1. TÍTULO DO PROJETO:
Gestão de Mídias na Escola
2. ESCOLA DE APLICAÇÃO DO PROJETO
Escola de aplicação: Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Cleiton Costa.
3. SELEÇÃO DO TEMA
Conversar com os professores e gestores sobre as tecnologias existentes e utilizadas na escola, assim como no entorno escolar. Dialogar sobre a sua utilização relacionando-as com o processo educativo desenvolvido na escola, a fim de provocar reflexões sobre a contribuição das mesmas na melhoria do processo de ensino-aprendizagem dos alunos.
A seleção será realizada de forma dialética com os professores e gestores elencando as tecnologias existentes na escola e no seu entorno escolar que podem ser utilizadas.
4. CONTEÚDOS TRABALHADOS
Tecnologias tradicionais: livro, revista, jornal e giz.
Tecnologias modernas: gravador, retroprojetor, televisão, vídeo e rádio.
Tecnologias recentes: computador e internet.
5. PROBLEMATIZAÇÃO
Como as tecnologias podem contribuir mais e melhor na construção do processo de ensino-aprendizagem dos alunos?
6. OBJETIVOS
O presente projeto objetiva contribuir com o trabalho dos educadores da escola no desenvolvimento de aulas lúdicas e prazerosas, buscando despertar um olhar diferenciado para a utilização das tecnologias tradicionais, modernas e recentes com relação ao processo de desenvolvimento integral do educando, levando a uma prática educativa para a vida cotidiana, provocando produção de conhecimento e conceitos consolidados como a aquisição de novos conhecimentos.
7. JUSTIFICATIVA
Nos últimos tempos, os avanços provocados pelas tecnologias afetam toda a sociedade. Dessa forma, não podemos mais pensar em um mundo sem elas. Tais mudanças também se refletiram na Educação. Com o crescente desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), esses avanços nos levam a repensar sobre a sua utilização no processo ensino-aprendizagem, desafiando-nos a buscar alternativas mais adequadas para um ambiente de aprendizagem que seja interativo e dinâmico.
Paulo Freire (1996) salientava que não podemos absolutizar a tecnologia, tampouco diabolizá-la. Se entendermos que o problema não é a tecnologia, mas a forma como a utilizamos, então poderemos olhá-las como um desafio e através das novas tecnologias, desenvolver o espírito investigativo, buscando, com isto, a construção do conhecimento.
Devido a essas transformações educacionais percebeu-se a necessidade de analisar o uso das tecnologias no processo de ensino-aprendizagem e observar a sua real contribuição para que este processo seja melhorado nas instituições escolares, pois as tecnologias são parte da realidade escolar já há muito tempo e precisam ser utilizadas de maneira que venham a contribuir com o processo de ensino-aprendizagem. Para Moran:
[...] Tecnologias são os meios, os apoios, as ferramentas que utilizamos para que os alunos aprendam. A forma como os organizamos em grupos, em salas, em outros espaços isso também é tecnologia. O giz que escreve na louça é tecnologia de comunicação e uma boa organização da escrita facilita e muito a aprendizagem. A forma de olhar, de gesticular, de falar com os outros isso também é tecnologia. O livro, a revista e o jornal são tecnologias fundamentais para a gestão e para a aprendizagem e ainda não sabemos utilizá-las adequadamente. O gravador, o retroprojetor, a televisão, o vídeo também são tecnologias importantes e também muito mal utilizadas, em geral (MORAN, p. 02 apud VIEIRA, 2003).
Também, devido às mudanças constantes, há necessidade de repensar e reconstruir a escola sobre bases novas, pensar de maneira que se possa aproveitar e utilizar socialmente os recursos em prol da melhoria educacional. Com isto, escolas devem repensar o modelo de ensino e aprendizagem, a fim de ir de encontro com as necessidades dos estudantes. As tecnologias são fato concreto e devem ser trabalhadas não como novidade e fonte inesgotável de informação, mas como um recurso que pode contribuir para uma aprendizagem mais qualitativa dos alunos.
8. CRONOGRAMA
O cronograma abaixo demonstra como poderão ser desenvolvidas as atividades, porém é flexível e deve ser adequado conforme a necessidade e o interesse dos educadores.
ATIVIDADES | 1º Semana | 2º Semana | 3º Semana |
Grupo 1: levantamento dos tipos de tecnologias tradicionais: livro, revista, jornal e giz existentes na escola, ou no entorno escolar, e análise de utilização. | X |
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Grupo 2: levantamento dos tipos de tecnologias modernas: gravador, retroprojetor, televisão, vídeo, rádio existentes na escola, ou no entorno escolar, e análise de utilização. | X |
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Grupo 3: levantamento dos tipos de tecnologias recentes: computador e internet existentes na escola, ou no entorno escolar, e análise de utilização. | X |
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Grupo 1: pesquisa de novas possibilidades de utilização das tecnologias tradicionais: livro, revista, jornal e giz no processo de ensino-aprendizagem dos alunos. |
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Grupo 2: pesquisa de novas possibilidades de utilização das tecnologias modernas: gravador, retroprojetor, televisão, vídeo, rádio no processo de ensino-aprendizagem dos alunos. |
| X |
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Grupo 3: pesquisa de novas possibilidades de utilização das tecnologias recentes: computador e internet no processo de ensino-aprendizagem dos alunos. |
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Grupo 1: exposição da pesquisa de novas possibilidades de utilização das tecnologias tradicionais: livro, revista, jornal e giz aos demais colegas educadores. |
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Grupo 2: exposição da pesquisa de novas possibilidades de utilização das tecnologias modernas: gravador, retroprojetor, televisão, vídeo, rádio aos demais colegas educadores. |
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| X |
Grupo 3: exposição da pesquisa de novas possibilidades de utilização das tecnologias recentes: computador e internet aos demais colegas educadores. |
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| X |
9. MATERIAIS E RECURSOS NECESSÁRIOS
Serão necessários os seguintes recursos para o desenvolvimento do projeto:
§ computador
§ internet
§ materiais de uso diário como: caderno, lápis, caneta, etc.
10. AVALIAÇÃO
Retomar os objetivos propostos, o interesse e a participação dos educadores (professores e gestores) no desenvolvimento das atividades.
Os educadores devem retomar suas anotações iniciais e refletir sobre o que refletiram/aprenderam com o trabalho, tanto em relação ao uso das tecnologias quanto ao conhecimento relativo as mesmas, comparando com o que sabiam antes.
11. REFERÊNCIAS
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.
VIEIRA, Alexandre (org.). Gestão educacional e tecnologia. São Paulo, Avercamp, 2003, p. 151-164.