requer uma fundamentação, mas não requer que a base dessa fundamentação seja totalizada; requer movimento e manobra, mas não requer uma temporalidade de continuidade e acumulação; requer direção e fechamento contingente, mas nenhuma teleologia e holismo” (p. 257). Um agente que está, enfim, numa posição de negociação com a diferença.
Concordo com a autora, quando ela defende o currículo como um espaço-tempo de fronteira no qual interagem diferentes tradições culturais e em que se pode viver de múltiplas formas, pois percebo o currículo como uma ferramenta de organização ou um suporte nos espaços escolares, mas não como um limitante, deve ser flexível e de construído de acordo com a realidade local.
Também quando a autora afirma que o currículo é um espaço-tempo em que as culturas presentes negociam com “a diferença do outro”. Nesse espaço convivem as culturas locais trazidas para a escola pelos alunos e pelos professores com as culturas globais, e estas tendem a prevalecer sobre as culturas locais, mas que também deve ser trabalhada em sala de aula. O que não se pode fazer é deixar de trabalhar a cultura local em detrimento da outra, deve-se partir do local para então trabalhar o global e esclarecer as diferentes culturas presentes na sociedade de hoje, pois não vivemos isolados e uma cultura não consegue se manter imune as mudanças sociais e culturais. Há uma dinâmica imperceptível que vai ocorrendo com o passar do tempo.

9/26/2012

PLANO DE AULA COM LIVRO DIDÁTICO


ALUNOS: Celso L. Belusso, Ivete Rizzoto, Marcia J. R. Floriano, Leonara P. Frigeri e Zeucleia Francio

1. APRESENTAÇÃO DO LIVRO DIDÁTICO SELECIONADO

ÁREA: Letramento e Alfabetização Linguística
TÍTULO: Porta Aberta Letramento e Alfabetização Linguística 1º ano
AUTOR: Isabella Carpaneda e Angiolina Bragança
COLEÇÃO: Porta Aberta: Letramento e Alfabetização Linguística
ANO: 2008
JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA DESTE LIVRO: Este livro está disponível no PNLD (Plano Nacional do Livro Didático) e foi escolhido por trazer atividades diversificadas, com embalagens, placas, parlendas, obras de arte, histórias em quadrinhos, histórias clássicas, atividades práticas a serem realizadas com o aluno. Também por trazerem personagens de diversas etnias e desenhos diversificados.



PLANO DE AULA


1. JUSTIFICATIVA

O livro didático é muito importante na prática pedagógica diária, pois pode servir de suporte teórico e prático para o aluno, bem como instrumento de apoio para o professor. Também traz conteúdos que podem ser trabalhados ou mesmo adaptados a realidade da turma. Trata-se, portanto, de uma forma de sistematização dos conteúdos a serem trabalhados em sala de aula. Então o livro didático, uma vez adequado e alinhado ao projeto pedagógico da escola, pode ser utilizado como uma estratégia mediadora  entre a criança e o conhecimento, estimulando a expressão e a realização de pesquisas e trabalhos em diversas áreas do conhecimento além de contribuir com a formação de leitores.
Selecionou-se esta parte do livro por possibilitar um trabalho condizente com a realidade do aluno, onde pode-se partir de uma cantiga do dia-a-dia das crianças e trabalhar a família silábica da letra C, bem como atividades práticas, exercitando habilidades e competências necessárias a essa faixa etária. Através dessas atividades é possível desenvolver também o trabalho coletivo, a organização e o senso crítico, procurando promover o desenvolvimento integral da criança.

2. OBJETIVOS

·         Promover a leitura e interpretação;
·         Trabalhar a música no processo de alfabetização e letramento;
·         Trabalhar música, ritmo e melodia;
·         Trabalhar e expressão corporal e a motricidade fina;
·         Relacionar som e grafia das palavras;
·         Desenvolver a atenção, a concentração e a classificação;
·         Despertar a criatividade e o gosto pela música;
·         Fazer a correspondência entre a palavra oral e a escrita;
·         Relacionar as palavras à família silábica da letra C e identificá-las nas respectivas palavras;
·         Estimular o trabalho coletivo;
·         Desenvolver o senso crítico e de organização.

3. ATIVIDADES

a) Fazer a brincadeira da “Canoa Virou”.
b) Apresentar o texto da brincadeira no livro didático (p. 80). Fazer a leitura individual e coletiva da cantiga. Dialogar sobre a cantiga e por fim copiá-la no caderno. Sugestões:


·         Você conhece canoa?
·         Para que serve?
·         Onde é usada?
·         Você já andou de canoa?
·         Você conhece o mar?
·         Pode-se utilizar canoa no mar?
·         O que se utiliza para navegar no mar? Por quê?
·         Onde tem mar?

 

 c) Montar um painel com figuras de lagoas, lagos e rios: cada criança procura uma figura de lago, lagoa ou rio. Após será confeccionado uma dobradura da canoa que será colada nessa figura e para finalizar cada um cola essa figura num painel coletivo.


d) Atividades do livro da p. 81.

e) Dialogar sobre os tipos de animais: terrestres, aquáticos e aéreos. Após, solicitar que recortem figuras de animais e os classifiquem para confeccionar um painel coletivo desses animais.
f) Fazer as atividades do livro (p.82-83 e 84).



4. HABILIDADES E COMPETÊNCIAS

·         Leitura e interpretação
·         Coordenação motora
·         Música e ritmo
·         Expressão corporal
·         Motricidade fina
·         Recorte e colagem
·         Atenção, concentração e classificação
·         Organização e interação coletiva
·         Criatividade
·         Lateralidade
·         Confecção de painel coletivo e dobradura


OBSERVAÇÃO: Este planejamento é para uma aula, mas o professor deverá observar o ritmo da turma, respeitando suas habilidades e limites. Dessa forma, se a turma for mais lenta ou se o diálogo for intenso e participativo e tomar muito tempo, poderá ser muita atividade para uma só aula, assim o professor deverá concluir o trabalho em outro dia.

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