DADOS
BIBLIOGRÁFICOS DA OBRA
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Título
e subtítulo da obra:
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EDUCAÇÃO
ESCOLAR: OS DESAFIOS DA QUALIDADE
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Título
e subtítulo do capítulo:
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POLÍTICAS E GESTÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL: LIMITES E PERSPECTIVAS
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Autor
(es):
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-
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Organizador
(es):
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Centro
de Estudos Educação e Sociedade
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Coordenador
(es):
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Editor
(es):
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Tradutor:
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-
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Autor
(es) do capítulo:
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LUIZ
FERNANDES DOURADO
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Edição:
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100
- Especial
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Local
de publicação:
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CAMPINAS/SP
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Editora:
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CEDES –
Unicamp
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Data
da publicação:
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OUTUBRO DE 2007
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Volume:
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28
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Disponível
em:
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http://www.scielo.br/pdf/es/v28n100/a1428100.pdf
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Acesso
em:
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03
de agosto de 2015
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RESUMO:
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Esse artigo versa sobre o cenário político e
pedagógico em que se realizavam as políticas direcionadas à gestão da
educação básica em 2007, buscando explicitar concepções, ações e programas
governamentais, bem como suas interfaces com a suposta qualidade preconizada
para esse nível de ensino no Brasil. Nesta perspectiva, ao analisar tais
políticas e programas no contexto de reforma do Estado, indica os limites e
perspectivas desse processo, sob a ótica da construção de novos parâmetros
para a qualidade e gestão democrática da escola pública.
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CITAÇÕES:
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[...] o processo educativo é mediado
pelo contexto sociocultural, pelas condições em que se efetiva o
ensino-aprendizagem, pelos aspectos organizacionais e, consequentemente, pela
dinâmica com que se constrói o projeto político-pedagógico e se materializam
os processos de organização e gestão da educação básica (p. 922).
[...] buscar apreender, no feixe
dessas proposições, os limites e possibilidades à gestão das políticas (dada
a situação nacional, em que estados e municípios se colocam como principais
atores na oferta da educação básica no país) , de modo a propiciar elementos
para a compreensão dos processos de regulação e financiamento, bem como os
arranjos institucionais que contribuem para a materialidade das políticas de gestão
e organização educacionais no Brasil [...]. A concepção de educação é
entendida, aqui, como prática social, portanto, constitutiva e constituinte
das relações sociais mais amplas, a partir de embates e processos em disputa
que traduzem distintas concepções de homem, mundo e sociedade. Para efeito
desta análise, a educação é entendida como processo amplo de socialização da
cultura, historicamente produzida pelo homem, e a escola, como lócus
privilegiado de produção e apropriação do saber, cujas políticas, gestão e
processos se organizam, coletivamente ou não, em prol dos objetivos de
formação (p. 923).
[...] a gestão educacional tem
natureza e características próprias, ou seja, tem escopo mais amplo do que a
mera aplicação dos métodos, técnicas e princípios da administração
empresarial, devido à sua especificidade e aos fins a serem alcançados (p.
924).
[...] a democratização dos processos
de organização e gestão deve considerar as especificidades dos sistemas de
ensino, bem como os graus progressivos de autonomia das unidades escolares a
eles vinculados, e buscar a participação da sociedade civil organizada,
especialmente o envolvimento de trabalhadores em educação, estudantes e pais
(p. 925).
[...] o importante papel desempenhado
pelos organismos multilaterais na formulação de políticas educacionais no
período. Tais constatações evidenciam limites estruturais à lógica
político-pedagógica dos processos de proposição e materialização das
políticas educacionais, configurando-se, desse modo, em claro indicador de
gestão centralizada e de pouca eficácia pedagógica para mudanças substantivas
nos sistemas de ensino, ainda que provoque alterações de rotina, ajustes e
pequenas adequações no cotidiano escolar, o que pode acarretar a suspensão de
ações consolidadas na prática escolar sem a efetiva incorporação de novos
formatos de organização e gestão. Isto não redundou em mudança e, sim, em um
cenário de hibridismo no plano das concepções e das práticas que,
historicamente, no Brasil, têm resultado em realidade educacional excludente
e seletiva. Vivencia-se, no país, um conjunto de ações, de modo parcial ou
pouco efetivo, sob a ótica da mudança educacional, mas que, de maneira geral,
contribui para desestabilizar o instituído, sem a força política de instaurar
novos parâmetros orgânicos à prática educativa (p.926).
[...] nos dois mandatos de Fernando
Henrique Cardoso [...] é possível depreender que as políticas focalizadas
propiciaram a emergência de programas e ações orientados pelo governo federal
aos estados e municípios, destacando-se: a disseminação de Parâmetros
Curriculares Nacionais (PCN), a implantação do Plano de Desenvolvimento da
Escola (PDE) pelo FUNDESCOLA, a criação do Programa Dinheiro Direto na Escola
(PDDE) e a implementação de uma política de avaliação fortemente
centralizada, em detrimento de um sistema que propiciasse a colaboração
recíproca entre os entes federados (p.927)
[...] a necessidade de planejamento
sistemático [...] que garantam organicidade entre as políticas, entre os
diferentes órgãos do MEC, sistemas de ensino e escola e, ainda, a necessária
mediação entre o Estado, demandas sociais e o setor produtivo, em um cenário
historicamente demarcado pela fragmentação e/ou superposição de ações e
programas, o que resulta na centralização das políticas de organização e
gestão da educação básica no país.
Os programas federais de educação
básica, atravessados por concepções distintas e até antagônicas, realçam o
cenário contraditório das ações governamentais. Tal perspectiva enseja a
necessidade de maior organicidade entre as políticas, ações e programas (p.
928).
[...]o governo federal pautou sua
atuação pelo princípio da defesa da educação de qualidade, a partir do
binômio inclusão e democratização. Algumas ações mereceram particular destaque,
como a ampliação do ensino fundamental de oito para nove anos, as políticas
de ação afirmativa e, de modo estrutural, a criação do Fundo de Manutenção e
Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
Educação (FUNDEB).
Aliados ao redimensionamento do
financiamento da educação básica, destacam-se os planos de educação,
notadamente o PNE, os Planos Estaduais de Educação (PEE) e os Planos
Municipais de Educação (PME). Se entendidos como planos de Estado, estes
deveriam implicar redimensionamento das políticas e gestão e,
fundamentalmente, da lógica de financiamento e, portanto, do orçamento
público (p. 929).
Essa discussão nos remete à chamada
descentralização da educação brasileira e aos problemas daí decorrentes,
destacando-se a municipalização do ensino (p.937).
O conceito de qualidade, nessa
perspectiva, não pode ser reduzido a rendimento escolar, nem tomado como
referência para o estabelecimento de mero ranking entre as instituições de
ensino. Assim, uma educação com qualidade social é caracterizada por um
conjunto de fatores intra e extra-escolares que se referem às condições de
vida dos alunos e de suas famílias, ao seu contexto social, cultural e
econômico e à própria escola – professores, diretores, projeto pedagógico, recursos,
instalações, estrutura organizacional, ambiente escolar e relações
intersubjetivas no cotidiano escolar (p. 940-941).
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COMENTÁRIOS
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A gestão
educacional de nosso país tem avançado muito nos últimos anos, apesar desse
texto estar ultrapassado, as melhorias educacionais realmente começaram nesse
período. Os programas PDE, PDDE, FUNDEB, PNE e PME, Conselhos Escolares e
Sistema Municipal de Ensino sofreram muitas modificações que vieram para
melhorar e dar suporte aos mesmos. Não se pode deixar de acrescentar entre
esses programas, o PAR, que foi implantado e que melhorou muito a gestão
educacional do país.
As políticas
públicas educacionais avançaram bastante na última década, ou seja, está se
tentando cumprir aquilo que a legislação prevê com muita competência, porém
ainda são investimentos insuficientes. Uma vez que temos uma legislação muito
bem elaborada, faltando apenas ser executada.
Alguns
programas e ações tiveram investimentos públicos aumentados, mas a comunidade
escolar e a população em geral, precisa aprender a participar da gestão
democrática tão almejada por todos, mas pouco efetivada na prática. Essa
consciência de participação e de construção coletiva, ainda não foi
assimilada pela população que tanto deseja a democracia, sendo que na hora de
implementar e participar dos momentos e dos processos democráticos não comparecem
efetivamente, se omitindo ou deixando de fazer sua parte nesse processo.
Os investimentos
em educação básica, tendo a qualidade como parâmetro de suas diretrizes,
metas e ações e conferindo a essa qualidade uma dimensão sócio-histórica e,
portanto, inclusiva, é um grande desafio para o país, em especial para as
políticas e gestão desse nível de ensino. Quando as esferas governamentais
conseguirem fazer os devidos investimentos, provavelmente, teremos resultados
mais positivos, uma vez que qualidade exige uma política educacional de
continuidade acompanhado de investimento financeiro adequado.
Pensar a
qualidade social da educação implica assegurar um processo pedagógico pautado
pela eficiência, eficácia e efetividade social, de modo a contribuir com a
melhoria da aprendizagem dos educandos, em articulação à melhoria das
condições de vida e de formação da população. A busca por melhoria da
qualidade da educação exige medidas não só no campo do ingresso e da
permanência, mas requer ações que possam reverter a situação de baixa
qualidade da aprendizagem na educação básica, o que pressupõe, por um lado,
identificar os condicionantes da política de gestão e, por outro, refletir
sobre a construção de estratégias de mudança do quadro atual.
Sendo assim, o
conceito de qualidade, nessa ótica, não pode ser reduzido a rendimento
escolar, nem tomado como referência os índices de desempenho das instituições
de ensino. Assim, uma educação com qualidade social é caracterizada por um
conjunto de fatores intra e extra-escolares que se referem às condições de
vida dos alunos e de suas famílias, ao seu contexto social, cultural e
econômico e à própria escola- professores, diretores, projeto pedagógico,
recursos, instalações, estrutura organizacional, ambiente escolar e relações
intersubjetivas no cotidiano escolar.
Segundo
Dourado, Oliveira e Santos (2007, p. 9),
(...) a
qualidade da educação é um fenômeno complexo, abrangente, e que envolve
múltiplas dimensões, não podendo ser apreendido apenas por um reconhecimento
de variedade e das quantidades mínimas de insumos considerados indispensáveis
ao desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem e muito menos sem tais
insumos (...). Desse modo, a qualidade da educação é definida envolvendo a
relação entre os recursos materiais e humanos, bem como a partir da relação
que ocorre na escola e na sala de aula (...).
É em
consonância com essa perspectiva e no intuito de melhorar a qualidade da
educação brasileira que devem se situar as ações, mediadas por efetiva
regulamentação do regime de colaboração entre a União, estados, Distrito
Federal e municípios, objetivando, de fato, assegurar um padrão de acesso,
permanência e gestão na educação básica, pautado por políticas e ações que
promovam a educação democrática e de qualidade social para todos, procurando
conscientizar toda comunidade da responsabilidade social de cada um nesse
processo de melhoria educacional.
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IDEAÇÃO
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Artigos que podem contribuir com o
assunto:
1. O PNE na
Articulação do Sistema Nacional de Educação: Participação
Popular, Cooperação Federativa e Regime de Colaboração. DOCUMENTO-REFERÊNCIA.
Disponível em: http://fne.mec.gov.br/images/pdf/documentoreferenciaconae2014versaofinal.pdf.
Acesso em: 05 de agosto de 2015.
2.
CHERUBINI, Karina Gomes. A garantia do
padrão de qualidade da educação em todos os níveis de ensino. Disponível
em:
http://jus.com.br/artigos/21697/a-garantia-do-padrao-de-qualidade-da-educacao-em-todos-os-niveis-de-ensino#ixzz3hwNJ0boT.
Acesso em: 05 de agosto de 2015.
3. CURY, Carlos
Roberto Jamil. Sistema nacional de
educação: desafio para uma educação igualitária e federativa. Disponível
em:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-73302008000400012&script=sci_arttext.
Acesso em: 05 de agosto de 2015.
4.
SAVIANI, Dermeval. Sistema Nacional de
Educação articulado ao Plano Nacional de Educação. Universidade Estadual
de Campinas, Faculdade de Educação. Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/rbedu/v15n44/v15n44a13.pdf. Acesso em: 05 de agosto
de 2015.
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8/14/2015
Fichamento: EDUCAÇÃO ESCOLAR: OS DESAFIOS DA QUALIDADE
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