4/22/2015

Artigo: O SER PROFESSOR

 


MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
PÓLO DE APOIO PRESENCIAL DE CONSTANTINA
CURSO DE PEDAGOGIA A DISTÂNCIA











O SER PROFESSOR





LEONARA PIRAN FRIGERI









CONSTANTINA-RS

JUNHO DE 2014
INTRODUÇÃO


O presente artigo discorre sobre “ser professor” e a identidade profissional As reformas educacionais dos últimos anos buscaram qualificar o ensino brasileiro. Nesta perspectiva de educação qualificada que todos desejam e anseiam o educador é o principal personagem envolvido no contexto. O momento exige um novo jeito de ensinar, devido principalmente pela rapidez com que se desenvolvem os avanços tecnológicos. O professor precisa desenvolver com competência certas habilidades para auxiliar os alunos na análise, síntese e interpretação de diversos dados. Assim, a ação do educador deve estar voltada à compreensão de homem, de mundo e de sociedade a ser organizada, possibilitando o pleno desenvolvimento do ser humano.
Após é abordado sobre a organização escolar bem como sobre a gestão que poderão ser meios para atingir as finalidades do ensino, para isso é necessário ter clareza de que o eixo da instituição escolar é a qualidade dos processos de ensino e aprendizagem que, media os procedimentos pedagógicos e didáticos, trazendo melhores resultados na aprendizagem.
Para finalizar é discorrido sobre as Relações Interpessoais que acontecem dentro da sala de aula e na escola, pois a interação professor/alunos é um dos aspectos fundamentais, pois visa alcançar os objetivos do processo de ensino. Entretanto, esse não é o único fator que determina a organização do ensino, por esta razão precisa ser conjugada a outros fatores como a forma como se desenvolve a aula, se atividade individual, coletiva, em grupos e outras.

1. DESENVOLVIMENTO

O presente trabalho está dividido em seis capítulos. No primeiro capítulo é discorrido sobre a criança e a aprendizagem onde são expostos itens relevantes sobre a prática docente realizada. No segundo capítulo é realizada considerações sobre o Projeto Político Pedagógico da escola, identificando aspectos que se aproximam da prática pedagógica realizada na escola. No terceiro capítulo é observado a relação do PPP com a Aprendizagem dos educandos. No quarto capítulo é discorrido sobre o “Ser Professor” e os aspectos relevantes sobre a Identidade Profissional. Já no capítulo quinto é destacado as relações com a Gestão e a Comunidade Escolar. Para finalizar, no sexto capítulo discorre-se sobre as relações Interpessoais: Professor x Aluno, Aluno x Aluno, Escola x Família.

1.1 A Criança e a Aprendizagem

A educação, cada vez mais, volta-se para a capacidade do indivíduo em fazer escolhas e para a quebra dos mecanismos de alienação social, que o impedem de optar pelo que é melhor para si e para o grupo onde vive. Desta forma, a escola está sendo solicitada a contribuir na formação de um indivíduo com várias competências, ajudando-o a compreender a sua realidade e a refletir sobre ela.
Durante o período da prática docente para atender a diversidade existente na sala de aula buscou-se acompanhar os alunos que apresentam individualmente nas suas carteiras, questionando-os, orientandos para que as atividades ficassem corretas e compreendessem o que estavam fazendo. Buscou-se também realizar bastante leitura das famílias silábicas que já foram apresentadas a eles para que consigam ler as palavras que já tem essas sílabas. Percebeu-se também que a turma no geral está fraca em leitura e por isso nessa semana procuramos fazer leitura diária das palavras que já conhecem, de pequenos textos, de forma coletiva e individual também.
Quanto aos alunos que demonstraram ter mais facilidade e conhecimentos, para que esses alunos não sejam prejudicados, por concluírem as atividades antes de todos, sempre que possível colocou-se eles como ajudantes para que auxiliem os colegas e com isso, reconstruam seus próprios saberes. Além de levar atividades extras para que realizem enquanto os outros fazem as atividades, como livros para lerem, cálculos e histórias matemáticas, cruzadinhas. Buscou-se fazer com que os alunos reflitam e estabeleçam relações das atividades com o cotidiano deles, trabalhando sempre com material concreto sempre que possível.
Para Vygotsky (1998), o funcionamento psicológico estrutura-se a partir das relações sociais estabelecidas entre os indivíduos e o mundo exterior, pois entende o desenvolvimento como fruto de uma grande influência das grandes experiências do indivíduo. Cada um dá significado particular a essas vivências, assim a construção do pensamento é um processo cultural e não formação natural e universal da espécie humana e ocorre através do uso de signos e emprego de instrumentos elaborados através da história humana num contexto social determinado. Segundo Vygotsky, (apud OLIVEIRA, 1999, p. 56):

A aprendizagem e o desenvolvimento acontecem de maneira interligada, ou seja, só nos desenvolvemos se / e quando aprendemos. Desde o momento em que a criança nasce “o aprendizado está relacionado ao desenvolvimento e é aspecto necessário universal do processo de desenvolvimento das funções psicológicas culturalmente organizadas e especificamente humanas”.

As emoções, segundo ele, têm papel preponderante no desenvolvimento da pessoa. Em geral são manifestações que expressam um universo importante e perceptível, mas que é pouco estimulado pelos modelos tradicionais de ensino. Segundo Wallon (apud LUNARDI, 2002, p.2):

As transformações fisiológicas de uma criança revelam traços importantes de caráter e personalidade. A emoção é orgânica que pode alterar a respiração, os batimentos cardíacos e também o tônus muscular, tem momentos de tensão e distensão que ajudam o ser humano a se conhecer. A raiva, a alegria, o medo, a tristeza e os sentimentos mais profundos têm função de relevância na relação da criança com o meio.

De acordo com os estudos realizados por Wallon, crianças entre seis a nove anos mostram que o desenvolvimento da inteligência depende de como cada uma delas faz as diferenciações com a realidade externa. Primeiramente, porque suas ideias são lineares e se misturam ocasionando um conflito permanente entre dois mundos. O interior povoado de sonhos e fantasias, e o real cheio de símbolos, códigos de valores sociais e culturais. É na solução desses conflitos que a inteligência evolui. Wallon diz que o sincretismo (mistura de ideias num mesmo plano), comum nessa fase é fator determinante para o desenvolvimento intelectual. Para Antunes (2001, p. 13):

Essa tendência estimuladora da escola pode ser vista como um novo paradigma de compreensão do ser humano que abandona sua avaliação através de sistemas limitados e percebe com acentuada amplitude linguística, lógica matemática, criativa, sonora, sinestésica, naturalista e principalmente emocional.  

Sendo assim o professor atual precisa se atualizar constantemente, conhecer a turma e observar as habilidades e competências da turma bem como as dificuldades de cada aluno para que o planejamento e a prática pedagógica corresponda com a realidade e dessa forma consiga estabelecer estratégias de ensino para que os alunos superem as deficiências percebidas respeitado a diversidade encontrada em sala de aula.
1.2 Considerações sobre o Projeto Político Pedagógico da Escola

Pode-se entender o planejamento como uma práxis, um processo de reflexão, de identificação das intenções da escola e de ações a serem desenvolvidas para intervir na realidade escolar. Para dialogar sobre a construção do projeto político-pedagógico escolar, é importante compreender o significado do planejamento como ação essencialmente humana no processo de trabalho, a importância e os limites do planejamento na concretização de uma determinada concepção de educação escolar. Neste sentido é preciso ter clareza de que não basta planejar para acontecer: “há toda uma luta ideológica, política, econômica, social para ser enfrentada, seja consigo mesmo, com seus colegas de trabalho, com os educandos, com as famílias e com as instituições em geral” (VASCONCELOS, 1995).
Freire (1996, p.44), destaca a importância da reflexão crítica sobre a prática. Afirma que é “pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática. O próprio discurso teórico, necessário à reflexão crítica, tem de ser de tal modo concreto que quase se confunda com a prática”.
O trabalho desenvolvido na escola é norteado pelas ações que constam no PPP e pelo Regimento Escolar. As ações que a escola desenvolve constam no PPP, ou seja, ele é executado na escola, por isso não se percebe distanciamento entre as ações previstas e o que acontece na escola, pelo contrário. A escola precisa sim, fortalecer a participação da comunidade escolar, mas não porque não oportuniza, mas porque a comunidade não participa, seja porque não quer, seja porque não acha importante, então a gestão democrática é exercida na escola, a comunidade é que não está acostumada a exercer seu papel de participante atuante, deixa tudo para a escola. Sendo assim, a escola deve continuar oportunizando até criar esse hábito e consciência de participação. A escola conhece a clientela escolar e a sua realidade, isso pode ser percebido no Projeto Político Pedagógico da escola:

Através da participação dos pais, alunos, funcionários e professores da escola, foi possível conhecer a realidade que estão inseridos os alunos, sujeitos do processo ensino- aprendizagem, podendo ser caracterizada da seguinte forma: reunião com os alunos, pais, professores, funcionários e supervisão da SMEC, através de questionamento e reflexão, para uma tomada de consciência sobre a importância da participação dos mesmos, na construção da escola que queremos [...] Trabalhamos com crianças de nível sócio-econômico extremamente baixo e médio. A escola está situada na sede do município. Apresentando um bom estado físico tanto no prédio como no pátio. A escola tem uma biblioteca com bom acervo de livros [...] Nossa escola procura trabalhar em parceria, completando-se. Pois os alunos são diferentes no que se refere a interesses, participação, atuação e criatividade e demais aspectos. A escola desenvolve um trabalho, em relação a isso, respeitando a individualidade e diferenças de cada um (PPP, 2008, p.23).

1.3 Relação do PPP com a Aprendizagem



O Projeto Político Pedagógico da escola, expressa algumas possibilidades que vem sanear às necessidades observadas em sala de aula e define ações concretas a serem realizadas, apresentando orientações para a ação pedagógica na escola. Como já dizia Paulo Freire (1992) “Na história se faz o que se pode e não o que se gostaria de fazer. Uma das grandes tarefas políticas que se deve observar é a perseguição constante tornar possível amanhã o impossível hoje”, dessa forma a escola apresenta alternativas metodológicas que podem vir auxiliar o processo de ensino aprendizagem de forma dinâmica e diferenciada.

-Promover cursos de aperfeiçoamento e atualização aos professores.
-Prover a escola de todos os materiais de ensino, consumo, materiais didáticos, pedagógicos e de higiene e conservação do prédio.
-Prover a escola de merenda escolar de qualidade.
-Realizar acompanhamento periódico do processo de ensino-aprendizagem dos alunos.
-Propiciar assistência odontológica, fonoaudióloga, psicológica, médica e atendimento pedagógico especializado, aos alunos da Escola Cleiton Costa que necessitam deste atendimento.
-Apoiar e incentivar a participação dos pais nas reuniões e atividades desenvolvidas na escola.
-Proporcionar condições ao ensino da educação infantil e ensino fundamental para o efetivo desempenho das atividades com materiais, serviços e recursos humanos.
-Realizar junto à comunidade um resgate do acervo histórico do município.
-Manter um Conselho Escolar atuante e participativo, promovendo assim uma gestão escolar democrática.
-A participação do Conselho Escolar na organização e no planejamento do calendário escolar, no projeto pedagógico da escola, na avaliação dos resultados finais da instituição.
-Realização de Amostras de oficinas pedagógicas.
-Realização de Visitas de estudo e lazer.
-Parcerias com as secretarias: Educação, Saúde, Agricultura, Assistência Social.
P-arcerias com EMATER e outras entidades ou empresas que venham a beneficiar a qualidade educacional escolar.
-Acompanhar e avaliar a prática pedagógica dos professores na escola.
-Proporcionar espaços de estudos pedagógicos aos professores e funcionários da escola.
-Construir Horta na escola.
-Promover palestra aos pais e comunidades escolar com temas previamente selecionado pelos mesmos.
-Propor atividade em contraturno escolar para alunos com baixo rendimento na aprendizagem.
-Oferecer atividades em contraturno escolar em sala multifuncional, para alunos com necessidades especiais (PPP, 2008, p.26-29).

Sendo assim, a escola procura promover o processo de ensino aprendizagem de forma dinâmica, saindo da sala de aula e vivenciando o ambiente onde os alunos vivem. Dessa forma amplia-se o conhecimento, aproximando a teoria da prática para que os educandos consigam estabelecer as devidas relações, tão necessárias para a construção do conhecimento, pois é através da ação-reflexão-ação que o saber é construído e reconstruído constantemente.
A escola tem a avaliação classificatória, porém não tem como pressuposto a punição ou premiação. Ela prevê que os estudantes possuem ritmos e processos de aprendizagem diferentes. Mesmo sendo classificatória ela é compreendida como um processo que observa o aluno como um todo.
Para que isso aconteça é desenvolvido um processo de avaliação contínuo, valorizando a construção das diversas competências e habilidades por área de conhecimento, como um meio de diagnosticar o que ainda não foi apreendido e vivenciado por educando e educador. Através dos resultados obtidos, busca-se redimensionar o planejamento para facilitar novas descobertas e a reconstrução dos conhecimentos, favorecendo, desta forma, a auto-avaliação.
Na escola, tanto a Educação Infantil como o Ensino Fundamental, tem como finalidade o desenvolvimento integral de crianças nos aspectos físicos, psicológicos, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade. Procura educar para a cidadania e criando condições que viabilizam a dimensão e socialização como princípios da comunidade escolar. As relações humanas são construídas através do diálogo, possibilitando a construção da ética e do respeito entre professor, pais e alunos.
A família é à base da sociedade. É nela que nascem os integrantes desta sociedade. Os valores morais, culturais, sociais e educacionais são estruturados neste primeiro grupo social. O homem constrói a sua história a partir de sua vivência, da experiência e da busca de conhecimentos que iniciou na família. A escola conta com uma comunidade de pais pouco atuantes, porém trabalha para melhorar esta situação, pois acredita que:

Tudo o que puder fazer no sentido de convocar os que vivem em torno da escola, e dentro da escola, participarem, de tomarem um pouco o destino da escola na mão. Tudo o que, puder fazer nesse sentido é pouco ainda, considerando o trabalho imenso que se põe diante dos que acreditam num país verdadeiramente democrático (MEC, 2006, p. 07).

Sendo assim, busca trazer a família para a escola oferecendo reuniões, palestras, encontros, homenagens. Mas é inegável que o momento atual exige dos homens, novos pensamentos e atitudes. Percebem-se em todos os aspectos (profissional, familiar, religioso, social) as influências e as consequências das mudanças e transformações ocorridas ao longo do processo de formação da humanidade e, por isso também, que a família deve acompanhar a vida escolar do filho e o trabalho que é realizado na escola bem como sua proposta educacional.
A escola por trabalhar com alunos de nível socioeconômico baixo fornece material escolar e didático necessário, merenda e transporte escolar a todos os alunos sem custo nenhum, além de proporcionar passeios e atividades também sem custo nenhum aos alunos.

1.4 “Ser Professor” e a Identidade Profissional

As reformas educacionais dos últimos anos buscaram qualificar o ensino brasileiro. Nesta perspectiva de educação qualificada que todos desejam e anseiam o educador é o principal personagem envolvido no contexto. O momento exige um novo jeito de ensinar, devido principalmente pela rapidez com que se desenvolvem os avanços tecnológicos. O professor precisa desenvolver com competência certas habilidades para auxiliar os alunos na análise, síntese e interpretação de diversos dados. Assim, a ação do educador deve estar voltada à compreensão de homem, de mundo e de sociedade a ser organizada, possibilitando o pleno desenvolvimento do ser humano (TROIAN e BERLATTO, 2007).
Nesse contexto, o professor é muito mais um mediador do conhecimento, diante do aluno que é sujeito da sua própria formação. O aluno precisa construir e reconstruir conhecimento a partir do que faz. Para isso o professor também precisa ser curioso, buscar sentido para o que fazer dos seus alunos. Ele deixará de ser um “lecionador” para ser um organizador do conhecimento e da aprendizagem (TROIAN e BERLATTO, 2007).
Freire (1996, p.42-43), nos chama atenção para reflexão crítica sobre nossa prática como educadores formadores:

A prática docente crítica envolve o movimento dinâmico, dialético, entre o fazer e pensar sobre o fazer. Por isso, é fundamental, na prática da formação docente que o aprendiz de educador assuma que o indispensável pensar certo, não é presente dos deuses, nem se acha nos guias de professores, iluminados intelectuais escrevem, mas pelo contrário, o pensar certo que supera o ingênuo tem que ser produzido pelo próprio aprendiz em comunhão com o professor formador.

Assim, o professor é o agente da transformação que deve estar em um contínuo processo de atualização para acompanhar as mudanças que acontecem na sociedade, com a tecnologia e as tendências pedagógicas. Ele também deve ter uma postura política para poder repensar sua prática pedagógica tornando a relação ensino e aprendizagem mais dinâmica e significativa. Segundo Chalita (2005, p.139):

Filhos são diferentes, alunos são diferentes, amigos são diferentes [...]. Todos obedecem a um ritmo próprio. Cabe a nós respeitar a maravilhosa trama dos teares diversos. Tramas que produzem indumentárias vivamente coloridas e originais, sempre a partir da mistura de cores e tecidos. No dia-a-dia, a nós não inviabiliza o eu e nem o tu.

Nesse sentido, educadores, pais e todos os que acreditam na importância da educação, para a formação de gerações mais conscientes e críticas devem demonstrar através do exemplo e das ações que, independentemente das diferenças, todos temos necessidades físicas e psicológicas semelhantes.

1.5 Relações com a Gestão e a Comunidade Escolar

A organização e a gestão constituem o conjunto das condições e dos meios utilizados para assegurar o bom funcionamento da instituição escolar, de maneira a alcançar os objetivos educacionais esperados (LIBÂNEO, OLIVEIRA e TOSCHI, 2003).
Portanto, a organização e a gestão são meios para atingir as finalidades do ensino, para isso é necessário ter clareza de que o eixo da instituição escolar é a qualidade dos processos de ensino e aprendizagem que, media os procedimentos pedagógicos e didáticos, trazendo melhores resultados na aprendizagem.
A instituição educacional terá que ser bem organizada e bem administrada para melhorar a qualidade da aprendizagem escolar dos alunos. O que as famílias, a comunidade e os próprios alunos esperam da escola, é que aprendam bem, ou melhor, que os conhecimentos, as habilidades e os valores sejam desenvolvidos e adquiridos para a vida, ou seja, uma escola em que os alunos estejam motivados para estar nas aulas e se envolver com afinco nas atividades.
A organização do trabalho coletivo na escola tem a função de procurar gerar aprendizagens, procurando formas para elaborar uma avaliação de maneira que possa ajudar o professor no desenvolvimento dessa aprendizagem na sala de aula. O professor através da avaliação possui os elementos indispensáveis para repensar a sua prática, bem como analisar a metodologia de trabalho utilizada para poder planejar mudanças frente à realidade em que se encontra o grupo.

1.6 Relações Interpessoais: Professor x Aluno, Aluno x Aluno, Escola x Família

As relações entre professores e alunos, a maneira de se comunicar, os aspectos afetivos e emocionais, a dinâmica das manifestações na sala de aula fazem parte das condições de organização do trabalho docente (LIBÂNEO, 1994).
A interação professor/alunos é um dos aspectos fundamentais, pois visa alcançar os objetivos do processo de ensino. Entretanto, esse não é o único fator que determina a organização do ensino, por esta razão precisa ser conjugada a outros fatores como a forma como se desenvolve a aula, se atividade individual, coletiva, em grupos e outras.
Nessa relação podemos destacar os aspectos cognitivos e o aspecto sócio-emocional, no que diz respeito às relações pessoais entre professor e aluno. Quanto aos aspectos cognitivos, pode-se perceber que os educadores não são apenas transmissores de conhecimento, mas também fazem perguntas e ouvem seus alunos. A atenção ao ouvi-los faz com que o cuidado em desenvolver a expressão oral, a exposição de opiniões, as respostas para as perguntas sejam indícios de que a interação professor/aluno aconteça e seja o meio que esses educadores encontram para desenvolver o trabalho pedagógico com resultados positivos em sala de aula. Segundo Libâneo (1994, p. 250):

Para atingir satisfatoriamente uma boa interação no aspecto cognitivo é preciso levar em conta: manejo dos recursos de linguagem (variar o tom de voz, falar com simplicidade sobre temas complexos); conhecer bem o nível de conhecimento dos alunos; ter um bom plano de aula e objetivos claros; explicar aos alunos o que se espera deles em relação à assimilação da matéria.

Neste sentido os educadores observados nesta escola demonstraram ser afetivos e ao mesmo tempo sabem conduzir os alunos à aprendizagem com autoridade e autonomia. A autoridade mencionada diz respeito ao domínio dos conteúdos, os métodos e procedimentos. A maneira em lidar com a classe e com as diferenças individuais, e a capacidade em controlar e avaliar o aluno em seu trabalho docente.
Costuma-se falar em controle da disciplina. Tal afirmação está ligada diretamente ao estilo da prática de como o professor desempenha sua atividade docente. Nesse sentido, quanto maior for a autoridade do professor, mais os alunos darão valor as suas exigências. Percebe-se nessa instituição que a motivação dos alunos está relacionada aos conteúdos que são significativos a eles e ao mesmo tempo compreensíveis.
Como já foi dito, apesar do importante papel que a família desempenha, a escola surge como um elemento relevante para o desenvolvimento desse educando, pois ao entrar na escola estabelece relações de liderança e, além disso, o âmbito escolar constitui um sistema social, com normas e nas quais a criança vai se adaptando. Segundo Libâneo (1994, p. 251) “O professor representa a sociedade, exercendo um papel de mediação entre o indivíduo e a sociedade”.
Como a educação realiza-se num processo de inter-relacionamento social, é o professor o elemento fundamental dessas relações, ele influi no crescimento das crianças e dos adolescentes de maneira sistemática e contínua e também representa o elemento de ligação entre a criança, a família e a comunidade.
A escola e com isso o professor, tem a função essencialmente social, que ultrapassa em muito os estreitos limites das paredes da sala de aula. A influência do professor será a de uma participação plena no processo de crescimento e desenvolvimento de seus alunos, em que, dando e recebendo, ambos se beneficiam e se realizam como pessoas (SCHMITZ, 1993).




CONSIDERAÇÕES FINAIS


Diante do contexto histórico em que vivemos, a formação do educador é considerada de relevância para uma atuação de competência no dia-a-dia da sala de aula. Tendo em vista, que a realidade cultural e social exige de nós professores muito preparo e qualificação profissional.
Para a atuação nesse cenário atual do ensino, apenas a participação efetiva, experiências adquiridas e os saberes construídos no cotidiano, não bastam, há a necessidade de um embasamento teórico amplo, que fundamente nossa prática para a formação integral do aluno e com isso ele possa ser sujeito de sua aprendizagem dentro da sociedade. É indispensável um conhecimento profundo, dedicação e competência para desenvolver a educação com a qualidade.
Cada vez mais, fica claro que o professor é o principal personagem com o poder de melhorar a educação. Para isso, ele deve ser motivador e mediador, buscando condições de criar e inovar sua prática pedagógica, desenvolvendo assim, uma educação significativa e de qualidade para o aluno.
A prática recebida enquanto acadêmica nos impulsiona a lutar para a transformação da realidade, mediando, despertando em nossos alunos a curiosidade, a criatividade e o senso crítico para poderem analisar o que é melhor para o mundo que os cerca e a serem agentes de transformação, visando à construção de uma sociedade igual para todos. Permanece um desafio na busca contínua e no aprofundamento de conhecimentos relacionados a nossa profissão de educadores.


REFERÊNCIAS


ANTUNES, Celso. Como desenvolver conteúdos, explorando as inteligências múltiplas. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.



CHALITA, Gabriel. Pedagogia do amor: a contribuição das histórias universais para a formação de valores das novas gerações. São Paulo: Editora Gente, 2005.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia – saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.

____. Educação e participação comunitária. In: CASTELLS, M. et all. Novas Perspectivas Críticas em Educação. Porto alegre: Artes Médicas, 1996.

____. Educação como Prática de Liberdade. 21.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.

LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.

____; Jose Carlos, OLIVEIRA; João Ferreira de e TOSHI, Mirza Seabra. Educação escolar: políticas, estrutura e organização. São Paulo: Cortez, 2003.

LUNARDI, Elisiane Machado. Uma abordagem histórica da educação. Dissertação de mestrado. Santa Maria: UFS, 2002.

MEC - Ministério da Educação. Caderno 6 – Conselho Escolar como espaço de formação humana: círculo de cultura e qualidade da educação. Secretaria de Educação Básica. Brasília, 2006. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Consescol/cad%206.pdf. Acesso em: 10 de julho de 2013.

OLIVEIRA, Marta Kohl de. Vygotsky, aprendizado e desenvolvimento: um processo sócio-histórico. 4 ed. São Paulo: Scipione, 1999.

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO. Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Cleiton Costa de Engenho Velho, 2008.

SCHMITZ, Egídio Francisco. Fundamentos da Didática. São Leopoldo, RS: Editora UNISINOS, 1993.

TROIAN, Jussara e BERLATTO, Inês Bongiorno. 2007. Jornal Amigos do Saber. amigosdosaber@brturbo. com.br.

VASCONCELOS, Celso dos S. Planejamento: plano de ensino-aprendizagem e Projeto Educativo. São Paulo, Libertad, 1995.


VYGOTSKY, Lev Semenovich. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

Projeto: O USO DO VÍDEO E DA INTERNET NO 4º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL NA ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL CLEITON COSTA EM ENGENHO VELHO-RS

UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASILUNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA SUL-RIO-GRANDENSE
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO MÍDIAS NA EDUCAÇÃO
POLO CONSTANTINA
















O USO DO VÍDEO E DA INTERNET NO 4º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL NA ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL CLEITON COSTA EM ENGENHO VELHO-RS










Leonara Piran Frigeri









Constantina, Maio de 2012.


UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA SUL-RIO-GRANDENSE
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO MÍDIAS NA EDUCAÇÃO
POLO CONSTANTINA









Leonara Piran Frigeri






O USO DO VÍDEO E DA INTERNET NO 4º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL NA ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL CLEITON COSTA EM ENGENHO VELHO-RS






Projeto de pesquisa apresentado ao Curso de Pós-Graduação a Distância Especialização Lato-Sensu em Mídias na Educação, da Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-Rio-Grandense (IFSUL, RS), como requisito parcial para obtenção do título de
Especialista em Mídias na Educação.



Orientador: Fernanda Camargo





Constantina
Maio de 2012.


1 TEMA


O uso do vídeo e da internet como recurso pedagógico.



2 DELIMITAÇÃO DO TEMA


O uso do vídeo e da internet no 4º ano do Ensino Fundamental, na Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Cleiton Costa, no município de Engenho Velho-RS.




3 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA


O problema a ser investigado passa pela identificação de como o vídeo e a internet podem contribuir para a melhoria educacional. Este problema suscita as seguintes indagações:
·         Quais são as contribuições do vídeo e da internet no processo de ensino-aprendizagem nos anos iniciais do Ensino Fundamental?



4 HIPÓTESE


Ao concluir esta pesquisa, poder-se-á constatar a satisfação em terem usufruído das TICs, tanto por parte dos alunos quanto dos professores, no processo de ensino-aprendizagem. O trabalho a ser desenvolvido renderá múltiplas aprendizagens a docentes e discentes, que se entusiasmarão diante das máquinas.
O uso do vídeo e da internet oportunizará formas diferenciadas de ensino e aprendizagem, onde poder-se-á atingir objetivos por caminhos diferentes do tradicional utilizados em sala de aula. Promoverá o trabalho interdisciplinar, a integração dos conteúdos de várias disciplinas e o trabalho solidário, quando alunos ajudarão seus colegas e trocarão ideias sobre as tarefas. Este procedimento permitirá a reflexão e intervenção no sistema de ensino.
Ressalta-se que o conhecimento do vídeo e da internet torna-se importante porque permite maior exploração dos recursos, pois o professor que não tem um conhecimento mais aprofundado sentir-se-á limitado diante desses recursos.



5 OBJETIVOS


5.1 Objetivo Geral


Investigar a utilização pedagógica do vídeo e da internet na educação como instrumento auxiliar no processo de ensino-aprendizagem dos alunos e a contribuição pedagógica dessas ferramentas nesse processo, a fim de compreender as dinâmicas das novas tecnologias e sua relação nos processos de ensino-aprendizagem para que o educador assuma sua identidade enquanto agente cultural de seu tempo.


5.2 Objetivos Específicos


·         Fazer um levantamento bibliográfico sobre assuntos relacionados a utilização do vídeo e da internet como auxílio pedagógico;
·         Apontar os benefícios obtidos com a utilização do vídeo e da internet no processo de ensino-aprendizagem;
·         Analisar os benefícios obtidos com a utilização do vídeo e da internet no processo de ensino-aprendizagem.




6 JUSTIFICATIVA


Nos últimos tempos, os avanços provocados pela informática afetam toda a sociedade. Dessa forma, não podemos mais pensar em um mundo sem recursos tecnológicos. Trabalhos, que antes eram realizados manualmente, foram informatizados, com a finalidade de torná-los mais ágeis, seguros e dinâmicos. Tais mudanças também se refletiram na Educação. Com o crescente desenvolvimento das TIC[1]s, esses avanços nos levam a repensar sobre a sua utilização no processo ensino-aprendizagem, desafiando-nos a buscar alternativas mais adequadas para um ambiente de aprendizagem que seja interativo e dinâmico.
Paulo Freire (1996) salientava que não podemos absolutizar a tecnologia, tampouco diabolizá-la. Se entendermos que o problema não é os recursos tecnológicos, mas a forma como os utilizamos, então poderemos olhá-los como um desafio e através deles, desenvolver o espírito investigativo, buscando, com isto, a construção do conhecimento.
Devido a essas transformações educacionais percebeu-se a necessidade de analisar o uso do vídeo e da internet no processo de ensino-aprendizagem e observar a sua contribuição para que este processo seja melhorado nas instituições escolares, pois as tecnologias passaram a fazer parte da realidade escolar nos dias atuais e precisam ser utilizadas de maneira que venham a contribuir com o processo de ensino-aprendizagem nos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Também, devido às mudanças constantes, há necessidade de repensar e reconstruir a escola sobre bases novas, pensar de maneira que se possa aproveitar e utilizar socialmente os recursos tecnológicos em prol da melhoria educacional. Com isto, escolas devem repensar o modelo de ensino e aprendizagem, a fim de ir ao encontro com as necessidades dos estudantes. Os recursos tecnológicos, como o vídeo e a internet, são fato concreto e devem ser trabalhados não como novidade e fonte inesgotável de informação, mas como um recurso que pode contribuir para uma aprendizagem mais qualitativa dos alunos.


7 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA


7.1 O uso das TICs no processo ensino-aprendizagem


Os recursos tecnológicos podem ser vistos como uma janela para o mundo. As estratégias de comunicação possibilitam à produção de jornais, a formação de redes de comunicação, a criação de bancos de dados, arquivo de imagens, consultas e pesquisas em todos os campos, com extrema agilidade. Muitos estudos mostram que os recursos tecnológicos são dispositivos de conhecimento e de aprendizagem, destaca-se então, o computador. A sua utilização pedagógica tem sido mais incentivada com o surgimento da internet, pois a mesma encurta distâncias entre os seres humanos e as diferentes culturas e dá acesso a novos espaços e instituições.
O grande desafio a ser enfrentado é a utilização adequada dos recursos tecnológicos na Educação, pois o que muitas pessoas buscam é a informatização do ensino e não a utilização das tecnologias como recurso didático.
O que muitos professores talvez ainda não tenham se dado conta é que, independente da vontade deles, cada vez mais as TICs tem conquistado espaços no contexto das relações sociais. O problema não é mais se a escola vai utilizar ou não as tecnologias com os alunos. Diariamente as pessoas se deparam com recursos tecnológicos, quer seja na farmácia, no caixa de banco, na máquina de coca-cola e até no relógio de pulso; eles estão aí, em qualquer lugar. É preciso romper barreiras e buscar nos recursos tecnológicos todas as ferramentas que eles oportunizam, objetivando auxiliar o trabalho docente e o aprendizado discente. Nesta perspectiva é preciso conhecer para utilizar e produzir saber, um saber com certeza mais eficiente, de melhor qualidade empírica, abstrata e maior harmonia estética. Segundo Valente:


Embora as sofisticações tecnológicas sejam ainda maiores, existem dois aspectos que devem ser observados na implantação destas tecnologias na educação. Primeiro, o domínio do técnico e do pedagógico não deve acontecer de modo estanque, um separado do outro [...] O melhor é quando os conhecimentos técnicos e pedagógicos crescem juntos, simultaneamente, um demandando novas idéias do outro [...] O segundo aspecto diz respeito à especificidade de cada tecnologia com relação às aplicações pedagógicas. O educador deve conhecer o que cada uma destas facilidades tecnológicas tem a oferecer e como pode ser explorada em diferentes situações educacionais. Em uma determinada situação, a TV pode ser mais apropriada do que o computador. Mesmo com relação ao computador, existem diferentes aplicações que podem ser exploradas, dependendo do que está sendo estudado ou dos objetivos que o professor pretende atingir.


Um bom trabalho pedagógico não poderá ser caracterizado pela utilização ou não das TICs. Utilizá-las visa melhorar o processo, considerando-se o entorno escolar na qual se encontra inserida. Segundo Valente e Prado (2003: 22) “o domínio do técnico e do educacional não deve acontecer de modo estanque, um separado do outro, o melhor é quando os conhecimentos técnicos e pedagógicos crescem juntos, um demandando novas ideias do outro”. As tecnologias educacionais vistas desta forma poderão auxiliar a escola a promover a integração curricular, o rompimento de barreiras entre as disciplinas e entre as culturas, proporcionando a realização de um trabalho globalizado.


7.2 O vídeo em sala de aula


O vídeo há mais de uma década chegou à sala de aula. Ele auxilia o educador, atrai os educandos, mas não transforma efetivamente a relação pedagógica. Aproxima a sala de aula do cotidiano, das linguagens de aprendizagem e comunicação da sociedade, assim como introduz novas questões no processo educacional.
O vídeo e a televisão estão diretamente ligados, bem como a um contexto de lazer, de entretenimento, que muitas vezes passa despercebida na sala de aula.  Vídeo, na concepção da maioria dos educandos, significa descansar e não ter aula, o que muda a postura e as expectativas em relação ao seu uso. Deve-se então, aproveitar esse sentimento positivo para atrair o educando para os assuntos do planejamento pedagógico. Mas, ao mesmo tempo, saber que necessita prestar atenção para instituir novas pontes entre o vídeo e as outras dinâmicas da aula.
Vídeo significa também uma forma de contar multilinguística, de superposição de códigos e significações, predominantemente audiovisuais, mais próxima da sensibilidade e prática do homem e ainda distante da linguagem educacional, mais apoiada no discurso verbal-escrito (MORAN, 1995).
O vídeo explora o ver, o visualizaram, mostra para as pessoas as situações, os seres humanos, os cenários, as cores, as relações espaciais como: alto-baixo, próximo-distante, grande-pequeno, direita-esquerda, equilíbrio-desequilíbrio. Propicia o desenvolvimento de um ver entrecortado, com múltiplos recortes da realidade, através dos planos e muitos ritmos visuais: personagens quietos ou se movendo, imagens estáticas e dinâmicas, câmera fixa ou  em movimento, uma ou várias câmeras, imagens gravadas, ao vivo ou criadas no computador. Um ver que está situado no presente, mas que o interliga com o passado e com o futuro. Para Moran:


O vídeo parte do concreto, do visível, do imediato, do próximo, que toca todos os sentidos. Mexe com o corpo, com a pele - nos toca e "tocamos" outros, que estão ao nosso alcance, através dos recortes visuais, do close, do som estéreo envolvente. Pelo vídeo sentimos, experienciarnos sensorialmente o outro, o mundo, nós mesmos (MORAN, 1995:28)


O ver está, na maior parte das vezes, apoiando o contar histórias, o falar, o narrar. A fala aproxima o vídeo do cotidiano, de como as pessoas se comunicam normalmente. Os diálogos, na maioria das vezes, expressam a fala coloquial, enquanto o narrador , normalmente em of, faz a relação das cenas, as outras falas, dentro da norma culta, orientando a significação do conjunto. A narração falada dá suporte a todo o processo de significação.
Os efeitos sonoros e a música servem como ilustração, lembrança, relacionando a personagens atuais, como nas telenovelas, criando expectativas, antecipando reações e informações.
O vídeo é também escrita. Os textos aparecem nas citações que aparecem na tela, legendas de filmes, para tradução para deficientes auditivos, nas entrevistas com estrangeiros. A escrita na tela serve para dar ainda mais a significação atribuída a narrativa falada. Ainda para Moran:


O vídeo é sensorial, visual, linguagem falada, linguagem musical e escrita. Linguagens que interagem superpostas, interligadas, somadas, não-separadas. Daí a sua força. Somos atingidos por todos os sentidos e de todas as maneiras. O vídeo nos seduz, informa, entretém, projeta em outras realidades (no imaginário), outros tempos e espaços.
O vídeo combina a comunicação sensorial- cinestésica com a audiovisual, a intuição com a lógica, a emoção com a razão. Combina, mas começa pelo sensorial, pelo emocional e pelo intuitivo, para atingir posteriormente o racional (MORAN, 1995: 28).


O vídeo e a TV conseguem se comunicar com quase todas as pessoas, independentes de serem crianças ou adultos. Utiliza ritmos cada vez mais apaixonantes, como nos videoclipes. A narrativa não se fundamenta necessariamente na causalidade, mas na proximidade, em utilizar um pedaço de imagem ou história ao lado da outra. A sua retórica encontra fórmulas que buscam atingir a sensibilidade das pessoas.  As narrativas fazem uso da linguagem concreta, plástica, de pequenas cenas, com poucas informações, com ritmo acelerado e contrastado, multiplicando as maneiras de ver, os cenários, os personagens, as imagens, os ângulos, os sons, efeitos.
Os temas são superficiais e procuram explorar os aspectos emocionais, conflitantes, imprevistos. Transmitem a informação em aos poucos, organizadas em forma de sínteses rápidas de cada assunto e com apresentação variada, cada tema dura pouco e é ilustrado.
As mensagens dos meios audiovisuais exigem, do receptor, pouco envolvimento e esforço. A TV e o vídeo utilizam uma linguagem que procura atingir a sensibilidade dos jovens e da grande maioria da população adulta. São dinâmicas, relacionadas antes à afetividade do que à razão.
O jovem lê o que pode visualizar, para entender precisa ver. A sua fala é mais sensorial-visual do que abstrata e racional. Lê, vendo. A linguagem audiovisual desenvolve múltiplas atitudes perceptivas: utiliza constantemente a imaginação e reinveste a afetividade com um papel de mediação primordial no mundo, enquanto que a linguagem escrita desenvolve mais o rigor, a organização e a análise lógica (MORAN, 1995).


7.3 O Processo Educativo e as Tecnologias Digitais


A interação de professor e aluno, que promove a criatividade, a imprevisibilidade passa a ser muito importante no instante em que novas formas de aprendizagem passam a ser valorizados e não exista um único padrão de ensino. À medida que o conhecimento é construído, ocorre à partilha dos conteúdos e das experiências, valorizando-o e enriquecendo o saber de todos e, como ele é provisório, então o próprio profissional deverá se atualizar constantemente e colocar-se em posição de permanente aprendizagem.
Os conteúdos virtuais possibilitam que tanto alunos quanto professores, consigam explorar fenômenos e conceitos, muitas vezes inviáveis nas escolas ou inexistentes, por questões econômicas e de segurança. Com a velocidade das tecnologias, a produção de novos conhecimentos e as crescentes aplicabilidades com os recursos da informática, acaba exigindo novas metodologias de ensino e impulsionam a modernização da educação requerendo contínua formação de toda comunidade escolar envolvida.
Valente (2005: 23) afirma que “a experiência do professor é fundamental. [...] o professor precisa conhecer as diferentes modalidades de uso da informática na educação [...] entender o que os recursos oferecem para a construção do conhecimento”. A estreita passagem do anterior para o novo continua sendo função dos professores. Transfere-se, desse modo, para as mãos dos envolvidos com a prática escolar a responsabilidade da mudança, sendo sua tarefa recriar fazeres e saberes de diversas lógicas alheias a seu dia-a-dia. Evidentemente que o envolvimento dos professores neste trabalho é essencial, e a constituição dos significados sobre as TICs, do ponto de vista pedagógico e escolar, só poderá dar frutos com o envolvimento destes profissionais. Um aspecto negativo destacado é a incorporação das TICs no ambiente escolar vista como mais uma das alternativas para atingir as metas da qualidade educacional, ignorando mudanças, inclusive no perfil profissional dos professores.


7.4 A Internet na Educação


A internet pode ser entendida como um recurso dinâmico, atraente, atualizado, de acesso fácil, que permite o ingresso a um número ilimitado de informações. Um recurso inesgotável de múltipla aprendizagem onde se desenvolve pesquisas aprende-se ler, comparar informações, buscar dados, organizá-los, analisá-los, criticá-los. Mas, também como acontece em relação a todas as outras ferramentas, é necessário que o professor oriente seus alunos a respeito de como direcionar o uso dessa ferramenta para as atividades escolares de elaboração de trabalhos, de busca de informações e de construção do conhecimento.
Para Silva (2003: 55), “o professor [...] constrói uma rede e não uma rota. Ele define um conjunto de territórios a explorar, enquanto a aprendizagem se dá na exploração - ter a experiência - realizada pelos aprendizes e não a partir da sua récita”. Dessa maneira, o professor não é detentor do saber em sala de aula, nem um mero apresentador de conteúdos e, sim, o provocador de situações-problema, criando oportunidades para a participação e o engajamento dos alunos, estimulando-os à criação colaborativa.
A tecnologia é vista como uma possibilidade de formação tanto do processo do trabalho discente, quanto do processo de trabalho docente. Por isso, não pode ser ignorada, os recursos tecnológicos, como internet, multimídia, videoconferência, apresentam novas formas de ler, de escrever, e por isso, de pensar e agir. Ao usar um editor de texto ele possibilita o registro dos pensamentos de forma diferente do texto escrito a mão, levando a pessoa a perceber uma forma diferente de ler e de interpretar o que escreve.
Segundo Silva (2001):


O professor não é somente ator na rede de interações. Mas, sobretudo, autor. Ele provoca e disponibiliza a rede de interações tomando por base os fundamentos da interatividade.  É nessa materialidade comunicacional que ele expressa sua autoria. Aliás, manter essa ambiência, já constitui sua autoria (SILVA, 2001: 174).


Para que a utilização da tecnologia no processo educacional seja efetiva ela precisa estar desvinculada dos objetivos da educação tradicional, no que se refere à transmissão do conhecimento. Segundo Freire (1995), precisa-se contribuir para criar uma escola que seja aventura, que marque o aluno e que não tenha medo do risco e por isso recusa o imobilismo. Uma escola que possibilite pensar, atuar, falar, amar, adivinhar.
A internet possibilita pesquisar individualmente e dessa forma o aluno segue seu ritmo, além de possibilitar a pesquisa em grupo, que desenvolve a aprendizagem colaborativa. Ela também permite a descoberta de novas formas de comunicação, especialmente a escrita. Permite uma escrita mais aberta, de forma hipertextual, conectada, multilinguística, aproximando texto e imagem.
A maior parte dos projetos na internet confirma as inúmeras formas de interações que são desde a descoberta de amizades e contatos virtuais, as trocas de informações constantes com outras pessoas e colegas, tanto entre professores como entre alunos. Pode se desenvolver uma comunicação afetiva, com a criação de amizades em diversos lugares e países ou como resultado individual e coletivo dos projetos desenvolvidos na escola. Como o conhecimento não se passa, ele se cria, é construído e reconstruído todos os dias.  Aprender se dá ao contextualizar o que é significativo. Para Moran (2005):


Educar é estar mais atento as possibilidades do que  aos limites. Estimular o desejo de aprender, de ampliar as formas de perceber, de sentir, de compreender, de comunicar-se. Apoiar o estado de prontidão para aprender dentro e fora da escola, em todos os espaços do nosso cotidiano, em todas as dimensões da vida. Estar atentos a tudo, relacionando tudo, integrando tudo. Conectar sempre o ensino com a pessoa do aluno, com a vida do aluno, com a sua experiência (MORAN, 2005: 88).
A educação deve procurar chegar ao aluno por todos os caminhos possíveis: pela experimentação, imagem, som, representação, dramatizações, simulações, pela multimídia. O ensino-aprendizagem é um processo do qual educador e educando compartilham. Parafraseando Freire (1987), poderíamos dizer: ninguém educa ninguém, ninguém é educado por ninguém; os homens se educam juntos, em comunhão. A internet poder se tornar um dos caminhos desse processo. Segundo Moran (2005):


Ensinar e aprender depende do educador e do educando, é um processo compartilhado.  O educador coordena, sensibiliza, organiza o processo, que vai sendo construído em conjunto com as habilidades e tecnologias possíveis a cada grupo, de forma participativa. É um processo baseado na confiança, na comunicação autêntica, na interação, na troca, no estímulo, com normas e limites, mas sempre enfatizando o incentivo (MORAN, 2005: 89).


A internet para Moran (2005), é um novo meio de comunicação, ainda incipiente, mas que serve para rever, estender e transformar as muitas formas atuais de ensinar e aprender. Os recursos da informática, quando usados de maneira adequada, pode se constituir em agente de mudanças para o processo de ensino-aprendizagem e, portanto, de melhoria da educação.
Numa perspectiva construtivista, o ensino através do computador possibilita trocas entre os alunos, que são os sujeitos da aprendizagem, e o software, que poderá conter recursos de aprendizagem previamente decididos, através dos quais fiquem claras as possibilidades de assimilar e acomodar conteúdos. Dessa forma, professores e alunos se tornam pesquisadores; o professor procura descobrir as possibilidades que o computador oferece ao aluno; o aluno busca resolver suas dúvidas e, quando o fizer, o pensamento é construído ao mesmo tempo de forma concreta, física e mentalmente.



8 METODOLOGIA


Inicialmente será realizada uma revisão bibliográfica mais aprofundada sobre o vídeo e a internet no processo educativo, além de suas formas de utilização e seu papel para a melhoria da educação.
A seguir será realizada a pesquisa de campo através de um questionário, o qual se encontra no apêndice1 e 3, junto aos professores e aos alunos do 4º ano da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Cleiton Costa, no município de Engenho Velho/RS, buscando obter dados referentes as expectativas e anseios diante da utilização do vídeo e da internet nas aulas.
Em seguida será desenvolvido uma pesquisa ação, onde os alunos e professores farão uso de vídeo e internet, bem como a produção de vídeo e divulgação na escola e num blog.
Será realizada outra pesquisa de campo através de um questionário, o qual se encontra no apêndice 2 e 4, junto aos professores e aos alunos do 4º ano da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Cleiton Costa, no município de Engenho Velho/RS buscando obter dados referentes a utilização do vídeo e da internet nas aulas.
Para finalizar o trabalho será realizada uma análise sobre as contribuições do vídeo e da internet no processo educacional, abordando currículo escolar, relação do professor-aluno a partir da inserção da TICs no currículo, a relação aluno-aluno mediada pelo uso do vídeo e da internet. O papel e a importância do professor para que esse processo de educação seja melhorado e as contribuições da internet para o processo ensino-aprendizagem educacional. Esta análise será realizada mediante uma revisão bibliográfica, os dados obtidos nas pesquisas de campo e análise documental.


8.1 Universo/Amostra


O trabalho será efetivado a partir de instrumentos de coleta de dados, junto aos alunos e professores que atuam no 4º ano da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Cleiton Costa, no município de Engenho Velho-RS.
O universo do trabalho abrange o 4º ano do Ensino Fundamental.
A amostra será composta pelo grupo de professores que atuam no 4º ano da escola escolhida. Uma pesquisa inicial, por meio de um questionário, buscará identificar, preliminarmente, quais são os professores que utilizam o vídeo e a internet no seu projeto pedagógico e que seriam voluntários a participar do trabalho.
Para a seleção dos professores, será dada prioridade aos que atenderem os seguintes critérios:
Quanto ao projeto pedagógico:
É do seu interesse utilizar o vídeo e a internet no seu trabalho pedagógico?
De que maneira o vídeo e a internet poderão ser utilizados para atingir os objetivos da(s) disciplina(s)?
O vídeo e a internet podem contribuir para atingir os objetivos propostos pelo professor?
O uso do vídeo e da internet é um recurso opcional ou é essencial para o bom cumprimento do programa?
O professor planeja ampliar a utilização da internet dentro do programa da sua série?
Os programas e locais planejados na internet deverão empregar recursos multimídia ou trabalharem apenas com a leitura de textos?
Os alunos terão a oportunidade de explorar, individualmente, suas áreas de interesse e de construir seu próprio conhecimento quando estiverem usando o computador e a internet?
Quanto à questão humanista:
O emprego do vídeo e da internet aprimora a relação entre o professor e seus alunos?
O recurso tecnológico contribui para a maior colaboração entre os alunos ou entre outros grupos afins?
O emprego do vídeo e da internet é meramente técnico ou há discussão quanto aos aspectos éticos e morais da informação acessada ou recebida?


8.2 Procedimento para coleta de dados


Os instrumentos utilizados no trabalho serão os questionários de pesquisa e a análise documental (constitui no estudo dos planejamentos que orientam as disciplinas, como programas das disciplinas, plano de ensino, plano de aula, Projeto Político Pedagógico), para avaliar como é feita a utilização do vídeo e da Internet dentro da proposta pedagógica da série e das disciplinas.
Acompanhamento, observações e registros em fichas das aulas práticas do professor.
Observações do comportamento/postura do aluno nas aulas práticas.



9 CRONOGRAMA
 


ATIVIDADES
DATAS
Construção do referencial teórico
Abril a agosto de 2012
Contato com as escolas e professores para coleta de dados e planejamento das atividades
Abril de 2012
Aplicação do 1º questionário e aplicação do projeto
Maio de 2012
Aplicação do 2º questionário
Junho de 2012
Análise e interpretação dos dados
Junho de 2012
1ª versão do artigo
Abril a junho de 2012
2ª versão do artigo
Abril a julho de 2012
Entrega final do artigo
6 de agosto


10 RECURSOS


Para desenvolver este projeto serão necessários os seguintes recursos:
·         Computadores ligados a Internet: serão disponibilizados pela escola no laboratório de informática
·         Máquina fotográfica digital ou Webcam: será disponibilizado pela acadêmica.



11 REFERÊNCIAS


FREIRE, Paulo. Crítico, radical e otimista. Presença Pedagógica, Belo Horizonte, ano 1, v.1, p. 5 -12, jan./fev.1995.


____. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.


MORAN, José Manuel. O vídeo em sala de aula. Comunicação e Educação, São Paulo, jan./abr. 1995, p. 27 a 35. Disponível em: http://revistas.univerciencia.org/index.php/comeduc/article/view/3927/3685. Acesso em: 07 de Maio de 2012.

____.  Ensino e aprendizagem inovadores com tecnologia. 2005. Disponível em: http://www.eca.usp.br/prof/moran/inov.htm. Acesso em: 07 de Maio de 2012.


SILVA, Marco. Criar e professorar um curso online: relato de experiência. In: ___. (Org.). Educação online: teorias, práticas, legislação, formação corporativa. São Paulo: Edições Loyola, 2003. p. 51-73.


____. Sala de Aula Interativa. 2. ed. Rio de Janeiro: Quartet, 2001.


VALENTE, José A. Pesquisa, comunicação e aprendizagem com o computador. O papel do computador no processo ensino-aprendizagem. Em (Org.) ALMEIDA, M. E.B.de; MORAN, J. M. Integração das tecnologias na Educação. Salto para o Futuro. Brasília: Ministério da Educação, SEED, 2005, p. 22-31.


____. Pesquisa, comunicação e aprendizagem com o computador. Disponível em: http://uab.ifsul.edu.br/midias/file.php/124/Pesquisa_comunicacao_e_aprendizagem_como_computador.pdf. Acesso em: 23 de abril de 2012.


____; PRADO, Maria Elisabette B. B. A formação na ação do professor: uma abordagem na e para uma nova prática pedagógica. In: ____. (Org.). Formação de educadores para o uso da informática na escola.  Campinas: NIED /UNICAMP, 2003. Disponível em: http://www.nied.unicamp.br/oea//pub/livro4/index.html. Acesso em: 21 de Abril de 2009.



12 APÊNDICE


APÊNDICE 1: Questionário para os alunos no início dos trabalhos.


QUESTIONÁRIO DE PESQUISA ALUNOS 1


1ª questão: O que você espera aprender nas aulas quando for utilizado o vídeo e a internet?
(  ) assuntos relacionados a educação
(  ) assuntos que auxiliem a compreensão do conteúdo visto em sala de aula
(  ) assuntos não relacionados a aula


2ª questão: O que você conhece de vídeo e de internet?
(  ) já usei vídeo e internet e sei utilizá-los
(  ) conheço vídeo e internet e não sei utilizá-los
(  ) não conheço vídeo e internet e não sei utilizá-los


3ª questão: Você costuma usar o vídeo e a internet?
(   ) uso para diversão e entretenimento
(   ) uso para trabalhos escolares
(   ) não uso


4ª questão: Aonde você tem acesso a vídeo e a internet?
 (   ) em casa
(   ) na escola
(   ) em outros lugares


5ª questão: O que você prefere quando trabalha com vídeo e internet?
(   ) assistir filmes
(   ) jogar jogos na internet
(   ) realizar pesquisas
(   ) conversas on line e conhecer pessoas


6ª questão: Se você fosse professor da tua turma o que você trabalharia com seus alunos relacionados a:

Vídeo    (   ) passaria filmes                         internet    (   ) usaria para fazer pesquisas
              (   ) passaria filmes educativos                       (   ) passaria para acessar jogos
              (   ) passaria músicas                                      (   ) usaria para acessar conversas, conhecer pessoas
              (   ) passaria mensagens                                  (   ) Outros – qual?.........................................................


APÊNDICE 2: Questionário para os alunos no fim dos trabalhos.


QUESTIONÁRIO DE PESQUISA ALUNOS 2


1ª questão: Como foi usar o vídeo e a internet nas aulas?
(   ) foi bom e proveitoso
(   ) me ajudou na compreensão dos conteúdos
(   ) não achei proveitoso
(   ) não gostei porque me distraí


2ª questão: Você utilizou o vídeo e a internet como ferramenta de apoio para as atividades escolares?
(   ) sim
(   ) não


3ª questão: Na sua opinião, quais são as vantagens de usar o vídeo e a internet nas atividades escolares?
(   ) auxilia a compreensão dos conteúdos trabalhados em sala de aula
(   ) desperta a criatividade e a imaginação auxiliando na produção de novas atividades
(   ) prende a atenção por ser ferramentas que tem recursos de multimídia


4ª questão: Na sua opinião, quais as desvantagens do uso do vídeo e da internet nas aulas?
(   ) passam muitas informações
(   ) dificuldade em se concentrar nas informações passadas


5ª questão: Em relação as aulas no com vídeo e internet, suas expectativas foram atendidas?
 (   ) sim
(   ) não

Por quê?
.............................................................................................................................................................................................................................................................................................................


APÊNDICE 3: Questionário para os professores no início dos trabalhos.


QUESTIONÁRIO DE PESQUISA PROFESSORES 1


1ª questão: Você utiliza vídeo ou internet com seus alunos?
(   ) sim
(   ) não
Como:      (   ) para fazer pesquisas
                 (   ) para trabalhar jogos
                 (   ) para passar filmes
                 (   ) para passar mensagens

2ª questão: É do seu interesse constar o uso do vídeo e da internet no seu trabalho pedagógico?
(  ) sim             (   ) porque podem auxiliar na transmissão de conteúdos e assuntos tratados em sala de aula
                        (  ) porque podem contribuir com a aprendizagem dos alunos
                        (  ) porque apresentam uma linguagem diferente e que os alunos podem compreendem melhor

(  ) não             (   ) porque não ajuda na aprendizagem dos alunos
                        (   ) porque repassam muitas informações e os alunos não assimilam
                        (   ) porque não gosto de utilizar

3ª questão: O que você conhece de vídeo e de internet?
(  ) já usei vídeo e internet e sei utilizá-los
(  ) conheço vídeo e internet, mas não sei utilizá-los
(  ) não conheço vídeo e internet e não sei utilizá-los


4ª questão: Como deseja utilizar o vídeo e a internet nas aulas?
(   ) usar para diversão e entretenimento
(   ) usar para trabalhos pedagógicos
(   ) usar para oferecer outras alternativas de aprendizagem para os educandos
(   ) não usar

5ª questão: Você acha que os alunos devem ter a oportunidade de explorar, individualmente, suas áreas de interesse e de construir seu próprio conhecimento quando estiverem usando o vídeo e a internet?
(  ) sim             (   ) porque é importante que aprendam selecionar conteúdos e assuntos
                        (  ) porque possibilita que o aluno construa uma visão mais ampliada dos assuntos
                        (  ) porque é importante que ele aprenda a descobrir as coisa por eles próprios

(  ) não             (   ) porque se dispersam e acabam se distanciando dos objetivos propostos
                        (   ) porque perdem tempo olhando coisas e conteúdos que não tem relação com o que está estudando



APÊNDICE 4: Questionário para os professores no final dos trabalhos.


QUESTIONÁRIO DE PESQUISA PROFESSORES 2


1ª questão: Como foi usar o vídeo e a internet como recurso pedagógico?

(   ) foi bom e proveitoso porque os alunos podem trabalhar a criatividade, iniciativa, atenção, responsabilidade
(   ) ajudou os alunos na compreensão dos conteúdos
(   ) não achei proveitoso


2ª questão: Você utilizou o vídeo e a internet como ferramenta de apoio para as atividades pedagógicas?

(   ) sim
(   ) não

questão: Na sua avaliação, quais são as maiores vantagens do uso educacional do vídeo e da internet?
(   ) auxilia a compreensão dos conteúdos trabalhados em sala de aula
(   ) desperta a criatividade e a imaginação auxiliando na produção de novas atividades
(   ) prende a atenção por ser ferramentas que tem recursos de multimídia


4ª questão: Na sua avaliação, quais as maiores desvantagens do uso educacional do vídeo e da internet?

(   ) passam muitas informações
(   ) dificuldade em se concentrar nas informações passadas
(   ) dificuldade em controlar o que o aluno acessa na internet

5ª questão: Em relação a utilização do vídeo e da internet, suas expectativas foram atendidas?

(   ) sim
(   ) não

Por quê?
.............................................................................................................................................................................................................................................................................................................




[1] TICs: Tecnologia de Informática e Comunicação. Englobam tecnologias analógicas (rádio, TV.) e tecnologias digitais (informática, internet, computador).

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