V SEMINÁRIO REGIONAL: REFLETINDO O OFÍCIO DE
MESTRE
ENGENHO VELHO-2013
I - JUSTIFICATIVA
A formação
continuada dos professores e o seu relacionamento com os alunos tem sido
largamente discutida, estudada, pesquisada e exposta à luz de teorias das mais
diversas. A principal relevância deste seminário é a possibilidade de analisar
o que mudou, ou se mudou, no ensino-aprendizagem, dentro da sala de aula e o
que precisa ser modificado, para acompanhar o crescente mundo tecnológico.
Buscar
estratégias educativas baseada na aplicação de tecnologia à aprendizagem, sem
limitação do lugar, tempo, ocupação de professores e dos alunos. Implica em
novos papeis para os alunos e para os professores, novas atitudes e novos
enfoques metodológicos.
De acordo com
Aquino (1996, p.34), a relação professor-aluno é muito importante, a ponto de
estabelecer posicionamentos pessoais em relação à metodologia, avaliação e aos
conteúdos. Se a relação entre ambos for positiva, a probabilidade de um maior
aprendizado aumenta. A força da relação professor-aluno é significativa e acaba
produzindo resultados variados nos indivíduos.
Na abordagem
Tradicional o ensino era centrado no professor. O aluno aprendia com programas
e disciplinas externas, dos quais ele tinha de adquirir conhecimentos impostos
mesmo contra sua vontade. Saviani (2001, p.41), por exemplo, sugeria que o
papel do professor era garantir que o conhecimento fosse obtido, independente
do interesse e vontade do aluno.
Muitas
escolas ainda seguem essa abordagem, no entanto, a nossa LDB é bem clara quanto
às mudanças. O conhecimento é considerado uma construção contínua. A formação
continuada se dá através de um trabalho de reflexão crítica sobre as práticas
tem a função de proporcionar ao professor a atualização com as mais recentes
pesquisas sobre as didáticas das diversas áreas, além de reflexão sobre a sua
prática. Isso pode se dar no trabalho pedagógico realizado na própria escola e
por meio de programas oferecidos pelo Ministério da Educação (MEC) e pelas
secretarias estaduais e municipais de Educação.
Na
atualidade, é impossível falar em qualidade de ensino, sem falar da formação do
professor, pois são questões que estão intimamente ligadas. Antigamente,
terminada a graduação, os professores atuavam da mesma maneira até o resto da
vida. Não existia reciclagem, a maneira de lecionar era uma só. Passavam-se os
conteúdos, o conhecimento que eles tinham adquirido e pronto. Não havia questionamentos
por parte dos educandos e nem mesmo uma relação de amizade entre eles. O
professor era o poder. O a O aluno apenas obedecia. Hoje a realidade é diferente, a formação do professor é permanente, e é integrada no
seu dia-a-dia nas escolas. Logo, o professor, segundo Snyders (1996, p.21), não
deve abster-se de estudar, se atualizar, senão não irá conseguir passar o
prazer de aprender para seus alunos.
Segundo Nóvoa
(2002, p.23), “o aprender contínuo é essencial, se concentra em dois pilares: a
própria pessoa, como agente, e a escola, como lugar de crescimento profissional
permanente”. Portanto, deve haver sempre a formação continuada que se dá de
maneira reflexiva e busca a melhor maneira para a aplicação do conhecimento e
do saber.
Estudos têm
apontado que existe a necessidade de que o professor seja capaz de refletir
sobre sua prática e direcioná-la segundo a realidade em que atua, voltada aos
interesses e às necessidades dos alunos, buscando novos caminhos para tornar o
aprendizado um desafio estimulante para cada um. Freire (1996, p.43) afirma
que: “pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem é que se pode
melhorar a próxima prática”. Mas de acordo com Schön (1997, p.21), “existem
situações conflitantes, desafiantes, que a aplicação de técnicas convencionais,
simplesmente não resolve problemas”. Isso não significa que se devem abandonar
todas as técnicas aprendidas nos cursos de graduação, no entanto, deve-se
acrescentar a essa prática o que se aprende no cotidiano escolar, pois sempre
existirão situações conflitantes e o professor deve estar apto para
solucioná-las. Para Nóvoa (1997, p.27):
“as situações conflitantes que os professores são obrigados a
enfrentar (e resolver) apresentam características únicas, exigindo, portanto
características únicas: o profissional competente possui capacidades de
autodesenvolvimento reflexivo (...) A lógica da racionalidade técnica o põe-se
sempre ao desenvolvimento de uma práxis reflexiva”.
Segundo esse
autor, para ser um bom profissional devem-se planejar estratégias, com
criatividade, para resolver os problemas que vão surgindo na escola, no
dia-a-dia. Para ele, esses professores devem combinar a ciência, a técnica e a
arte. Nesse caso, devem-se criar mecanismos na escola, condições de trabalho em
equipe, dirigidas ao desenvolvimento do interesse do aluno para o aprendizado.
Compreendendo
o educador como responsável pelo ato de formar-se, a formação continuada é uma
necessidade inerente a sua profissão e deve fazer parte de um processo de
permanente desenvolvimento pessoal, profissional e organizacional.
A Secretaria
Municipal de Educação e Cultura de Engenho Velho-RS organiza, para o ano de
2013, jornadas de formação de professores, funcionários, diretores e
coordenadores das escolas municipais e Estaduais de Engenho Velho que atuam com
Educação Infantil e o Ensino Fundamental.
O trabalho
será organizado e desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura
em Parcerias com as Secretariais Municipais de Educação de Novo Xingu, Constantina
e Liberato Salzano, com apoio de profissionais especialistas, mestres e
doutores em cada área, que atuarão atendendo o cronograma de proposto.
II.
OBJETIVOS
O V Seminário
regional: Refletindo o Ofício de Mestre, oportuniza a formação dos envolvidos
na educação e no processo de ensino-aprendizagem junto ao aluno, em todo o
contexto no qual ele está inserido, e estar em atualização continuada mediante
as mudanças que ocorrem no mundo globalizado de hoje.
III.
CRONOGRAMA
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Dia 22/02/2013
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8:00-Credenciamento
8:30-Abertura
oficial com autoridades regionais
9:00-Apresentação
Cultural
9:30 às
12:00-Palestra
Tema:
Motivação para vencer – Palestrante: Giézi Schneider.
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13:00-Apresentação
Cultural
13:30 às
17:00-Palestra
Tema: Os
sete saberes necessários para a educação do futuro – Palestrante: Rafael
Rossetto.
15:15 às
15:40-Coofrebreak
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Dia 25/03/2013
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18:00-Apresentação
Cultural
18:30 às
22:00-Palestra
Tema:
Relações interpessoais e desenvolvimento de equipes – Palestrante: Flaviane
Cristine Troglio da Silva.
19:30 às
19:45-Cofebreak
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Dia 30/04/2013
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18:00-Apresentação
Cultural
18:30 às
22:00-Palestra
Tema:
Pedagogia de projetos no processo de ensino – Palestrante: Odila Faccio.
19:30 às
19:45-Cofebreak
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Dia 27/05/2013
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18:00-Apresentação
Cultural
18:30 às
22:00-Palestra
Tema:
Educação e suas tecnologias – Palestrante: Anderson
Cleyton Simão
19:30 às
19:45-Cofebreak
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Dia 25/06/2013
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18:00-Apresentação
Cultural
18:30 às
22:00-Palestra
Tema:
Comunicação e Oratória - Palestrante: Celso Cecchin.
19:30 às
19:45-Cofebreak
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Dia 18/07/2013
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8:00-Apresentação
Cultural
8:30 às
12:00-Palestra
Tema:
Professores motivados aprendizagem plena – Palestrante: Sonia Terezinha Nicolodi.
9:30 às
9:45-Cofebreak
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13:00-Apresentação
Cultural
13:30 às
15:00-Palestra
Tema: Qualidade de vida na sala de aula – Palestrante: Josiéle Canova Mattei.
15:00 às
15:15-Cofebreak
15:15 às
17:00-Palestra
Tema: O Papel do Educador Frente à Avaliação – palestrante: Adriane
Tremea Chiossi.
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Dia 19/07/2013
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8:00-Apresentação
Cultural
8:30 às
12:00-Palestra
Tema:
Automotivação e entusiasmo para ensinar - as grandes tendências da era da
informação e da experiência – Palestrante: Grazi Ortolan.
9:30 às
9:45-Cofebreak
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13:00-Apresentação
Cultural
13:30 às
17:00-Palestra
Tema: Desafios e ações para a garantia da qualidade na educação
básica – Palestrante: Sonia Maria dos Santos Toni.
15:00 às
15:15-Cofebreak
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IV.
PÚBLICO ALVO
A formação
continuada destina-se a todos os professores, diretores e coordenadores
vinculados à educação do município de Engenho Velho, Novo Xingu, Constantina e
Liberato Salzano.
V.
ACOMPANHAMENTO PEDAGÓGICO
A equipe da
Secretaria Municipal de Educação e Cultura indicará e acompanhará os formadores
que irão ministrar as jornadas estando presente em todo o processo de formação.
VI.
CERTIFICAÇÃO
A Secretaria
Municipal de Educação e Cultura garantirá certificados aos que participaram do
curso de formação continuada, conferindo registro de horas, âmbito do curso,
conteúdo programático e demais requisitos para validade inerentes à certificação
pela formação.
VII.
GESTORES DO PROJETO
O presente
projeto será financiado com recursos obtidos das inscrições dos participantes e
das Prefeituras Municipais dos Municípios parceiros, e seguirá um cronograma de
pagamentos conforme as etapas forem executadas.
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Data
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Empresa
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Despesas
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R$
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22/02/2013
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O Centro de
excelência em Gestão Pública
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1ª parcela
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1.500,00
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22/02/2013
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Giézi
Scnheider
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Parcela
única
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700,00
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04/04/2013
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O Centro de excelência
em Gestão Pública
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2ª parcela
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1.500,00
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23/07/2013
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O Centro de excelência
em Gestão Pública
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3ª parcela
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2.000,00
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23/07/13
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Supermercado Scarsi
Restaurante Buon
Mangiare
Mercado Dal Santo
Padaria da Iza
Sandra Menegazzo
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Lanches para cofebreak
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834,31
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6.534,31
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VIII.
AVALIAÇÃO
A avaliação
ocorrerá de forma progressiva ao longo das etapas, não necessitando de
conceitos ou notas, mas apoiada no estímulo ao aperfeiçoamento profissional dos
participantes de cada etapa de formação. Pretende-se que, ao final do curso, os
educadores construam uma auto-avaliação do que foi vivenciado durante as etapas
do curso.
IX.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AQUINO, Julio Gropa. A relação professor-aluno: do pedagógico ao institucional. São
Paulo: Summus, 1996.
FREIRE, PAULO. Pedagogia da
Autonomia. 20 ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
NÓVOA, Antonio. Refletindo
sobre educação continuada. Revista Nova Escola. Agosto/2002.
SAVIANI, Dermeval. A nova lei da educação: trajetória, limites e perspectivas.
Campinas: Autores Associados, 2001.
SCHÖN, Donald A. Formar professores como
profissionais reflexivos. In: NÓVOA, A. (Coord.) Os professores e a sua formação. 3 ed. Lisboa: Don Quixote, 1997,
p. 77-91.
SNYDERS, George. Alunos felizes. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.