8/14/2015

Fichamento: EDUCAÇÃO ESCOLAR: OS DESAFIOS DA QUALIDADE


DADOS BIBLIOGRÁFICOS DA OBRA
Título e subtítulo da obra:
EDUCAÇÃO ESCOLAR: OS DESAFIOS DA QUALIDADE
Título e subtítulo do capítulo:
POLÍTICAS E GESTÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL: LIMITES E PERSPECTIVAS
Autor (es):
-
Organizador (es):
Centro de Estudos Educação e Sociedade
Coordenador (es):
-
Editor (es):
-
Tradutor:
-
Autor (es) do capítulo:
LUIZ FERNANDES DOURADO
Edição:
100 - Especial
Local de publicação:
CAMPINAS/SP
Editora:
CEDES – Unicamp
Data da publicação:
OUTUBRO DE 2007
Volume:
28
Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/es/v28n100/a1428100.pdf
Acesso em:
03 de agosto de 2015
RESUMO:

Esse artigo versa sobre o cenário político e pedagógico em que se realizavam as políticas direcionadas à gestão da educação básica em 2007, buscando explicitar concepções, ações e programas governamentais, bem como suas interfaces com a suposta qualidade preconizada para esse nível de ensino no Brasil. Nesta perspectiva, ao analisar tais políticas e programas no contexto de reforma do Estado, indica os limites e perspectivas desse processo, sob a ótica da construção de novos parâmetros para a qualidade e gestão democrática da escola pública.

CITAÇÕES:

[...] o processo educativo é mediado pelo contexto sociocultural, pelas condições em que se efetiva o ensino-aprendizagem, pelos aspectos organizacionais e, consequentemente, pela dinâmica com que se constrói o projeto político-pedagógico e se materializam os processos de organização e gestão da educação básica (p. 922).

[...] buscar apreender, no feixe dessas proposições, os limites e possibilidades à gestão das políticas (dada a situação nacional, em que estados e municípios se colocam como principais atores na oferta da educação básica no país) , de modo a propiciar elementos para a compreensão dos processos de regulação e financiamento, bem como os arranjos institucionais que contribuem para a materialidade das políticas de gestão e organização educacionais no Brasil [...]. A concepção de educação é entendida, aqui, como prática social, portanto, constitutiva e constituinte das relações sociais mais amplas, a partir de embates e processos em disputa que traduzem distintas concepções de homem, mundo e sociedade. Para efeito desta análise, a educação é entendida como processo amplo de socialização da cultura, historicamente produzida pelo homem, e a escola, como lócus privilegiado de produção e apropriação do saber, cujas políticas, gestão e processos se organizam, coletivamente ou não, em prol dos objetivos de formação (p. 923).

[...] a gestão educacional tem natureza e características próprias, ou seja, tem escopo mais amplo do que a mera aplicação dos métodos, técnicas e princípios da administração empresarial, devido à sua especificidade e aos fins a serem alcançados (p. 924).

[...] a democratização dos processos de organização e gestão deve considerar as especificidades dos sistemas de ensino, bem como os graus progressivos de autonomia das unidades escolares a eles vinculados, e buscar a participação da sociedade civil organizada, especialmente o envolvimento de trabalhadores em educação, estudantes e pais (p. 925).

[...] o importante papel desempenhado pelos organismos multilaterais na formulação de políticas educacionais no período. Tais constatações evidenciam limites estruturais à lógica político-pedagógica dos processos de proposição e materialização das políticas educacionais, configurando-se, desse modo, em claro indicador de gestão centralizada e de pouca eficácia pedagógica para mudanças substantivas nos sistemas de ensino, ainda que provoque alterações de rotina, ajustes e pequenas adequações no cotidiano escolar, o que pode acarretar a suspensão de ações consolidadas na prática escolar sem a efetiva incorporação de novos formatos de organização e gestão. Isto não redundou em mudança e, sim, em um cenário de hibridismo no plano das concepções e das práticas que, historicamente, no Brasil, têm resultado em realidade educacional excludente e seletiva. Vivencia-se, no país, um conjunto de ações, de modo parcial ou pouco efetivo, sob a ótica da mudança educacional, mas que, de maneira geral, contribui para desestabilizar o instituído, sem a força política de instaurar novos parâmetros orgânicos à prática educativa (p.926).

[...] nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso [...] é possível depreender que as políticas focalizadas propiciaram a emergência de programas e ações orientados pelo governo federal aos estados e municípios, destacando-se: a disseminação de Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), a implantação do Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE) pelo FUNDESCOLA, a criação do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e a implementação de uma política de avaliação fortemente centralizada, em detrimento de um sistema que propiciasse a colaboração recíproca entre os entes federados (p.927)

[...] a necessidade de planejamento sistemático [...] que garantam organicidade entre as políticas, entre os diferentes órgãos do MEC, sistemas de ensino e escola e, ainda, a necessária mediação entre o Estado, demandas sociais e o setor produtivo, em um cenário historicamente demarcado pela fragmentação e/ou superposição de ações e programas, o que resulta na centralização das políticas de organização e gestão da educação básica no país.
Os programas federais de educação básica, atravessados por concepções distintas e até antagônicas, realçam o cenário contraditório das ações governamentais. Tal perspectiva enseja a necessidade de maior organicidade entre as políticas, ações e programas (p. 928).

[...]o governo federal pautou sua atuação pelo princípio da defesa da educação de qualidade, a partir do binômio inclusão e democratização. Algumas ações mereceram particular destaque, como a ampliação do ensino fundamental de oito para nove anos, as políticas de ação afirmativa e, de modo estrutural, a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB).
Aliados ao redimensionamento do financiamento da educação básica, destacam-se os planos de educação, notadamente o PNE, os Planos Estaduais de Educação (PEE) e os Planos Municipais de Educação (PME). Se entendidos como planos de Estado, estes deveriam implicar redimensionamento das políticas e gestão e, fundamentalmente, da lógica de financiamento e, portanto, do orçamento público (p. 929).

Essa discussão nos remete à chamada descentralização da educação brasileira e aos problemas daí decorrentes, destacando-se a municipalização do ensino (p.937).

O conceito de qualidade, nessa perspectiva, não pode ser reduzido a rendimento escolar, nem tomado como referência para o estabelecimento de mero ranking entre as instituições de ensino. Assim, uma educação com qualidade social é caracterizada por um conjunto de fatores intra e extra-escolares que se referem às condições de vida dos alunos e de suas famílias, ao seu contexto social, cultural e econômico e à própria escola – professores, diretores, projeto pedagógico, recursos, instalações, estrutura organizacional, ambiente escolar e relações intersubjetivas no cotidiano escolar (p. 940-941).

COMENTÁRIOS

A gestão educacional de nosso país tem avançado muito nos últimos anos, apesar desse texto estar ultrapassado, as melhorias educacionais realmente começaram nesse período. Os programas PDE, PDDE, FUNDEB, PNE e PME, Conselhos Escolares e Sistema Municipal de Ensino sofreram muitas modificações que vieram para melhorar e dar suporte aos mesmos. Não se pode deixar de acrescentar entre esses programas, o PAR, que foi implantado e que melhorou muito a gestão educacional do país.
As políticas públicas educacionais avançaram bastante na última década, ou seja, está se tentando cumprir aquilo que a legislação prevê com muita competência, porém ainda são investimentos insuficientes. Uma vez que temos uma legislação muito bem elaborada, faltando apenas ser executada.
Alguns programas e ações tiveram investimentos públicos aumentados, mas a comunidade escolar e a população em geral, precisa aprender a participar da gestão democrática tão almejada por todos, mas pouco efetivada na prática. Essa consciência de participação e de construção coletiva, ainda não foi assimilada pela população que tanto deseja a democracia, sendo que na hora de implementar e participar dos momentos e dos processos democráticos não comparecem efetivamente, se omitindo ou deixando de fazer sua parte nesse processo.
Os investimentos em educação básica, tendo a qualidade como parâmetro de suas diretrizes, metas e ações e conferindo a essa qualidade uma dimensão sócio-histórica e, portanto, inclusiva, é um grande desafio para o país, em especial para as políticas e gestão desse nível de ensino. Quando as esferas governamentais conseguirem fazer os devidos investimentos, provavelmente, teremos resultados mais positivos, uma vez que qualidade exige uma política educacional de continuidade acompanhado de investimento financeiro adequado.
Pensar a qualidade social da educação implica assegurar um processo pedagógico pautado pela eficiência, eficácia e efetividade social, de modo a contribuir com a melhoria da aprendizagem dos educandos, em articulação à melhoria das condições de vida e de formação da população. A busca por melhoria da qualidade da educação exige medidas não só no campo do ingresso e da permanência, mas requer ações que possam reverter a situação de baixa qualidade da aprendizagem na educação básica, o que pressupõe, por um lado, identificar os condicionantes da política de gestão e, por outro, refletir sobre a construção de estratégias de mudança do quadro atual.
Sendo assim, o conceito de qualidade, nessa ótica, não pode ser reduzido a rendimento escolar, nem tomado como referência os índices de desempenho das instituições de ensino. Assim, uma educação com qualidade social é caracterizada por um conjunto de fatores intra e extra-escolares que se referem às condições de vida dos alunos e de suas famílias, ao seu contexto social, cultural e econômico e à própria escola- professores, diretores, projeto pedagógico, recursos, instalações, estrutura organizacional, ambiente escolar e relações intersubjetivas no cotidiano escolar.
Segundo Dourado, Oliveira e Santos (2007, p. 9),

(...) a qualidade da educação é um fenômeno complexo, abrangente, e que envolve múltiplas dimensões, não podendo ser apreendido apenas por um reconhecimento de variedade e das quantidades mínimas de insumos considerados indispensáveis ao desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem e muito menos sem tais insumos (...). Desse modo, a qualidade da educação é definida envolvendo a relação entre os recursos materiais e humanos, bem como a partir da relação que ocorre na escola e na sala de aula (...).

É em consonância com essa perspectiva e no intuito de melhorar a qualidade da educação brasileira que devem se situar as ações, mediadas por efetiva regulamentação do regime de colaboração entre a União, estados, Distrito Federal e municípios, objetivando, de fato, assegurar um padrão de acesso, permanência e gestão na educação básica, pautado por políticas e ações que promovam a educação democrática e de qualidade social para todos, procurando conscientizar toda comunidade da responsabilidade social de cada um nesse processo de melhoria educacional.

IDEAÇÃO

Artigos que podem contribuir com o assunto:

1. O PNE na Articulação do Sistema Nacional de Educação: Participação Popular, Cooperação Federativa e Regime de Colaboração. DOCUMENTO-REFERÊNCIA. Disponível em: http://fne.mec.gov.br/images/pdf/documentoreferenciaconae2014versaofinal.pdf. Acesso em: 05 de agosto de 2015.

2. CHERUBINI, Karina Gomes. A garantia do padrão de qualidade da educação em todos os níveis de ensino. Disponível em: http://jus.com.br/artigos/21697/a-garantia-do-padrao-de-qualidade-da-educacao-em-todos-os-niveis-de-ensino#ixzz3hwNJ0boT. Acesso em: 05 de agosto de 2015.

3. CURY, Carlos Roberto Jamil. Sistema nacional de educação: desafio para uma educação igualitária e federativa. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-73302008000400012&script=sci_arttext. Acesso em: 05 de agosto de 2015.
4. SAVIANI, Dermeval. Sistema Nacional de Educação articulado ao Plano Nacional de Educação. Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Educação. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbedu/v15n44/v15n44a13.pdf. Acesso em: 05 de agosto de 2015.




7/29/2015

Projeto Pomar



No intenso processo de urbanização que passa nossa sociedade, cada vez mais nos afastamos do contato com a Natureza. A infância vivida nos quintais, o gosto da "fruta comida no pé", vivências únicas para quem teve a oportunidade de ser "criança de quintal", têm se transformado em coisa rara, já quase inexistente.
Compreendendo todo o espaço escolar como meio de interação e construção contínua de conhecimento, o presente projeto visa transformar um espaço determinado da escola em um ambiente de pomar, onde cada série terá sua árvore frutífera plantada, poderá cultivá-la, acompanhará seu crescimento e saboreará seus frutos. Nesse espaço educativo, as aulas de Ciências poderão ocorrer aliando teoria e prática, além da possibilidade de abordagens relativas à saúde, nutrição, pluralidade cultural no que diz respeito às relações culturais e aos hábitos alimentares da comunidade.


OBJETIVO GERAL:


O programa educativo visa desenvolver o sentimento de identidade e pertinência por parte de todos os alunos das séries iniciais (Educação Infantil a 4ª série) em relação às árvores, e nossas relações culturais com seu cultivo, além da fruição de conviver em um espaço tão agradável aos sentidos como é o espaço do pomar e do jardim botânico. A partir do trabalho educativo, pretende-se proporcionar momentos de reflexão junto à necessidade de preservação e mesmo de transformação dos espaços urbanos, a fim de torná-los mais humanos e harmônicos, possibilitando a reflexão individual e coletiva das questões urbano-ambientais, promovendo auto-cuidado da saúde e uma melhor percepção do meio, utilizando as experiências vividas como estímulo a mudanças de atitudes e à disseminação dessas idéias aos demais membros da comunidade escolar.



• Proporcionar aos alunos uma aproximação com a qualidade de vida vinculada à alimentação, sensibilizando e efetivando ações de cidadania;

• Sensibilizar os alunos da importância do cultivo de espaços verdes, como o pomar, bem como a importância da diversidade vegetal que pode ser desenvolvida neles.

• Demonstrar aos alunos as vantagens na melhoria e preservação da qualidade dos espaços verdes e sua relação com a segurança alimentar da população;

• Desenvolver junto aos alunos conhecimentos empíricos sobre a flora cultivada, suas características biológicas, seus ciclos vitais, etc.;

• Divulgar para a comunidade escolar, por meio das ações dos alunos envolvidos, os processos desencadeados pelas ações ambientais.



MATERIAL E MÉTODOS:

Inicialmente, realizaremos plantios de árvores frutíferas variadas (uma por série), na ocasião do Dia da Árvore (21 de setembro), no espaço demarcado para a construção do pomar (ver com supervisão). A partir daí, as turmas irão se encarregar dos cuidados e do acompanhamento do crescimento das mesmas. As professoras aproveitarão essas experiências para relacionar questões de meio ambiente, saúde e pluralidade cultural.

Poderemos trabalhar também em caderno curiosidades e informações que relacionam a importância das árvores para a saúde do nosso planeta, como as que seguem:

Você sabia???

Se você tivesse uma árvore de 15 anos de idade e quisesse transformá-la em sacos de papel, só conseguiria fazer 700 deles?!

Quanto tempo esses sacos de papel durariam? Em um grande supermercado, eles seriam usados em menos de uma hora! Ou seja, em uma hora, somos capazes de consumir uma árvore que levou quinze anos para crescer!!!

Você consegue imaginar alguma coisa que nos dê papel, frutas, castanhas, madeira, lugar para os pássaros e outros animais viverem, que sirva para as crianças brincarem , que nos dê sombra, ajude a manter o ar limpo, e preserve as margens dos nossos rios além das árvores??? O que seria de nós sem as árvores????

Uma pessoa é capaz de consumir 7 árvores por ano, na forma de papel, madeira e outros produtos. Multiplique esse número pelo total de habitantes da nossa cidade e de nosso planeta, e perceba: Quantas árvores destruímos por ano? !! Será que elas são capazes de crescer rápido para repor essa degradação que estamos causando ao planeta??

As árvores absorvem o gás carbônico por meio do processo da fotossíntese. Nós despejamos cada vez mais maiores quantidades desse gás na atmosfera através da queima do petróleo e do carvão, o que está provocando um aquecimento global em nosso planeta, o chamado Efeito Estufa! Ao plantarmos mais e mais árvores, estaremos resgatando esse gás carbônico que jogamos na atmosfera!! Assim, reflorestar pode ser uma maneira de minimizar o problema do aquecimento global!

As árvores conseguem manter a umidade da atmosfera elevada, ou seja, fazem com que o ciclo da água torne-se mais lento e harmônico, assegurando um equilíbrio térmico e climático em nosso planeta. Essa é a grande função das grandes florestas remanescentes, como é o caso da Floresta Amazônica!!! Pense nisso!!!

Plantar uma árvore é muito divertido!!! E uma das melhores coisas que podemos fazer para salvar o Planeta! A árvore reduzirá o gás carbônico da atmosfera, proporcionará beleza e sombra e atrairá a vida silvestre! Assim você poderá se orgulhar de contribuir para a preservação de nossas vidas no planeta Terra!!

Somos capazes de gastar 50 milhões de toneladas de papel por ano, ou cerca de 300 kg por pessoa. Para fazermos todo esse papel, usamos mais de um bilhão de árvores!! Se todo mundo reciclasse seus jornais de domingo, pouparíamos 500 mil árvores por semana!!!

1ª tática para amenizar o grande problema da degradação ambiental: reduzir o consumo. Consuma menos! Economize todos os materiais que puder! Desde as folhas de seu caderno, sacos plásticos, etc.

2ª tática: reutilize! Use a criatividade e dê sempre uma nova utilidade para os materiais que geralmente jogamos no lixo!

3ª tática: colabore com a coleta seletiva em nossa cidade! Ainda é uma minoria o número de curitibanos que efetivamente separa o lixo que não é lixo! Separando o lixo, contribuímos com a sua reciclagem, poupando o meio ambiente e assegurando um futuro mais feliz para todos nós!!



Projeto: Brincando com os alimentos

Descrição: O presente projeto tem como objetivo abordar e discutir assuntos relacionados à alimentação saudáveis a partir dos 2 anos de idade, ampliando os conhecimento dos educandos sobre o tema.
Duração: 3 meses
Destinado aos alunos de Educação Infantil.
Justificativa: A fome será, provavelmente, o maior problema político e moral que as crianças deverão enfrentar como lideres de seus pais no futuro.No Brasil, a fome é uma questão para ser discutida na escola. E a discussão começa pela situação de vida dos alunos e seus direitos e deveres como cidadãos.
As crianças precisão conhecer a realidade da fome no Brasil e no mundo. Esse papel cabe aos educadores, que devem preparar seus alunos para a construção de uma sociedade mais igualitária, em que as pessoas tenham não apenas o direito, mas as condições necessárias para usufruir de uma alimentação equilibrada qualitativa e quantitativamente.
Objetivos:
• Incentivar aos bons hábitos alimentares;
• Identificar as preferências alimentar dos alunos;
• Conscientizar os alunos sobre a importância e os motivos pelos quais nos alimentamos;
• Reconhecer os alimentos que faz bem à nossa saúde;
• Identificar cores, textura e os diferentes sabores dos alimentos.
Procedimentos:
1ª aula: Assunto - Frutas
Salada de frutas para degustação
Pintura à dedo
Contagem de frutas, cores, tamanho
2ª aula: Assunto - Verduras
Confecção de carimbos com batata
Explorar com s verduras cores e texturas
3ª aula: Assunto - Legumes
Fazer com os alunos uma sopa utilizando cenoura, chuchu, beterraba, batata
Colagem com papel camurça.
4ª aula: Assunto: Rótulos
Trabalhar com os alunos rótulos de embalagens de alimentos
Utilizar as embalagens trazidas pelos alunos e montar um mural com informações de cada alimento.
5ª aula: Assunto: Hortaliças/ Higiene com os alimentos
Montar uma horta na escola
Junto com os alunos lavar os alimento e mostrar os cuidados que devemos ter com os alimento Lavar antes de comê-los, comer alimentos naturais e saudáveis.
Fazer a degustação de tomate, alface, cenoura
Atividades de desenho.

6ª aula: Assuntos - Vitaminas
Explorar com os alunos as frutas que serão utilizadas na vitamina - banana e maçã.
Trabalhar a importância do leite no desenvolvimento da criança.

7ª aula: Alimentos não - saudáveis
Mostrar que alguns alimentos devem ser consumidos com moderação
Confeccionar um mural com esses alimentos e registrar os comentários no blocão
Exemplos de alimentos que devem ser consumidos com moderação: pirulito, chiclete, balas, doces, refrigerantes, entre outros.

8ª aula: Assunto - Derivados do Leite
Trazer para sala queijos, leite e iogurte e explorar a importância desses alimentos
Utilizar embalagens de leite e confeccionar brinquedos com os alunos.

9ª aula: Assuntos - Cereais e Massas
Explicar que alguns alimentos são importantes em nossa dieta, mas que devem ser consumidos uma vez ao dia.

10ª aula: Assunto - Higiene Pessoal
Explicar para os alunos que a higiene pessoal é necessária para se ter uma boa saúde
Trabalhar com os alunos os cuidados que devemos Ter: beber água filtrada, cortar as unhas, lavar sempre as mãos antes das refeições, escovar os dentes após as refeições, praticar esporte.

11ª aula: Assunto - Alimentação Saudável
Apresentação de teatro de fantoches
Mostrar tudo que foi trabalhado pelas professoras durante as aulas

12ª aula: Assunto - Lanche Gostoso
Os alunos trarão um lanche nutritivo e saboroso para fazer um grande piquenique coletivo

Experiências Interessantes:

Dando continuidade ao projeto "Brincando com os alimentos" foram realizadas várias atividades: Apresentação teatral, "Sopa de Pedra", enfocando a importância dos alimentos para manter uma vida saudável, na qual os alunos participaram com entusiasmo.
Degustação das frutas, explorando cor, tamanho, espessura e o sentido (paladar). Cada turma desenvolveu as atividades de acordo com nível escolar.
Apresentamos aos alunos diferentes tipos de legumes e verduras. Os quais puderam observar na palestra quais suas funções, vitaminas e nutrientes. Depois, para complementar a atividade, os alunos tiveram a oportunidade de degustar uma gostosa sopa de legumes e verduras. 

PROJETO O USO DO COMPUTADOR E DA INTERNET NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM: ESTUDO DE CASO COM PROFESSORES DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE ENGENHO VELHO-RS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO EDUCACIONAL










O USO DO COMPUTADOR E DA INTERNET NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM: ESTUDO DE CASO COM PROFESSORES DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE ENGENHO VELHO-RS







LEONARA PIRAN FRIGERI





CONSTANTINA, 20 DE DEZEMBRO DE 2008.

1 INTRODUÇÃO



Nos últimos tempos, os avanços provocados pela informática afetam toda a sociedade. Dessa forma, não podemos mais pensar em um mundo sem tecnologia. Tarefas, que antes eram realizadas manualmente, foram informatizadas, com a finalidade de torná-las mais ágeis, seguras e dinâmicas. Tais mudanças também se refletiram na Educação. Com o crescente desenvolvimento das tecnologias de informação e de comunicação, esses avanços nos levam a um repensar sobre as metodologias utilizadas no processo ensino-aprendizagem, desafiando-nos a buscar condições mais adequadas para um ambiente de aprendizagem que seja interativa e dinâmica.
Com o avanço rápido das tecnologias surgiu também o analfabeto digital. O analfabeto, antigamente era o iletrado, não conhecedor do alfabeto. Caso a pessoa lê-se uma linha ou escrevesse seu próprio nome já não era conhecido como tal. Porém, esse conceito foi revisto pela Organização das Nações Unidas, e o analfabeto de hoje é aquele indivíduo que mesmo sabendo ler não consegue interpretar, ou seja, não entende o que leu. Isso muda completamente o cenário de muitos países, sobretudo o Brasil cujo ensino não prevalece a leitura, a abstração e o pensamento.
Se esse problema de base educacional não é resolvido então mais difícil se torna a questão da inclusão digital. O analfabeto “convencional” é automaticamente analfabeto digital. Não se trata da questão financeira na aquisição de equipamentos como computadores, ou software e sim o conhecimento para seu manuseio. De forma mais ampliada podemos dizer até que a interpretação da comunicação visual e lingüística será seriamente comprometida. Um exemplo são as mensagens publicitárias que usam linguagens apropriadas da Internet. A pessoa que não conhece esse meio de comunicação também não será capaz de entender a mensagem.
Toda tecnologia surge acompanhada de uma gradual necessidade de conhecimento. A fome destes excluídos será o impedimento do crescimento do nosso país do amanhã. Como em tecnologia o amanhã foi ontem, então teremos desde já um grande problema pela frente.
Por isso é importante que a escola propicie situações de contato e uso das tecnologias educacionais para que o aluno se torne um cidadão capaz de conviver no mundo digital, além de rever seus métodos e procurar manter-se atualizado, pois a realidade virtual atinge a todos sem exceção.
1.1 Justificativa


“Enfrentar essa nova realidade significa ter como perspectiva cidadãos abertos e conscientes, que saibam tomar decisões e trabalhar em equipe. Cidadãos que tenham capacidade de aprender a aprender e de utilizar a tecnologia para a busca, a seleção, a análise e a articulação entre informações e, dessa forma, construir e reconstruir continuamente os conhecimentos, utilizando-se de todos os meios disponíveis, em especial dos recursos do computador. Pessoas que atuem em sua realidade tendo em vista a construção de uma sociedade mais humana e menos desigual” (ALMEIDA, 1998, p. 50).

Baseado nesta ótica, a presente proposta tem como objetivo gestar o uso pedagógico do computador e da Internet como uma ferramenta dinâmica e interativa junto aos alunos e professores da Rede Municipal de Ensino de Engenho Velho. Tomando-se por base, a situação existente hoje na Rede Municipal de Ensino mencionada, onde o computador ainda não é utilizado por alunos e professores no processo de ensino-aprendizagem, oportunizando assim, novas ferramentas de ensino e experiências interessantes para alunos e professores diante do computador.
Paulo Freire (1996) salienta que não podemos absolutizar a tecnologia, tampouco diabolizá-la. Se entendermos que o problema não é a tecnologia, mas a forma como a utilizamos, então poderemos tomar a informática na educação como um desafio: de apoio em novas tecnologias, desenvolver o espírito investigativo, buscando, com isto, a construção do conhecimento.
Porém, devido às constantes mudanças, há necessidade de repensar e reconstruir a escola sobre bases novas, pensar de maneira que se possa aproveitar e desenvolver socialmente as novas tecnologias. Com isto, as instituições educacionais devem rever o modelo ensino-aprendizagem, a fim de atender as necessidades dos estudantes. O computador e a Internet são fato e devem ser trabalhados não como novidade e fonte inesgotável de informação, mas como ferramenta que pode potencializar a aprendizagem mais qualitativa dos alunos.


1.2 Temática do Estudo


O problema a ser investigado passa pela identificação de quais professores estão interessados em utilizar o computador e a rede Internet como instrumento de seu projeto pedagógico, pela análise desses meios e pelos benefícios obtidos.
Este problema suscita as seguintes indagações:
·         Qual o seu conhecimento sobre computador e Internet?
·         Você acha importante usar esses recursos com os alunos? Por quê?
·         O uso do computador e da Internet podem auxiliar no processo de ensino-aprendizagem? Por quê?
·         O emprego dos recursos oferecidos pelo computador e pela Internet abrange os níveis mais elevados do aprendizado ou apenas serve para aprimorar a memorização e a reprodução de conceitos e idéias?
·         Os softwares dos computadores e sites selecionados na Internet empregam recursos de multimídia interativa, de modo a estimular os diversos aspectos da inteligência e a forma individual de aprendizagem do aluno, ou trabalham com uma forma única e padronizada?
·         O uso do computador, ligado em rede mundial, colabora para o engrandecimento pessoal e moral do indivíduo, bem como do grupo em que está inserido?
·         A Internet apóia o ensino direcionado a busca individual de respostas pelos alunos, de modo que eles possam gerar seus próprios conceitos por intermédio da sua interação.  O aluno consegue relacionar essas informações com as suas necessidades, o seu ambiente social e histórico?


1.3 Objetivos


Objetivo Geral: gestar, aplicar e investigar as modalidades de uso pedagógico do computador e da Internet, com os professores da Rede Municipal de Ensino de Engenho Velho, como instrumento tecnológico de suporte ao aprimoramento qualitativo do processo ensino-aprendizagem.

Objetivos Específicos:

·         Identificar os professores interessados em inserir o computador e a Internet como auxílio pedagógico;
·         Identificar o grau de conhecimento sobre computador e Internet, pelos professores investigados, que participam do presente estudo;
·         Identificar as propostas pedagógicas e inserir o uso do computador e da Internet nos programas das disciplinas dos professores;
·         Situar os benefícios obtidos e os esperados no processo ensino-aprendizagem que envolvam a utilização do computador e da Internet;
·         Propor, às instituições educacionais, alternativas de redimensionamento da prática pedagógica, visando à maior qualificação teórico-práticas dos professores.

 
























2 REFERENCIAL TEÓRICO



O computador e a Internet são uma janela para o mundo. Nas estratégias de comunicação, possibilita a produção de jornais, a formação de redes, a criação de bancos de dados, arquivo de imagens, consultas e pesquisas em todos os campos, com extrema agilidade.
Sales (2000) afirma que estudos apontam que o computador é um instrumento poderoso de transmissão de conhecimento e aprendizado. Seu uso pedagógico tem sido cada vez mais incentivado com o advento da Internet. A internet encurta distâncias entre pessoas e culturas, abre portas de espaços e instituições até então acessadas somente pelas elites, tornando o planeta algo bem próximo.


2.1 Informática e Educação


O grande desafio é a utilização da Informática na Educação. Muitos buscam pela informatização do ensino. Algumas escolas já estão bem avançadas neste sentido, outras ainda estão ponderando por uma utilização ou não da Informática na Educação.

“A integração do computador ao processo educacional depende da atuação do professor, que nada fará se atuar isoladamente. São necessários o envolvimento e o apoio de toda a comunidade para que se estabeleça uma perspectiva comum de trabalho em torno dos objetivos explicitados no projeto pedagógico da escola, o qual deve ser elaborado coletivamente e continuamente revisto, atualizado e alterado segundo os interesses emergentes” (ALMEIDA, 1998, p. 51).

Talvez o que muitos educadores ainda não tenham percebido é que, independente da vontade daqueles que fazem a educação, cada dia mais a informática vem conquistando espaços no contexto das relações sociais. Não é mais uma questão se a escola vai ensinar ou não a informática aos alunos. As crianças irão aprender mesmo que nunca acionem um computador na escola. Ou seja, as crianças aprendem muito mais rápido do que os adultos sobre os melhores e mais modernos recursos tecnológicos. Além do mais, não há porque fugir dos recursos informatizados, pois quem não os acompanhar ficará perdido na história.
Outro aspecto fundamental da informática é que ela é feita pelo homem e para o homem. Diariamente as pessoas se deparam com computadores, quer seja na farmácia, no caixa de banco, na máquina de coca-cola e até no relógio de pulso; ele está aí, em qualquer lugar que vá. É hora, então, dos educadores começarem a se inteirar com a máquina. Romper barreiras e buscar na informática todos os recursos que ela é capaz de oferecer, objetivando facilitar o trabalho docente e o aprendizado discente. Nesta perspectiva é preciso conhecer para utilizar e produzir saber, um saber com certeza mais eficiente, de melhor qualidade empírica, abstrata e maior harmonia estética.

“Esse novo papel exige maior empenho do professor. Algo que não é adquirido em treinamentos técnicos ou em cursos em que os conceitos educacionais e o domínio do computador são trabalhados separadamente, esperando-se que os participantes façam a integração entre ambos. É preciso um processo de formação continuada do professor, que se realiza na articulação entre a exploração da tecnologia computacional, a ação pedagógica com o uso do computador e as teorias educacionais. O professor deve ter a oportunidade de discutir e como se aprende e o como se ensina. Deve também ter a chance de poder compreender a própria prática e de transformá-la” (ALMEIDA, 1998, p. 52).

Portanto, um bom trabalho pedagógico não poderá ser caracterizado pela utilização ou não da informática. Utilizá-la visa apenas facilitar o processo e se faz muito importante, uma vez considerada a realidade sócio-cultural na qual estamos inseridos. O que dará qualidade a uma escola é sua filosofia de ensino, atrelado a bons objetos pedagógicos e, dentre eles, o projeto de informatização da escola.


2.2 O contexto histórico da Internet


A Internet surgiu nos anos 60, como uma rede militar americana, no auge da guerra fria. Foi a necessidade de se compartilhar informações sigilosas de forma segura, em computadores espalhados pelo país, que fez com que fosse criada pelos laboratórios militares americanos, uma rede de comunicação interligando esses computadores. Restrita, no início, ao ambiente universitário e de pesquisa, a Internet teve seu uso comercial liberado nos EUA em 1987, mas alcançou a popularidade apenas em 1992.
No Brasil, a conexão de computadores por uma rede somente era possível para fins estatais. Em 1991, a comunidade acadêmica brasileira conseguiu, através do Ministério da Ciência e Tecnologia, acesso a redes de pesquisa internacionais. Em maio de 1995, a rede foi aberta para fins comerciais, ficando a cargo da iniciativa privada a exploração dos serviços.
O fenômeno Internet difere dos outros meios de comunicação conhecidos até agora, haja vista que a postura do receptor no rádio e na televisão é meramente passiva, enquanto em relação à Internet o receptor participa selecionando e emitindo informações.


2.3 Conceito: O que é Internet?


Internet é o conjunto de diversas redes de computadores que se comunicam através dos protocolos TCP/IP. A Internet, também conhecida como a maior rede de computadores do mundo, permite trocar informações dos mais variados assuntos, enviar mensagens, conversar com milhões de pessoas ou apenas ler as informações de qualquer parte do planeta.


2.4 O uso do computador e da Internet no processo Ensino-Aprendizagem


Os conteúdos virtuais permitem que alunos e professores possam explorar fenômenos e conceitos, muitas vezes, inviáveis ou inexistentes nas escolas por questões econômicas e de segurança. As perspectivas que se abrem, nos mais diversos campos do saber implicam um modelo educacional permanente aberto ao novo, ao dinâmico, ao interativo, aberto a uma realidade que se transforma a cada momento.Com a velocidade das tecnologias, a produção de novos conhecimentos e as crescentes aplicabilidades com os recursos da informática, exigem novas metodologias de ensino e impulsionam a modernização da educação.
Moran (1998, p. 81) diz que “Um dos eixos das mudanças na Educação passa por sua transformação em um processo de comunicação autêntica, aberta entre professores e alunos, primordialmente, mas também incluindo administradores e a comunidade, principalmente os pais”.
Com a Internet a forma de ensinar e aprender está mudando tanto na escola de Educação Básica até no Ensino Superior. Como afirma Pierre Levy “Aprender a navegar é uma condição fundamental da autonomia; a aprendizagem é uma navegação sem fim”. O professor tem que ser um orientador, acompanhar de perto a navegação dos alunos.
“A Internet é uma tecnologia que facilita a motivação dos alunos, pela novidade e pelas possibilidades inesgotáveis de pesquisa que oferece. Essa motivação aumenta se o professor a fez em um clima de confiança, de abertura, de cordialidade com os alunos. Mais que a tecnologia o que facilita o processo de ensino-aprendizagem é a capacidade de comunicação autêntica do professor, de estabelecer relações de confiança com os seus alunos, pelo equilíbrio, competência e simpatia com que atua.
O aluno desenvolve a aprendizagem cooperativa, a pesquisa em grupo, a troca de resultados” (MORAN, 1998, p. 86).

A interação bem sucedida aumenta a aprendizagem. Desenvolve a flexibilidade, porque a maior parte das seqüências são imprevisíveis, abertas. Ajuda a adaptação a ritmos diferentes: a Internet permite a pesquisa individual, em que cada aluno vai no seu próprio ritmo e a pesquisa em grupo, em que se desenvolve a aprendizagem colaborativa. Na Internet também se desenvolve formas novas de comunicação, principalmente escrita. Escreve-se de forma mais aberta, hipertextual, conectada, multilingüística, aproximando texto e imagem.
A possibilidade de divulgar páginas pessoais e grupais na Internet gera uma grande motivação, visibilidade, responsabilidade para professores e alunos. Todos buscam se esforçar para escrever bem, para comunicar melhor as suas idéias, para serem bem aceitos.
Outro resultado comum a maior parte dos projetos na internet confirma a riqueza de interações que surgem, os contatos virtuais, as amizades, as trocas constantes com outros colegas, tanto por parte de professores como dos alunos. Os contatos virtuais se transformam, quando é possível em presenciais. A comunicação afetiva, a criação de amigos em diferentes países se transforma em um grande resultado individual e coletivo dos projetos. O conhecimento não se passa, o conhecimento se cria, se constrói. Conhecer se dá ao filtrar, selecionar, comparar, avaliar, sintetizar, contextualizar o que é mais relevante e significativo.

“Educar é estar mais atento as possibilidades do que aos limites. Estimular o desejo de aprender, de ampliar as formas de perceber, de sentir, de compreender, de comunicar-se. Apoiar o estado de prontidão para aprender dentro e fora da escola, em todos os espaços do nosso cotidiano, em todas as dimensões da vida. estar atentos a tudo, relacionando tudo, integrando tudo. Conectar sempre o ensino com a pessoa do aluno, com a vida do aluno, com a sua experiência” (MORAN, 1998, p. 88).

 Educar é procurar chegar ao aluno por todos os caminhos possíveis: pela experiência, pela imagem, pelo som, pela representação (dramatizações, simulações), pela multimídia. É partir de onde o aluno está ajudando-o a ir do concreto ao abstrato, do imediato para o contexto, do vivencial para ao intelectual, integrando o sensorial, o emocional e o racional. O emocional é um componente fundamental da compreensão e do ensino. Ensinar e aprender depende do educador e do educando, é um processo compartilhado. Parafraseando Paulo Freire, poderíamos dizer: “ninguém educa ninguém, ninguém é educado por ninguém; os homens se educam juntos, em comunhão. A Internet é um dos caminhos desse processo”.

“Ensinar depende do educador e do educando, é um processo compartilhado. O educador coordena, sensibiliza, organiza o processo, que vai sendo construído em conjunto comas habilidades e tecnologias possíveis a cada grupo, de forma participativa. É um processo baseado na confiança, na comunicação autêntica, na interação, na troca, no estímulo, com normas e limites, mas sempre enfatizando o incentivo” (MORAN, 1998, p. 89).

O poder de interação não está fundamentalmente nas tecnologias, mas nas mentes. Ensinar com as novas mídias será uma revolução. Como afirma Moran (1998, p.89) “A Internet é um novo meio de comunicação, ainda incipiente, mas que pode ajudar-nos a rever, a ampliar e a modificar muitas das formas atuais de ensinar e de aprender”. Como instrumento a disposição do professor e do aluno e, portanto da educação, os recursos da informática, utilizados de maneira adequada, poderão se constituir em valioso agente de mudanças para a melhoria da qualidade do processo de ensino-aprendizagem. Para isso irá requerer professores bem formados, com conhecimento sólido.
No terceiro milênio o sistema educacional encontra muitos desafios para superar, seja por conseqüência natural das demais transformações do mundo, seja por exigência deste novo contexto ao qual a escola precisa se adequar. Surge um novo paradigma em educação, ainda não consolidado totalmente, mas que já está se esboçando nas idéias e na prática dos educadores, que sabem captar os sinais dos tempos e cumprir seu papel de construtores dessa nova história.


No novo paradigma
O professor é orientador. Orienta o processo da aprendizagem, estimula o aluno a querer saber mais, desperta a sua curiosidade sobre as questões nas diversas disciplinas e encontra formas de motivá-lo e de tornar o estudo uma tarefa cada vez mais interessante.
O aluno é o agente da aprendizagem, tornando-se um estudioso autônomo, busca por si mesmo os conhecimentos, forma seus próprios conceitos e opiniões, responsável pelo próprio crescimento.
Sala de aula é ambiente de cooperação e construção em que ninguém fica isolado e todos desejam partilhar o conhecimento.
Troca de experiências entre aluno/aluno e professor/aluno:  orientador e orientando aprendem juntos.
O aluno aprende e estuda por motivação. As coisas são degustadas, saboreadas internamente, e existe grande prazer na busca dos novos conhecimentos. Aprender é crescer.
Conteúdos curriculares têm estrutura flexível e aberta.
Tecnologia está dentro do contexto, como meio, instrumento incorporado. A televisão, o computador e a conexão em rede passam a ser excelentes meios pelos quais diferentes conhecimentos chegam à sala de aula. O visual é atraente, e vem acompanhado de som. As possibilidades abertas são infinitas.
Tecnologia: instrumento a serviço do homem. O professor utiliza a tecnologia como recurso para estimular a aprendizagem. A escola tenta formar uma sociedade em que o homem seja o centro e utilize a tecnologia a serviço do bem de todos.
Os recursos tecnológicos são manipulados pelo professor e pelos alunos; idealmente, cada um tem acesso ao computador professor e alunos trocam idéias e conhecimentos.
A escola é um espaço aberto e conectado com o mundo, com contato com a comunidade, partilham experiências com colegas de outras escolas. A Internet expande os horizontes através dos fóruns de debates, das trocas de conhecimentos, da visitação de culturas diferentes, da construção de trabalhos conjuntos e da navegação sem fronteiras.


Na educação atual e do futuro uma das práticas mais importantes é a do conhecimento construído, buscado pelo grupo, partilhado. A criatividade passa a ser ponto alto, num momento em que novos caminhos de aprendizagem podem ser valorizados e já não se tenta obedecer a um único padrão de estudo. À medida que o saber é construído, ocorre a partilha dos conteúdos e das experiências. Isso legitima o conhecimento, pois o expõe a críticas, a divergências e, é claro, enriquece a pesquisa de todos.














3 METODOLOGIA



3.1 Universo/Amostra


·         O trabalho será efetivado a partir de instrumentos de coleta de dados, junto aos professores que atuam na Rede Municipal de Ensino de Engenho Velho-RS.
·         O universo do trabalho abrange do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental.
·         A amostra será composta por um grupo de professores da Rede de Ensino escolhida. Uma pesquisa inicial, por meio de um questionário, buscará identificar, preliminarmente, quais são os professores interessados em utilizar o computador e a Internet no seu projeto pedagógico e que seriam voluntários a participar do trabalho.
Para a seleção dos professores a serem analisados, será dada prioridade aos que atenderem os seguintes critérios:
Quanto ao projeto pedagógico:
·         É do seu interesse constar o uso do computador e da Internet no seu trabalho pedagógico?
·         De que maneira o computador e a Internet poderão ser utilizados para atingir os objetivos da (s) disciplina (s) ou de algum assunto em particular?
·         Que instrumentos didáticos ou tecnológicos são mais eficientes para atingir os objetivos propostos pelo professor?
·         O uso do computador e da Internet é um recurso opcional ou é essencial para o bom cumprimento do programa?
·         De que forma o professor planeja utilizar o computador e a Internet dentro do programa da sua série?
·         Quais são os tipos de softwares que pretende utilizar com seus alunos: os interativos ou os estáticos?
·         Os programas e locais planejados na Internet deverão empregar recursos multimídia ou trabalharem apenas com a leitura de textos?
·         Os alunos terão a oportunidade de explorar, individualmente, suas áreas de interesse e de construir seu próprio conhecimento quando estiverem usando o computador e a Internet?
Quanto à questão humanista:
·         O emprego do computador e da Internet aprimora a relação entre o professor e seus alunos?
·         O recurso tecnológico contribui para a maior colaboração entre os alunos ou entre outros grupos afins?
·         O uso do computador, ligado em uma rede mundial, colabora para a exploração e para o engrandecimento das potencialidades?
·         O emprego é meramente técnico ou há discussão quanto aos aspectos éticos e morais da informação recebida?


3.2 Procedimento para coleta de dados


Os instrumentos utilizados no trabalho serão o questionário de pesquisa e a análise documental (constitui no estudo dos planejamentos que orientam as disciplinas, como programas das disciplinas, plano de ensino, plano de aula, etc.), para avaliar como será feita a inserção do computador e da Internet dentro da proposta pedagógica dos anos do Ensino Fundamental.
Também será feito o acompanhamento, observações e registros em fichas das aulas práticas do professor;
Serão feitas observações do comportamento/postura do aluno nas aulas práticas;
Far-se-á encontros, nas dependências da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Cleiton Costa, em Engenho Velho-RS, com professores/coordenadores, buscando a troca de informações, experiências pedagógicas e registros significativos de suas práticas em laboratórios.




REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


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