UNIVERSIDADE
ABERTA DO BRASIL
UNIVERSIDADE
ABERTA DO BRASIL
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
SUL-RIO-GRANDENSE
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO MÍDIAS NA EDUCAÇÃO
POLO CONSTANTINA
O USO DO VÍDEO E DA INTERNET NO 4º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
NA ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL CLEITON COSTA EM
ENGENHO VELHO-RS
Leonara Piran Frigeri
Constantina, Maio de 2012.
UNIVERSIDADE
ABERTA DO BRASIL
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
SUL-RIO-GRANDENSE
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO MÍDIAS NA EDUCAÇÃO
POLO CONSTANTINA
Leonara Piran Frigeri
O USO DO VÍDEO E DA INTERNET NO 4º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
NA ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL CLEITON COSTA EM
ENGENHO VELHO-RS
Projeto de
pesquisa apresentado ao Curso de Pós-Graduação
a Distância Especialização Lato-Sensu em
Mídias na Educação, da Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia
Sul-Rio-Grandense (IFSUL, RS), como requisito parcial para obtenção do título
de
Especialista em Mídias na Educação.
Orientador:
Fernanda Camargo
Constantina
Maio de 2012.
1 TEMA
O uso do vídeo e da internet como recurso pedagógico.
2 DELIMITAÇÃO DO TEMA
O uso do vídeo e da internet no 4º ano do Ensino
Fundamental, na Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Cleiton
Costa, no município de Engenho Velho-RS.
3 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA
O problema a ser
investigado passa pela identificação de como o vídeo e a internet podem contribuir
para a melhoria educacional. Este problema suscita as seguintes indagações:
·
Quais
são as contribuições do vídeo e da internet no processo de ensino-aprendizagem
nos anos iniciais do Ensino Fundamental?
4 HIPÓTESE
Ao
concluir esta pesquisa, poder-se-á constatar a satisfação em terem usufruído
das TICs, tanto por parte dos alunos quanto dos professores, no processo de
ensino-aprendizagem. O trabalho a ser desenvolvido renderá múltiplas
aprendizagens a docentes e discentes, que se entusiasmarão diante das máquinas.
O
uso do vídeo e da internet oportunizará formas diferenciadas de ensino e
aprendizagem, onde poder-se-á atingir objetivos por caminhos diferentes do
tradicional utilizados em sala de aula. Promoverá o trabalho interdisciplinar, a
integração dos conteúdos de várias disciplinas e o trabalho solidário, quando
alunos ajudarão seus colegas e trocarão ideias sobre as tarefas. Este
procedimento permitirá a reflexão e intervenção no sistema de ensino.
Ressalta-se
que o conhecimento do vídeo e da internet torna-se importante porque permite
maior exploração dos recursos, pois o professor que não tem um conhecimento
mais aprofundado sentir-se-á limitado diante desses recursos.
5 OBJETIVOS
5.1
Objetivo Geral
Investigar a
utilização pedagógica do vídeo e da internet na educação como instrumento
auxiliar no processo de ensino-aprendizagem dos alunos e a contribuição
pedagógica dessas ferramentas nesse processo, a fim de compreender as dinâmicas
das novas tecnologias e sua relação nos processos de ensino-aprendizagem para
que o educador assuma sua identidade enquanto agente cultural de seu tempo.
5.2 Objetivos Específicos
·
Fazer
um levantamento bibliográfico sobre assuntos relacionados a utilização do vídeo
e da internet como auxílio pedagógico;
·
Apontar
os benefícios obtidos com a utilização do vídeo e da internet no processo de ensino-aprendizagem;
·
Analisar
os benefícios obtidos com a utilização do vídeo e da internet no processo de ensino-aprendizagem.
6 JUSTIFICATIVA
Nos últimos tempos,
os avanços provocados pela informática afetam toda a sociedade. Dessa forma,
não podemos mais pensar em um mundo sem recursos tecnológicos. Trabalhos, que
antes eram realizados manualmente, foram informatizados, com a finalidade de
torná-los mais ágeis, seguros e dinâmicos. Tais mudanças também se refletiram
na Educação. Com o crescente desenvolvimento das TIC[1]s,
esses avanços nos levam a repensar sobre a sua utilização no processo
ensino-aprendizagem, desafiando-nos a buscar alternativas mais adequadas para
um ambiente de aprendizagem que seja interativo e dinâmico.
Paulo Freire (1996)
salientava que não podemos absolutizar a tecnologia, tampouco diabolizá-la. Se
entendermos que o problema não é os recursos tecnológicos, mas a forma como os
utilizamos, então poderemos olhá-los como um desafio e através deles,
desenvolver o espírito investigativo, buscando, com isto, a construção do
conhecimento.
Devido a essas
transformações educacionais percebeu-se a necessidade de analisar o uso do
vídeo e da internet no processo de ensino-aprendizagem e observar a sua
contribuição para que este processo seja melhorado nas instituições escolares,
pois as tecnologias passaram a fazer parte da realidade escolar nos dias atuais
e precisam ser utilizadas de maneira que venham a contribuir com o processo de
ensino-aprendizagem nos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Também, devido às
mudanças constantes, há necessidade de repensar e reconstruir a escola sobre
bases novas, pensar de maneira que se possa aproveitar e utilizar socialmente
os recursos tecnológicos em prol da melhoria educacional. Com isto, escolas
devem repensar o modelo de ensino e aprendizagem, a fim de ir ao encontro com
as necessidades dos estudantes. Os recursos tecnológicos, como o vídeo e a
internet, são fato concreto e devem ser trabalhados não como novidade e fonte
inesgotável de informação, mas como um recurso que pode contribuir para uma
aprendizagem mais qualitativa dos alunos.
7.1 O uso das TICs no processo ensino-aprendizagem
Os recursos tecnológicos podem ser vistos como uma janela para o mundo.
As estratégias de comunicação possibilitam à produção de jornais, a formação de
redes de comunicação, a criação de bancos de dados, arquivo de imagens,
consultas e pesquisas em todos os campos, com extrema agilidade. Muitos estudos
mostram que os recursos tecnológicos são dispositivos de conhecimento e de
aprendizagem, destaca-se então, o computador. A sua utilização pedagógica tem
sido mais incentivada com o surgimento da
internet, pois a mesma encurta distâncias entre os seres humanos e as
diferentes culturas e dá acesso a novos espaços e instituições.
O grande desafio a ser enfrentado é a utilização adequada dos recursos
tecnológicos na Educação, pois o que muitas pessoas buscam é a informatização
do ensino e não a utilização das tecnologias como recurso didático.
O que muitos professores talvez ainda não tenham se dado conta é que,
independente da vontade deles, cada vez mais as TICs tem conquistado espaços no
contexto das relações sociais. O problema não é mais se a escola vai utilizar
ou não as tecnologias com os alunos. Diariamente as pessoas se deparam com recursos
tecnológicos, quer seja na farmácia, no caixa de banco, na máquina de coca-cola
e até no relógio de pulso; eles estão aí, em qualquer lugar. É preciso romper
barreiras e buscar nos recursos tecnológicos todas as ferramentas que eles
oportunizam, objetivando auxiliar o trabalho docente e o aprendizado discente.
Nesta perspectiva é preciso conhecer para utilizar e produzir saber, um saber
com certeza mais eficiente, de melhor qualidade empírica, abstrata e maior
harmonia estética. Segundo Valente:
Embora as sofisticações tecnológicas sejam ainda
maiores, existem dois aspectos que devem ser observados na implantação destas
tecnologias na educação. Primeiro, o domínio do técnico e do pedagógico não
deve acontecer de modo estanque, um separado do outro [...] O melhor é quando
os conhecimentos técnicos e pedagógicos crescem juntos, simultaneamente, um
demandando novas idéias do outro [...] O segundo aspecto diz respeito à
especificidade de cada tecnologia com relação às aplicações pedagógicas. O
educador deve conhecer o que cada uma destas facilidades tecnológicas tem a
oferecer e como pode ser explorada em diferentes situações educacionais. Em uma
determinada situação, a TV pode ser mais apropriada do que o computador. Mesmo
com relação ao computador, existem diferentes aplicações que podem ser
exploradas, dependendo do que está sendo estudado ou dos objetivos que o
professor pretende atingir.
Um bom trabalho pedagógico não poderá ser caracterizado pela utilização
ou não das TICs. Utilizá-las visa melhorar o processo, considerando-se o
entorno escolar na qual se encontra inserida. Segundo Valente e Prado (2003:
22) “o domínio do técnico e do educacional não deve acontecer de modo estanque,
um separado do outro, o melhor é quando os conhecimentos técnicos e pedagógicos
crescem juntos, um demandando novas ideias do outro”. As tecnologias educacionais
vistas desta forma poderão auxiliar a escola a promover a integração
curricular, o rompimento de barreiras entre as disciplinas e entre as culturas,
proporcionando a realização de um trabalho globalizado.
7.2 O vídeo em sala de aula
O vídeo há mais de
uma década chegou à sala de aula. Ele auxilia o educador, atrai
os educandos, mas não transforma efetivamente a relação pedagógica. Aproxima a
sala de aula do cotidiano, das linguagens de aprendizagem e comunicação da
sociedade, assim como introduz novas questões no processo educacional.
O vídeo e a
televisão estão diretamente ligados, bem como a um contexto de lazer, de
entretenimento, que muitas vezes passa despercebida na sala de aula. Vídeo,
na concepção da maioria dos educandos, significa descansar e não ter
aula, o que muda a postura e as expectativas em relação ao seu uso. Deve-se
então, aproveitar esse sentimento positivo para atrair o educando para os
assuntos do planejamento pedagógico. Mas, ao mesmo tempo, saber que necessita
prestar atenção para instituir novas pontes entre o vídeo e as outras dinâmicas
da aula.
Vídeo significa também uma forma de contar multilinguística,
de superposição de códigos e significações, predominantemente audiovisuais,
mais próxima da sensibilidade e prática do homem e ainda distante da linguagem
educacional, mais apoiada no discurso verbal-escrito (MORAN, 1995).
O vídeo explora o ver, o visualizaram, mostra para as
pessoas as situações, os seres humanos, os cenários, as cores, as relações
espaciais como: alto-baixo, próximo-distante, grande-pequeno, direita-esquerda,
equilíbrio-desequilíbrio. Propicia o desenvolvimento de um ver entrecortado,
com múltiplos recortes da realidade, através dos planos e muitos ritmos
visuais: personagens quietos ou se movendo, imagens estáticas e dinâmicas,
câmera fixa ou em movimento, uma ou
várias câmeras, imagens gravadas, ao vivo ou
criadas no computador. Um ver que está situado no presente, mas que o interliga
com o passado e com o futuro. Para Moran:
O
vídeo parte do concreto, do visível, do imediato, do próximo, que toca todos os
sentidos. Mexe com o corpo, com a pele - nos toca e "tocamos" outros,
que estão ao nosso alcance, através dos recortes visuais, do close, do som
estéreo envolvente. Pelo vídeo sentimos, experienciarnos sensorialmente o
outro, o mundo, nós mesmos (MORAN, 1995:28)
O ver está, na maior
parte das vezes, apoiando o contar histórias, o falar, o narrar. A fala
aproxima o vídeo do cotidiano, de como as pessoas se comunicam normalmente. Os
diálogos, na maioria das vezes, expressam a fala coloquial, enquanto o narrador
, normalmente em of, faz a relação das cenas, as outras falas, dentro da norma
culta, orientando a significação do conjunto. A narração falada dá suporte a
todo o processo de significação.
Os efeitos sonoros e
a música servem como ilustração,
lembrança, relacionando a personagens atuais, como nas telenovelas, criando
expectativas, antecipando reações e informações.
O vídeo é também escrita. Os textos aparecem nas citações que aparecem na tela,
legendas de filmes, para tradução para deficientes auditivos, nas entrevistas
com estrangeiros. A escrita na tela serve para dar ainda mais a significação
atribuída a narrativa falada. Ainda para Moran:
O
vídeo é sensorial, visual, linguagem falada, linguagem musical e escrita.
Linguagens que interagem superpostas, interligadas, somadas, não-separadas. Daí
a sua força. Somos atingidos por todos os sentidos e de todas as maneiras. O
vídeo nos seduz, informa, entretém, projeta em outras realidades (no
imaginário), outros tempos e espaços.
O vídeo
combina a comunicação sensorial- cinestésica com a audiovisual, a intuição com
a lógica, a emoção com a razão. Combina, mas começa pelo sensorial, pelo
emocional e pelo intuitivo, para atingir posteriormente o racional (MORAN,
1995: 28).
O vídeo e a TV conseguem se comunicar com quase todas as pessoas, independentes de serem crianças
ou adultos. Utiliza ritmos cada vez mais apaixonantes, como nos videoclipes. A
narrativa não se fundamenta necessariamente na causalidade, mas na proximidade,
em utilizar um pedaço de imagem ou história ao lado da outra. A sua retórica
encontra fórmulas que buscam atingir a sensibilidade das
pessoas. As narrativas fazem uso da linguagem
concreta, plástica, de pequenas cenas, com poucas informações, com ritmo
acelerado e contrastado, multiplicando as maneiras de ver, os cenários, os
personagens, as imagens, os ângulos, os sons, efeitos.
Os temas são
superficiais e procuram explorar os aspectos emocionais, conflitantes,
imprevistos. Transmitem a informação em aos poucos, organizadas em forma de
sínteses rápidas de cada assunto e com apresentação variada, cada tema dura
pouco e é ilustrado.
As mensagens dos
meios audiovisuais exigem, do receptor, pouco envolvimento e esforço. A TV
e o vídeo utilizam uma linguagem que procura atingir a sensibilidade dos jovens
e da grande maioria da população adulta. São dinâmicas, relacionadas antes à
afetividade do que à razão.
O jovem lê o que
pode visualizar, para entender precisa ver. A sua fala é mais sensorial-visual do que abstrata e racional. Lê, vendo. A linguagem audiovisual desenvolve
múltiplas atitudes perceptivas: utiliza constantemente a imaginação e reinveste
a afetividade com um papel de mediação primordial no mundo, enquanto que a
linguagem escrita desenvolve mais o rigor, a organização e a análise lógica
(MORAN, 1995).
7.3
O Processo Educativo e as Tecnologias Digitais
A interação de
professor e aluno, que promove a criatividade, a imprevisibilidade passa a ser
muito importante no instante em que novas formas de aprendizagem passam a ser valorizados e não exista um único
padrão de ensino. À medida que o conhecimento é
construído, ocorre à partilha dos conteúdos e das experiências, valorizando-o e
enriquecendo o saber de todos e, como ele é provisório, então o próprio profissional
deverá se atualizar constantemente e colocar-se em posição de permanente
aprendizagem.
Os conteúdos virtuais possibilitam que tanto alunos quanto professores,
consigam explorar fenômenos e conceitos, muitas vezes inviáveis nas escolas ou
inexistentes, por questões econômicas e de segurança. Com a velocidade das
tecnologias, a produção de novos conhecimentos e as crescentes aplicabilidades
com os recursos da informática, acaba exigindo novas metodologias de ensino e
impulsionam a modernização da educação requerendo contínua formação de toda
comunidade escolar envolvida.
Valente (2005: 23) afirma
que “a experiência do professor é fundamental. [...] o professor precisa
conhecer as diferentes modalidades de uso da informática na educação [...]
entender o que os recursos oferecem para a construção do conhecimento”. A
estreita passagem do anterior para o novo continua sendo função dos
professores. Transfere-se, desse modo, para as mãos dos envolvidos com a
prática escolar a responsabilidade da mudança, sendo sua tarefa recriar fazeres
e saberes de diversas lógicas alheias a seu dia-a-dia. Evidentemente que o
envolvimento dos professores neste trabalho é essencial, e a constituição dos
significados sobre as TICs, do ponto de vista pedagógico e escolar, só poderá
dar frutos com o envolvimento destes profissionais. Um aspecto negativo
destacado é a incorporação das TICs no ambiente escolar vista como mais uma das alternativas para atingir as metas da
qualidade educacional, ignorando mudanças, inclusive no perfil profissional dos
professores.
7.4
A Internet na Educação
A internet pode ser
entendida como um recurso dinâmico, atraente, atualizado, de acesso fácil, que
permite o ingresso a um número ilimitado de informações. Um recurso inesgotável
de múltipla aprendizagem onde se desenvolve pesquisas aprende-se ler, comparar
informações, buscar dados, organizá-los, analisá-los, criticá-los. Mas, também
como acontece em relação a todas as outras ferramentas, é necessário que o
professor oriente seus alunos a respeito de como direcionar o uso dessa
ferramenta para as atividades escolares de elaboração de trabalhos, de busca de
informações e de construção do conhecimento.
Para Silva (2003:
55), “o professor [...] constrói uma rede e não uma rota. Ele define um conjunto
de territórios a explorar, enquanto a aprendizagem se dá na exploração - ter a experiência - realizada pelos
aprendizes e não a partir da sua récita”. Dessa maneira, o professor não é
detentor do saber em sala de aula, nem um mero apresentador de conteúdos e,
sim, o provocador de situações-problema, criando oportunidades para a
participação e o engajamento dos alunos, estimulando-os à criação colaborativa.
A tecnologia é vista como
uma possibilidade de formação tanto do processo do trabalho discente, quanto do
processo de trabalho docente. Por isso, não pode ser ignorada, os recursos
tecnológicos, como internet, multimídia, videoconferência, apresentam novas
formas de ler, de escrever, e por isso, de pensar e agir. Ao usar um editor de
texto ele possibilita o registro dos pensamentos de forma diferente do texto
escrito a mão, levando a pessoa a perceber uma forma diferente de ler e de
interpretar o que escreve.
Segundo Silva
(2001):
O professor não é somente ator na rede de interações.
Mas, sobretudo, autor. Ele provoca e disponibiliza a rede de interações tomando
por base os fundamentos da interatividade. É nessa materialidade comunicacional
que ele expressa sua autoria. Aliás, manter essa ambiência, já constitui sua
autoria (SILVA, 2001: 174).
Para que a utilização da
tecnologia no processo educacional seja efetiva ela precisa estar desvinculada
dos objetivos da educação tradicional, no que se refere à transmissão do
conhecimento. Segundo Freire (1995), precisa-se contribuir para criar
uma escola que seja aventura, que marque o aluno e que não tenha medo do risco
e por isso recusa o imobilismo. Uma escola que possibilite pensar, atuar,
falar, amar, adivinhar.
A internet possibilita pesquisar individualmente e dessa forma o aluno
segue seu ritmo, além de possibilitar a pesquisa em grupo, que desenvolve a
aprendizagem colaborativa. Ela também permite a descoberta de novas formas de
comunicação, especialmente a escrita. Permite uma escrita mais aberta, de forma
hipertextual, conectada, multilinguística, aproximando texto e imagem.
A maior parte dos
projetos na internet confirma as inúmeras formas de interações que são desde a
descoberta de amizades e contatos virtuais, as
trocas de informações constantes com outras pessoas e colegas, tanto entre
professores como entre alunos. Pode se
desenvolver uma comunicação afetiva, com a criação de amizades em diversos
lugares e países ou como resultado individual e coletivo dos projetos
desenvolvidos na escola. Como o conhecimento não se passa, ele se cria, é construído
e reconstruído todos os dias. Aprender se dá ao contextualizar o que
é significativo. Para Moran (2005):
Educar é estar mais atento as possibilidades do que aos limites.
Estimular o desejo de aprender, de ampliar as formas de perceber, de sentir, de
compreender, de comunicar-se. Apoiar o estado de prontidão para aprender dentro
e fora da escola, em todos os espaços do nosso cotidiano, em todas as dimensões
da vida. Estar atentos a tudo, relacionando tudo, integrando tudo. Conectar
sempre o ensino com a pessoa do aluno, com a vida do aluno, com a sua
experiência (MORAN, 2005: 88).
A educação deve procurar chegar ao aluno por todos os caminhos possíveis:
pela experimentação, imagem, som, representação, dramatizações, simulações,
pela multimídia. O ensino-aprendizagem é um processo do qual educador e
educando compartilham. Parafraseando Freire (1987), poderíamos dizer: ninguém
educa ninguém, ninguém é educado por ninguém; os homens se educam juntos, em
comunhão. A internet poder se tornar um dos caminhos desse processo. Segundo
Moran (2005):
Ensinar e aprender depende do educador e do educando,
é um processo compartilhado. O educador coordena, sensibiliza,
organiza o processo, que vai sendo construído em conjunto
com as habilidades e tecnologias possíveis a cada grupo, de forma
participativa. É um processo baseado na confiança, na comunicação autêntica, na
interação, na troca, no estímulo, com normas e limites, mas sempre enfatizando
o incentivo (MORAN, 2005: 89).
A internet para
Moran (2005), é um novo meio de comunicação, ainda incipiente, mas que serve
para rever, estender e transformar as muitas formas atuais de ensinar e
aprender. Os recursos da informática, quando usados de maneira adequada, pode
se constituir em agente de mudanças para o processo de ensino-aprendizagem e,
portanto, de melhoria da educação.
Numa perspectiva
construtivista, o ensino através do computador possibilita trocas entre os
alunos, que são os sujeitos da aprendizagem, e o software, que poderá
conter recursos de aprendizagem previamente decididos, através dos quais fiquem
claras as possibilidades de assimilar e acomodar conteúdos. Dessa forma,
professores e alunos se tornam pesquisadores; o professor procura descobrir as
possibilidades que o computador oferece ao aluno; o aluno busca resolver suas
dúvidas e, quando o fizer, o pensamento é construído ao mesmo tempo de forma
concreta, física e mentalmente.
8 METODOLOGIA
Inicialmente será realizada uma revisão bibliográfica mais aprofundada
sobre o vídeo e a internet no processo educativo, além de suas formas de
utilização e seu papel para a melhoria da educação.
A seguir será realizada a pesquisa de campo através de um questionário, o
qual se encontra no apêndice1 e 3, junto aos professores e aos alunos do 4º ano
da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Cleiton Costa, no
município de Engenho Velho/RS, buscando obter dados referentes as expectativas
e anseios diante da utilização do vídeo e da internet nas aulas.
Em seguida será desenvolvido uma pesquisa ação, onde os alunos e
professores farão uso de vídeo e internet, bem como a produção de vídeo e
divulgação na escola e num blog.
Será realizada outra pesquisa de campo através de um questionário, o qual
se encontra no apêndice 2 e 4, junto aos professores e aos alunos do 4º ano da
Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Cleiton Costa, no
município de Engenho Velho/RS buscando obter dados referentes a utilização do
vídeo e da internet nas aulas.
Para finalizar o trabalho será realizada uma análise sobre as
contribuições do vídeo e da internet no processo educacional, abordando
currículo escolar, relação do professor-aluno a partir da inserção da TICs no
currículo, a relação aluno-aluno mediada pelo uso do vídeo e da internet. O
papel e a importância do professor para que esse processo de educação seja
melhorado e as contribuições da internet para o processo ensino-aprendizagem
educacional. Esta análise será realizada mediante uma revisão bibliográfica, os
dados obtidos nas pesquisas de campo e análise documental.
8.1 Universo/Amostra
O trabalho será efetivado a partir de instrumentos de coleta de dados,
junto aos alunos e professores que atuam no 4º ano da Escola Municipal de
Educação Infantil e Ensino Fundamental Cleiton Costa, no município de Engenho
Velho-RS.
O universo do trabalho abrange o 4º ano do Ensino Fundamental.
A amostra será composta pelo grupo de professores que atuam no 4º ano da
escola escolhida. Uma pesquisa inicial, por meio de um questionário, buscará
identificar, preliminarmente, quais são os professores que utilizam o vídeo e a
internet no seu projeto pedagógico e que seriam voluntários a participar do
trabalho.
Para a seleção dos professores, será dada prioridade aos que atenderem os
seguintes critérios:
Quanto ao projeto pedagógico:
É do seu interesse utilizar o vídeo e a internet no seu trabalho
pedagógico?
De que maneira o vídeo e a internet poderão ser utilizados para atingir
os objetivos da(s) disciplina(s)?
O vídeo e a internet podem contribuir para atingir os objetivos propostos
pelo professor?
O uso do vídeo e da internet é um recurso opcional ou é essencial para o
bom cumprimento do programa?
O professor planeja ampliar a utilização da internet dentro do programa
da sua série?
Os programas e locais planejados na internet deverão empregar recursos
multimídia ou trabalharem apenas com a leitura de textos?
Os alunos terão a oportunidade de explorar, individualmente, suas áreas
de interesse e de construir seu próprio conhecimento quando estiverem usando o
computador e a internet?
Quanto à questão humanista:
O emprego do vídeo e da internet aprimora a relação entre o professor e
seus alunos?
O recurso tecnológico contribui para a maior colaboração entre os alunos
ou entre outros grupos afins?
O emprego do vídeo e da internet é meramente técnico ou há discussão
quanto aos aspectos éticos e morais da informação acessada ou recebida?
8.2 Procedimento para coleta de dados
Os instrumentos utilizados no trabalho serão os questionários de pesquisa
e a análise documental (constitui no estudo dos planejamentos que orientam as
disciplinas, como programas das disciplinas, plano de ensino, plano de aula, Projeto
Político Pedagógico), para avaliar como é feita a utilização do vídeo e da
Internet dentro da proposta pedagógica da série e das disciplinas.
Acompanhamento,
observações e registros em fichas das aulas práticas do professor.
Observações do
comportamento/postura do aluno nas aulas práticas.
9 CRONOGRAMA
|
ATIVIDADES
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DATAS
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Construção
do referencial teórico
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Abril
a agosto de 2012
|
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Contato com
as escolas e professores para coleta de dados e planejamento das atividades
|
Abril
de 2012
|
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Aplicação
do 1º questionário e aplicação do projeto
|
Maio
de 2012
|
|
Aplicação
do 2º questionário
|
Junho
de 2012
|
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Análise e
interpretação dos dados
|
Junho
de 2012
|
|
1ª versão
do artigo
|
Abril
a junho de 2012
|
|
2ª versão
do artigo
|
Abril
a julho de 2012
|
|
Entrega
final do artigo
|
6
de agosto
|
Para
desenvolver este projeto serão necessários os seguintes recursos:
·
Computadores ligados a Internet: serão
disponibilizados pela escola no laboratório de informática
·
Máquina fotográfica digital ou Webcam: será
disponibilizado pela acadêmica.
FREIRE, Paulo. Crítico,
radical e otimista. Presença Pedagógica, Belo Horizonte, ano 1, v.1, p. 5
-12, jan./fev.1995.
____.
Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
MORAN, José Manuel. O vídeo em sala de aula. Comunicação e Educação, São Paulo, jan./abr. 1995, p. 27 a 35. Disponível em: http://revistas.univerciencia.org/index.php/comeduc/article/view/3927/3685. Acesso em: 07 de Maio de 2012.
____. Ensino
e aprendizagem inovadores com tecnologia. 2005. Disponível em: http://www.eca.usp.br/prof/moran/inov.htm. Acesso em: 07 de Maio de 2012.
SILVA,
Marco. Criar e professorar um curso online: relato de experiência. In: ___.
(Org.). Educação online: teorias,
práticas, legislação, formação corporativa. São Paulo: Edições Loyola, 2003. p.
51-73.
____.
Sala de Aula Interativa. 2. ed. Rio
de Janeiro: Quartet, 2001.
VALENTE, José A. Pesquisa, comunicação e aprendizagem
com o computador. O papel do computador no processo ensino-aprendizagem. Em
(Org.) ALMEIDA, M. E.B.de; MORAN, J. M. Integração
das tecnologias na Educação. Salto para o Futuro. Brasília: Ministério da
Educação, SEED, 2005, p. 22-31.
____. Pesquisa, comunicação e aprendizagem com o
computador. Disponível em:
http://uab.ifsul.edu.br/midias/file.php/124/Pesquisa_comunicacao_e_aprendizagem_como_computador.pdf.
Acesso em: 23 de abril de 2012.
____; PRADO, Maria
Elisabette B. B. A formação na ação do professor: uma abordagem na e para uma
nova prática pedagógica. In: ____. (Org.). Formação de educadores para o uso
da informática na escola. Campinas:
NIED /UNICAMP, 2003. Disponível em: http://www.nied.unicamp.br/oea//pub/livro4/index.html.
Acesso em: 21 de Abril de 2009.
APÊNDICE 1: Questionário para os alunos no início dos
trabalhos.
QUESTIONÁRIO DE PESQUISA ALUNOS 1
1ª questão: O que você espera aprender nas
aulas quando for utilizado o vídeo e a internet?
( ) assuntos
relacionados a educação
( ) assuntos que
auxiliem a compreensão do conteúdo visto em sala de aula
( ) assuntos não
relacionados a aula
2ª questão: O que você conhece de vídeo e de internet?
( ) já usei vídeo e
internet e sei utilizá-los
( ) conheço vídeo e
internet e não sei utilizá-los
( ) não conheço vídeo
e internet e não sei utilizá-los
3ª questão: Você costuma usar o vídeo e a
internet?
( ) uso para
diversão e entretenimento
( ) uso para
trabalhos escolares
( ) não uso
4ª questão: Aonde você tem acesso a vídeo e
a internet?
( ) em casa
( ) na escola
( ) em outros
lugares
5ª questão: O que
você prefere quando trabalha com vídeo e internet?
( ) assistir filmes
( ) jogar jogos na
internet
( ) realizar
pesquisas
( ) conversas on
line e conhecer pessoas
6ª questão: Se
você fosse professor da tua turma o que você trabalharia com seus alunos
relacionados a:
Vídeo ( )
passaria filmes internet
(
) usaria para fazer pesquisas
(
) passaria filmes educativos ( ) passaria para acessar jogos
(
) passaria músicas ( ) usaria para acessar conversas, conhecer
pessoas
(
) passaria mensagens ( ) Outros –
qual?.........................................................
APÊNDICE 2: Questionário para os alunos no fim dos
trabalhos.
QUESTIONÁRIO DE PESQUISA ALUNOS 2
1ª questão: Como foi usar o vídeo e a internet nas
aulas?
( ) foi bom e proveitoso
( ) me ajudou na compreensão dos conteúdos
( ) não achei proveitoso
( ) não gostei porque me distraí
2ª questão: Você utilizou o vídeo e a internet
como ferramenta de apoio para as atividades escolares?
( ) sim
( ) não
3ª questão: Na sua opinião, quais são as vantagens
de usar o vídeo e a internet nas atividades escolares?
( )
auxilia a compreensão dos conteúdos trabalhados em sala de aula
( ) desperta a criatividade e a imaginação
auxiliando na produção de novas atividades
( ) prende a atenção por ser ferramentas que
tem recursos de multimídia
4ª questão: Na sua opinião, quais as desvantagens
do uso do vídeo e da internet nas aulas?
( ) passam muitas informações
( ) dificuldade em se concentrar nas
informações passadas
5ª questão: Em relação as aulas no com vídeo e
internet, suas expectativas foram atendidas?
( )
sim
( ) não
Por quê?
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APÊNDICE 3: Questionário para os professores no
início dos trabalhos.
QUESTIONÁRIO DE PESQUISA PROFESSORES 1
1ª questão: Você utiliza vídeo ou internet com
seus alunos?
( ) sim
( ) não
Como: ( ) para fazer pesquisas
( ) para trabalhar jogos
( ) para passar filmes
( ) para passar mensagens
2ª questão: É do seu interesse constar o
uso do vídeo e da internet no seu trabalho pedagógico?
( ) sim ( ) porque podem
auxiliar na transmissão de conteúdos e assuntos tratados em sala de aula
( ) porque podem contribuir com a aprendizagem
dos alunos
( ) porque apresentam uma linguagem diferente e
que os alunos podem compreendem melhor
( ) não ( ) porque não
ajuda na aprendizagem dos alunos
( ) porque repassam muitas informações e os
alunos não assimilam
( ) porque não gosto de utilizar
3ª questão: O que você conhece de vídeo e
de internet?
( ) já usei vídeo e
internet e sei utilizá-los
( ) conheço vídeo e
internet, mas não sei utilizá-los
( ) não conheço vídeo
e internet e não sei utilizá-los
4ª questão: Como deseja utilizar o vídeo e
a internet nas aulas?
( ) usar para
diversão e entretenimento
( ) usar para
trabalhos pedagógicos
( ) usar para oferecer
outras alternativas de aprendizagem para os educandos
( ) não usar
5ª questão: Você acha que os alunos devem
ter a oportunidade de explorar, individualmente, suas áreas de interesse e de
construir seu próprio conhecimento quando estiverem usando o vídeo e a
internet?
( ) sim ( ) porque é
importante que aprendam selecionar conteúdos e assuntos
( ) porque possibilita que o aluno construa uma
visão mais ampliada dos assuntos
( ) porque é importante que ele aprenda a
descobrir as coisa por eles próprios
( ) não ( ) porque se
dispersam e acabam se distanciando dos objetivos propostos
( ) porque perdem tempo olhando coisas e
conteúdos que não tem relação com o que está estudando
APÊNDICE 4: Questionário para os professores no
final dos trabalhos.
QUESTIONÁRIO DE PESQUISA PROFESSORES 2
1ª questão: Como foi usar o vídeo e a internet
como recurso pedagógico?
( ) foi bom e proveitoso porque os alunos
podem trabalhar a criatividade, iniciativa, atenção, responsabilidade
( ) ajudou os alunos na compreensão dos
conteúdos
( ) não achei proveitoso
2ª questão: Você utilizou o vídeo e a internet
como ferramenta de apoio para as atividades pedagógicas?
( ) sim
( ) não
3ª questão: Na sua avaliação,
quais são as maiores vantagens do uso educacional do vídeo e da internet?
( ) auxilia a compreensão dos conteúdos
trabalhados em sala de aula
( ) desperta a criatividade e a imaginação
auxiliando na produção de novas atividades
( ) prende a atenção por ser ferramentas que
tem recursos de multimídia
4ª questão: Na sua avaliação, quais as maiores
desvantagens do uso educacional do vídeo e da internet?
( ) passam muitas informações
( ) dificuldade em se concentrar nas
informações passadas
( ) dificuldade em controlar o que o aluno
acessa na internet
5ª questão: Em relação a utilização do vídeo e da
internet, suas expectativas foram atendidas?
( ) sim
( ) não
Por quê?
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[1] TICs:
Tecnologia de Informática e Comunicação. Englobam tecnologias analógicas
(rádio, TV.) e tecnologias digitais (informática, internet, computador).