11/10/2015

Projeto: A INFLUÊNCIA DAS NOVAS TECNOLOGIAS NO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA LEITURA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL



A INFLUÊNCIA DAS NOVAS TECNOLOGIAS NO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA LEITURA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL






ALUMNA: FRIGERI, LEONARA PIRAN

Profesora: AGUIRRE, Stella Maris
Seminário: Metodología II
Turma: IUNES III
E-mail: piranfrigeri@bol.com.br







Buenos Aires, Septiembre de 2015.

SUMÁRIO


1. Introdução........................................................................................................................      03

2. Planteo del problema…………………………………………………………………...        05
2.1 Tema..............................................................................................................................      05
2.2 Problema........................................................................................................................      05

3. Objetivos..........................................................................................................................      07

4 Estado del arte..................................................................................................................       08
4.1 Multiletramentos e educação........................................................................................         08

5. Marco Teórico.................................................................................................................       11
5.1 A informática em seu contexto histórico.......................................................................          11
5.2 O processo educativo e as novas tecnologias no ensino-aprendizagem........................           12
5.3 A internet na educação..................................................................................................        13
5.4 O processo de leitura atual.............................................................................................       15

6. Hipótesis..........................................................................................................................       05

7. Metodología.....................................................................................................................      05

8. Referências bibliográficas...............................................................................................         17

1. Introdução
 


Por intermédio das novas tecnologias, o ser humano se desenvolve cognitiva e socialmente, por isso o uso delas nas escolas se faz tão importante. Porém, a inserção, a implementação e o uso das novas tecnologias no ambiente escolar ainda são limitados, seja por falta de condições financeiras ou por “incapacidade” do corpo docente de utilizar toda a potencialidade dessa tecnologia; o uso das mesmas deve sair da esfera do “consumir” e ascender para o “produzir”.
Os professores, alunos e conteúdos são o triângulo interativo e atores principais do processo educacional nos ambientes virtuais. Interativo porque é necessária uma colaboração dos três para que o processo seja completamente explorado.
As novas tecnologias exercem total influência sobre as relações dos alunos com o mundo exterior e interior (aprendizado e cognição), acarretando mudanças epistemológicas, nas formas de leitura, de comunicação, de pensar e de representação pessoal, segundo análise Vigotskiana. Os professores, por sua vez, devem procurar fazer uso das novas tecnologias utilizando toda a sua potencialidade.
O interesse em investigar a influência das novas tecnologias no processo de construção da Leitura nos anos iniciais do Ensino Fundamental é relevante para a qualidade da educação, que está inserida no mundo globalizado e altamente tecnológico, e por esse viés, o exercício da leitura e da escrita estendem-se para uma ampla variedade de textos que podem ser acessados de qualquer lugar e a todo o tempo. Se o texto mudou, mudou também o leitor, que agora interage com informações em diferentes modalidades de linguagem. Mais do que o texto escrito, os alunos hoje são instigados a produzir em sala de aula utilizando às inúmeras possibilidades tecnológicas de comunicação. É a era dos multiletramentos. Passou o tempo em que a alfabetização na escola se resumia ao texto escrito, hoje a educação certamente terá que ter um olhar também, para o analfabetismo virtual
Percebe-se que, apesar de tanta tecnologia disponível no mercado, através do celular, tablet, computador, a difusão de imagens torna-se cada vez mais dominante, e a aula sem a utilização desses recursos pode se tornar cansativa para as crianças que já nascem aprendendo a deslizar seus dedinhos nas telas de toque, pois fazem parte do seu cotidiano sócio familiar. Não é de agora, claro, que a imagem impera na comunicação humana, mas é recente a necessidade de aprender a dialogar com os tantos usos que ela propõe. Frente ao exposto justifica-se esse estudo de tamanha relevância sócio educativa.
2. Planteo del problema


A influência das novas tecnologias no processo de construção da leitura na turma do quinto ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Cleiton Costa de Engenho Velho/RS em 2015-2016.

 

2.1 Tema

A influência das novas tecnologias no processo de construção da leitura nos anos iniciais do Ensino Fundamental.


2.2 Problema


Quais são os efeitos do uso das novas tecnologias no processo de construção da leitura nos alunos do quinto ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Cleiton Costa de Engenho Velho/RS?
Quais são os impactos do uso das novas tecnologias no processo de construção da leitura nos alunos do quinto ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Cleiton Costa de Engenho Velho/RS?
As novas tecnologias contribuem no processo de construção da leitura nos alunos do quinto ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Cleiton Costa de Engenho Velho/RS?
Que características apresentam os alunos que constroem a leitura utilizando as novas tecnologias?



3. Objetivos
 


Objetivo Geral: Analisar o uso das novas tecnologias e sua influência no processo de construção da leitura dos alunos na turma do quinto ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Cleiton Costa de Engenho Velho/RS em 2015-2016.


Objetivos Específicos:
  • Reconhecer a prática docente utilizada no processo de construção da leitura no quinto ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Cleiton Costa de Engenho Velho/RS em 2015-2016.
  • Identificar os recursos pedagógicos utilizados no processo de construção da leitura no quinto ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Cleiton Costa de Engenho Velho/RS em 2015-2016.
  • Observar a utilização das novas tecnologias nas aulas no quinto ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Cleiton Costa de Engenho Velho/RS em 2015-2016.
  • Avaliar a influência das novas tecnologias no processo de construção da leitura no quinto ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Cleiton Costa de Engenho Velho/RS em 2015-2016.

4 Estado del arte
 


4.1 Multiletramentos e educação


Com as novas tecnologias, a comunicação mudou e muitos são os desafios colocados para a escola. Os principais são tornar o aluno um produtor de conteúdo (considerando toda a diversidade de linguagem) e um ser crítico.

Vídeos que mostram um acontecimento, como a queda de um meteorito na Terra, ou que transmitem em tempo real uma posse presidencial.
Fotos que revelam a cultura de um povo. Áudios que contam as notícias mais importantes da semana. A sociedade contemporânea está imersa nas novas linguagens (algumas não tão novas assim). As informações deixaram de chegar única e exclusivamente por texto. Tabelas, gráficos, infográficos, ensaios fotográficos, reportagens visuais e tantas outras maneiras de comunicar estão disponíveis a um novo leitor. O objetivo maior da informação, seja para fins educacionais, informativos ou mesmo de entretenimento, é atingir de maneira eficaz o interlocutor (V3 CADERNOS IFT, p. 05, 2013).

Com as novas tecnologias, os textos sofreram mudanças significativas. Agora, imagem e som também devem ser considerados nas leituras e a escola necessita incorporar práticas relacionadas a um conceito nascido há mais de 15 anos: o de multiletramentos. Às práticas letradas que fazem uso dessas diferentes mídias e, consequentemente, de diversas linguagens, incluindo aquelas que circulam nas mais variadas culturas, deu-se o nome de multiletramentos.  Assim, tratar os textos, compreendê-los e produzi-los passa a levar em conta linguagens como a fotografia, o áudio e o vídeo.
Com isso o processo de construção da leitura vem mudando e o professor necessita urgentemente atualiza-se para acompanhar as mudanças que o mundo tecnológico trouxe não só para a escola, bem como para a vida das pessoas. O que se espera com esses recursos é que os estudantes “desenvolvam mais as habilidades de leitura e de escrita para que se apropriem de gêneros híbridos, que circulam em diferentes culturas de uso das mídias digitais, e de práticas de linguagem que circulam nessa esfera” (Rojo apud V3 CADERNOS IFT, p. 06, 2013). Ainda para ela “Espera-se também que eles dêem conta de selecionar, tratar, analisar, redistribuir e remixar ou transformar as informações que encontrarem pela frente.”
Segundo Rojo (apud V3 CADERNOS IFT, p. 07, 2013), os recursos tecnológicos são “interativos e colaborativos; fraturam e transgridem as relações de poder estabelecidas, em especial as de propriedade (das máquinas, das ferramentas, das ideias, dos textos), sejam eles verbais ou não; são híbridos, fronteiriços e mestiços (de linguagens, modos, mídias e culturas)”.
Assim como na sociedade, os multiletramentos também estão presentes nas salas de aula. O papel da instituição escolar, diante do contexto, é abrir espaços para que os alunos possam experimentar essas variadas práticas de letramento como consumidores e produtores de informação, além de discuti-la criticamente. Para Rojo (apud V3 CADERNOS IFT, p. 05, 2013), “Vivemos em um mundo em que se espera (empregadores, professores, cidadãos, dirigentes) que as pessoas saibam guiar suas próprias aprendizagens na direção do possível, do necessário e do desejável, que tenham autonomia e saibam buscar como e o que aprender, que tenham flexibilidade e consigam colaborar com a urbanidade”.
Para Barbosa (apud V3 CADERNOS IFT, p. 06, 2013), a tecnologia pode estar na escola sob três perspectivas:

Potencialização de recursos didáticos – Quando se utiliza a tecnologia como apoio para ensinar conteúdos escolares. Exemplo: uma professora explica os movimentos de rotação e translação da Terra com a ajuda de uma animação.
Discussão como tema transversal – Quando a escola debate assuntos como games, autoria na internet, limite de exposição da vida privada, liberdade de expressão, confiabilidade de dados para publicação, etc.
Mídias, suportes e ambiente – Quando o uso da tecnologia dá lugar a diferentes práticas sociais de uso da linguagem pelas quais circulam diferentes gêneros e textos que servem para a produção de novos gêneros e textos.

Esse modo de trabalhar com as tecnologias prepara quem está na escola para atuar como um membro da sociedade contemporânea e confere liberdade, uma vez que convida o aluno a eleger recursos, conteúdos e parceiros de trabalho, a tomar suas decisões durante o percurso, sem deixar de lado a responsabilidade, pois sua autoria exporá seu trabalho e, por ele, será necessário responder.

5. Marco teórico
 


5.1 A informática em seu contexto histórico


No Brasil, a implantação de políticas de informática na educação pública tem se pautado fundamentando-se na mudança a nível pedagógico. As experiências desenvolvidas têm salientado a mudança escolar, isso vem ocorrendo desde 1982, quando essas políticas começaram a ser delineadas. Na França e Estados Unidos, o uso da Informática na educação não tem a preocupação clara da mudança pedagógica, pois o sistema educacional possui um nível superior ao nosso, e a Informática foi inserida apenas para o aluno se familiarizar com esses recursos. Por isso, os objetivos da utilização da Informática nesses países são mais simples e fáceis de serem alcançados, pois requer menor formação dos professores, pouca mudança pedagógica em sala de aula, no currículo e na gestão escolar (Valente, 1999).
As decisões no Brasil tiveram como ponto de referência o contexto mundial sobre o uso da informática educativa, porém a trajetória brasileira é muito peculiar e diferente do que se faz e fez em outros países. No entanto, ao comparar os avanços pedagógicos alcançados através da Informática no Brasil a outros países, os resultados são parecidos e indicam que ela praticamente não alterou a forma pedagógica em sala de aula.
Segundo Valente (1999), um dos fatores que difere o programa de Informática na Educação do Brasil em relação a França e aos Estados Unidos, é a relação que se estabeleceu entre os órgãos de pesquisa e a escola pública. Na França, as políticas praticadas pelo governo, não foram necessariamente frutos da pesquisa e não ocorreu o estabelecimento de uma ligação direta entre os centros de pesquisa e a escola pública. Nos Estados Unidos, apesar de terem sido produzidas várias pesquisas e experiências, estas podiam ou não ser utilizadas pela escola interessada em implementar a Informática educacional.
A segunda diferença, para Valente (1999), é a descentralização das políticas e a sistemática de trabalho estabelecida entre o Ministério da Educação e Cultura (MEC) e as instituições que desenvolviam trabalhos de Informática na Educação. Essa sistemática foi diferente de qualquer outro programa educacional iniciada pelo MEC. No caso da Informática na Educação, os projetos e as decisões não ficaram totalmente centralizados no MEC. Elas foram fruto de discussões e propostas feitas pela comunidade de técnicos e pesquisadores da área. A função do MEC era acompanhar, disponibilizar e implementar essas decisões. No Brasil, as políticas de implantação e desenvolvimento da Informática na Educação não são resultado só de decisões governamentais como na França e nem consequência do mercado como nos Estados Unidos.
A terceira diferença é em relação à abordagem pedagógica e a função do computador no processo educativo. No programa desenvolvido no Brasil, a função do computador é o de causar alterações pedagógicas profundas, em vez de automatizar o ensino ou preparar o aluno para ser capaz de trabalhar com a Informática e essa proposta de modificação sempre esteve presente nos diálogos. Todos os núcleos de pesquisa do projeto EDUCOM atuaram pensando em criar ambientes educacionais onde o computador serviria como recurso para facilitar o processo de aprendizagem.
A mudança da abordagem educacional era e é o grande desafio. Transformar uma educação voltada no ensino e no repasse do saber, para uma educação em que o aluno desenvolve atividades através do computador e, dessa forma, construir seu conhecimento é o objetivo almejado. A formação dos pesquisadores dos centros-pilotos, os cursos de formação projetados e até os softwares educacionais desenvolvidos eram realizados pensando nesse tipo de mudança pedagógica (Valente, 1997).
Ao analisar as experiências vivenciadas, entende-se que a viabilidade dessas transformações educacionais, não depende da simples instalação de computadores nas escolas e sim repensar questões como dimensão do espaço e do tempo da escola. A sala de aula se torna um lugar em que professor e o aluno realizam um trabalho diferente em relação ao conhecimento e deixa de ser um local de classes enfileiradas. Um lugar onde o professor deixa de ser o de repassador de informação e passa ser o de facilitador do processo de ensino-aprendizagem. O aluno não é mais passivo, receptador de informações, para ser ativo aprendiz, agente que constrói seu próprio conhecimento. A ênfase da educação deixa de estar na memorização da informação repassada pelo educador e passa a ser a construção do conhecimento feita pelo aluno de forma significativa, sendo o educador apenas o facilitador desse processo de construção (Valente, 1999).


5.2 O processo educativo e as novas tecnologias no ensino-aprendizagem


Os conteúdos virtuais possibilitam que tanto alunos quanto professores, consigam explorar fenômenos e conceitos, muitas vezes inviáveis nas escolas ou inexistentes, por questões econômicas e de segurança. Com a velocidade das tecnologias, a produção de novos conhecimentos e as crescentes aplicabilidades com os recursos da informática, acaba exigindo novas metodologias de ensino e impulsionam a modernização da educação requerendo contínua formação de toda comunidade escolar envolvida. Segundo Moran (1998) “Um dos eixos das mudanças na Educação passa por sua transformação em um processo de comunicação autêntica, aberta entre professores e alunos, primordialmente, mas também incluindo administradores e a comunidade, principalmente os pais”.
Valente (2003) afirma que “a experiência do professor é fundamental. [...] o professor precisa conhecer as diferentes modalidades de uso da informática na educação [...] entender o que os recursos oferecem para a construção do conhecimento”. A estreita passagem do anterior para o novo continua sendo função dos professores. Transfere-se, desse modo, para as mãos dos envolvidos com a prática escolar a responsabilidade da mudança, sendo sua tarefa recriar fazeres e saberes de diversas lógicas alheias a seu dia-a-dia.
Os educadores já têm conhecimento que nem o professor, nem o aluno controlam o processo de aprendizagem. Ambos participam dele dinamicamente e estão em constante aprendizagem. Por isso, o aspecto da inovação escolar, mais que as questões sobre o uso das Novas Tecnologias, apontam para o surgimento de um ideário que possibilite, ao mesmo tempo, reinventar o cenário escolar, buscando uma lógica que embase a função da escola nos processos de ensino-aprendizagem, colaborando com práticas docentes que poderão, ou não, sofrerem influência das Novas Tecnologias.


5.3 A internet na educação


A tecnologia é vista como uma possibilidade de formação tanto do processo do trabalho discente, quanto do processo de trabalho docente. Por isso, não pode ser ignorada, os recursos tecnológicos, como internet, multimídia, videoconferência, apresentam novas formas de ler, de escrever, e por isso, de pensar e agir. Ao usar um editor de texto ele possibilita o registro dos pensamentos de forma diferente do texto escrito a mão, levando a pessoa a perceber uma forma diferente de ler e de interpretar o que escreve.
Segundo Silva (2001 p. 174) “O professor não é somente ator na rede de interações. Mas, sobretudo, autor. Ele provoca e disponibiliza a rede de interações tomando por base os fundamentos da interatividade. É nessa materialidade comunicacional que ele expressa sua autoria. Aliás, manter essa ambiência, já constitui sua autoria.
Para que a utilização da tecnologia no processo educacional seja efetiva ela precisa estar desvinculada dos objetivos da educação tradicional, no que se refere à transmissão do conhecimento. Segundo Freire (1995), precisa-se contribuir para criar uma escola que seja aventura, que marque o aluno e que não tenha medo do risco e por isso recusa o imobilismo. Uma escola que possibilite pensar, atuar, falar, amar, adivinhar. É importante o entendimento de como os estudantes, na sua relação com o computador, interagem e adquirem conhecimentos e de que forma os professores podem trabalhar na direção do processo educacional.
Como o conhecimento não se passa, ele se cria, é construído e reconstruído todos os dias.  Aprender se dá ao contextualizar o que é significativo. Para Moran (2005):

Educar é estar mais atento as possibilidades do que  aos limites. Estimular o desejo de aprender, de ampliar as formas de perceber, de sentir, de compreender, de comunicar-se. Apoiar o estado de prontidão para aprender dentro e fora da escola, em todos os espaços do nosso cotidiano, em todas as dimensões da vida. Estar atentos a tudo, relacionando tudo, integrando tudo. Conectar sempre o ensino com a pessoa do aluno, com a vida do aluno, com a sua experiência (MORAN, 2005: 88).

A educação deve procurar chegar ao aluno por todos os caminhos possíveis: pela experimentação, imagem, som, representação, dramatizações, simulações, pela multimídia. O ensino e aprendizagem é um processo do qual educador e educando compartilham. Parafraseando Freire (1987), poderíamos dizer: ninguém educa ninguém, ninguém é educado por ninguém; os homens se educam juntos, em comunhão. A Internet poder se tornar um dos caminhos desse processo. Segundo Moran (2005):

Ensinar e aprender depende do educador e do educando, é um processo compartilhado.  O educador coordena, sensibiliza, organiza o processo, que vai sendo construído em conjunto com as habilidades e tecnologias possíveis a cada grupo, de forma participativa. É um processo baseado na confiança, na comunicação autêntica, na interação, na troca, no estímulo, com normas e limites, mas sempre enfatizando o incentivo (MORAN, 2005: 89).

A internet para Moran (2005), é um novo meio de comunicação, ainda incipiente, mas que serve para rever, estender e transformar as muitas formas atuais de ensinar e aprender. Os recursos da informática, quando usados de maneira adequada, pode se constituir em agente de mudanças para o processo de ensino-aprendizagem e, portanto, de melhoria da educação.


5.4 O processo de leitura atual


O leitor da atualidade, o que convive com as novas tecnologias tem um novo perfil, sendo assim pode-se perceber de três tipos de leitores tradicionais da hipermídia, aos quais Santella (2003 apud CANTALICE, p. 1, 2010) denomina de “o contemplativo, o movente e o imersivo”. Segundo Santaella, o primeiro, o leitor contemplativo, é aquele da idade pré-industrial, da era do livro impresso e da imagem expositiva, fixa. O segundo é o leitor do mundo em movimento, dinâmico, filho da Revolução Industrial e do aparecimento dos grandes centros urbanos: o homem na multidão. E o último o leitor imersivo, que é o foco principal da obra, é o leitor que surgiu a partir dos novos espaços virtuais - os ciberespaços.
Propondo que o perfil do navegador imersivo é caracterizado por três níveis diferentes de raciocínio: o abdutivo, o indutivo e o dedutivo, Santaella (2003) destaca o poder que a mente humana tem para conseguir desenhar caminhos, muitos percorridos pela arte da adivinhação, desvendando trilhas desconhecidas, que levam a um ponto comum do conhecimento, é o internauta que navega praticando a arte da adivinhação, através do instinto racional.
O raciocínio abdutivo é próprio do leitor novato, que pratica a errância como procedimento exploratório em territórios desconhecidos. O indutivo é característico do internauta que já está em processo de aprendizagem, que navega em espaços desconhecidos, mas que segue passos de indução resultando em caminhos diversos, muitos, dentro de suas expectativas. E o último, o indutivo, próprio daquele que já conhece todas as artes manhas do ciberespaço.
Santaella (2003 apud CANTALICE, p. 3, 2010) salienta que para se delinear o perfil deste tipo de internauta, é preciso não apenas caracterizar os processos inferenciais e mentais que guiam as escolhas do cibernauta, mas também explicar de onde vem a agilidade perspectiva e a prontidão de respostas que esse leitor exibe na interação com o fluxo incessante de signos que se apresentam nas interfaces da hipermídia. A grande marca deste tipo de leitor, está dentro das interfaces da interatividade.
Outro traço identificador do leitor imersivo encontra-se nas transformações sensórias, perceptivas e cognitivas que emergem neste tipo de leitura. De fato, mesmo para um internauta experto e previdente, a rede é sempre um espaço labiríntico, do qual ninguém pode ter uma visão aérea, fixa, definida. Contudo, apesar das diferenças existentes entre os três tipos de leitores mencionados pela autora, percebemos que existem pontos comuns entre eles. São leitores que, mesmo estando em espaços distintos do ciberespaço que propiciam maior interatividade, estão diretamente ligados aos perfis de leitores tradicionais de livros, revistas ou jornais, pois buscam reconhecer um determinado contexto a partir da premissa da leitura tradicional, agora com mais dinamismo e diversidade.

6. Hipóteses


Alguns efeitos da utilização das novas tecnologias no processo de construção da leitura nos alunos são perceptíveis, tais como: absorvem novos conceitos, os conteúdos desses recursos influenciam o aluno na formação do juízo de valor que ele faz sobre as coisas e modifica o quadro negativo que a educação possui. Por isso as novas tecnologias influenciam no processo de construção da leitura nesse novo leitor da era do multiletramentos e também colaboram com este processo, pois permitem que as crianças façam diferentes leituras ao utilizá-las.
As novas tecnologias despertam curiosidade e funcionam como estímulos, pois o ciberespaço é objeto de curiosidade e as crianças geralmente não têm aversão ou resistência, justamente porque são curiosos e não tem medo do novo, característica perceptível nos nativos digitais. Dessa maneira o ciberespaço e a cibercultura deixarão de serem objetos de curiosidade e desejo e passarão a ser instrumentos para o desenvolvimento da leitura, da escrita e da escrita plena, exigência deste tempo e, muito provavelmente, de todos os outros que aceleradamente se aproximam.

7. Metodologia


O trabalho de investigação se trata de um estudo de caso e caracteriza-se como pesquisa descritiva, seguida de abordagem qualitativa. Os sujeitos da pesquisa, serão aos alunos do quinto ano do Ensino Fundamental de uma Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental de um município de pequeno porte do norte do Estado do Rio Grande do Sul. Será aplicada uma encuesta aos docentes e aos alunos desta turma. Os instrumentos da pesquisa para a coleta dos dados realizado através da observação, da entrevista semi estruturada, serão analisados pela fundamentação teórica de autores críticos contemporâneos. Foram escolhidos esses dois tipos de instrumentos de medição por que a amostra se constitui de crianças com baixa faixa etária e as mesmas poderão ter dúvidas ao responder a encuesta sendo responsabilidade do pesquisador esclarecê-las, com uma postura ética e comprometida com a veracidade dos dados, e consequentemente, para com uma educação de qualidade
A amostra da pesquisa será constituída na totalidade da turma, ou seja, pelos 30 alunos do quinto ano do Ensino Fundamental, com faixa etária de 10 e 11 anos de idade e 2 docentes da turma. Essa amostra foi definida levando em consideração que é uma turma de crianças curiosas, com grande potencial produtivo, que utilizam e convivem com as novas tecnologias e sendo assim, vivem em contato com o multiletramento presente nessas tecnologias.

8. Referências bibliográficas


CANTALICE, Tereza Cristina Elias. (2010, Dezembro). Revista Eletrônica Temática, [on line]. Ano I, n. 12. Disponível em: http://www.insite.pro.br/2010/dezembro/leitor_imersivo_santaella.pdf [2015, 29 de Julho].
COLL, César; MONEREO, Carles (Orgs.) (2010). Psicologia da educação virtual-Aprender e Ensinar com as Tecnologias da Informação e da Comunicação, [on line]. Porto Alegre: Artmed. Disponível em: http://www.insite.pro.br/2010/dezembro/leitor_imersivo_santaella.pdf [2015, 29 de Julho].
Educação no Século XXI. (2013), [on line]. Volume 3. São Paulo: Fundação Telefônica. Disponível em: http://www.ead.unb.br/arquivos/livros/multiletramentos.pdf. [2015, 29 de Julho].
FREIRE, Paulo. (1995). Crítico, radical e otimista. Presença Pedagógica, Belo Horizonte, ano 1, v.1, jan./fev.
PEREIRA, Bianca Regina de Castro. (2012, Outubro). Uma análise sobre a Psicologia da Educação Virtual, [on line]. Disponível em: http://portalrevistas.ucb.br/index.php/raead/article/viewFile/3240/2235 [2015, 29 de Julho]
MORAN, José Manuel. (1998). Mudar a forma de aprender e ensinar com a internet. In: Salto para o Futuro: TV e Informática na Educação. Secretaria de Educação a Distância, Brasília: Ministério da Educação e do Desporto, SEED.
MORAN, José Manuel. .(2005) Integração das tecnologias na Educação. Salto para o Futuro. Brasília: Ministério da Educação, SEED.
SILVA, Marco. (2001). Sala de Aula Interativa. 2. ed. Rio de Janeiro: Quartet.
VALENTE, José A. (1997, Setembro). Visão analítica da Informática na Educação no Brasil: a questão da formação do professor. Revista Brasileira de Informática na Educação. RS: Sociedade Brasileira de Computação, nº 1.
VALENTE, José A. (org.). (1999) O computador na sociedade do conhecimento, [on line]. São Paulo: Unicamp/NIED, 1999. Disponível em: http://rxmartins.pro.br/teceduc/computador-sociedade-conhecimento.pdf [2010, 22 de Junho].
VALENTE, José A; PRADO, Maria Elisabette B. B. (2003). A formação na ação do professor: uma abordagem na e para uma nova prática pedagógica. In: ____. (Org.). Formação de educadores para o uso da informática na escola, [on line]. Campinas: NIED /UNICAMP. Disponível em: http://www.nied.unicamp.br/oea//pub/livro4/index.html [2010, 23 de Junho].
VALENTE, José A. (2003). Criando ambientes de aprendizagem via rede telemática: experiências na formação de professores para o uso da informática na educação. In: ___. (Org.) Formação de educadores para o uso da informática na escola. Campinas/SP: UNICAMP/NIED.

Projeto: LA INFLUENCIA DE LAS NUEVAS TECNOLOGÍAS EN LA CONSTRUCCIÓN DE LA LECTURA EN LOS PRIMEROS AÑOS DE ESCUELA PRIMARIA



LA INFLUENCIA DE LAS NUEVAS TECNOLOGÍAS EN LA CONSTRUCCIÓN DE LA LECTURA EN LOS PRIMEROS AÑOS DE ESCUELA PRIMARIA










ALUMNA: FRIGERI, LEONARA PIRAN

Profesora: AGUIRRE, Stella Maris
Seminário: Metodología II
Classe: IUNES III
Correo electrónico: piranfrigeri@bol.com.br







Buenos Aires, Septiembre de 2015.


CONTENIDO


1. Introdución.......................................................................................................................     03

2. Planteo del problema…………………………………………………………………...      05
2.1 Tema..............................................................................................................................      05
2.2 Problema........................................................................................................................      05

3. Objetivos..........................................................................................................................     07

4 Estado del arte..................................................................................................................     08
4.1 Multiletramentos y educación.......................................................................................      08

5. Marco Teórico.................................................................................................................      11
5.1 La  informática en su contexto histórico.......................................................................      11
5.2 El proceso educativo y las nuevas tecnologías en la enseñanza y el aprendizaje..........      12
5.3 La  internet en la educación...........................................................................................     13
5.4 El proceso de lectura actual...........................................................................................      15

6. Hipótesis.........................................................................................................................       05

7. Metodología…………………………………………………………………………….

8. Referencias bibliográficas...............................................................................................      17



1. Introdución
 


A través de las nuevas tecnologías, el ser humano desarrolla cognitiva socialmente, por lo que su uso en las escuelas si haciendo tan importante. Sin embargo, la inserción, la implementación y uso de nuevas tecnologías en el entorno escolar son aún limitadas por falta de condiciones financieras o de "incapacidad" del cuerpo docente de utilizar todo el potencial de esta tecnología; el uso de los mismos debe dejar el reino de "consumir" y ascender a la "producción".
Profesores, alumnos y contenidos son el triángulo interactivo y principales actores del proceso educativo en ambientes virtuales. Interactivo porque hay una necesidad de una colaboración de los tres para que el proceso sea completamente explotado.
Las nuevas tecnologías ejercen influencia total en las relaciones de los estudiantes con el mundo exterior y el interior (aprendizaje y cognición), conduce a cambios en las formas de lectura epistemológica, en las formas de lectura, en la comunicación, representación personal y de pensamiento, según análisis Vigotskiana. Maestros, a su vez, deben procurar hacer uso de las nuevas tecnologías mediante el uso de todo su potencial.
El interés por investigar la influencia de las nuevas tecnologías en la construcción de la lectura en los primeros años de escuela primaria es relevante a la calidad de la educación, que se inserta en el mundo globalizado y altamente tecnológico, y por éste biés, la práctica de la lectura y la escritura se extiende a una amplia variedad de textos que se puede accesar de cualquier lugar y en cualquier momento. Si cambia el texto, también cambia el lector, que ahora interactúa con información en diferentes formas de lenguaje. Más que el texto escrito, los estudiantes hoy se anima a producir en el aula utilizando las múltiples posibilidades tecnológicas de comunicación. Es la era de multiletramentos. Pasó el tiempo en que la alfabetización en la escuela reducía a texto escrito, hoy educación ciertamente tendrá que echar un vistazo también, para el analfabetismo virtual
Darse cuenta de que, a pesar de toda esta tecnología disponible en el mercado, través del teléfono celular, tableta, computadora, la difusión de imágenes se convierte cada vez más dominante y, la clase sin el uso de estes recursos puede se tornar cansativo para los niños que  hoy nacen aprenden a deslizar sus dedos en pantallas táctiles, como parte de su vida cotidiana socio familiar. No es de ahora, por supuesto, que la imagen predomina en la comunicación humana, pero recientemente la necesidad de aprender a hablar con tantas aplicaciones que propone. Parte delantera de los expuestos justifica este estudio de tal relevancia socio educativo.


2. Planteo del problema
 


La influencia de las nuevas tecnologías en la construcción de la lectura en la clase del quinto año de educación primaria en la Escuela Municipal Ceiton Costa en Engenho Velho/RS en 2015-2016.


2.1 Tema


La influencia de las nuevas tecnologías en la construcción de la lectura en los primeros años de escuela primaria.


2.2 Problema


¿Cuáles son los efectos del uso de las nuevas tecnologías en la construcción de la lectura en estudiantes del quinto año de la enseñanza primaria en la Escuela Municipal Cleiton Costa en Engenho Velho/RS?
¿Cuáles son los impactos del uso de nuevas tecnologías en el proceso de construcción de la lectura en estudiantes de quinto año de la enseñanza primaria en la Escuela Municipal Cleiton Costa en Engenho Velho/RS?
¿Las nuevas tecnologías contribuyen en el proceso de construcción de la lectura en estudiantes de quinto año de la enseñanza primaria en la Escuela Municipal Cleiton Costa en Engenho Velho/RS?
¿Qué características presentan los alumnos que construyen la lectura utilizando las nuevas tecnologías?
3. Objetivos
 


Objetivo general: Analizar el uso de nuevas tecnologías y su influencia en el proceso de construcción de la lectura de los estudiantes en la clase de quinto año de la educación primaria en la Escuela Municipal Cleiton Costa en Engenho Velho/RS en 2015-2016.


Objetivos específicos:
  • Caracterizar la práctica de la enseñanza utilizada en la construcción de la lectura en el quinto año de la educación  primaria en la escuela en la clase de quinto año de educación primaria en la Escuela Municipal Cleiton Costa en Engenho Velho/RS en 2015-2016.
  • Identificar los recursos pedagógicos utilizados en el proceso de construcción de la lectura en el quinto año de la educación  primaria en la escuela en la clase de quinto año de educación primaria en la Escuela Municipal Cleiton Costa en Engenho Velho/RS en 2015-2016.
  • Observar el uso de las nuevas tecnologías en la clase en el quinto año de la educación  primaria en la escuela en la clase de quinto año de educación primaria en la Escuela Municipal Cleiton Costa en Engenho Velho/RS en 2015-2016.
  • Evaluar la influencia de las nuevas tecnologías en la construcción de la lectura en el quinto año de la educación  primaria en la escuela en la clase de quinto año de educación primaria en la Escuela Municipal Cleiton Costa en Engenho Velho/RS en 2015-2016.


4. Estado del arte
 


4.1 Multiletramentos y educación


Con las nuevas tecnologías, comunicación ha cambiado y hay muchos desafíos para la escuela. Los principales son hacer el alumno uno productor del contenido (teniendo en cuenta toda la diversidad de la lengua) y uno ser crítico.

Videos que muestran un evento, como la caída de un meteorito en la tierra o transmiten en tiempo real una inauguración presidencial.
Imágenes que revelan la cultura de un pueblo. Audios que cuentan las noticias más importantes de la semana. La sociedad contemporánea se encuentra inmersa en las nuevas lenguajes (algunas no tan nuevas así). Las informaciones dejaran de llegar única y exclusivamente por el texto. Tablas, gráficos, infografías, ensayos fotográficos, reportajes visuales y muchas otras formas de comunicarse están disponibles para un nuevo lector. El objetivo principal de la información, sea con fines educativos, informativo o mismo de entretenimiento, es alcanzar efectivamente el interlocutor (V3 cuadernos IFT, p. 05, 2013).

Con las nuevas tecnologías, los textos han sufrido cambios significativos. Ahora, imagen y sonido también deben ser considerados en las lecturas y la escuela necesita incorporar prácticas relacionadas con un concepto nacido en más de 15 años: el multiletramentos. Las prácticas que hacen uso de estos diferentes medios de comunicación y, consecuentemente, de varias lenguajes, incluyendo aquellos que circulan en varias culturas, recibe el nombre de multiletramentos. Por lo tanto, tratar los textos, comprenderlos y producirlos pasa a llevar en cuenta como la fotografía, lo audio y lo video.
Pero tanto el proceso de construcción de la lectura bien mudando y lo profesor necesita de urgente actualización para mantenerse al día de los cambios que el mundo de la tecnología ha traído no sólo a la escuela, así como a la vida de las personas. Lo que se espera con estes recursos es que los estudiantes "desarrollar más las habilidades de lectura y escritura para que apropiarse del géneros híbridos, que circulan en las diferentes culturas de uso de los medios digitales y, de las prácticas de lenguaje que circulan en este ámbito" (Rojo apud V3 cuadernos IFT, pág. 06, 2013). Aún para ella "esperase también que ellos consigan  seleccionar, procesar, analizar, distribuir y remix o transformar las informaciones que encuentre de frente."
Según Rojo (apud V3 cuadernos IFT, p. 07, 2013), los recursos tecnológicos son interactivo y cooperativo; fractura y transgredir las relaciones de poder establecido, especialmente los de propiedad (máquinas, herramientas, ideas, textos), sean verbales o no verbales; son híbridos, frontera y mestizos (de lenguajes, modos, medios y culturas).”
Así como en la sociedad, los multiletramentos también están presentes en las aulas. El papel de la institución escolar, en el contexto, es abrir espacios para que los estudiantes puedan experimentar estas diversas prácticas de alfabetización como consumidores y productores de información, así como discutir críticamente. Para Rojo (apud V3 cuadernos IFT, p. 05, 2013), "vivimos en un mundo donde esperase (empleadores, profesores, ciudadanos, líderes) que las personas aprendan guiarse su propia aprendizaje en la dirección del posible, del necesario y del deseable, que tengan autonomía y aprendan  buscar cómo y lo qué aprender, que tengan flexibilidad y pueden colaborar con la urbanidad".
Para Barbosa (apud V3 cuadernos IFT, pág. 06, 2013), la tecnología puede estar en la escuela acerca de tres perspectivas:

Potenciación de recursos didácticos – cuando se utiliza la tecnología como un apoyo para la enseñanza de contenidos escolares. Ejemplo: un maestro explica los movimientos de rotación y translación de la tierra con la ayuda de una animación.
Discusión como tema transversal – cuando los temas de debate de escuela como los juegos, la autoría en la Web, límite de exposición de la vida privad, libertad de expresión, confiabilidad de los datos para publicación, etc.
Medios, soportes y el ambiente – cuando el uso de la tecnología da lugar a diferentes prácticas sociales de uso de la lenguaje en la cual circulan diferentes géneros y textos utilizados para la producción de nuevos géneros y textos.

Esta forma de trabajar con las tecnologías prepara el alumno en la escuela para actuar como miembro de la sociedad contemporánea y da a él libertad, una vez que invita al estudiante a seleccionar recursos, contenidos y socios de trabajo, para tomar decisiones en el camino, sin dejar de lado la responsabilidad porque su autoría expondrá su trabajo y, para él, será necesario responder.


5. Marco teórico
 


5.1 La informática en su contexto histórico


En Brasil, la implementación de las políticas de las tecnologías de la información en la educación pública tiene se pautado fundamentándose en el cambio del nivel educativo. Las experiencias desarrolladas han señalado el cambio escolar, que viene ocurriendo desde 1982, cuando fueron descritas estas políticas. En la Francia y en el Estados Unidos, el uso de las tecnologías en la educación no tiene la preocupación clara de cambio educativo, porque el sistema educativo tiene un nivel superior a la nuestra, y se inserta sólo para que el estudiante se familiarice con estos recursos. Por lo tanto, los objetivos del uso de la tecnología de la información en estos países son más simples y fáciles de alcanzar, porque se requiere menos entrenamiento de los docentes, poco cambio pedagógico en la gestión de aula, en la escuela y en currículo (Valente, 1999).
Las decisiones en Brasil tuvieron como punto de referencia el contexto mundial sobre el uso de tecnologías de la información en la educación, pero la trayectoria brasileña es muy peculiar y diferente a lo que hacen y ha hecho en otros países. Sin embargo, cuando comparando los avances pedagógicos alcanzados a través de la tecnología de la información en el Brasil a otros países, los resultados son similares e indican que ella prácticamente no cambió la forma de enseñanza en el aula.
Según Valente (1999), uno de los factores que diferencia de la carrera de informática en la educación de Brasil contra Francia y los Estados Unidos, es la relación que se establece entre organismos de investigación y escuela pública. En la Francia, las políticas utilizadas por el gobierno, no fueron necesariamente los frutos de la investigación y no ocurrió el establecimiento de un vínculo directo entre la escuela pública y centros de investigación. En los Estados Unidos, a pesar de haber sido producido diversas investigaciones y experimentos, estas pueden ser utilizadas por la escuela interesada en implementar la informática educativa.
La segunda diferencia, para Valente (1999), es la descentralización de las políticas y la sistemática del trabajo establecida entre el Ministerio de educación y cultura (MEC) y las instituciones que desarrollaron trabajos de la informática en la educación. Esto sistemática fue diferente de cualquier otro programa educativo iniciado por el MEC. En el caso de la informática en educación, los proyectos y las decisiones no estaban totalmente centrados en el MEC. Ellas eran fruto de discusiones y propuestas hechas por la comunidad de técnicos e investigadores de la área. La función del MEC era monitor, proporcionar e implementar esas decisiones. En Brasil, las políticas de implementación y desarrollo de la informática en la educación no sólo son resultado de las decisiones del gobierno como en Francia y no una consecuencia del mercado como en los Estados Unidos.
La tercera diferencia es en relación con el enfoque pedagógico y el papel de la computadora en el proceso educativo. El programa desarrollado en el Brasil, la función de la computadora es causar alteraciones pedagógica profundas, y no solamente automatizar la enseñanza o preparar el estudiante para poder trabajar con la informática y esta propuesta de modificación ha estado siempre presente en los diálogos. Todos los núcleos de investigación del proyecto EDUCOM actuaron pensando en crear ambientes educativos donde la computadora serviría como un recurso para facilitar el proceso de aprendizaje.
El cambio de enfoque educativo fue y es el mayor desafío. Transformar una educación centrada en la enseñanza y en la transferencia de conocimiento, para una educación en que el estudiante desarrolla las actividades través de la computadora y, así, construir su conocimiento es el objetivo buscado. La formación de investigadores de los centros pilotos, el cursos de formación proyectados y hasta los software educativas desarrollado se hicieron realizado pensando en este tipo de cambio educativo (Valente, 1997).
Mediante el análisis de los experimentos experimentados, se entiende que la viabilidad de estas transformaciones educativas, no depende de la simple instalación de computadoras en las escuelas y sí a repensar cuestiones como la dimensión del espacio y el tiempo de la escuela. El aula se convierte en un lugar donde profesores y estudiantes realizan un  trabajo diferente en relación con el conocimiento y deja de ser un lugar de clases alineadas. Un lugar donde el profesor deja de ser el transmisor de la información y pasa a ser el facilitador del proceso enseñanza-aprendizaje. El estudiante ya no es más pasivo, receptor de información, a ser aprendiz activo, agente que construye su propio conocimiento. El énfasis de la educación ya no es en la memorización de la información transmitida por el educador y se convierte en la construcción del conocimiento hecha por el alumno de forma significativa, siendo el educador el facilitador de este proceso de construcción (Valente, 1999).


5.2 El proceso educativo y las nuevas tecnologías en la enseñanza y en el aprendizaje


El contenido virtual permitir que tanto estudiantes como profesores, pueden explorar fenómenos y conceptos, muchas veces inviables en las escuelas o inexistentes, por cuestiones económico y las de seguridad. Con la velocidad de la tecnología, la producción de nuevos conocimientos y las aplicaciones crecientes con recursos informáticos, termina requiriendo nuevas metodologías de enseñanza y potenciar la modernización de la educación que requiere la formación continua de toda la comunidad escolar implicada. Según Moran (1998) "uno de los ejes de los cambios en la educación pasa por su transformación en un proceso de comunicación auténtica, abierta entre docentes y estudiantes, principalmente, pero también incluyendo los administradores y la comunidad, especialmente los padres.”
Valente (2003) afirma que "la experiencia del profesor es esencial. [...] el maestro debe conocer las diferentes modalidades de uso de las computadoras en la educación [...] comprender qué los recursos ofrecen para la construcción del conocimiento.” El estrecho pasaje del anterior para el nuevo continúa siendo función de los docentes. Fue transferido, de tal modo, para las manos de los envolver con la práctica de la escuela la responsabilidad del cambio, su tarea de recrear haceres y conocimiento de varias obras lógicas extrañas de su vida diaria.
Los educadores ya son conscientes de que ni el profesor ni el alumno controla el proceso de aprendizaje. Ambos participan dinámicamente y aprendiendo constantemente. Por lo tanto, el aspecto de la innovación escolar, más que las preguntas sobre el uso de las nuevas tecnologías, apuntan el surgimiento de una ideología que permite, al mismo tiempo, reinventar el entorno escolar, buscando una lógica que embase la función de la escuela en los procesos de enseñanza-aprendizaje, colaborando con las prácticas docentes que podrían, o no, sufrir la influencia de la las nuevas tecnologías.


5.3 El internet en la educación


La tecnología es vista como una posibilidad de formación del proceso del trabajo del estudiante y el proceso de trabajo. Por lo tanto, no puede ser ignorados, tecnológicos de recursos, tales como la videoconferencia multimedia, internet, presentes nuevas formas de leer, escribir y por lo tanto, a pensar y acto. Cuando se utiliza un editor de texto que permite esos pensamientos diferentemente que el texto escrito a mano, llevando la persona a averiguar de una manera diferente de leer e interpretar lo que escribes.
Silva (2001 p. 174) "el profesor no es sólo un actor en la red de interacciones. Pero, sobre todo, del autor. Produce y proporciona la red de interacciones basado en los fundamentos de la interactividad. Es esta materialidad comunicacional expresa su autoría. Por cierto, mantener ese ambiente, es suyo.
Para el uso de la tecnología en el proceso educativo sea eficaz debe estar relacionado con los objetivos de la educación tradicional, en cuanto a la transmisión de conocimientos. Según Freire (1995), debe contribuir a crear una escuela que es aventura, para el estudiante y que no tiene miedo del riesgo y por lo tanto se niega a quedarse quieto. Una escuela que hace posible pensar, acto, charla, amor, supongo. Es importante para la comprensión de cómo los estudiantes, en su relación con el ordenador, interactúan y adquieran conocimientos y cómo los profesores pueden trabajar hacia el proceso educativo.
Como el conocimiento no importa, crea, se construye y reconstruye cada día. Saber si dar el contexto que es significativo. De Moran (2005):

Educar es ser más conscientes de las posibilidades de los límites. Estimular el deseo de aprender, para ampliar las formas de entender, sentir, entender, comunicar. para apoyar el estado de preparación para el aprendizaje dentro y fuera de la escuela, en todos los espacios de nuestra vida cotidiana, en todas las dimensiones de la vida. Estar atento a todo, todo, integrando todo. Conectar siempre la educación con la persona del estudiante, la vida del estudiante, con su experiencia (MORAN, 2005:88).

Educación debe buscar llegar al estudiante por todas las formas posibles: por experimentación, imagen, sonido, representación, juego de roles, simulaciones, para multimedia. Enseñanza y el aprendizaje son un proceso que educador y alumno comparte. Parafraseando a Freire (1987), podríamos decir: nadie educa a nadie, nadie es educado por nadie; los hombres son educados juntos en comunión. Internet podría convertirse en uno de los caminos de este proceso. Según Moran (2005):

Enseñanza y el aprendizaje depende del educador y el educando, es un proceso compartido. La educadora coordina, sensibiliza, organiza el proceso, que se está construyendo en junto con las habilidades y tecnologías posibles para cada grupo, así como participativa. Es un proceso basado en la confianza, de auténtica comunicación, de interacción, en cambio, estimular, con reglas y límites, pero siempre haciendo hincapié en los incentivos (MORAN, 2005:89).

Internet de Moran (2005), es un nuevo medio de comunicación, incluso en su infancia, pero sirve para repasar, ampliar y transformar todas las formas actuales de enseñanza y aprendizaje. Recursos informáticos, si se utiliza adecuadamente, pueden convertirse en agente de cambio para el proceso de enseñanza-aprendizaje y, por tanto, para la mejora de la educación.


5.4 el proceso de lectura actual


El lector de hoy, que coexiste con las nuevas tecnologías tiene un nuevo perfil, así que usted puede averiguar tres tipos de lectores tradicionales de hipermedia, que Santella (2003 apud CANTALICIO, p. 1, 2010) llamado "el contemplativo, el desplazamiento y la inmersión". Segunda Santaella, la primera, el lector contemplativo, es el de la era pre industrial, la edad del libro impreso y exposición, imagen fijada. El segundo es el lector del mundo móvil, dinámico, hijo de la Revolución Industrial y el surgimiento de grandes centros urbanos: el hombre de la multitud. Y el último el jugador inmersivo, que es el foco principal de la obra, es el lector quien surgió de la nueva ciberespaços los espacios virtuales.
Propone que el perfil de navegador de inmersión se caracteriza por tres diferentes niveles de razonamiento: el inductivo, deductivo y abductivo Santaella (2003) destaca el poder que la mente humana tiene que ser capaz de dibujar caminos, muchos impulsados por el arte de la adivinación, descubriendo pistas desconocidas, que conducen a un punto común de conocimiento, es el internauta que navega practicando el arte de la adivinación a través de los instintos racionales.
Razonamiento abductivo es adecuada para el lector principiante, que practica vagando como procedimiento exploratorio en territorios desconocidos. El inductivo es característica de usuario de Internet que ya está en el proceso de aprendizaje, navegación en espacios desconocidos, pero siguiendo los pasos de inducción dando por resultado muchas, muchas formas, dentro de sus expectativas. Y la última, la inductiva, que ya sabe todos los caminos del ciberespacio arts.
Santaella (2003, apud CANTALICIO, p. 3, 2010) señala que para delinear el perfil de este tipo de usuarios de Internet, usted necesita no sólo caracterizar inferenciais y procesos mentales que guían las opciones de Internet, pero también explican donde se trata de la perspectiva de agilidad y preparación de respuestas que este lector se muestra en la interacción con el flujo incesante de signos que aparecen en las interfaces hipermedia. El gran sello de este tipo de lector, es dentro de las interfaces de la interactividad.
Otro rasgo identificador de inmersión del jugador está en los cambios sensoriales, perceptivos y cognitivos que emergen en este tipo de lectura. De hecho, incluso para un experto surfista y clarividente, la red es siempre un espacio laberíntico, que nadie puede tener una vista de pájaro, fijo conjunto. Sin embargo, a pesar de las diferencias entre los tres tipos de lectores mencionados por el autor, nos dimos cuenta de que hay puntos comunes entre ellos. Son lectores que incluso estando en distintos espacios del ciberespacio que brindan una mayor interactividad, están directamente vinculadas a los perfiles de los lectores tradicionales de libros, revistas o periódicos, pretende reconocer un contexto particular de la premisa de la lectura tradicional, ahora con más dinamismo y diversidad.


6. Hipótesis
 


Las nuevas tecnologías despiertan la curiosidad y actúan como estímulos porque el ciberespacio es un objeto de curiosidad y los niños en general, no tienen aversión o resistencia, precisamente porque son curiosos y no tiene miedo de la nueva característica notable de los nativos digitales,. De esta manera el ciberespacio y la cibercultura dejan de ser objetos de la curiosidad y del deseo y se convertirá en ser instrumentos para el desarrollo de la lectura, la escritura y la escritura plena, exigencia de este tiempo y, muy probablemente, de todos los otros que rápidamente se aproximan.


7. Metodología
 


El trabajo de investigación es un estudio de casos y se caracteriza por ser descriptiva, seguido de enfoque cualitativo.  Los sujetos de la pesquisa, serán los estudiantes de quinto año de la enseñanza fundamental de una escuela Municipal de educación infantil y educación primaria de un municipio pequeño en el norte del estado de Rio Grande do Sul. Será aplicada una encuesta a profesores y alumnos en esta clase. Los instrumentos de investigación para la colecta de datos mediante la observación, entrevista semi estructurada, serán analizados por la fundación teórica de autores contemporáneos críticos. Se eligió estos dos tipos de instrumentos de medición porque para la muestra es de niños con menor edad y pueden tener preguntas para responder a la encuesta, siendo responsabilidad del investigador para aclararlos, con una ética y comprometieron con la veracidad de los datos y, por lo tanto, a una educación de calidad
La muestra de esta investigación se incorporará íntegramente en la clase, o sea, por 30 estudiantes en el quinto de la enseñanza primaria, con la edad de 10 y 11 años de edad y 2 profesores en la clase. Esta muestra fue definida tomando en consideración que son de niños curiosos, con un gran potencial productivo, que usar y conviven con las nuevas tecnologías y así siendo, viven en contacto con el multiletramento presente en estas tecnologías.


8. Referencias bibliográficas
 


CANTALICIO, Tereza Cristina Elías. (2010, diciembre). Revista electrónica temático, [en línea]. Año I, párrafo 12. Disponible en: http://www.insite.pro.br/2010/dezembro/leitor_imersivo_santaella.pdf [29 de julio de 2015].
COLL, César; MONEREO, Carles (Orgs.) (2010). psicología de la educación virtual -aprender y enseñar con las tecnologías de la información y la comunicación, [en línea]. Porto Alegre: New Haven. Disponible en: http://www.insite.pro.br/2010/dezembro/leitor_imersivo_santaella.pdf [29 de julio de 2015].
Educación en el siglo XXI. (2013), [en línea]. Volumen 3. São Paulo: Fundación Telefónica. Disponible en: http://www.ead.unb.br/arquivos/livros/multiletramentos.pdf. [29 de julio de 2015].
FREIRE, Paulo. (1995). crítica, radical y optimista. Años de presencia educativa, Belo Horizonte, 1, v. 1, enero/fev.
PEREIRA, Bianca Regina de Castro. (2012, octubre). Un análisis de la psicología de la Educación Virtual, [en línea]. Disponible en: http://portalrevistas.ucb.br/index.php/raead/article/viewFile/3240/2235 [29 de julio de 2015]
MORAN, José Manuel. (1998). cambiar la manera de aprender y enseñar con internet. En: salto al futuro: TV y computadoras en la educación. Departamento de Educación de distancia, Brasília: Ministerio de educación y deporte, semilla.
MORAN, José Manuel. . (2005) integración de la tecnología en la educación. Salto hacia el futuro. Brasília: Ministerio de educación, semilla.
SILVA, Marco. (2001). aula interactiva. 2. ed. Río de Janeiro: Cuarteto.
VALENTE, José a. (1997, septiembre). Visión analítica de la informática en la educación en Brasil formación de : la pregunta del profesor. Diario de la informática en la educación. RS: Equipo brasileño sociedad, Nº 1.
VALENTE, José a. (org.). (1999) la computadora en una sociedad del conocimiento, [en línea]. São Paulo: Unicamp/NIED, 1999. Disponible en: http://rxmartins.pro.br/teceduc/computador-sociedade-conhecimento.pdf [2010, junio 22].
VALENTE, José A; PRADO, Maria Barbara b. b. (2003). La formación en la acción del profesor: un enfoque y una nueva práctica pedagógica. En: _ _ _ _. (Org.). Maestro de capacitación para el uso de computadoras en la escuela, [en línea]. Campinas: NIED/UNICAMP. Disponible en: http://www.nied.unicamp.br/oea//pub/livro4/index.html [2010, 23 de junio].
VALENTE, José a. (2003). Creación de ambientes de aprendizaje a través de la red telemática: experiencias en la formación para el uso de computadoras en la educación docente. En: _ _ _. (Org.) Maestro de capacitación para el uso de computadoras en la escuela. SP/Campinas: UNICAMP/NIED.

10 jogos de escuta para crianças em idade pré-escolar

  Jogos de escuta para seguir instruções 1. O Rei Manda (ou O Mestre Mandou) Lembra-se deste jogo na nossa infância? É muito simples, não pr...