10/06/2022

MÓDULO 5 - COMUNIDADE ESCOLAR E FAMÍLIA: MÃOS ENTRELAÇADAS - 3ª Atividade

 

3ª Atividade

Alimentação saudável

 


Campos de Experiência:         O eu, o outro e o nós

                                                  Corpo, gestos e movimentos

                                                  Traços, sons, cores e formas

                                                  Escuta, fala, pensamento e imaginação

                                                  Espaço, tempo, quantidades, relações e transformações

 

Alimentação saudável

 

Essa proposta de atividade deverá ser realizada em diferentes momentos e organizada de acordo com as especificidades de sua turma. Competirá a você adequar cada passo ao seu planejamento, suprimindo o que ainda não é possível executar e (re)organizando o que se fizer necessário.

 

1º Momento:

 

Professor, utilize o espaço da rodinha para motivar as crianças sobre a temática da aula alimentação saudável. Neste momento, você pode contar as histórias O Sanduíche de Maricota, de Avelino Guedes, e A cesta de Dona Maricota, de Tatiany Belinky.

 

ATENÇÃO

Conte e explore uma história de cada vez. Ao final, no último diálogo deste planejamento, faremos a comparação entre elas. Explore os elementos da capa do livro, como imagens, texto escrito, nome do autor, ilustrador, editora, cores. Ressalte o título. Pergunte se as crianças conhecem a história e se sabem por que ela recebeu esse nome, o que acham que vai acontecer na história, se sabem sobre o que ela fala, quais serão os personagens etc.

 

Para o livro O sanduíche de Maricota:

·        Questione a turma sobre quais ingredientes uma galinha gostaria de colocar em um sanduíche. Como se monta um sanduíche? Peça que justifiquem as respostas.

 

Para o livro A cesta de Dona Maricota:

·        Questione a turma sobre o que tem na cesta de Dona Maricota. Vocês já foram à feira com seus familiares? O que compraram? Tinha algo parecido com o que Dona Maricota comprou?

·        Ouça as hipóteses das crianças, faça questionamentos que considerar importantes para que o diálogo possa ser enriquecido e Depois conte a história.

Dados sobre o autor Avelino Guedes poderão ser adquiridos em:

·        https://www.moderna.com.br/main.jsp?lumPageId=4028818B2E3AAEB2012E49CCED182E5D&itemId=8A808A825BA61665015BA637CBE42BAA

Dados sobre Tatiany Belinky estão disponíveis em:

·        https://www.ebiografia.com/tatiana_belinky/

 

Ao término da história O sanduíche de Maricota, pergunte às crianças:

·        Qual o nome da galinha?

·        Quais são os outros personagens?

·        O que Maricota preparou?

·        Por que cada personagem indicou um ingrediente para Maricota colocar no sanduíche dela?

·        Maricota aceitou a sugestão dos outros animais?

·        Quais foram os ingredientes que Maricota utilizou para preparar o sanduíche dela?

·        Quais destes alimentos vocês conhecem?

·        Quais destes alimentos vocês já experimentaram?

·        Vocês gostam de alguns destes alimentos? Quais?

·        Vocês acham importante ter respeito às escolhas e preferências de cada um na hora de preparar um sanduíche? Justifique.

·        Vocês elaboraram hipóteses sobre o que iria acontecer na história, vocês se lembram? Aconteceu o que vocês previram que iria acontecer? O que coincidiu? O que se distanciou?

·        Ao término da história A cesta de Dona Maricota pergunte às crianças:

·        O que tinha na cesta da Dona Maricota?

·        Das verduras apresentadas, de quais você gosta? Tem alguma verdura de que você não gosta?

·        Tem alguma fruta citada na história de que você não gosta?

·        E os legumes? Tem algum que você gosta? Qual?

·        Todos os alimentos são bons para a nossa saúde?

Depois de ouvi-las, convide-as a descobrir informações sobre alimentação saudável. Incentive-as por meio de perguntas, tais como:

·        Por que temos que comer?

·        Como uma alimentação pode ser saudável?

·        O que é preciso comer para ficar saudável?

·        Que tal realizarmos um estudo para descobrirmos se nossa alimentação é saudável?

 

Com a última pergunta lançada e respondida, você pode dizer que nas próximas aulas o assunto alimentação saudável terá continuidade.

Na aula subsequente, pergunte para as crianças:

·        O que podemos fazer para continuar nossos estudos sobre a temática alimentação saudável?

·        Desenhar?

·        Ouvir histórias?

·        Escrever palavras, algarismos, números?

·        Fazer pesquisas?

·        Conversar com familiares?

·        Fazer um sanduíche? ...

 

LEMBRE-SE

O diálogo deverá ser pertinente aos conhecimentos e interesses de sua turma.

 

DICA

Peça para as crianças confeccionarem um cartaz com os alimentos presentes na cesta de Dona Maricota, utilizando imagens de revistas, jornais e panfletos de supermercados.


 

2º Momento: Confeccionando o mural

 

Professor, por meio do diálogo podemos compreender o que as crianças pensam, o que elas sabem e que perguntas estão se fazendo acerca de suas vivências. Assim, retome algumas das perguntas elaboradas na aula anterior e acrescente outras:

·        Quem gosta de comer frutas? Qual sua fruta preferida?

·        O que vocês mais gostam de comer: verduras ou legumes?

·        O que vocês não gostam de comer? 

·        Por que os alimentos são importantes em nossas vidas?

·        O que é preciso comer para evitarmos ficar doentes?

·        O que é comida saudável?

·        O que acontece se uma pessoa comer muito?

·        O que acontece se uma pessoa comer muito pouco?

·        Para enriquecer o diálogo, apresente e explore imagens de alimentos saudáveis para a turma, indagando-lhes sobre o que conhecem de cada alimento, se já experimentaram, qual é o sabor (doce, azedo, amargo...), se sabem como são cultivados, como devem ser consumidos, de que maneira consomem as frutas (cruas, na forma de sucos, de doces, de geléias, em bolos, pães?). Peça que as crianças apontem os alimentos que costumam consumir diariamente. 

Você poderá apresentar imagens ou vídeos que evidenciam diferentes tipos de alimentação, seja por meio de data show ou levando as crianças ao laboratório de informática para que pesquisem a esse respeito. Não tendo possibilidade de utilizar esses recursos, providencie imagens e confeccione cartazes. Veja nossas sugestões:



Ouça as respostas e vá adicionando outras perguntas que contemplem os argumentos apresentados pelas crianças. Logo após, proponha:

·        Que tal fazermos um cartaz com os alimentos que gostamos e que não gostamos?

·        Disponibilize revistas, jornais ou panfletos de propaganda que contenham alimentos. Oriente às crianças que selecionem duas figuras de alimentos que gostam de comer e duas que não gostam. Entregue uma folha para cada e a divida ao meio, de modo que de um lado fiquem os alimentos que gostam e, do outro, os alimentos que não gostam. Veja:

 


Ao final da atividade, solicite que apresentem o trabalho e expliquem porque escolheram aquelas imagens. Depois das explicações, instrua as crianças a colarem a folha no mural da sala, não se esquecendo de fotografar e filmar a realização da atividade, pois esses registros poderão ser expostos em futuras reuniões com as famílias.

 

Aproveite para perguntar sobre o que acharam da atividade proposta: gostaram? Não gostaram? É importante que justifiquem suas respostas.

 

3º Momento: Vamos cantar!!

 

A música é um importante recurso para trabalhar diversos temas com as crianças, bem como para desenvolver nelas o gosto pela leitura e escrita. Afixe a letra da música na parede da sala de aula de modo que todos possam acompanhar a leitura enquanto cantam. As crianças que ainda não leem convencionalmente poderão realizar pseudoleituras (fingir que lê), uma vez que já saberão a letra da música e, assim, construir relações entre o que pronunciam e a escrita correspondente.

 

No trabalho com a música é importante a expressão livre, em que são explorados os movimentos da criança para favorecer seu desenvolvimento sensorial e motor, por exemplo. O ideal é que você proporcione um processo de descobertas, tomando a música para além de acessório pedagógico, mas de crescimento e desenvolvimento infantil. Nessa perspectiva, sem grandes preocupações com técnicas, considere uma abordagem espontânea que proporcione a criatividade, sem perder de vista o caráter expressivo.

 

Pergunte para as crianças se elas conhecem músicas que falam sobre alimentação. Esse levantamento é importante para saber que canções fazem parte do repertório comum da turma. Registre na lousa as respostas e acrescente outras, se for o caso. A seguir, sugerimos algumas:

·        Comer comer - Patati-Patatá https://www.youtube.com/watch?v=fLFacU8tKT0

·        O que tem na sopa do neném - Palavra cantada https://www.youtube.com/watch?v=x5Dm5FcvIOw

·        Toda comida boa - Palavra cantada https://www.youtube.com/watch?v=3-NibWZcW1U 

·        A turma do Seu Lobato – Rock das Frutas (vol.1) https://www.youtube.com/watch?v=LM_G8Stwm50

·        O que é que a comida tem? – música Criança comer bem e saudável (frutas e verduras) https://www.youtube.com/watch?v=KY-VXRqm2Pg

·        Mundo Bita - Para papar https://www.youtube.com/watch?v=oChO-C4__ZE

·        Desenho infantil - Papa-tudo - Jacarelis e Amigos, vol. 1 https://www.youtube.com/watch?v=UiD_leTCggI

 

Como trabalhar com a música?

·        Providencie a letra impressa da música mais votada pelas crianças; 

·        Confeccione um cartaz ou registre a letra na lousa; 

·        Entregue uma cópia para as crianças com propostas de atividades de leitura e escrita;

·        Solicite que as crianças realizem a leitura silenciosa da música. Caso alguma não esteja lendo convencionalmente, solicite que observe as letras e palavras que conhece e as circule;

·        Depois, faça uma leitura em voz alta e, logo após, peça que os alunos releiam o texto silenciosamente. Nesse momento, ande pela sala, perguntando para algumas crianças onde está escrita determinada palavra, isso fará com que elas busquem ajustar o oral ao escrito e considerem índices gráficos conhecidos, como letras iniciais e finais, por exemplo, até encontrar a palavra certa;

·        Convide as crianças para cantarem a música e interagirem com ela, podendo repetir os gestos do vídeo ou criando o próprio gesto. Ouça a música quantas vezes considerar necessário para atingir os seus objetivos;

 

Após a apresentação da música e da cantoria, faça uma nova roda de conversa.

Converse com as crianças sobre o texto e indague-as:

·        Qual o assunto principal da letra da música?

·        Que alimentos foram citados na música?

·        Quais foram as frutas citadas na música?

·        Quais foram as verduras citadas na música?

Elabore seu questionário a partir da música que foi trabalhada.

Depois do diálogo, instrua as crianças a fazerem um desenho para ilustrar a música.

 

Como cantar com os bebês?

Cante e também apresente objetos ou figuras presentes na música. Você poderá selecionar uma das músicas registradas anteriormente e explorá-la usando as dicas apresentadas no endereço a seguir.

Brincadeiras com linguagem:

·        caixa surpresa musical, por Talita Regina Lopes de Oliveira Marques https://planosdeaula.novaescola.org.br/educacao-infantil/creche/brincadeiras-com-linguagem-caixa-surpresa-musical/4760



4º Momento: Vamos escrever e desenhar? 

 

Retome a música cantada na aula anterior e cante novamente com as crianças.

Em seguida proponha que elas:

·        Identifiquem, escrevam ou desenhem no caderno os alimentos presentes na música;

·        Elaborem frases com alguns dos alimentos registrados na atividade anterior;

·        Apresentem para os colegas e o professor as respostas das atividades correspondentes às letras a e b;

·        Depois de apresentadas as respostas, registre uma tarefa de casa envolvendo os familiares no estudo sobre alimentação saudável. Solicite que eles acompanhem a criança na atividade, que tem como objetivo conhecer os hábitos alimentares da turma.



Tarefa de casa

Pense na sua alimentação diária para responder às questões a seguir:

·        Quantas refeições você faz por dia?

·        Que tipo de alimentos você costuma comer? 

·        Qual é a sua fruta preferida?

·        Qual fruta você não gosta?

·        Verduras, frutas e legumes fazem parte de sua dieta?

·        O que vocês mais gostam de comer: verduras ou legumes

·        Qual é a sua verdura preferida?

·        Qual é o seu legume preferido?

·        Como uma alimentação pode ser saudável?

·        Registre uma receita culinária que você gosta de comer. 

 

5º Momento: Socialização da tarefa de casa

 

Organize uma roda de conversa para que as crianças socializem a tarefa de casa e questione sobre quem as ajudou a realizá-la e o que elas acharam da atividade. Depois, produza um gráfico coletivo com as frutas que as crianças preferem ou as frutas que elas não gostam.

Providencie uma folha de papel quadriculada para cada criança. Oriente-as a elaborar o gráfico conforme você for construindo na lousa, parte por parte, e caminhe entre as carteiras instruindo-as como fazer.



Em outro momento, realize atividades a partir do gráfico. Peça-lhes que o observe e responda:

·        Qual a fruta que apareceu mais vezes? Quantas vezes?

·        Qual fruta apareceu menos? Quantas vezes?

·        Qual fruta tem a mesma quantidade?

·        Somando a quantidade de laranjas e bananas, quantas frutas teremos?...

 

ATENÇÃO

Professor, elabore as questões conforme o gráfico de sua turma.
A partir da construção do gráfico, da interpretação feita pela turma, da leitura das histórias e dos vídeos assistidos, você poderá ampliar a discussão sobre a importância de uma alimentação saudável. Para isso, convide um Nutrólogo ou um Nutricionista para responder questões elencadas pela turma ou convide um familiar das crianças que tenha conhecimento sobre o assunto estudado.

Retome o Módulo 2: Conviver, e na 4ª atividade você encontrará sugestões de como elaborar uma entrevista com a ajuda das crianças.

 

6º Momento: Pirâmide alimentar

 

Depois de diferentes atividades destacando os alimentos saudáveis, apresente à turma a pirâmide alimentar e construa uma com turma. Você poderá fazer assim:

Leve para sala a estrutura de uma pirâmide alimentar e figuras de alimentos a serem coloridos pelas crianças (aproveite para trabalhar, por exemplo, identificação, classificação, agrupamento e contagem dos alimentos);

Sugerimos a seguinte estrutura:



·        Confeccione a estrutura em um papel cartão, por exemplo. Use fita crepe ou tinta branca para fazer as divisões. Nomeie as divisões com a turma. Pergunte como se escreve as palavras, quais são as letras de cada uma etc.;

·        Use as imagens dos alimentos que as crianças tenham cortado ou colorido. Solicite que elas façam a separação dos grupos, bem como indiquem os locais onde deverão ficar;

·        Instrua-nas a colarem as imagens;

·        Depois de pronta, estimule as crianças a observarem a produção;

·        Faça um debate sobre os alimentos, o que representa a pirâmide e sua importância em nossa alimentação;

 

Faça uma exposição no mural da escola com fotos e a pirâmide alimentar confeccionada pelas crianças para que outros alunos, profissionais da escola e familiares prestigiem o trabalho realizado.

 

Fotografe e filme a realização da atividade. Estes registros poderão ser expostos em futuras reuniões com as famílias.

 

Antes de construir a pirâmide com a turma, acesse os sites a seguir, pois eles contribuirão com seu planejamento. Destacamos a relevância de você utilizar os materiais indicados, adaptando-os à faixa etária de suas crianças.

 

Educação Física Infantil aprendendo a Pirâmide alimentar


https://www.youtube.com/watch?v=BRF0tRTsFNU

 

Zuzubalândia – Pirâmide alimentar


https://youtu.be/qwwPdsg4qO0

 

Vídeo aula: Projeto alimentação saudável- Pirâmide alimentar (Educação Infantil)


https://www.youtube.com/watch?v=hu6yQyR1t3U

 

Avaliação da atividade

 

Cada uma das atividades, solicite que as crianças expressem de forma oral ou escrita sua opinião sobre ela. Como registro, as crianças poderão representar com desenhos o momento vivido ou produzir um texto coletivo.

Avaliação alternativa.

Se a criança não for capaz de responder verbalmente, ou tiver dificuldades importantes na fala ou não verbais, você poderá utilizar a Comunicação 

Alternativa abaixo para avaliar a atividade. Solicite que elas apontem ou peguem a ficha para representar se gostaram ou não.


 

Promova reuniões especiais para as famílias.

Realize, sempre que possível, rodas de conversas ou promoção de palestras, nas quais as famílias dos alunos da instituição conversem entre si, trocando experiências e visando o objetivo que têm em comum, que é a boa educação dos seus filhos.

Sugerimos que a vinda de um Nutrólogo ou um Nutricionista na escola seja um bom motivo para agendar um horário também com os familiares. Dessa forma poderão dialogar sobre a temática em estudo: alimentação saudável.

Comunique o evento com antecedência para que os familiares organizem sua vinda na escola.

 

7º Momento: Confeccionando caderno de receitas

 

No sétimo momento deste planejamento, peça que as crianças tragam de casa uma receita culinária.

Você poderá digitar e providenciar as cópias ou, em aula anterior, pedir que a turma faça a cópia em uma folha de papel sulfite. Digite a receita com letra maiúscula, se for necessário, para atender às especificidades de sua classe e solicite que leiam ou façam a tentativa de leitura.



Explore o gênero textual receita, pedindo que as crianças verifiquem se as receitas que foram enviadas obedecem a estrutura desse tipo de texto, se contêm todas as informações necessárias para o preparo do prato etc.

 

Após a revisão e leitura, peça que ilustrem o texto que comporá o livro de receitas, sugerindo que façam desenhos ou colagem de gravuras.

 

DICA

Aproveite para conversar sobre a organização do livro: o nome do livro, o agrupamento das receitas (frios, quentes, doces, salgados), o índice em ordem alfabética, a numeração das páginas, a dedicatória, agradecimentos, organizadores etc.

Para ter ideias sobre como preparar um livro de receitas com as crianças pequenas, acesse o endereço a seguir.

A proposta de um livro de receitas, por Helena Cristina Cintra Eher -https://planosdeaula.novaescola.org.br/educacao-infantil/creche/a-proposta-de-um-livro-de-receitas/4203

 

8º Momento: Preparação de sanduíche

 

Convide as crianças para fazerem um sanduíche. Antes de tudo, verifique os conhecimentos prévios, perguntando-lhes se já fizeram sanduíche, se já viram alguém fazendo e como foi preparado. Questione também que ingredientes elas acham que são usados para fazer esse alimento.



Você poderá fazer assim:

·        a.Retome as histórias lidas no 1º momento deste planejamento;

·        b.Relembre os ingredientes do Sanduíche da Maricota e as verduras, legumes e frutas compradas por Dona c. Maricota registradas no livro A cesta de Dona Maricota;

·        c.Instigue as crianças a prepararem um sanduíche. Caso nas receitas que compõem o livro proposto na atividade anterior tenha algum sanduíche, aproveite para colocá-la em prática, ou criem um novo sanduíche, pensando juntos quais ingredientes serão necessários;

·        d.Organize esse momento com antecedência. Faça um cartaz com a receita do prato para que seja consultada durante a preparação. Leia o cartaz com as crianças e explore-o por meio de perguntas individuais, uma pergunta para cada criança: (onde está escrito...?), faça charadas (O que é o que é? Vestida de Amarelo, no cacho me criei. E até o macaco encantei. Quem sou eu? Banana) etc.;

·        e.Providencie os ingredientes e materiais necessários para o preparo do sanduíche; 

·        f.Explore os ingredientes e os utensílios com as crianças. Permita que peguem, sintam a textura, cheiro etc.;

·        g.Elabore situações-problema a partir dos ingredientes. Por exemplo, somos 15 crianças e 5 convidados, quantas pessoas somos? ou essa receita é para fazer 10 sanduíches, quantas receitas teremos de fazer? etc.;

·        h.Higienize as mãos e os materiais que serão utilizados. Aproveite para conversar com as crianças sobre a necessidade de estar tudo limpo antes da preparação de qualquer receita;

·        i.Convide familiares, profissionais da instituição ou crianças maiores para compor o grupo de trabalho;

·        j.Acompanhe todo o processo. Faça questionamentos sobre como estão fazendo, a forma como estão colocando os ingredientes etc.;

·        k.Organize o espaço quando terminarem o preparo dos sanduíches;

·        l.Sente-se com todos os participantes quando tudo estiver pronto para que vejam o resultado final. Converse sobre a atividade realizada: como foi participar, o que foi bom, o que foi ruim, deixe que expressem suas ideias e sentimentos e faça comentários quando forem pertinentes;

·        m.Agora é só lanchar! Vocês poderão fazer um piquenique, na sala ou em outro espaço;

 

Fotografe e filme a realização da atividade, pois esses registros poderão ser expostos em futuras reuniões com as famílias.

 

Avaliação da atividade

 

Após cada atividade, solicite que as crianças expressem de forma oral ou escrita sua opinião sobre ela. Como registro, as crianças poderão representar com desenhos o momento vivido ou produzir frases expressando seus sentimentos em relação ao trabalho realizado.

 

DICA

 

Caso prefira, você poderá pedir que os familiares preparem em casa a receita do sanduíche ou de outro prato e enviem para degustação na escola. Aqui, os alunos poderão realizar pesquisas sobre os ingredientes que compõem o prato, por exemplo, legumes, verduras e frutas. Após a pesquisa, você pode realizar uma conversa para destacar as descobertas feitas, como as vitaminas e nutrientes de determinado ingrediente, onde e como plantá-lo, a época de sua colheita, dentre outros.

 

No dia marcado para a degustação, cada criança deverá apresentar seu prato: como foi feito e os ingredientes utilizados. Após as apresentações é só saborear!

Para finalizar, solicite que a turma produza um texto, coletivo ou não, relatando as experiências vividas. A depender do nível das crianças, elas poderão também optar por fazer um desenho.

 

Exponha os trabalhos em murais da escola ou da própria sala de aula para que sejam apreciados pelos familiares no horário de saída das crianças. Caso seja possível, insira fotografias dos diferentes momentos de realização da atividade e reserve alguns aperitivos para que os familiares possam degustar, aproveitando esse momento para anunciar a chegada do livro de receitas. Para isso, confeccione um cartaz contendo as informações pertinentes.

 

Para conhecer algumas adivinhações sobre alimentos, acesse:

https://educamais.com/adivinhas-de-alimentos/

https://cursodebaba.com/adivinhas-infantil-respostas/

 

9º Momento: Lançamento do livro de receitas

 

Organize com as crianças o dia do lançamento do livro de receitas. Combine também o horário de lançamento, quem serão os convidados, como será a escrita de bilhetes, qual será a tarefa de cada um no dia do evento etc. Planeje tudo com antecedência para que os familiares, se for o caso, estejam presentes. Providencie uma lista de presença para registrar as pessoas que prestigiaram o evento.

 

Professor, durante a execução do evento cabe a você ou a algum familiar das crianças, de acordo com a realidade da escola, registrar a atividade por meio de fotos e vídeos a fim de futuramente construir um mural ou filme que possa ser divulgado para toda comunidade escolar.

 

No final do evento, se possível, peça que os convidados deem suas impressões sobre o trabalho realizado.

 

Outras ideias para trabalhar a temática alimentação

 

Apresente às crianças, a partir de recorte de imagens de revistas, jornais, panfletos de propaganda ou mesmo da Internet, vários alimentos saudáveis e não saudáveis, e convide-as a irem à frente, uma por uma, identificar se eles acham que a comida que selecionaram é saudável ou não. Solicite que justifiquem suas respostas. Ao final, retome a justificativa para que a turma possa discordar ou não da resposta do colega;

Use os alimentos da atividade anterior e convide a turma para classificá-los em frutas, legumes ou verduras;

Trabalhe as cores e formas dos alimentos;

Disponibilize alguns utensílios e medidores que foram utilizados durante a receita para que as crianças usem nas brincadeiras de faz de conta;

Proponha a construção de um cardápio com sugestões de uma alimentação saudável e adequada para a idade da criança, o qual pode ser elaborado com a contribuição dos familiares por meio de tarefa de casa.

 

Sugestão para conhecer cardápio e receitas para crianças bem pequenas: https://revistacrescer.globo.com/Criancas/Alimentacao/noticia/2017/08/cardapio-semanal-para-criancas.html.

17 receitas gostosas e saudáveis para bebês e crianças bem pequenas:
https://bebe.abril.com.br/alimentacao-infantil/17-receitas-gostosas-e-saudaveis-para-bebes-e-criancas-pequenas/

 

Identifique e escreva os alimentos que estão presentes nas histórias. Trabalhe a escrita dos nomes, organize-os em ordem alfabética, elabore frases, confeccione jogos (memória e bingo com nomes das frutas, legumes e verduras, por exemplo), elabore situações-problema, quantifique os alimentos etc.

 

Selecione uma coletânea de cantigas e parlendas que as crianças já conhecem de cor. Caso as crianças ainda não dominem o sistema de escrita, é importante instigá-las a relacionar o escrito ao falado. Para isso, elabore fichas e cartazes para que a turma acompanhe a leitura enquanto cantam e/ou dizem as parlendas.

 

Relembrando:

·        A intervenção do professor é construir relações entre o que pronunciam e a escrita correspondente;

·        Utilize massa de modelar para reproduzir formas de frutas, legumes e verduras;

·        Sugira uma pesquisa sobre desperdício de alimentos. Incentive a classe a observar como os alimentos são utilizados, se há desperdício. Trabalhe esta questão juntamente com os familiares;

·        Planeje um trabalho de campo em uma horta e/ou em um pomar para que as crianças conheçam como são plantados frutas, verduras e legumes. Anteriormente, organize estudos que possam contribuir para realização da atividade: verifique, por exemplo, os conhecimentos prévios das crianças sobre como nascem e como são cultivados esses alimentos;

·        Convide a turma para descobrir os sabores por meio da degustação de alimentos com os olhos vendados. Coloque uma venda nos olhos das crianças para que elas descubram o que estão comendo, devendo identificar pelos sabores doce, azedo, salgado e amargo. A atividade desperta o paladar para novos sabores, uma vez que em determinados momentos a criança recusa alimentos que nunca provou;

·        Realize um ditado utilizando a temática deste planejamento. Cada criança dita uma palavra referente aos nossos estudos e todas as demais farão a tentativa de escrita. Explique que a palavra não poderá ser repetida. No final, a criança que ditou a palavra deverá escrevê-la na lousa para que todos possam fazer a correção. (Sugestão: não apague as palavras escritas de forma errada, apenas reescreva da maneira convencional, assim poderão avaliar os avanços na escrita em termos ortográficos).

 

Avaliação da atividade

 

Professor, a avaliação das atividades propostas e do envolvimento das crianças deverá ser feita durante o trabalho pedagógico. É importante que ela aconteça a partir de suas observações e registros, num processo contínuo de reflexão. Aspectos como as possíveis dificuldades e facilidades da turma, bem com a participação de cada criança durante a realização das atividades, precisam ser levados em consideração. Desta forma, utilize seus registros e suas observações para verificar se as crianças foram capazes de, por exemplo: fazer tentativas de leitura de forma autônoma ou com ajuda, interagir com os pares sabendo respeitar a opinião dos colegas.

 

Sugestões de planejamentos com a temática alimentação

·        Coleção de aulas – Ser humano e saúde: nutrição e conservação de alimentos http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaColecaoAula.html?id=283

·        Coleção de aulas – Quais metodologias podem permitir que os alunos percebam a relação entre uma alimentação equilibrada e o bom funcionamento do nosso corpo? http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaColecaoAula.html?id=691

·        Coleção de aulas – Como investigar os temas alimentação saudável, nutrição e merenda escolar com alunos do ensino fundamental inicial? http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaColecaoAula.html?id=847

·        Coleção de aulas- Alimentos: cores, cheiros, sabores...histórias http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaColecaoAula.html?id=174

10/05/2022

MÓDULO 5 - COMUNIDADE ESCOLAR E FAMÍLIA: MÃOS ENTRELAÇADAS - 2ª Atividade

 

2ª Atividade

A arte de dobrar papéis

 


Campos de Experiência:           O eu, o outro e o nós

                                                    Corpo, gestos e movimentos

                                                    Traços, sons, cores e formas

                                                    Escuta, fala, pensamento e imaginação

                                                    Espaço, tempo, quantidades, relações e transformações

 

Origami: A arte de dobrar papéis

Professor, organize as crianças em uma roda de conversa e estabeleça um diálogo sobre o que elas sabem a respeito da arte de dobrar papéis. Pergunte se já fizeram alguma dobradura e se conhecem ou já ouviram falar sobre origami, dentre outros questionamentos.

 

Explique que:

Origami vem do japonês Ori (dobrar) e gami (papel);

Origami é a arte japonesa de dobrar o papel.


DICA

Antes de realizar o diálogo com as crianças, assista ao vídeo a seguir, que conta a história da origem do papel e o surgimento da arte de dobrar papel. As informações do vídeo contribuirão para o desenvolvimento do diálogo com as crianças.

 

https://www.youtube.com/watch?v=AiZxHXINu5U

Após o diálogo, entregue uma folha de papel em branco para cada criança. Solicite que utilizem o papel recebido para fazerem uma dobradura que conhecem ou, junto com você, uma dobradura que faça parte do cotidiano delas, por exemplo, a de um aviãozinho. Após todos terminarem, você poderá disponibilizar um momento para que a turma brinque no pátio da escola utilizando a dobradura do avião.

 

No link a seguir você encontrará o passo a passo para confeccionar a dobradura de um aviãozinho. Se achar adequado para sua turma, use-o, senão você mesmo poderá explicar como fazer a dobradura.

 


https://www.youtube.com/watch?v=FPYTQvH359c

 

No endereço a seguir, você encontrará uma diversidade de sugestões de dobraduras que poderão ser realizadas com sua turma. Apresente-as às crianças e permita que elas escolham alguns modelos para realizar com você ou com familiares. Você poderá utilizar o laboratório de informática ou data show na sala de aula para apresentar os tutoriais às crianças.

 

https://claudia.abril.com.br/sua-vida/diversao-em-familia-tutoriais-para- fazer-15-origamis-com-as-criancas/

 

Convide as crianças para ouvir um áudio ou ler um texto sobre quem inventou o origami. Para isso, você poderá acessar o endereço abaixo:

http://www.universidadedascriancas.org/perguntas/quem-inventou-o-origami/

 

Após ouvir o áudio ou ler o texto, apresente para as crianças o Mapa Múndi e auxilie-as na localização da China e do Japão, regiões mencionadas no texto que são respectivamente, o local de surgimento e de expansão do origami. Produza um cartaz para ser exposto no mural da sala com o significado da palavra Origami.

 

LEMBRE-SE

Ao fixar o cartaz com o significado da palavra origami, você possibilitou que a criança fizesse relação com o que foi dito e o que foi escrito. E é muito importante que as crianças tenham acesso a uma diversidade de materiais escritos. https://novaescola.org.br/conteudo/9059/leitura-e-escrita-na-pre-escola

 

Outras ideias:

Com o intuito de envolver as famílias com as propostas desenvolvidas na escola, encaminhe um bilhete relatando que você planejou para os próximos dias a realização de dobraduras com as crianças. Convide-os a participar deste momento. Solicite que quem tiver interesse/disponibilidade em ensinar as crianças a fazer dobraduras usando papéis se apresente. Informe o dia e o horário disponíveis para a realização da atividade, não se esquecendo de estabelecer a data para devolução do aceite de participação. Caso mais de um familiar se prontifique a participar da atividade, combine como será a participação deles, quais serão as dobraduras que irão propor, quais materiais serão necessários etc.

Planeje a vinda da família. Organize espaço e materiais a serem utilizados. Converse com as crianças sobre como será a participação delas e relembre os combinados da sala (certamente sua turma tem regras de convivência, não é mesmo?). Esclareça sobre a vinda de um ou outro familiar, mencionando que nem sempre todos os pais poderão comparecer devido a questões de trabalho, por exemplo.

Participe junto com as crianças durante o processo da dobradura. Ajude o quanto for necessário, dialogue com a turma durante a realização da atividade. Após a confecção das dobraduras, faça um mural expondo as produções. Cada criança poderá dar um nome para sua dobradura e escrevê-lo no painel, logo abaixo dela. Fotografe e filme a realização da atividade, pois esses registros poderão ser expostos em futuras reuniões com as famílias.


 

Avaliação da atividade

 

Solicite que os familiares e as crianças avaliem o momento de realização da atividade, dizendo o que acharam, o que foi fácil ou difícil. É importante que você também faça sua própria avaliação e não se esqueça de pedir que todos justifiquem suas respostas.

 

Avaliação alternativa:

Se a criança não for capaz de responder verbalmente, ou tiver dificuldades importantes na fala ou não verbais, você poderá utilizar a Comunicação Alternativa abaixo para avaliar a atividade. Solicite que ela aponte ou pegue a ficha para representar se gostou ou não.



No endereço a seguir, você encontrará dicas para um trabalho efetivo com origami, saber a história e muito mais sobre essa arte com papel.

 

https://www.comofazerorigami.com.br/

Dicas gerais para um bom Origami:

·        - Faça as dobras em uma superfície lisa, plana, sólida e bem iluminada;

·        - Utilize papel fino se for iniciante nessa arte ou se for fazer um modelo com muitas dobras;

·        - Evite usar papéis caros no começo se ainda for iniciante;

·        - Mantenha as mãos limpas para não sujar o seu origami;

·        - Antes de começar a dobrar, veja se conhece todos os símbolos das instruções, se não conhecer algum, aprenda antes;

·        - Siga corretamente as medidas sempre que elas existirem;

·        - Acentue os vincos das dobras passando a unha sobre elas;

·        - Siga o passo-a-passo à risca;

·        - Não tenha pressa para terminar, a paciência é muito importante para fazer um origami, principalmente se essa for a sua primeira vez;

·        - Caso se perca na ordem das instruções, não se desespere! Compare o que fez com a figura do diagrama ou do vídeo, se necessário, recomece;

·        - Pratique várias vezes o mesmo modelo. Não se esqueça de que a prática é o que leva à perfeição;

·        - Você pode usar aqueles inúmeros papéis que recebe na rua para praticar;

·        - Se estiver cansado ou não conseguir seguir o passo-a-passo, faça uma pausa, não tente fazer por teimosia.

 

Proponha para as crianças a confecção de letras do alfabeto por meio de dobraduras. Para incentivar a participação das crianças e animar a atividade, você poderá, por exemplo, para a vogal “a”, contar uma história ou cantar uma música sobre a abelha, e em seguida fazer uma dobradura dela. Para a consoante “b” você pode utilizar como exemplo uma borboleta, para a “c” uma casa e assim por diante. Providencie uma pasta para cada criança anexar suas folhas. Ao final elas estarão com o alfabeto completo. 

 


IMPORTANTE!

Esta proposta é para ser realizada a longo prazo, semanalmente, por exemplo.
Para terminar em menor tempo, solicite a ajuda das famílias, encaminhando uma ou outra dobradura como tarefa de casa. Explique o objetivo da atividade, envie o modelo a ser seguido e os materiais necessários para a confecção da dobradura. Você pode, inclusive, solicitar mais de uma letra em cada tarefa. Deixe claro que a dobradura deve ser feita pela criança, cabendo ao adulto somente colaborar com ela, ou seja: fazer com a criança e não para a criança.

 

Aproveite e solicite que as famílias registrem, por escrito, a avaliação da atividade: o que acharam de ajudar a criança a fazer a dobradura, se foi fácil ou difícil. É importante que justifiquem a resposta.

 

Ao finalizar a confecção das dobraduras, faça a exposição delas. Para isso, combine com a turma qual a melhor forma para expor os trabalhos, definindo, por exemplo, a quantidade de dobraduras que cada um irá expor. Além disso, elabore cartazes que servirão para anunciar aos outros alunos e familiares a atividade realizada:

 

Exposição de dobraduras. Com essa atitude, o trabalho das crianças será valorizado, o que é importante para a construção da identidade de cada uma.

 

Para informações sobre como expor o trabalhos das crianças, acesse:

https://gestaoescolar.org.br/conteudo/360/a-importancia-de-expor-o-trabalho-dos-alunos

Sugestões de atividades com alfabeto feito com dobraduras

http://www.pequenosgrandespensantes.com.br/2013/01/dobraduras-de-a-z-para-educacao-infantil.html

http://www.professorzezinhoramos.com/2013/06/alfabeto-feito-com-dobraduras.html

Outras sugestões sobre origami

https://dicaspaisefilhos.com.br/diversao/brincadeiras/origami-dobraduras-de-papel-para-criancas/

https://www2.ibb.unesp.br/Museu_Escola/Ensino_Fundamental/Origami/Documentos/indice_origami.htm

 

10/04/2022

MÓDULO 5 - COMUNIDADE ESCOLAR E FAMÍLIA: MÃOS ENTRELAÇADAS - 1ª Atividade

 

Plano de aula: Apego e bebês

 

No link abaixo são disponibilizados cinco planos de aula para trabalhar o apego com bebês por meio de seus objetos de transição. Com a ajuda das famílias, os bebês são incentivados a, pouco a pouco, utilizar seus objetos em momentos específicos, encontrar objetivos alternativos na escola e compartilhar seus objetos com os pares. Eles são apresentados na seguinte ordem:

·        Investigação dos objetos de apego

·        Objetos de apego no momento de descanso

·        Objeto de apego meu e dos amigos

·        Brincando com os objetos de apego da escola

·        Brincando com os objetos e compartilhando com novos amigos

https://novaescola.org.br/busca?query=APEGO

 

Oferecer o colo a uma criança pode ser uma oportunidade para:

·        Demonstrar interesse e atenção;

·        Estar física e emocionalmente presente e disponível, reconhecendo sua singularidade;

·        Propiciar uma comunicação amigável mesmo quando há necessidade de negociação;

·        Reagir às suas iniciativas de interação;

·        Oferecer experiências agradáveis e dar suporte para que ela consiga aprimorar sua relação com os pares.

 

Resumo

Importância dos vínculos para a aprendizagem e para o desenvolvimento

·        Uma vez que a segurança do apego afeta o desenvolvimento, o vínculo da criança com seu cuidador desde o início da vida é fundamental para o estabelecimento de relações saudáveis ao longo da vida. Os diferentes contextos nos quais ocorre o desenvolvimento da criança influenciam seu comportamento e a qualidade dos vínculos que irão se estabelecer para além do apego primário;

·        O vínculo de qualidade com o educador pode auxiliar as crianças com apego inseguro a estabelecer interações de confiança e tranquilidade ao transmitir-lhes segurança, uma estrutura organizada, nutrição, rotinas e suporte emocional;

·        O momento de entrada da criança na escola é um período crucial para a qualidade dos vínculos educador-criança e família-escola;

·        As pessoas que convivem com a criança são seus modelos de afeto, relacionamento, resolução de problemas e motivação;

·        A qualidade dos vínculos que a criança estabelece na escola, associada a uma interação de boa qualidade entre família e escola, relaciona-se com o sucesso na aprendizagem infantil. Desse modo, o diálogo entre família e escola também se mostra essencial para a formação de crianças seguras e saudáveis. (ESTEVES; RIBEIRO, 2016)

Nesse sentido, a comunicação entre as duas partes é imprescindível, cabendo ao professor, por exemplo:

·        Informar aos pais sobre situações-problema o quanto antes;

·        Dar a mesma importância para comunicação de sucessos e fracassos;

·        Não culpabilizar os pais pelos problemas dos filhos – exercício de empatia;

·        Não pressupor que os pais não se importam por não os observar participando da vida escolar do filho;

·        Tomar cuidado para não ser prepotente, sugerindo que sabe o que é melhor para a família;

·        Não usar termos técnicos;

·        Auxiliar os pais a encontrarem informações e recursos – conhecerem a rede de encaminhamentos;

·        Ser ético, mantendo sigilo sobre as informações que lhe são confiadas.

 

Em paralelo, o Estatuto da Criança e do Adolescente (BRASIL, 1990) no seu Art. 4º reafirma e amplia o indicado na Constituição: É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.

Ainda, seguindo a Constituição Federal e o ECA, a Lei de Diretrizes e Bases (BRASIL, 2013) dispõe que a educação é “dever da família e do Estado”. A partir disso, o documento refere-se à família nos seguintes artigos:

Art. 1º: dispõe que “a educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais”.

Art. 2º: A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Art. 4º e 5º: definem como responsabilidade do Poder Público, “recensear anualmente as crianças e adolescentes em idade escolar”, “fazer-lhes a chamada pública” e “zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela frequência à escola”. (modificado pela Lei no 12.796/2013)

Art. 6º: dispõe que é dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das crianças na educação básica a partir dos 4 (quatro) anos de idade. (modificado pela Lei no 12.796/2013)

Art. 12: os estabelecimentos de ensino terão a incumbência de “articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da sociedade com a escola” (inciso VI), de acordo com suas normas gerais e as especificidades de seu sistema de ensino.

Art. 13: Os docentes incumbir-se-ão de “colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade” (inciso VI).

Art. 29: dispõe que “a educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de até 5 (cinco) anos, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade”.

As Famílias do Mundinho - Varal de Histórias



O que a criança poderá aprender com as atividades propostas

·        Criar possibilidades de interação mediante o conhecimento e reconhecimento do outro;

·        Conhecer e analisar situações de cooperação família-escola;

·        Ampliar a interação entre as crianças, suas famílias e a escola;

·        Conhecer e nomear algumas brincadeiras dos repertórios trazidos por seus familiares;

·        Desenvolver competências e habilidades para expor ideias próprias, bem como perceber a importância da socialização do conhecimento;

·        Possibilitar o desenvolvimento motor, emocional e da linguagem;

·        Estabelecer vínculos afetivos entre os pares;

·        Desenvolver atitudes de interação, de colaboração e de troca de experiências;

·        Desenvolver atitudes de respeito durante a escuta e a fala do outro;

·        Desenvolver a oralidade;

·        Expressar sentimentos, opiniões, emoções, dúvidas, vontades, angústias, medos, dentre outros;

·        Trabalhar em equipe;

·        Ler diferentes textos de forma autônoma ou com ajuda;

·        Desenvolver a capacidade de ler, escrever e de compreender de forma lúdica;

·        Formular hipóteses sobre o tema ou assunto abordado;

·        Reconhecer a importância de ingerir alimentos saudáveis e higienizados para sua própria saúde;

·        Identificar cores, texturas e os diferentes sabores dos alimentos;

·        Aprender a utilizar o texto instrucional para preparar receitas;

·        Construir pirâmide alimentar;

·        Trabalhar conceitos matemáticos de medida, tamanho, quantidade;

·        Trabalhar com classificação, diferenciação, identificação, agrupamento e contagem de alimentos.

 

Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno

Por tratar-se de atividades que irão ampliar os vínculos entre família e escola, não há necessidade de conhecimentos prévios. Dessa forma, a criança tem a oportunidade de vivenciar experiências educativas que irão fortalecer a interação entre a escola e seus familiares.

 

Informações ao professor

Professor, as atividades propostas nesse planejamento visam contemplar a parceria família/escola. Entendemos que o termo parceria faz referência ao relacionamento que envolve uma cooperação frequente, em que famílias e escolas, considerando suas especificidades, são próximas umas das outras. Dessa forma, a criança tem a oportunidade de vivenciar experiências educativas na escola e no convívio familiar.

 

ATENÇÃO

Como nos módulos anteriores, destacamos em cada atividade uma proposta de faixa etária para que você, professor, possa focar no que é possível realizar, de modo que a criança se desenvolva tendo sua individualidade respeitada. Ressaltamos que a classificação por faixa etária é apenas um norteador e não um limitador. Utilizaremos as classificações a seguir para indicar as faixas etárias: Bebês, Crianças bem pequenas, Crianças pequenas

 

1ª Atividade

Caminhada das famílias

 

 

Campos de Experiência:    O eu, o outro e o nós

                                             Corpo, gestos e movimentos

                                             Escuta, fala, pensamento e imaginação

 

Visando ressaltar a importância e a necessidade da família na vida escolar da criança, bem como promover a integração da comunidade escolar, organize uma Caminhada das Famílias. Para isto, escolha uma área externa, por exemplo, um parque, uma praça, onde poderá ser realizada uma caminhada.

 


Envie bilhete aos familiares convidando-os a participar do evento. Informe que este momento foi pensado com a finalidade de estreitar a relação família-escola e que na oportunidade serão realizadas atividades físicas e de lazer. Também, oriente-os a levar frutas que serão compartilhadas com os participantes ao final do evento. No bilhete poderá ser registrada a programação.

 

Veja um exemplo:

ESCOLA _____________

___________, __________ de 2021.

Prezados pais e/ou outros responsáveis,

Está previsto em nosso calendário escolar atividades que visam ressaltar a presença da família na vida escolar da criança, bem como promover a integração entre familiares e a comunidade escolar. Uma dessas atividades é a Caminhada das Famílias que ocorrerá no dia _____, no Parque _____. Neste momento, além de estarmos juntos, teremos atividades de lazer associadas a atividades físicas.

Programação do dia:

·        Momento informativo, com stands de orientação à saúde da família e cuidados com a alimentação;

·        Atividades de alongamento e aquecimento;

·        Caminhada pelo Parque – percurso de 2 Km;

·        Encerramento com café da manhã nutritivo e refrescante (frutas).

·        Para que a atividade ocorra de forma organizada e para que possamos aproveitar o momento, teremos alguns combinados:

·        Os pais ficarão responsáveis pela sua criança durante todo o evento;

·        Sugerimos que utilizem roupas e calçados confortáveis para realização das atividades propostas;

·        A família contribuirá com uma porção de frutas. Solicitamos que as frutas estejam higienizadas, descascadas e cortadas, prontas para consumo imediato.

Local: Parque ________– Rua ________ – Bairro ________

Horários: 8h – início com abertura dos stands

                  8h30 – alongamento em frente ao ____________

Estamos à disposição para quaisquer esclarecimentos 
Atenciosamente

_________________

Diretora da Escola/ Professora ou Coordenadora

 

 

Antes do evento, planeje como será realizada a caminhada. Combine com profissionais da instituição a função de cada um: quem serão os encarregados para recepcionar familiares, quem vai receber as frutas e organizar o espaço para colocá-las, quem fará o registro fotográfico, quem organizará o som, que equipe ficará responsável pelas atividades de alongamento/aquecimento, dentre outros. Se possível, inclua os familiares na etapa de organização do evento.

Caminhar no parque nos tira de um ambiente barulhento, estimula a conversa e dá energia e vitalidade, não é mesmo?

 

DICA

Observe se durante o trajeto os participantes conversaram caminhando e se houve interação entre familiares e profissionais da escola. Procure interagir o máximo possível com o maior grupo de pessoas, caminhe com um grupo por um tempo e depois troque de grupo. Ao final da atividade, em conversa informal, procure saber quais foram as impressões dos participantes sobre a atividade.

 

Em dia posterior ao evento, faça murais com fotografias da atividade e afixe-as no mural da escola. Envie bilhete solicitando às famílias que façam a avaliação da caminhada, registrando suas impressões. Isso poderá ser feito por meio de questionário, bilhete na agenda, e-mail, telefonema ou pessoalmente. Sugira que indiquem o que acharam, o que foi bom, o que foi ruim, o que precisa melhorar etc. Com base nos registros, será possível avaliar o evento e discutir seus desdobramentos para um próximo encontro.

 


 

10/03/2022

MÓDULO 5- COMUNIDADE ESCOLAR E FAMÍLIA MÃOS ENTRELAÇADAS

 


Resumo

·         O protagonismo infantil é possível por meio de um tripé formado pela interação entre a criança, o educador e a cultura na qual está inserida. O agir docente deve ser planejado e pautado em diretrizes norteadoras que abranjam aspectos físicos, psicológicos, intelectuais e sociais da criança;

·         Possibilitar à criança ser protagonista do seu processo de aprendizagem oportuniza a aprendizagem significativa e repleta de sentido. Ao explorar o contexto no seu tempo, da sua maneira e a partir do repertório comportamental que já traz consigo, a criança terá mais facilidade em aprender sobre o que observa e reproduzir tal saber em outros contextos ao longo do tempo;

·         Infância e autonomia envolvem: “saber que eu consigo, como eu consigo e quando eu preciso de ajuda”. Por isso, nada deve ser tão fácil que não incentive a pensar, nem tão difícil que a criança desista de tentar;

·         Valorizar os aspectos positivos do comportamento da criança tem um efeito muito maior do que a repreensão de seus aspectos negativos.

 

Você sabia que a formação de vínculos ocorre desde o nascimento? Sabia também que em cada nova fase o bebê/a criança experimenta novas formas de reconhecimento e testagem das interações com suas figuras de referência? Veja:

·         Aos 6 meses, a maioria dos bebês já mostra preferência por uma pessoa.

·         Aos 9 meses, o vínculo de apego primário, está bem avançado, e sua capacidade de diferenciar entre pessoas conhecidas e desconhecidas está se desenvolvendo.

·         Entre os 12 a 14 meses, o vínculo com a figura de apego primário geralmente já está bem estabelecido.

·         Entre os 6 e 30 meses, bebês e crianças pequenas irão necessariamente se vincular a uma figura próxima que dê respostas a sua busca por interação. Caso isso não aconteça ou elas estejam na presença de um estranho em um ambiente desconhecido, permanecerão buscando respostas a suas necessidades de segurança e poderão experimentar da ansiedade de separação.

·         Além disso, a dinâmica relacional dos bebês e crianças pequenas também está associada ao desenvolvimento cerebral. Algumas características desse processo são descritas a seguir:

·         Até os 30 meses ocorre o período sensível para o desenvolvimento da inteligência social e emocional, como as habilidades de relacionamentos e a empatia. Esse desenvolvimento ocorre graças ao contato diário com cuidados sensíveis e responsivos. Mesmo que essas experiências iniciais não sejam lembradas conscientemente, os sentimentos e conexões cerebrais gerados desempenharão um papel importante na formação da personalidade da criança.

·         Por volta dos 33 meses começa a ocorrer uma mudança significativa na estrutura cerebral da criança e aos 36 meses já há o desenvolvimento de uma fala complexa. Além disso, a possibilidade de lembrar de eventos passados e a capacidade de antecipar o futuro possibilitam o planejamento de ações.

·         A partir dos 36 meses, as ações educativas podem prever o estímulo de habilidades cognitivas e sociais e sua interface emocional, sendo a instituição de educação infantil um espaço rico para essas ações.

Um processo de ingresso na creche bem-sucedido para a criança e sua família envolve desde o temperamento e demais características dos bebês e crianças, que variam conforme sua faixa etária, a experiência e treinamento dos educadores, até a dinâmica familiar e o significado desse momento para a família. Assim sendo, a diversidade de práticas de transição antes e após a entrada na creche contribui para o bem-estar emocional dos bebês na adaptação à nova rotina, além de transmitir segurança e confiança para a família quanto aos cuidados recebidos na instituição. Vejamos o que algumas dessas práticas incluem:

·         Aumentar gradativamente o número de horas de permanência do bebê na creche durante as duas primeiras semanas;

·         Adaptar apenas uma ou duas crianças de cada vez;

·         Permitir a presença de um familiar durante a adaptação, inicialmente na sala da criança e depois na sala de espera;

·         Permitir a participação do familiar nas primeiras refeições;

·         Contar com um número reduzido de bebês e crianças pequenas por educadora;

·         Evitar a troca de educadoras para favorecer uma relação estável (RAPOPORT, PICCININI, 2001; PEIXOTO, et. al, 2017).

·         Esses dados são especialmente relevantes para elaborar estratégias de manejo no período de adaptação escolar.

 

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